“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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1 de mai de 2018

FRANCISCO GOYA - Arte Tumular - 1368 - San Antonio del la Florida Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain



ARTE TUMULAR
Tumulo retangular com uma cruz celta no tampo. Na cabeceira tumular se destaca um monumento representando um portal, com colunas laterais e tendo como destaque na parte central um relevo circular da efigie de Goya, envolvido por dois ramos de palma , que representa o símbolo da vitória, ascensão, ressurreição ou mesmo imortalidade da alma.

Local:  San Antonio del la Florida Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Francisco de Goya y Lucientes
Retrato feito por Vicente López Portaña em 1826.
Nascimento30 de março de 1746
Bandera de España 1701-1760.svg EspanhaFuendetodos
Morte15 de abril de 1828 (82 anos)
França FrançaBordéus
NacionalidadeEspanhol
OcupaçãoPintorgravador
MovimentoestéticoNeoclassicismoRomantismo
Assinatura
Firma de Francisco de Goya.svg
PERSONAGEM
Francisco José de Goya y Lucientes (Fuendetodos, 30 de março de 1746 — Bordéus, 15 ou 16 de abril de 1828) foi um pintor e gravador espanhol.
Morreu aos 82 anos.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Goya nasceu em Fuendetodos, Aragão, Espanha, no dia 30 de março de 1746, filho de José Benito de Goya y Franque e de Gracia y Lucientes Salvador. Passou sua infância em Fuendetodos, onde sua família morava em uma casa com o brasão da família de sua mãe. O pai ganhava a vida como dourador.

Em 1749, a família comprou uma casa na cidade de Saragoça e alguns anos mais tarde mudou-se para lá. Goya frequentou a Escuelas Pias, onde fez uma estreita amizade com Martin Zapater, sendo sua correspondência ao longo dos anos considerada uma valiosa fonte para as biografias de Goya.

Aos 14 anos, entrou para a aprendizagem com o pintor Don José Luzán y Martinez. Como era costume na época, começou fazendo cópias de pinturas de vários mestres.

 Aos dezessete anos, transferiu-se para Madrid, onde estudou com Anton Raphael Mengs, um pintor que era popular na realeza espanhola. Entrou em choque com seu mestre e seus exames foram insatisfatórios. Tentou por duas vezes, uma em 1763 e outra em 1766, entrar para a Academia de Belas Artes, sendo rejeitado em ambas as tentativas.

Os biógrafos atribuem a Goya todo o tipo de aventuras nos anos que se seguiram, como a de ter se tornado toureiro em Roma e ter se envolvido em inúmeras aventuras amorosas. No final de 1771, inscreveu-se em concurso da Academia de Belas Artes de Parma, recebendo uma menção honrosa e sua primeira encomenda: o afresco na Igreja Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça. A partir daí, seguiram-se encomendas para o Palácio de Sobradiel e o Monastério Aula Dei.

Entre os anos de 1773 e 1774 foram executadas, provavelmente, as últimas pinturas desse período em que esteve em Saragoça. Goya se casou com Josefa Bayeu, irmã dos artistas Francisco e Ramon Bayeu. Enquanto esteve em Madrid, trabalhou para várias fábricas, fazendo desenhos para tapeçarias. São desse período os desenhos que ganharam fama, com reprodução de cenas folclóricas e de paisagens. Contudo, ele não era um artista interessado em paisagens e o fundo de suas obras mostra o pouco interesse que ele tinha por elas.

DOENÇA
Em 1792, numa viagem a Andaluzia, contraiu uma doença séria e desconhecida, transmitida por seu amigo Sebastián Martínez, ficando temporariamente paralítico, parcialmente cego e totalmente surdo. Com a doença, perdeu sua vivacidade, seu dinamismo, sua autoconfiança. A alegria desapareceu lentamente de suas pinturas, as cores se tornaram mais escuras e seu modo de pintar ficou mais livre e expressivo.

Parcialmente recuperado, retornou a Madrid no verão de 1793 e continuou a trabalhar como artista da Corte, porém buscou outras inspirações para expressar sua fantasia e invenção sem limite, o que as obras sob encomenda não lhe permitiam. Devido à doença, Goya passou a não ter mais muito respeito pela aristocracia, expondo nas suas pinturas as verdadeiras identidades e as fraquezas dos modelos.

 Os últimos anos Durante a última parte de sua vida, Goya cobriu as paredes de sua Quinta del Sordo com as famosas "pinturas negras", as últimas e mais misteriosas de seu gênio atormentado, como "Saturno devorando um filho" (1819-1823) que se encontra atualmente no Museu do Prado. Esta pintura constitui uma referência aos conflitos internos de Espanha, durante o reinado absolutista de Fernando VII, mas será também um reflexo da degradação da sua saúde física e mental.


 Conhecido como "Goya, o Turbulento" e considerado às vezes como "o Shakespeare do pincel", suas produções artísticas incluem uma ampla variedade representativa de retratos, paisagens, cenas mitológicas, tragédia, comédia, sátira, farsa, homens, deuses e demônios, feiticeiros, e um pouco do obsceno.

MORTE
Em 1824, Goya exilou-se em Bordéus, França, vindo a morrer quatro anos depois naquela cidade. Encontra-se sepultado em San Antonio del la Florida, Madrid na Espanha.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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