“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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28 de jan de 2016

HIDEKI TOJO - Arte Tumular - 1048 - Zoshigaya Cemetery Tokyo Tokyo Metropolis, Japan

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Precedido por
Konoe Fumimaro
Primeiro-ministro do Japão
1941 - 1944
Sucedido por
Kuniaki Koiso






ARTE TUMULAR 
Base tumular em granito natural em formato quadrado na parte anterior, tendo por trás uma formação circular sustentando uma base quadrada, que por sua vez ergue um monumento com incrições em japonês



Local: Zoshigaya Cemetery Tokyo Tokyo Metropolis, Japan
Foto: Warrick L.Barret
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
 Hideki Tojo (Kyūjitai: 東條 英機; Shinjitai: 東条 英機; ) (30 de Dezembro de 1884 – 23 de Dezembro de 1948) foi um general do Exército Imperial Japonês, pensador político e o 27º Primeiro-Ministro do Japão; serviu como primeiro-ministro durante a maior parte da Segunda Guerra Mundial, de 18 de Outubro de 1941 a 22 de Julho de 1944. Tojo lutou pela contenção do Comunismo na Ásia, por crer que a expansão dessa ideologia desestabilizaria a segurança do Japão e do Leste Asiático.
Morreu aos 63 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Hideki Tojo nasceu em Kojimachi (distrito de Tóquio), em 1884. Ele era o terceiro filho de Hidenori Tojo, tenente-general do Exército Imperial Japonês. Tojo teve dois irmãos mais velhos que morreram antes de seu nascimento, por isso ele foi considerado o mais antigo e recebeu o tratamento e os direitos que um filho mais velho no Japão tem direito, que inclui uma imensa quantidade de honra. Em 1909 ele se casou com Katsuko Ito, com quem teve três filhos e quatro filhas.

Ele foi nomeado comandante da 24 ª Brigada de Infantaria IJA em agosto de 1934. Em setembro de 1935, Tojo foi transferido para se tornar comandante do Kempeitai do Exército Kwangtung em Manchúria.

Tojo foi promovido a Chefe do Estado do Exército Kwangtung. Como Chefe de Gabinete, Tojo foi responsável por várias operações militares para aumentar a penetração japonesa na Mongólia e regiões fronteiriças com Manchukuo. Em julho de 1937, ele conduziu pessoalmente as unidades do 2 Brigada Mista Independente de Operação Chahar.

Após o incidente da Ponte Marco Polo, que marca o início da Segunda Guerra Sino-Japonesa, Tojo ordenou que suas forças para avançar contra Hopei e outros alvos no norte da China.

Tojo foi chamado para o Japão em maio de 1938 para servir como Vice-Ministro do Exército no ministro do Exército Seishirō Itagaki. De dezembro de 1938-1940, Tojo foi Inspector-Geral da Aviação do Exército.

CAPTURA,JULGAMENTO E EXECUÇÃO
 Após a rendição do Japão em 1945, o general americano Douglas MacArthur, comandante das forças Aliadas no pacífico, emitiu ordens para prender mais de quarenta líderes militares japoneses acusados de crimes de guerra, incluindo Tōjō. Enquanto isso, a casa dele em Setagaya foi cercada por fotógrafos e jornalistas. Três soldados americanos e dois oficiais da inteligência foram enviados para prender Tōjō.

Hideki Tōjō ferido após a sua tentativa de suicídio. Dois correspondentes de guerra americano (Hugh Bailey e Russell Braun), que haviam entrevistado Tōjō, também estavam presentes quando os militares americanos foram prende-lo. O ex primeiro-ministro foi encontrado mortalmente ferido com um tiro auto infligido no peito. Foi apenas duas horas depois da tentativa de suicídio que médicos chegaram para trata-lo. Tōjō atirou contra a própria barriga e a bala entrou no estômago, o que acabou salvando sua vida pois ele na verdade queria atirar no coração. Ferido e sendo atendido por médicos, ele teria virado para um repórter japonês que estava no local e disse: "Me desculpem por ter demorado tanto para morrer. A Grande Guerra Asiática Oriental era justificada e justa. Eu sinto muito pela nação e por todas as raças dos poderes da Grande Ásia. Eu aguardo o julgamento justo da história. Eu queria cometer suicídio mas as vezes isso falha".

Tōjō foi preso e levado para um hospital militar americano. Após se recuperar de seus ferimentos, ele foi transferido para a prisão de Sugamo. Por lá, ele recebeu novas dentaduras feitas por um dentista americano. Secretamente a frase "Remember Pearl Harbor" ("Lembre-se de Pearl Harbor") foi gravada nos dentes da dentadura em código morse.

Durante o julgamento, Tōjō assumiu toda a responsabilidade por suas ações durante a guerra.

Tōjō foi sentenciado a morte em 12 de novembro de 1948 e executado por enforcamento quarenta e um dias depois em 23 de dezembro do mesmo ano. Antes de sua morte, ele entregou as insígnias de seu uniforme ao soldado americano Kincaid, que era um dos guardas de sua cela; elas agora estão amostra em um museu em Pensacola, Flórida. Em um discurso final, ele pediu desculpas pelas atrocidades que os militares japoneses cometeram durante a guerra e pediu para que os americanos mostrassem compaixão para com o povo japonês, que vinha sofrendo muito com os bombardeios aéreos dos Aliados ao país e com o lançamento das bombas atômicas.

Muitos historiadores criticaram o trabalho feito pelo general Douglas MacArthur e sua equipe, que queriam exonerar o imperador Hirohito e todos os membros de sua família imperial de qualquer processo por crimes cometidos durante a guerra. MacArthur e o general de brigada Bonner Fellers queriam proteger o imperador e jogar toda a responsabilidade da guerra em Tōjō.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales


24 de mar de 2014

ADOLFO SUÁREZ - Arte Tumular - 968 -



PERSONAGEM
Adolfo Suárez González (Cebreros, Ávila, 25 de Setembro de 1932 — Madrid, 23 de Março de 2014) foi um político da Espanha. Ocupou o lugar de presidente do governo de Espanha de 1976 a 1981, sendo o primeiro presidente democrático após a ditadura do general Franco. Foi-lhe concedido pelo rei Juan Carlos I da Espanha o título de "duque de Suárez" em 1981, com grandeza da Espanha, e foi cavaleiro da Ordem do Tosão de Ouro.
Morreu aos 81 anos de idade.
BIOGRAFIA
 Licenciado em Direito pela Universidade de Salamanca, desempenhou diferentes cargos no regime franquista da mão de Fernando Herrero Tejedor, um falangista ligado à Opus Dei, que foi o seu protetor desde que o conheceu, quando era governador civil de Ávila. Desta forma, em 1958, passa a fazer parte da Secretária General del Movimiento ascendendo, em 1961, a Chefe do Gabinete Técnico do Vice-secretário Geral, procurador nas Cortes por Ávila em 1967 e governador civil de Segóvia em 1968. Em 1969 foi designado Diretor Geral de Radiotelevisión Española, onde já desempenhara outros cargos entre 1964 e 1968; permaneceu neste cargo até 1973. Em Abril de 1975, novamente da mão de Herrero Tejedor, foi nomeado Vice-secretário Geral do Movimiento, cargo que ostentaria até a morte do seu mentor a 13 de Junho desse ano. A 11 de Dezembro de 1975, entrou no primeiro gabinete de Carlos Arias Navarro, formado após a morte de Franco, por sugestão de Torcuato Fernández Miranda, Adolfo Suárez é nomeado Ministro Secretario Geral do Movimiento. Sua projeção para a titularidade da Presidência do Governo aumentou consideravelmente graças ao apoio da Coroa e o apoio popular às suas políticas reformistas.
PRESIDENTE DO GOVERNO ESPANHOL
Quando em Julho de 1976 o rei Juan Carlos I lhe encomendou a formação do segundo governo do seu reinado e a conseguinte desmontagem das estruturas franquistas, Suárez era um desconhecido para uma maioria do povo espanhol. Porém, aos seus 43 anos, com dificuldades, foi capaz de aglutinar um grupo de políticos da sua geração que chegaram às convicções democráticas por diversos caminhos. Soube reunir, junto falangistas «conversos» como ele, socialdemocratas, liberais, democrata-cristãos, etc. e, entre 1976 e 1979, desmontar o regime franquista com a cumplicidade das forças antifranquistas, como o PSOE e, especialmente, do Partido Comunista de Espanha e do seu líder, Santiago Carrillo, que denominou Suárez como um "anticomunista inteligente". Nesta tarefa contou com a ajuda de Torcuato Fernández Miranda, entre outros, que conseguiu a auto-liquidação das Cortes franquistas e avançar no Projeto de Reforma Política diante duma receosa oposição democrática e com a colaboração do Tenente-General Manuel Gutiérrez Mellado, encarregado de tranquilizar e controlar, no possível, as altas esferas militares, compostas na sua maior parte por militares que ganharam a guerra civil e, portanto, proclives ao regime franquista.
PRIMEIRO PRESIDENTE DEMOCRÁTICO
A 15 de Junho de 1977, pela primeira vez na Espanha desde 1936, celebraram-se eleições gerais livres. Adolfo Suárez alçava-se como vencedor das mesmas, à frente de um conglomerado de formações de centro-direita, aglutinadas sob as siglas UCD (União de Centro Democrático). As Cortes saídas daquelas eleições, convertidas em constituintes, aprovaram a Constituição, que o povo espanhol referendou em 6 de Dezembro de 1978. A 3 de Março de 1979, Adolfo Suárez ganhava pela segunda vez umas eleições, e iniciava o seu terceiro mandato como presidente do Governo. Talvez o seu primeiro erro neste período tivesse sido o de evitar a apresentação do seu programa de governo perante o Congresso, o que lhe pôs contra de algum grupo, como o Partido Socialista Andaluz. Por outro lado, o triunfo nas eleições gerais ficou muito em segundo plano depois do acesso da esquerda aos principais municípios do país após as primeiras eleições municipais de Abril. O acordo entre o PSOE e o PCE permitiu as grandes cidades espanholas serem governadas por prefeitos de partidos da oposição. Foi uma etapa de governo cheia de dificuldades políticas, sociais e econômicas. Em 1980, o PSOE apresentou uma moção de censura que, embora derrotada de antemão, deteriorou ainda mais a imagem de um Suárez desprovido de apoios no seu próprio partido. Finalmente, a falta de sintonia com o rei Juan Carlos e as tensões crescentes no seu próprio partido, levaram a apresentar a sua demissão a 29 de Janeiro de 1981. Na sua mensagem ao país afirmou:
"  Eu não quero que o sistema democrático de convivência seja, uma vez mais, um parêntese na História da Espanha." 
A suposição de que renunciava pela pressão dos militares pareceu confirmada pela tentativa de golpe de estado que aconteceu durante a investidura de Leopoldo Calvo-Sotelo. Contudo, alguns autores, Javier Tusell e Charles Powell entre eles, insistem no cansaço e na falta de apóio da Coroa como principais fatores para a sua demissão. Em 1981, o rei concedeu-lhe o título de "duque de Suárez" pelo seu papel no processo da transição espanhola.
VIDA POLÍTICA POSTERIOR
Pouco depois da sua demissão criou juntamente com outros ex-dirigentes da UCD o partido Centro Democrático e Social (CDS), com o que se apresentou às eleições de 28 de Outubro de 1982, sendo eleito deputado por Madrid. Revalidou a sua cadeira em 1986 e 1989, mas em 1991 demitiu-se de Presidente do CDS após os maus resultados da sua formação nas eleições municipais e abandonou definitivamente a política. Em 1996 foi-lhe concedido o "Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia" pela sua importante contribuição para a Transição Espanhola à democracia, da qual é considerado um dos grandes artífices. Tanto a sua esposa, Amparo Illana Elórtegui, quanto a sua filha maior, Marian Suárez Illana, padeceram e faleceram de câncer (Amparo em 2001 e a sua filha em 2004). Sua filha Sonsoles Suárez, apresentadora de televisão, também sofreu câncer. Suárez tem outros três filhos: Adolfo, que foi candidato do Partido Popular à presidência da Comunidade Autônoma de Castela-A Mancha em 2003, Laura e Javier. Foi o seu filho Adolfo que, no decurso de uma entrevista para o programa Las cerezas da Televisão Espanhola emitido a 31 de Maio de 2005, revelou que o ex presidente Suárez padecia de Alzheimer, havia dois anos, e nem sequer se lembrava de ter sido Presidente do Governo nem não reconhecia ninguém, respondendo unicamente a estímulos afetivos.2 A 8 de Junho de 2007 e por ocasião do trigésimo aniversário das primeiras eleições democráticas, o rei Juan Carlos nomeou-o cavaleiro da insigne Ordem do Tosão de Ouro pela sua importantíssima atuação na Transição espanhola, o qual lhe foi entregue a 16 de Julho de 20083 A 23 de Setembro de 2007 foi publicada uma entrevista inédita feita em 1980 no jornal ABC.
MORTE
Morreu a 23 de março de 2014, em Madrid, aos 81 anos
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

15 de jan de 2014

ARIEL SHARON - Arte Tumular - 960 - Havat Hashikmim (Sycamore Farm) Tel Aviv Tel Aviv District, Israel





ARTE TUMULAR
Pedra irregular na parte que corresponde a cabeceira tumular

Local: Havat Hashikmim (Sycamore Farm) Tel Aviv Tel Aviv District, Israel
Descrição tumuilar: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Ariel Sharon (em hebraico: Loudspeaker.svg? אריאל שרון, em árabe: أرئيل شارون, Ariʼēl Sharōn, também conhecido pelo seu diminutivo Arik, em hebraico: אַריק, nascido Ariel Scheinermann, em hebraico: אריאל שיינרמן‎ (Kfar Malal, Sharon, 27 de fevereiro de 1928 — Tel Aviv, 11 de janeiro de 20141  ), foi um político e militar israelita que serviu como 11º primeiro-ministro de Israel.
Morreu aos 85 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Sharon era um comandante do Exército de Israel desde a sua criação em 1948. Como paraquedista e, em seguida, como oficial, ele participou com destaque na Guerra de Independência de 1948, tornando-se comandante de pelotão na brigada Alexandroni e participando de muitas batalhas, incluindo a Operação Ben Nun Alef. Ele foi uma figura fundamental para a criação da Unidade 101, e as operações de represália, assim como na Crise do Suez em 1956, a Guerra dos Seis Dias de 1967, a Guerra de Desgaste, e a Guerra do Yom Kipur, de 1973. Como ministro da defesa, liderou a Guerra do Líbano de 1982. Durante sua carreira militar, ele foi considerado o maior comandante de campo da história de Israel, e um dos maiores estrategistas militares de seu país. Depois de seu ataque do Sinai na Guerra dos Seis Dias e seu Cerco do Terceiro Exército Egípcio na Guerra do Yom Kippur, o povo israelense lhe o apelidou de "O Rei de Israel" e "O Leão de Deus". Depois de se aposentar do exército, Sharon se juntou ao partido Likud, e serviu em vários cargos ministeriais nos governos liderados pelo Likud em 1977-1992 e 1996-1999. Ele se tornou o líder do partido, em 2000, e serviu como primeiro-ministro de Israel de 2001 a 2006. Em 1983, Sharon foi responsabilizado pessoalmente pelo massacre de civis palestinos, perpetrado por falangistas libaneses com apoio das forças de ocupação israelenses, nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, durante a Guerra do Líbano de 1982 (junho a setembro de 1982). A pedido dos falangistas, as forças israelenses cercaram Sabra e Shatila e bloquearam as saídas dos campos para impedir a saída dos moradores e facilitar o massacre. Na ocasião, Sharon era ministro da defesa e, segundo a comissão Kahan, instituída pelo governo de Israel, ele não tomou as medidas de segurança necessárias a impedir o previsível massacre dos refugiados pelos falangistas. A Comissão Kahan recomendou a remoção de Sharon como ministro da defesa, ele renunciou depois de inicialmente recusar-se a fazê-lo. Em 2003, maior corte de apelações da Bélgica decidiu que Ariel Sharon, já então primeiro-ministro Israel, poderia ser julgado por crimes de guerra, quando deixasse o cargo. O processo contra Sharon foi aberto graças à lei de jurisdição universal, criada na Bélgica em 1993, que permite que pessoas acusadas de cometer crimes de guerra sejam julgadas, independentemente do local onde os crimes tenham sido cometidos. Sharon nunca foi julgado pelos massacres.  Na década de 1970, 1980 e 1990, Sharon defendeu a construção de colônias israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. No entanto, como primeiro-ministro, entre 2004-2005 orquestrou a retirada unilateral de Israel da Faixa de Gaza, alegando razões de segurança. Algum tempo depois, em 2008, as Forças de Defesa de Israel realizariam um devastador ataque à Faixa - a Operação Chumbo Fundido. Enfrentando uma forte oposição a esta política dentro do Likud, em novembro de 2005 ele deixou o partido para formar um novo, o Kadima. Era esperado que Sharon vencesse a próxima eleição e que ele também planejasse a desocupação da maior parte da Cisjordânia, mediante uma série de retiradas decididas unilateralmente. No entanto, Sharon sofreu um derrame em 4 de janeiro de 2006 e foi deixado em um estado vegetativo permanente até sua morte, oito anos depois.
MORTE
Ariel Sharon morreu no dia 11 de janeiro de 2014, aos 85 anos, em Tel Aviv, depois de permanecer por oito anos em estado vegetativo.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

8 de abr de 2013

MARGARET THATCHER - Arte Tumular - 827 -



O funeral da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher será realizado em Londres, no dia 17 de abril, uma quarta-feira, informou o gabinete do atual premiê, David Cameron, nesta terça-feira. A cerimônia será realizada da Catedral de St. Paul.
Provavelmente será cremada.



 PERSONAGEM
Margaret Hilda Thatcher, Baronesa Thatcher LG, OM, PC, FRS (Lincolnshire, 13 de outubro de 1925 — Londres, 8 de abril de 2013) foi uma política britânica, primeira-ministra de 1979 a 1990.
Morreu aos 87 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Nascida Margaret Roberts na localidade de Grantham, em Lincolnshire, Inglaterra Thatcher estudou ciências químicas na Universidade de Oxford antes de se qualificar como barrister. Nas eleições gerais de 1959 no Reino Unido ela foi eleita parlamentar pela região de Finchley. Edward Heath nomeou Thatcher secretária do Departamento de Educação e Habilidades em seu governo de 1970. Em 1975 ela foi eleita líder do Partido Conservador, sendo a primeira mulher a liderar um dos principais partidos do Reino Unido, e em 1979 ela se tornou a primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido. Ao liderar o governo do Reino Unido, Thatcher estava determinada a reverter o que via como o declínio nacional de seu país.. Suas políticas econômicas foram centradas na desregulamentação do setor financeiro, na flexibilização do mercado de trabalho e na privatização das empresas estatais. Sua popularidade esteve baixa em meio à recessão econômica iniciada com a Crise do petróleo de 1979; no entanto, uma rápida recuperação econômica, além da vitória britânica na Guerra das Malvinas, fizeram ressurgir o apoio necessário para sua reeleição em 1983. Devido ao fato de Thatcher ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 1984, de sua dura oposição aos sindicatos e de sua forte crítica à União Soviética, foi apelidada de "Dama de Ferro". Thatcher foi reeleita para um terceiro mandato em 1987, mas sua impopular visão crítica à criação da União Europeia lhe fez perder apoio em seu partido, renunciando aos cargos de primeira-ministra e líder do partido em 1990. Thatcher tem um título vitalício de pariato como Baronesa Thatcher de Kesteven, que a intitula a sentar na Câmara dos Lordes.
MORTE
Ela morreu enquanto dormia em 8 de abril de 2013 na sequência de um acidente vascular cerebral

14 de nov de 2011

MENACHEM BEGIN - Arte Tumular - 679 - Mount of Olives Cemetery ,Jerusalem,Yerushalayim (Jerusalem District), Israel




Laje tumular
Cemitério
ARTE TUMULAR
Base tumular retangular com cerca de 80 cm. de altura em linha reta, com uma laje uma laje com o seu nome gravado

Local: Mount of Olives Cemetery ,Jerusalem,Yerushalayim (Jerusalem District), Israel.
Fotos: BobBoston, Avi dm e Ron Moody.
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Menachem Begin (Brest-Litovsk, 16 de agosto de 1913 — Jerusalém, 9 de março de 1992) tornou-se o sexto primeiro-ministro de Israel em Maio de 1977. Ele negociou os Acordos de Camp David com o presidente do Egipto Muhammad Anwar al-Sadat, pelo qual ambos receberam o Prémio Nobel da Paz em 1978.
Morreu aos 78 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Em 1939 ele tornou-se líder da organização sionista Betar. Em 1940-1941 foi prisioneiro da União Soviética, sendo libertado em 1941 após o Acordo Sikorski-Mayski para, em seguida, juntar-se ao Exército de Anders polaco.
Não oficialmente libertado desse exército juntamente com outros soldados judaicos, em 1942 ele aderiu ao Irgun (também conhecido como Etzel) e em 1947 assumiu a liderança. Ele foi responsável pelo Atentado do Hotel King David em Jerusalém, na altura a central administrativa e militar dos britânicos no Mandato Britânico da Palestina, um atentado que fez 91 mortos. Em 1948 ele esteve envolvido no transporte de armas para Israel, para o Irgun, o que acabou no afundamento do navio Altalena, ordenado por David Ben-Gurion.
Após a fundação do estado de Israel em 1948, Begin fundou o partido político Herut (que mais tarde se tornaria o partido dominante na coligação Likud).
Em 1979, Begin assinou o Tratado de Paz Israelo-Egípcio com Anwar Al-Sadat.
De acordo com os termos do tratado, Israel entregava a Península do Sinai ao Egipto. Isto significava também a demolição de todos os povoamentos israelitas na área (incluindo a cidade de Yamit). Begin defrontou uma forte oposição a esta medida, o que levou à divisão dentro do seu próprio partido Likud.
Em 1981, Begin ordenou o ataque ao reactor nuclear Osiraq/Tammuz no Iraque (um reactor vendido a Saddam Hussein pelos franceses). Pouco depois, Begin afirmou que "De forma nenhuma iremos permitir que um inimigo desenvolva armas de destruição em massa contra o povo de Israel." Esta posição quanto à política nuclear de Israel é agora conhecida como a doutrina Begin, apesar de até hoje não haver provas de que o reator serviria para a produção de armas de destruição em massa.
Em 1982, o governo de Begin decidiu a invasão israelita do sul do Líbano, argumentando a necessidade de acabar com o bombardeamento do norte de Israel por parte da OLP. Isto iniciou a presença israelita na Guerra Civil Libanesa, que continuou por mais três anos (com uma presença menor que continuou até o ano de 2000). De acordo com um repórter do Haaretz, Uzi Benziman, o então ministro da defesa Ariel Sharon enganou Begin quanto ao objectivo da guerra, e estendeu-a sem autorização. Sharon processou o Haaretz e Benziman em 1991. O julgamento durou 11 anos, sendo um dos pontos altos a deposição de Benny Begin, o filho de Menachem Begin, em favor da defesa. Sharon perdeu o caso.
Begin retirou-se em Agosto de 1983, decepcionado e deprimido pela guerra, a morte de sua esposa e a sua própria doença.
MORTE
Faleceu em Jerusalém em 1992, ao que se seguiu uma cerimónia fúnebre simples, tendo sido enterrado no Monte das Oliveiras.

28 de ago de 2011

BÓRIS IÉLTSIN - Arte Tumular - 593 - Novodevichy Cemetery ,Moscow, Moscow Federal City, Russian Federation









Sepultamento inicial (sem o túmulo)
ARTE TUMULAR
Túmulo representando a bandeira da federação russa em movimento em listras horizontais de igual largura, sendo as cores, de cima para baixo, branco, azul e vermelho. As cores desta bandeira têm origem nas cores Pan-Eslavas. Representa a transformação do socialismo para o capitalismo

Local: Novodevichy Cemetery ,Moscow, Moscow Federal City, Russian Federation
Fotos: Terry Smith
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Bóris Nicoláievitch Iéltsin (Butka, 1º de fevereiro de 1931 — Moscou, 23 de abril de 2007) foi um político russo, com um importante papel na história recente da União Soviética e da Federação Russa.
Morreu aos 76 anos de idade.
BIOGRAFIA
Era casado com Naina Iosifovna Ieltsina, com quem teve duas filhas, Iélena e Tatiana, nascidas em 1957 e 1958, respectivamente.
Foi o primeiro presidente da Rússia em 1991, após o fim da União Soviética, e o primeiro eleito democraticamente na história daquele país governando entre 1991 e 1999. A sua eleição, em 1991, ficou em volta de muita expectativa e a 12 de Junho de 1991, Iéltsin ganha as eleições com 57% dos votos.
Em 1994 ordenou a invasão da Chechénia, originando a primeira Guerra Chechena, até chegar a um tratado de paz em 1996, violado pouco tempo depois.
Iéltsin foi o responsável por transformar a Rússia num Estado capitalista, deixando de lado o socialismo.
Engenheiro industrial, membro do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) desde 1961 e, entre 1976 e 1985, chefe do partido na região de Sverdlovsk, incorporou-se em 1981 ao Comitê Central, ocupando a presidência em 1985. Reformista convicto, Mikhail Gorbatchov solicitou sua presença em Moscou, onde dirigiu o PCUS e se apresentou, em 1985, como candidato ao Politburo. Enquanto Yeltsin ganhava popularidade na capital graças às reformas empreendidas na administração e à luta contra a corrupção, obtinha a inimizade das forças opositoras à reforma, que conseguiram sua destituição em 1988 como chefe do partido e candidato ao Politburo.
Nomeado então vice-primeiro-ministro para a Construção, em 1990 foi eleito presidente do Congresso dos Deputados da Rússia, impulsionando a aplicação da Perestroika. Mais tarde, abandonou o Partido Comunista. Na seqüência da introdução, em 1991, de um sistema presidencialista, alcançou a presidência da Rússia após as primeiras eleições livres e secretas da história do país.
Em agosto de 1991, opôs-se ao golpe conservador contra Gorbatchov, assumiu a missão de acabar com o PCUS e criou a formação da Comunidade de Estados Independentes (CEI), processo ligado à queda de Gorbatchov e à dissolução da União Soviética (dezembro de 1991). Yeltsin empreendeu uma reforma política que pretendia instaurar a economia de mercado, mas deparou com a resistência das forças reacionárias lideradas pelo vice-presidente Alexander Ruzcoi, que tentaram, em vão, provocar sua queda em outubro de 1993. Com a aprovação de uma nova Constituição (dezembro de 1993), Yeltsin reforçou seu poder, mas não obteve êxito na economia.
Em dezembro de 1993, teve de fazer concessões a seus adversários políticos na Duma, que ficaram ainda mais fortalecidos. Na política interna, graças ao apoio do ministro Victor Chernomirdin, prosseguiu com as reformas, de forma mais duvidosa, visando manter o poder. Na política externa, suas relações com os países da CEI baseavam-se na defesa dos interesses nacionais russos de forma hegemônica e conservadora. Combateu duramente Mussaiev D. Dudaiev em 1990, quando a Chechênia tentou separar-se da Federação Russa, sem sucessos militares significativos. As negociações de paz com os chechenos, nas eleições presidenciais de junho de 1996, a união eleitoral com o ex-general Alexander Liebed, seu conselheiro de Segurança, e diversas ações populistas asseguraram-lhe a permanência no cargo novamente.
Após uma cirurgia no coração, em 1996, empreendeu um novo rumo de reformas, alterando a composição dos órgãos de decisão e do aparelho político central. Nomeou Anatoli Chubais e Boris Nemzov vice-presidentes do governo, mantendo Chernomirdin em seu cargo. Ante a ampliação da Otan, com a incorporação de novos membros do antigo Pacto de Varsóvia, Yeltsin estreitou ainda mais a cooperação com a China. Por seu delicado estado de saúde, pelas críticas que vinha recebendo ao caráter autocrático de seu governo e a casos de corrupção, Yeltsin renunciou em 31 de dezembro de 1999. Nomeou para seu posto o primeiro-ministro Vladimir Putin, que lhe garantiu imunidade contra eventuais processos judiciais.
MORTE
Iéltsin faleceu aos 76 anos de idade, de complicações cardíacas, após uma visita à Jordânia. Encontra-se sepultado no Cemitério Novodevichy.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

30 de mar de 2010

YTZHAK RABIN - Arte Tumular - 371 - Cemitério do Monte Herzl, Jerusalém, Israel



ARTE TUMULAR
Duas grandes pedras em granito quase unidas, uma na cor branca e outra negra. A aresta frontal de cada pedra foi cortada de modo a formar um cone, com a base menor para o solo, onde se destaca, em formato circular uma pira. Da forma que está disposto o cone, representa a irrdialção da chama da pira para cima. A do lado direito é de Ytzhak Rabin e a outra da sua esposa.
LOCAL: Cemitério do Monte Herzl, Jerusalém, Israel
Foto: Erman Bonnici
Descrição Tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Yitzhak Rabin, em hebraico יצחק רבין (Jerusalém, 1 de Março de 1922 — Tel Aviv, 4 de Novembro de 1995) foi um general e político israelense.
Quinto primeiro-ministro de Israel entre 1974 e 1977, regressa ao cargo em 1992, exercendo funções até 1995, ano em que foi assassinado. Foi também o primeiro chefe de governo a ter nascido no território que se tornaria Israel e o segundo a morrer durante o exercício do cargo.
Morreu aos 73 anos de idade.
BIOGRAFIA
Judeu, filho de pai nascido nos Estados Unidos e mãe nascida na Rússia, ambos imigrados para a então Palestina, Yitzhak Rabin nasceu em Jerusalém mas quando tinha um ano de idade a sua família mudou-se para Tel-Aviv, onde cresceu e frequentou a escola.
Em 1941, já formado pela Escola de Agricultura Kadoorie, ingressa na Haganá, uma organização paramilitar judaica, e dentro desta no seu corpo de elite, o Palmach, onde foi oficial de operações. Durante a Guerra de Independência (1948-1949) comandou a brigada Harel que conquistou a parte Ocidental de Jerusalém. Com o cessar fogo de 1949, foi membro da delegação israelita nas negociações de paz com o Egipto.
Em 1948 contraiu matrimónio com Lea Schlossberg, sua esposa durante os seguintes 47 anos. O casal teve dois filhos, Dalia (Pelossof-Rabin) e Yuval.
Entre 1964 e 1968 exerceu as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército israelita, tendo sido um dos responsáveis pela vitória de Israel na guerra de 1967, que o opôs o país aos seus vizinhos árabes.
Após se aposentar das Forças de Defesa de Israel, tornou-se embaixador nos Estados Unidos entre os anos de 1968 e 1973. Nesse ano regressa a Israel, onde é eleito deputado no Knesset (Parlamento), pelo Partido Trabalhista.
Foi Ministro do Trabalho no governo de Golda Meir. Com a queda do governo de Meir, em 1974, Rabin é eleito primeiro-ministro, mas demite-se em 1977.
Entre 1985 e 1990 é membro dos governos de unidade nacional, onde desempenhou as funções de Ministro da Defesa, tendo implementado a retirada das forças israelitas do sul do Líbano. Apanhado desprevenido pela Intifada de Dezembro de 1987, tenta, sem sucesso, reprimir o levantamento dos palestinos ordenando que os soldados quebrem os ossos dos manifestantes. Na ocasião, recebeu o pejorativo apelido de "quebra-ossos".
Em 1992 foi eleito líder do Partido Trabalhista, que conduz à vitória nas eleições legislativas de Julho desse ano, tornando-se primeiro-ministro pela segunda vez. Desempenhou um importante papel nos Acordo de Paz de Oslo, que criaram uma Autoridade Nacional Palestiniana com algumas funções de controle sobre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Em Outubro de 1994 assinou o tratado de paz com a Jordânia.
Foi galardoado com o Nobel da Paz em 1994 pelos seus esforços a favor da paz no Oriente Médio, honra que partilhou com o seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Shimon Peres, e com o então líder da OLP, Yasser Arafat.
MORTE
No dia 4 de Novembro de 1995 foi assassinado pelo estudante judeu ortodoxo Yigal Amir, militante de extrema-direita que se opunha às negociações com os palestinianos, quando participava num comício pela paz na Praça dos Reis (hoje Praça Yitzhak Rabin) em Tel Aviv. A sua viúva faleceu em 2000 de Câncer no pulmão.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

29 de mar de 2010

MARCELO CAETANO - Arte Tumular - 369 - Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil



ARTE TUMULAR
Base tumular retangular em granito negro, sendo que um dos lados do retangulo é a parte frontal do túmulo e o outro é a parte posterior. Sobre a base tumular um tampo, também em granito negro com o nome do jurista em letras de bronze. Ainda sobre o tampo do lado esquerdo (direito na foto) tem como epitáfio duas placas como se fossem um livro aberto. Na parte posterior uma base retangular com as bandeiras do Brasil e Portugal em bronze entrelaçadas e uma cruz latina suportam um busto, também em bronze do professor.
LOCAL: Cemitério São João Batista, Botafogo, Rio de Janeiro, Brasil
Coordenadas GPS: clique para ver o local: [22°57'32.18"S / 43°11'16.92"W]
Fotos: Raul Lisboa e pt.wikipedia.org
Descrição Tumular: HRubiales
PERSONAGEM
Marcelo José das Neves Alves Caetano[1] (Lisboa, 17 de Agosto de 1906 —Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 1980) foi um jurista, professor universitário de direito, historiador e político, tendo sido o último Presidente do Conselho do Estado Novo Português
BIOGRAFIA
Marcelo Caetano licenciou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, e doutorou-se em 1931; fez concurso para professor extraordinário em 1933 e atingiu a cátedra (na área de Ciências Político-Jurídicas) em 1939. Foi deposto pela Revolução de 25 de Abril de 1974.[2] Ficou conhecido por ser dos raros membros do Governo de Salazar a favor duma maior liberdade de expressão e pela introdução de ligeiras mudanças, sob uma política de abertura, após a saída deSalazar.
Inicialmente ligado aos círculos políticos monárquicos católicos do Integralismo Lusitano, começou por apoiar a Ditadura Militar (1926-1928). Após a sua ruptura definitiva com o Integralismo Lusitano, em 1929, ingressou na carreira política nos anos 1930, vindo a apoiar o regime autoritário de Salazar, colaborando na redacção do Estatuto do Trabalho Nacional e daConstituição de 1933, e vindo a ocupar, a partir da década de 1940, alguns dos cargos mais importantes no Estado Novo.
Em 1934, apresentou o projecto de Código Administrativo (que regula todos os aspectos da administração autárquica: o orgânico, o financeiro, o pessoal e o contencioso) que se veio a tornar no Código desse ano. Presidiu à comissão que reviu o Código e publicou um novo em 1939.
Em 1937, publica o Manual de Direito Administrativo que, em sua vida, veio a conhecer 10 edições (a última é de 1973), todas melhoradas.
Exerceu cargos políticos e governativos de destaque no Estado Novo, sendo comissário nacional da Mocidade Portuguesa (1940-1944), ministro das Colónias (1944-1947), presidente da Câmara Corporativa e ministro da Presidência do Conselho de Ministros (1955-1958). Nesta última data, na sequência de uma crise política interna do regime, viu-se afastado por Salazar da posição de número dois do regime, aceitando porém assumir funções destacadas no partido único União Nacional, como presidente da comissão executiva da UN. Regressado à vida académica, foi reitor da Universidade de Lisboa de 1959, até se demitir, em 1962, no seguimento da Crise Académica desse ano e da acção brutal da polícia de choque contra os estudantes na cidade universitária.
Tendo afirmado não voltar à vida política e pedido a sua exclusão do Conselho de Estado, de que era membro vitalício, não explicou nas suas memórias por que razão, em 1968, na altura do afastamento de Salazar, voltou a esse mesmo Conselho e acabou por ser nomeado Presidente do Conselho de Ministros.
Foi o fundador do moderno Direito Administrativo Português, cuja disciplina sistematizou e ordenou; influenciou várias gerações de juristas e, também, de governantes, no modo de pensar uma Administração Pública legal e sujeita ao contencioso (embora limitado por considerações políticas). Foi professor de Ciência Política e Direito Constitucional e também aqui deixou a mesma influência nos vindouros (estudaram-se, pela primeira vez, de um ponto de vista jurídico e sistemático os problemas dos fins e funções do Estado, da legitimidade dos governantes, dos sistemas de governo, etc.). Foi ainda um historiador de Direito de méritos pouco igualados, designadamente, da Idade Média portuguesa.
Marcelo Caetano foi escolhido por Baltazar Rebelo de Sousa para ser o padrinho do seu filho (que, em sua honra, tem o nome deMarcelo Rebelo de Sousa). Caetano recusou, visto que o padrinho de baptismo tinha de ser mais novo que o pai do baptizado e não o era.
PRIMEIRO MINISTRO
Vendo que Salazar estava impossibilitado de governar, Américo Tomás chamou Marcelo Caetano a 27 de Setembro de 1968 para o substituir.
O país "herdado" de Salazar era manifestamente diferente de 40 anos antes:
- Por um lado, a economia estava então em acelerado crescimento, graças às políticas económicas e sociais empreendidas por Salazar, bem como graças aos auxílios externos recebidos por Portugal no âmbito do Plano Marshall. Também a participação de Portugal na EFTA desde 1961 contribuia para a internacionalização e crescimento da economia Portuguesa.
- Por outro lado, havia-se atingido a escolaridade obrigatória universal, tinham quintuplicado o número de estudantes no liceu e triplicado nas universidades desde 1928.
Isto levava a que Portugal tivesse, principalmente nas cidades, uma nova burguesia que via em Caetano a esperança de abertura política do Estado Novo. Esta burguesia esperava de Caetano eleições livres e ainda maior liberalização da economia.
Caetano sentia que o apoio desta nova classe era fundamental e tomou algumas iniciativas políticas como renomear a PIDE como Direção-Geral de Segurança e permitir à oposição concorrer às eleições legilsativas de 1969, no entanto, mais uma vez, sem uma hipótese realistica de alcançar quaisquer lugares na Assembleia Nacional. Também passou a aparecer semanalmente num programa da RTP chamado Conversas em família, explicando aos Portugueses as suas políticas e ideias para o futuro do país.
Do ponto de vista económico e social, criou pensões para os trabalhadores rurais que nunca tinham tido oportunidade de descontar para a segurança social e lançou alguns grandes investimentos como a refinaria petrolífera de Sines, a Barragem de Cabora Bassa, entre outros.
A economia reagiu bem a estes investimentos e a população reagiu bem à abertura que apelidou de Primavera Marcelista.
No entanto, uma série de razões vieram a provocar a insatisfação da população. Por um lado, uma ala mais conservadora do regime, liderada pelo Presidente Américo Tomás, recusava maiores aberturas políticas e Caetano via-se impotente para fazer valer verdadeiras reformas políticas. Por outro lado, a crise petrolífera de 1973 fez-se sentir fortemente em Portugal. Por último, a continuação da Guerra Colonial, com o consequente derrame financeiro para a sustentar. Todos estes motivos levaram à crescente impopularidade do regime e, com ele, do seu líder.
Todos estes motivos contribuiram para o golpe militar do 25 de Abril que veio a derrubar o governo de Marcelo Caetano.
PÓS 25 DE ABRIL DE 1974
Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, Marcelo Caetano foi destituído de todos os seus cargos, exilando-se no Brasil com a família. O exílio permitiu-lhe evitar ser judicialmente responsabilizado, mas lhe retirou o direito à pensão de reforma no fim da sua carreira universitária.
No Brasil prosseguiu a sua actividade académica como director do Instituto de Direito Comparado da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Recebeu, também, o título de Professor Honorário da Faculdade de Direito de Osasco, em São Paulo.
MORTE
Marcelo Caetano morreu aos 74 anos, a 26 de Outubro de 1980, vítima de ataque cardíaco. A sua morte aconteceu pouco tempo antes de ser publicado o I volume (e único) da sua História do Direito Português, que abrange os tempos desde antes da fundação da nacionalidade até ao final do reinado de D. João II (1495), incluindo um apêndice sobre o feudalismo no extremo ocidente europeu. Morreu sem nunca ter desejado regressar a Portugal do exílio no Brasil, onde morava no bairro carioca de Copacabana.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

7 de out de 2009

ANDREI GROMYKO - 291 -Arte Tumular -Cemitério de Novodevichy, Moscou, Rússia







ARTE TUMULAR
Composição tumular com vários tipos de granitos, entre eles , o branco, marrom , negro e cinza.
A base tumular formando um ângulo, com granito marrom e negro. Um tampo negro com o seu nome gravado em relevo do político. Do lado esquerdo, uma parede feita com três tipos de granitos, intercalados de forma abstrata, o marrom na parte inferior, o negro intermediário e o cinza na parte superior, formam um desenho abstrato, com vários angulos, sendo que o granito negro, o que mais se destaca, parece sair de dentro do túmulo, talvez uma conotação à ressureição. A lápide tumular destaca três paredes em níveis diferentes, onde o desenho abstrato em granito negro toma proporções mais uniformes, nivelando-se nos tes níveis. Sobre essa lápide, na parte intermediaria, uma escultura em bronze, formando dois ângulos, onde de um lado se vê um alto relevo e do outro em baixo relevo, da mesma imagem de Gromyko, isso representa que naquele local esta as qualidades de um homem por dentro e por fora.
LOCAL: Cemitério de Novodevichy, Moscou, Rússia
Fotos: Guilherme Primo, Ambrett e Wikimédia.
Descrição tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Andrei Andreyevich Gromyko (russo: Андрей Андреевич Громыко; BelarusianАндрэй Андрэевіч Грамыка; 18 de julho [OS 5 de julho] 1909 - 2 de julho de 1989) foi um político soviético e diplomata. Ele serviu como Ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética (1957-1985) e Presidente do Presidium do Soviete Supremo (1985-1988).
Morreu aos 80 anos de idade
BIOGRAFIA
Andrei Gromyko nasceu de uma família de camponeses da Bielorrússia, na aldeia de Staryja Hramyki / Gramyki, perto de Homiel. Ele estudou agricultura na Escola de Minsk de Tecnologia Agrícola e se formou em 1932. Mais tarde, trabalhou como economista do Instituto de Economia em Moscou ( 1936-1939.)
Foi casado com Lidiya que faleceu em 2004, teve um filho chamado Anatoli (nascido em 1932) e uma filha chamada Emiliya (nascido em 1938).
Gromyko entrou para o departamento dos Negócios Estrangeiros, em 1939, depois dos expurgos feitos por Joseph Stalin, na seção responsável pelas Américas. Ele logo foi enviado para o Estados Unidos e trabalhou na embaixada soviética até 1943, quando foi nomeado embaixador soviético para os Estados Unidos. Ele desempenhou um papel importante na coordenação da aliança de guerra entre as duas nações e foi destaque em eventos como a Conferência de Ialta. Ele se tornou conhecido como um negociador especialista. No Ocidente, ele recebeu um apelido de "Mr. Nyet" (Sr. ) ou "Companheiro Nyet" ou "Grim Grom" por seu estilo obstinado de negociação. Ele foi removido de seu posto de Washington em 10 de abril de 1946, a fim de ser capaz de dedicar toda a sua atenção para as questões da ONU.
Em 1946 ele tornou-se representante da União Soviética no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ele serviu brevemente como o embaixador do Reino Unido em 1952-1953 e depois voltou para a União Soviética, onde ele serviu como ministro das Relações Exteriores por 28 anos. Como ministro do Exterior soviético, Gromyko desempenhado um papel directo na Crise dos Mísseis de Cuba e se encontrou com E.U. Presidente Kennedydurante a crise.
Gromyko também ajudou a negociar tratados de limitação de armas, especificamente, oTratado ABM, o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, SALT I e II, e os INF e acordos START. Durante o ano de Brejnev, que ajudou a construir a política de détenteentre as superpotências e era ativo na elaboração do pacto de não-agressão com a Alemanha Ocidental.
Em 1966, ele iniciou um diálogo com o Papa Paul VI, como parte de Ostpolitik do pontífice, que resultou em uma maior abertura para a Igreja Católica Romana naEuropa Oriental.
Gromyko sempre acreditou no estatuto desuperpotência da União Soviética e sempre promoveu a idéia de que nenhum acordo internacional importante poderia ser alcançado sem o seu envolvimento.
Gromyko foi ministro das Relações Exteriores de 1957 a 1985, quando ele foi substituído como ministro das Relações Exteriores por Eduard Shevardnadze. Gromyko nomeado Gorbachev para postar o secretário do Partido Comunista Geral em 11.03.1985 reunião do Politburo. Gromyko entrou no Politburo em 1973, tornando-se presidente do Presidium do Soviete Supremo (cabeça ou seja,do estado da União Soviética) em 1985. No entanto, a posição foi em grande parte cerimonial, e ele foi forçado a sair três anos mais tarde por causa de seus pontos de vista conservadores durante a era Gorbachev.
MORTE
Morreu em Moscou, um ano depois de ser destirtuido do cargo que ocupava.
Fonte: Wikipédia (em inglês)
Formatação e pesquisa:HRubiales

1 de mai de 2009

NIKITA KHRUSHCHOV - Arte Tumular - 226 - Novodevichy Cemetery in Moscow, Federação Russa.



















ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore negro com o seu nome em letras de bronze. Na cabeceira tumular ergue-se um arranjo de blocos de mármore negro de um lado e branco do outro, entrelaçados um com outro, formando uma escultura abstrata. No alto, formando um nicho está um busto em bronze de Khrushchov.
Não lhe foi dada as honras de ser sepultado próximo aos muros do Kremlin .
LOCAL: Novodevichy Cemetery in Moscow, Federação Russa.
Autor da obra: Ernest Neizvestny (escultor do busto)
Fotos: Sftrajan (fickr), Ambrett (fickr) e Wikipédia.
Descrição Tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Nikita Serguêievitch Khrushchov (em cirílico Ники́та Серге́евич Хрущёв, pronunciado Nikíta Syerguêievitch Khruchtchof), por vezes incorretamente transliterado como Kruschchev, (Kalinovka, Oblast de Kursk, 17 de Abril de 1894 — Moscou, 11 de Setembro de 1971) foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) entre 1953 e 1964 e líder político do mundo comunista até ser afastado do poder por sua perspectiva reformista e substituído na direção da URSS pelo político conservador Leonid Brejnev.
Morreu aos 77 anos de idade.

BIOGRAFIA
Khrushchov nasceu na pequena vila de Kalinovka, perto da cidade de Kursk, na então Rússiatsarista no fim do século XIX. Ainda criança, sua família mudou-se para a cidade de Donetsk, na Ucrânia, onde recebeu apenas dois anos de educação escolar; apesar de ser considerada uma criança inteligente, Nikita só receberia instrução completa já na casa dos vinte anos. Em sua adolescência e juventude, trabalhou em fábricas e minas e após a revolução bolchevista de1917 integrou-se ao Exército Vermelho, tornando-se membro do Partido Comunista em 1918passando a exercer diversas atividades políticas na Ucrânia, durante os anos de 1920.

Nos anos 1930, Khrushchov foi transferido para Moscou, continuando a exercer funções de comando dentro da burocracia governamental soviética e em 1939 entrou para o Politburo, o órgão máximo do Partido Comunista da URSS.

Durante a II Guerra Mundial, ficou famoso como comissário político (maior autoridade do Partido Comunista na região) de Josef Stalin durante a sangrenta Batalha de Stalingrado, que virou a sorte da guerra em favor da União Soviética, e após esse triunfo passou o resto do conflito como principal líder político no sul do país.

Com a morte de Josef Stalin em 1953, Khrushchov chegou ao poder como líder do PCUS, vencendo uma sangrenta disputa interna com políticos poderosos da era stalinista - como Gueórgui Malenkov,Lazar Kaganovitch, Viatcheslav Molotov e Nikolai Bulganin. A disputa culminou na prisão e execução de Laurenti Béria, o líder da temida NKVD - a polícia política da URSS - e Ministro do Interior.

Khrushchov iniciou uma série de reformas no país, priorizando a fabricação de bens de consumo para a população soviética ao invés da ênfase no desenvolvimento da indústria pesada.
Em 23 de fevereiro de 1956, durante o XX Congresso do PCUS, Khrushchov chocaria a nação e o mundo ao fazer seu famoso “discurso secreto”, no qual acusava Josef Stalin do crime de genocídio durante os grandes expurgos realizados nos anos 1930 na URSS e denunciava o culto da personalidade que o cercava. Seu ato acabou afastando-o dos líderes soviéticos mais conservadores, mas ele acabou derrotando-os numa disputa interna que visava derrubá-lo do poder em 1957.
Em 1958, Khrushchov substituiu Nikolai Bulganin como primeiro-ministro da União Soviética. Ao se tornar o líder inconteste da URSS, teve condições para dar maior agilidade ao processo de implementação de suas reformas.

Khrushchov era um líder pouco diplomático, de instrução apenas básica, a quem faltavam entendimento e conhecimento da história e do mundo fora de suas fronteiras, apesar de reconhecidamente inteligente por seus adversários, dentro e fora da URSS. Ficou conhecido no período da Guerra Fria por suas atitudes anticonvencionais e grosseiras, famoso por interromper oradores de outros países em eventos internacionais para insultá-los e por suas atitudes insólitas como tirar os sapatos e batê-los na mesa de discussões durante sessões do Conselho de Segurança das Nações Unidas ou brandir uma bota na cara do líder chinês Mao Tsé Tung ou ainda fazer comentários xenófobos e racistas sobre o povo búlgaro com o próprio premier da Bulgária.
Em 1959 foi-lhe atribuído o Prêmio Lênin da Paz.

Conjuntamente com erros estratégicos, tanto na condução da economia agrícola soviética, como na derrota política sofrida frente aos Estados Unidos na crise dos mísseis de Cuba (1962), seu comportamento e suas atitudes humilhavam seus companheiros do Politburo e acabaram por causar sua queda.

Em 14 de outubro de 1964, Khrushchov foi apeado do poder na União Soviética por seus adversários do Politburo, acusado de erros políticos graves e desorganização da economia soviética, a principal acusação foi se meter em uma guerra armamentista iniciada pela invasão da baia dos Porcos, cuja atribuição, segundo os soviéticos foi única e exclusiva de John F. Kennedy, iniciando-se a chamada Guerra Fria.

MORTE
Passou os restantes sete anos de sua vida em prisão domiciliar, até morrer em Moscou a 11 de setembro de 1971.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e  pesquisa : Helio Rubiales

31 de mar de 2009

AYATOLLAH RUHOLLAH KHOMEINI- Arte Tumular-185- Behest-e-Zahra Cemetery, Theran, Iran


Interior do túmulo

Minaretes da Mesquita (noite)

Mesquita
ARTE TUMULAR
Túmulo baixo em dois níveis em granito negro com as inscrições do religioso, coberto por um grande véu de tecido. Na parte anterior um quadro com a sua fotografia. O local é escuro, iluminado por uma luminária de cristal com uma tênue luz verde. Todo o conjunto é protegido por uma construção quadriculada de onde é visto o túmulo. A visita dentro é restrita.
LOCAL: Behest-e-Zahra Cemetery, Theran, Iran
Fotos: Czarina (Find A Grave)
Descrição tumular:HRubiales
PERSONAGEM
Ayatollah Ruhollah Khomeini, em persa روح الله موسوی خمینی, Rūḥollāh Mūsavī Khomeynī, (Khomein, 17 de Maio de 1900 — Teerã, 3 de Junhode 1989) foi um aiatolá xiita iraniano e o líder espiritual e político da Revolução Iraniana de 1979 que depôs Mohammad Reza Pahlevi, na altura o Xá do Irã. É considerado o fundador do moderno estado xiita e governou o Irã desde a deposição do Xá até à sua morte em 1989.
Morreu aos 79 anos de idade.
BIOGRAFIA ( resumida)
Nascido Ruhollah Mousavi (em persa روحالله موسوی), recebeu o estatuto de aiatolá (perito em religião/direito) nos anos 50. Em 1964 ele foi para o exílio, após o seu criticismo reiterado do governo do Xá Mohammad Reza Pahlavi,sendo que este governava de forma corrupta e despótica. Ele fugiu para o Iraque, onde permaneceu até ser forçado a sair em 1978, altura em que ele foi para viver para Neauphle-le-Château naFrança. De acordo com Alexandre de Marenches (na altura chefe do "Service de Documentation Extérieure et de Contre-Espionnage", os Serviços secretos franceses), a França teria nesta altura proposto ao Xá um "arranjo de um acidente fatal de Khomeini". O Xá declinou este assassínio, argumentando que isto faria dele um mártir.
Em 16 de Janeiro, o Xá Reza Pahlevi abandona o país; em 10 de Fevereiro de 1979 volta Khomeini do seu exílio na França, dirige a revolução islâmica, deixa sem efeito o regime imperial e proclama a República Islâmica do Irã; devido ao asilo que outorgou os Estados Unidos ao Xá – justificando-se em motivos de saúde – em Novembro se produz a expulsão da embaixada americana em Teerã e a seu pessoal como reféns - um total de 53 –, isto foi utilizado para pressionar e assim liberar recursos iranianos congelados – aproximadamente 23 bilhões de dólares - em contas nos Estados Unidos; em Agosto se anulam acordos de compras de armas aos EUA; a sua vez se interrompe o fornecimento de petróleo para esse país, e em Dezembro se dita uma nova constituição Teocrática. Desta maneira os EUA perdem o seu principal aliado no Golfo Pérsico.
MORTE
Khomeini morreu no hospital, onze dias depois de uma operação feita para tentar parar uma hemorragia interna. Diz-se que uma multidão de mais de um milhão de iranianos reuniu-se à volta do local de enterro, que era suposto não ser conhecido à altura.

Formatação, pesquisa e descrição tumular: HRubiales