“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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21 de mar de 2018

MILITÃO DE AZEVEDO - Arte Tumular - 1295 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil



ARTE TUMULAR 
Base tumular retangular em alvenaria revestida e detalhada com argamassa. Na parte frontal destacam-se quatro nichos (gavetas), com tampos em mármore e os nomes gravados (lápides). Observem que este túmulo segue uma padronização diferente da maioria dos túmulos quanto ao sepultamento. Encimando o conjunto ergue-se uma construção em formato capela, apresentando nas faces as letras: Alfa e Omega, finalizando com uma cruz latina 
Local:Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
          Rua 54, Terreno 29


Foto: Douglas Nascimento, saopauloantiga.com.br
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Militão Augusto de Azevedo (Rio de Janeiro, 1837 — São Paulo, 1905) é considerado um dos mais importantes fotógrafos brasileiros da segunda metade do século XIX.
Morreu aos 68 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Desenvolveu paralelamente as carreiras de ator e fotógrafo, atuando na Companhia Joaquim Heleodoro (de 1858 a 1860) e na Companhia Dramática Nacional (de 1860 a 1862), com quem se mudou para São Paulo aos 25 anos de idade.

Ainda na década de 1850 trava conhecimento com os proprietários do ateliê Carneiro & Gaspar, para o qual passa a trabalhar como retratista. A experiência de Militão no teatro exerceu uma influência importante em seu estilo de fotografar. Enquanto outros fotógrafos da época dedicavam-se primordialmente ao maior mercado da época, o de retratos, nota-se que ele levou a efeito uma liberdade artística e criativa bastante exclusiva ao escolher a paisagem urbana como alvo de seus registros.

Cria o estúdio Photographia Americana em 1875, onde, além de figuras ilustres como Castro Alves, Joaquim Nabuco, Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina, recebe uma clientela mais popular do que a dos demais estúdios instalados em São Paulo. Inclusive o preço cobrado pelas fotos era um dos mais baratos da cidade: cinco mil réis, o equivalente ao preço de cinco passagens para a Penha.

A localização do ateliê, em frente à Igreja do Rosário, frequentada principalmente pela população negra, provavelmente explica a grande quantidade de negros fotografados, bem como a maneira em que estes aparecem nas fotos, não como escravos, mas como cidadãos comuns.

Muitos outros registros mostram também coristas e artistas de teatro. Apesar da popularidade cada vez maior do mercado fotográfico, em 1884, enfrentando sérios problemas comerciais, Militão decide colocar o Photographia Americana à venda, o que leva a efeito em 1885, leiloando seus móveis e equipamentos e viajando para a Europa. Provavelmente influenciado pela febre dos álbuns mostrando as cidades europeias, tem a ideia de produzir um álbum focado nas mudanças da vista urbana da cidade de São Paulo.

Em 1887, Militão divulga o "Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo (1862-1867)", definindo um modelo para o estilo de fotografia paisagística urbana com enfoque na comparação entre épocas distintas. Realizou outros álbuns da mesma espécie, destacando-se entre eles "Vistas da Cidade de São Paulo" (1863), "Álbum de vistas da Cidade de Santos" (1864-65) "Álbum de vistas da Estrada de Ferro Santos Jundiaí" (1868) e "Álbum Comparativo de Vistas da Cidade de São Paulo (1862-1887)" (1887).

Em 1996 a coleção de mais de 12.000 fotos produzidas por Militão de Azevedo é adquirida pela Fundação Roberto Marinho e doada ao Museu Paulista da Universidade de São Paulo.

MORTE
Morreu em São Paulo.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

16 de nov de 2013

GERDA TARO - Arte Tumular - 938 - Cimetière du Perrè-Lachaise, Paris, França






ARTE TUMULAR
Base tumular construída com blocos de granito em formato retangular. Sobre o tampo um simples bloco retangular, com o seu nome e datas gravados serve como lápide. Ainda sobre a laje, ao lado da lápide,  destaca-se a escultura em mármore de uma pomba simbolizando a singeleza e a paz. No canto um vaso vazio representando a separação do corpo da alma.

Local: Cimetière du Perrè-Lachaise, Paris, França
Divisão 97
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Gerda Taro ou Gerta Pohorylle (1910 - 1937) foi fotógrafa, jornalista e anarquista. Registrou a Guerra Civil Espanhola em fotos que hoje marcam a memória daqueles eventos.
Morreu acidentalmente atropelada por um tanque no fronte de batalha durante um ataque das tropas franquistas.
Morreu aos 27 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Gerda Taro cujo nome de batismo era Gerta Pohorylle, nasceu em 1 de Agosto de 1910 em uma família de prósperos judeus poloneses que viviam na Alemanha, na região de Stuttgart. Apesar de sua origem burguesa, desde muito jovem, começou a participar de movimentos de contestação e manifestações trabalhistas. Com a chegada dos nazistas ao poder, e por já ter sofrido uma detenção, decidiu fugir com uma amiga para Paris, França. Em Paris conheceu por casualidade Andre Friedman, um judeu húngaro que tentava ganhar a vida como fotógrafo. Gerda e Andre se fizeram noivos, e Andre a ensinou sues conhecimentos de fotografia. Devido às necessidades financeiras pelas quais passavam, e pelos trabalhos que lhes recusavam, lhes ocorreu uma ideia curiosa. Inventariam um personagem chamado Robert Capa, que supostamente era um renomado fotógrafo recém-chegado dos Estados Unidos para trabalhar na Europa. Com tamanha fama, Capa vende suas fotos através de seus representantes: Friedman e Pohorylle, ao triplo do preço que um fotógrafo francês. Este truque funciona perfeitamente e em pouco tempo recebem montes de encomendas e por fim ganham dinheiro.
NA ESPANHA
 Em 1936 com o começo da Guerra Civil Espanhola, mudam-se para a Espanha para cobrir o conflito. Tanto ela como Capa acabam testemunhando diferentes episódios da guerra, convivendo com anarquistas e comunistas nas frentes de batalha, realizando reportagens que rapidamente eram publicadas em revistas como a "Regards" e "Vu". As experiências vivenciadas durante o conflito marcam profundamente a ambos, enquanto ele assume uma posição política cada vez mais marxista ela passa a se considerar abertamente anarquista. De início a marca "Capa" era utilizada indistintamente por ambos. Logo se produz um certo distanciamento entre eles e Andre Friedman assume o nome de "Robert Capa" para si. Do trabalho solo de Gerda, sua reportagem mais importante tratou da primeira fase da Batalha de Brunete. Gerda foi testemunha do triunfo republicano nesta primeira fase da batalha. A reportagem em questão foi publicada na "Regards" em 22 de Julho de 1937 rendendo a Gerda grande prestígio. No entanto pouco depois as tropas franquistas iniciariam um feroz contra-ataque, e Gerda decidiu voltar ao fronte de batalha em Brunete, ali assistiu aos terríveis bombardeamentos da aviação nacional e realizou muitas fotografias, colocando em risco sua vida em várias ocasiões. Naquela ocasião os republicanos foram derrotados, sendo que milhares deles acabaram mortos.
MORTE
Gerda Taro perdeu a vida em um absurdo acidente voltando do fronte de batalha. A fotógrafa havia subido no estribo do carro do General Walter (membro das Brigadas Internacionais). De repente aviões inimigos passaram dando rasantes, lançando bombas e atirando com metralhadoras a baixa altitude, fazendo com que o comboio em pânico buscasse manobrar desordenadamente. Acidentalmente um tanque republicano acabou por golpear Gerda Taro, derrubando-a do carro e esmagando seu corpo. Gerda agonizante, foi trasladada com urgência ao Hospital El Goloso de El Escorial, onde morreu em poucas horas, em 26 de julho de 1937. Tinha apenas 27 anos. Seu corpo foi trasladado para Paris, onde recebeu todas as honras como uma heroína republicana passando a ser considerada um símbolo do fotojornalismo revolucionário e mártir da luta antifascista.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de jan de 2010

GEORGE EASTMAN - Arte Tumular - 342 - Kodak Park ,Rochester,Monroe County,New York, USA





Lápide

Base circular maior

Centro tumular

Entrada

Vista frontal

ARTE TUMULAR
Complexo tumular nos jardins da empresa. A parte frontal (acesso ao memorial) é construída de mármore rosa rajado e pequenas lajotas de cerâmica marrom. Três faixas de lajotas, divididas e intercaladas por faixas de mármore até encontar a parte circular em Mamoré. No centro, uma construção circular com o seu nome e datas, suporta um cilindro, sombolizando a solidez, com o relevo de um anjo nu flutuando, com as mãos juntas carregando uma chama. Representa um anjo mensageiro levando a chama da purificação (o morto) para os céus. Artisticamente o circulo e o cone representa uma objetiva de uma máquina fotográfica.
LOCAL: Kodak Park ,Rochester,Monroe County,New York, USA
Fotos:Edward Parsons, Allan Browenstrin, Charles Swasson
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
George Eastman (Waterville, Nova Iorque, 12 de julho de 1854 – (Rochester, Nova Iorque ),14 de março de 1932) fundou a Eastman Kodak Company e inventou o filme em rolo, ajudando a trazer fotografia para o público. O filme em rolo foi também a base para a invenção do filme cinematográfico.
Morreu aos 77 anos de idade.
BIOGRAFIA
Eastman nasceu em Waterville, condado de Oneida, Nova York. Ele foi o quarto filho mais jovem de George Washington Eastman e Maria Kilbourn, ambos da cidade vizinha de Marshall. Sua terceira irmã morreu logo após seu nascimento.
Em 1854, seu pai estabeleceu a Eastman Commercial College em Rochester.
A família Eastman mudou-se para Rochester, em 1865. Dois anos mais tarde após a morte de seu pai, George Eastman saiu do Hight School (ensino médio) para apoiar sua mãe e irmãs. Com 14 anos ele começou a trabalhar como office boy.
Em 1874, Eastman ficou intrigado com a fotografia, encontrando o processo desagradável. Era necessário revestir uma placa de vidro com uma emulsão líquida, que tinha de ser utilizado rapidamente antes de secar. Após três anos de experimentação com emulsões de gelatina britânica , Eastman desenvolveu uma chapa fotográfica seca e patenteou-a na Inglaterra e nos E.U. Em 1880 ele começou um negócio fotográfico.
Em 1884, Eastman patenteou um meio fotográfico que substituiu as frágeis placas de vidro com uma foto-emulsão revestida em rolos de papel. A invenção do fime em rolo para cinema acelerou grandemente o processo de gravação de imagens múltiplas.
Eastman, em seguida, recebeu uma patente em 1888 para uma câmera projetada para utilizar o filme em rolo. Ele cunhou a frase de marketing, "Você pressiona o botão, nós fazemos o resto." A frase entrou na consciência pública. Foi incorporada até mesmo em uma operetta de Gilbert & Sullivan (Utopia, Limited).
O proprietário da câmera podia envia-la na câmara com uma taxa de processamento de R $ 10. A empresa passou a desenvolver o filme, imprimindo 100 fotos, e também enviando um novo rolo longo de 100 - exposições filme .
Em 4 de setembro de 1888 a marca registrada Eastman Kodak. A letra "K" tinha sido uma das favoritas da Eastman. Ele disse, "t parece um tipo de letra forte, incisivo " . Eastman e sua mãe planejaram o nome Kodak com um jogo de anagrama. Ele utilizou três principais conceitos para criar o nome: ele deve ser curto, não pode ser similar, e ele não podia assemelhar-se a qualquer outra coisa ou ser associado a qualquer coisa, algo a mais, Kodak
Até 1896, 100 câmeras Kodak tinham sido vendidas. A primeira Kodak custava USD $ 15. Em um esforço para trazer a fotografia para as massas, Eastman introduziu a Brownie em 1900, a um preço de apenas US $ 1. Transformou-se em um grande sucesso.
Em 1925, Eastman deu a sua gestão diária da Kodak para se tornar presidente do conselho de administração. Ele então concentra-se em atividades filantrópicas, onde ele já tinha doado verbas substanciais. Ele foi um dos maiores filantropos do seu tempo, estando somente ligeiramente atrás de Andrew Carnegie, John D. Rockefeller, e alguns outros, mas sem procurar publicidade para as suas atividades.
Ele concentrou-se na criação de instituições e as causas que poderiam contribuir para a saúde das pessoas. Ele doou à University of Rochester, estabelecendo a Eastman School of Music e School of Dentistry; para Tuskegee Institute; e ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), doações que forneceram o capital para construir vários de seus primeiros edifícios no seu segundo campus ao longo do rio Charles (Charles River).
Em seus últimos dois anos, Eastman estava com dor intensa, causada por uma desordem degenerativa que afetva a sua coluna vertebral. Ele teve dificuldades permanentes e sua caminhada tornou-se lenta e sem equilibrio (.estenose espinal, um estreitamento do canal raquidiano causada por calcificação nas vértebras )
Eastman cresceu deprimido, porque tinha visto sua mãe gastar os últimos dois anos de sua vida em uma cadeira de rodas a partir da mesma circunstância.
MORTE
Em 14 de março de 1932, Eastman cometeu suicídio. Ele deixou uma nota de suicida onde se lia, "Aos meus amigos, meu trabalho está feito. Porquê esperar?" Seu funeral foi realizado na igreja St. Paul's Episcopal Church, em Rochester. Eastman, que nunca se casou, foi enterrado nas terras da empresa que ele fundou no Kodak Park, em Rochester, Nova Iorque.
Fonte:
www.fotodicas.com/biografias/george_eastman.html
Formatação e pesquisa:HRubiales