“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

Mostrando postagens com marcador .NOBRE BRASIL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .NOBRE BRASIL. Mostrar todas as postagens

7 de ago. de 2022

PRINCESA PAULA DE BRAGANÇA - Arte tumular - 1714 - Mausoléu do Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, Brasil

 



ARTE TUMULAR
Sobre uma base tumular em mármore escuro e placas marrom, destaca-se uma urna revestida com tecido e encimada por uma coroa simbolizando a linhagem imperial, repousam os retos mortais da princesa. Na parede logo atrás da urna, um quadro em madeira, com letras em relevo de bronze, com o seu nome e datas (Lápide), ladeados por duas arandelas;
Local:  Mausoléu do Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, Brasil
Fotos: Wikipédia
Descrição tumujlar: Helio Rubiales


Paula
Princesa do Brasil
Retrato por Simplício Rodrigues de Sá, 1830
Nascimento17 de fevereiro de 1823
 Palácio de São Cristóvão, , Rio de JaneiroBrasil
Morte16 de janeiro de 1833 (9 anos)
 Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, Brasil
Sepultado emConvento de Santo Antônio, Rio de Janeiro, Brasil
Nome completo 
Paula Mariana Joana Carlota Faustina Matias Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga
CasaBragança
PaiPedro I do Brasil & IV de Portugal
MãeMaria Leopoldina da Áustria
ReligiãoCatolicismo
Brasão

PERSONAGEM
Paula Mariana Joana Carlota Faustina Matias Francisca Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança (Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1823 – Rio de Janeiro, 16 de janeiro de 1833), foi uma Princesa do Brasil, a terceira filha do imperador Pedro I do Brasil e da imperatriz consorte Maria Leopoldina da Áustria e, portanto, membro do ramo brasileiro da Casa de Bragança. 
Morreu aos 9 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascida no Palácio imperial de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, a princesa acabou perdendo seus pais bem cedo: sua mãe morreu quando ela tinha três anos enquanto seu pai abdicou do trono brasileiro quando ela tinha oito, indo para Portugal restaurar o trono de sua irmã mais velha D. Maria II. A princesa permanece no Brasil, pois seria herdeira do trono caso seu irmão morresse. 

 Com a morte de Maria Leopoldina, Paula e seus irmãos foram criados principalmente por um ex-escravo, sua aia e seu guardião legal, quem Pedro havia nomeado pessoalmente para cuidar dos filhos. 

Ela e os irmãos estavam presentes quando o pai casou-se uma segunda vez, desta vez com a princesa Amélia de Leuchtenberg, que eventualmente se transformou em uma figura materna. Quando Pedro abdicou do trono, ele levou consigo Amélia e Maria da Glória para a Europa, deixando Paula, Januária, Francisca e Pedro no Brasil, pois elas herdaria o trono caso seu irmão morresse. 

Paula acabou adoecendo seriamente no final de 1832, morrendo no início do ano seguinte com apenas nove anos de idade. À pedido do pai, D. Pedro I, ela foi sepultada junto com a mãe no Convento de Nossa Senhora da Ajuda. Em 1911, por ocasião dos preparativos da demolição do prédio para a abertura da Cinelândia, os corpos foram transferidos para o Convento de Santo Antônio. 

MORTE
 Paula foi descrita como "cheia de paz, fortaleza e resignação" ou "a mais calma e gentil de Leopoldina e os filhos de Pedro" e raramente se queixou, apesar de ter sofrido problemas de saúde desde a infância ela estava muitas vezes tão doente que não podia fazer suas lições com seus irmãos. Ela nunca foi robusta ou inteiramente saudável; até meados de 1831, enquanto teve força ela conseguiu levar uma vida ativa e cresceu mais alta. 

 No entanto, no final de 1832, ela ficou gravemente doente. Historiador Roderick Barman sugere que Paula teve meningite, no entanto, o estudioso Mick Isle apresenta a teoria de que Paula teve malária. Isle afirma ainda que os médicos reais administraram quinina (tanto oral como anormalmente), sopas, sanguessugas, gesso de mostarda e substâncias ácidas aplicadas na pele; Isso fez a princesa "gritar com dor". 

 No entanto, essas técnicas foram inúteis, pois Paula morreu em 16 de janeiro de 1833, um mês antes de seu décimo aniversário. Paula recebeu um grande funeral de estado que não foi visto novamente até a morte do filho de Pedro II, Afonso, Príncipe Imperial, em 1847. Seu atual local de sepultamento é no Convento de Santo Antônio, junto ao seus irmãos Miguel de Bragança e João Carlos e mais tarde com seus sobrinhos Afonso e Pedro. Sua morte fez seus irmãos se sentirem ainda mais abandonados. Um ano após sua morte, em 1834, seu pai também morreu.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

4 de ago. de 2022

PRINCESA FRANCISCA DE BRAGANÇA - Arte tumular - 1710 - Capela Real de Dreux, Paris, França

 



ARTE TUMULAR 

Base tumular em mármore suportando uma escultura em mármore branco do príncipe (esposo de Francisca) em primeiro plano, quase em tamanho natural paramentado com roupas imperiais. ao seu lado está a princesa, localizados no "Deambulatoire, cóte sud)

Local: Capela Real de Dreux, Paris, França

Fotos: Wikipédia

Descrição tumlar: Helio Rubiales





Francisca
Princesa do Brasil
Princesa de Joinville
A Princesa de Joinville em c. 1844.
Nascimento2 de agosto de 1824
 Palácio de São CristóvãoRio de JaneiroBrasil
Morte27 de março de 1898 (73 anos)
 ParisFrança
Sepultado emCapela RealDreuxFrança
Nome completo 
Francisca Carolina Joana Carlota Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Rafaela Gabriela Gonzaga
MaridoFrancisco de Orléans, Príncipe de Joinville
DescendênciaFrancisca de Joinville
Pedro, Duque de Penthièvre
Leopoldina de Joinville
CasaBragança (por nascimento)
Orléans (por casamento)
PaiPedro I do Brasil & IV de Portugal
MãeMaria Leopoldina da Áustria
ReligiãoCatolicismo
AssinaturaAssinatura de Francisca
Brasão
PERSONAGEM
Francisca Carolina Joana Carlota Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Rafaela Gabriela Gonzaga de Bragança (Rio de Janeiro, 2 de agosto de 1824 — Paris, 27 de março de 1898), foi uma Princesa do Brasil, quarta filha do imperador Pedro I do Brasil, e da imperatriz consorte Maria Leopoldina da Áustria, sendo assim, irmã do imperador Pedro II do Brasil, da rainha Maria II de Portugal e, membro do ramo brasileiro da Casa de Bragança. Através de seu casamento com o príncipe Francisco de Orléans, Príncipe de Joinville, filho do rei Luís Filipe I, ela foi membro da Casa de Orléans e, portanto, da Família Real Francesa.
Morreu aos 73 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Francisca nasceu em 2 de agosto de 1824 no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil. Seu nome por extenso era "Francisca Carolina Joana Carlota Leopoldina Romana Xavier de Paula Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga". Por intermédio de seu pai, o imperador Dom Pedro I, ela era membro do ramo brasileiro da sereníssima Casa de Bragança e era chamada pelo honorífico de "Dona" desde o nascimento. Sua mãe era a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria, filha de Francisco I, o último Sacro Imperador Romano como Francisco II. Através dela, Francisca era sobrinha de Napoleão Bonaparte e prima dos imperadores Napoleão II da França, Francisco José I da Áustria-Hungria e de Maximiliano I do México.

Francisca perdeu sua mãe, D. Maria Leopoldina, com menos de três anos de idade. Aos sete anos, ela viu o pai, D. Pedro I do Brasil (Pedro IV de Portugal), sua madrasta (Amélia de Leuchtenberg) - que havia se casado com D. Pedro I em 1829 , e sua irmã mais velha (a futura Maria II de Portugal) partirem para Lisboa - tanto Francisca quanto os irmãos Pedro e Januária nunca mais veriam o pai. 

Francisca cresceu ao lado dos irmãos D. Pedro de Alcântara (posteriormente imperador D. Pedro II do Brasil), Paula Mariana e Januária, sob a tutela de José Bonifácio de Andrada e Silva, diplomata, erudito, filósofo e poeta brasileiro, nomeado guardião pelo pai das crianças imperiais. Os irmãos foram criados tanto na etiqueta, quanto em línguas, cultura em geral e tudo mais. E era uma educação muito centrada, muito regrada. Era conhecido que tanto D. Francisca quanto sua irmã mais velha D. Januária teriam aprendido a cozinhar, bem como, juntamente com o irmão D. Pedro, brincavam no pequeno teatro criado para elas em São Cristóvão, onde representavam e declamavam peças, bem como brincavam de rezar missas, onde a princesa D. Francisca revestia-se de padre, sua irmã e seu irmão eram acólitos.

CASAMENTO E VIDA NA FRANÇA 
A princesa Francisca casou-se com o príncipe francês Francisco de Orleães, terceiro filho do rei dos franceses Luís Filipe I de França e Maria Amélia de Nápoles e Sicília, tia de D. Leopoldina e tia-avó de D. Francisca. O casamento aconteceu no Rio de Janeiro em 1 de maio de 1843. A noiva tinha dezenove anos e o noivo vinte e cinco. A Baronesa de Langsdorff, companheira de Francisca, foi a encarregada dos preparativos do casamento.[9] De acordo com o contrato de casamento, o dote da noiva era estimado em um milhão de francos e renda temporária de 6% do orçamento nacional, além de 25 quilômetros quadrados de terra no estado de Santa Catarina no Brasil.. A fortuna pessoal da noiva, que não estava incluída no dote, era de 25 000 francos, além de uma herança de diamantes que totalizava 200 000 francos. 

Após o casamento, recebeu o título de "Sua Alteza Real, Francisca, Princesa de Joinville". 

 A princesa causou uma boa impressão em todos. Conhecida na corte francesa La belle Françoise (A bela Francisca), aos dezenove anos. 

 O casal se estabeleceu em Paris, onde a princesa era considerada uma das mais belas aristocratas, e todo o mundo metropolitano admirava sua alegre espontaneidade. À noite, ao contrário de outros membros da família real, os noivos gostavam de visitar cafés, restaurantes e teatros, e de manhã preferiam passear a cavalo pelo Bois de Boulogne. O príncipe de Joinville, assim como a esposa, era um bom aguarelista, tendo até mesmo produzido uma tela da mulher montando em cavalo. Ainda na corte francesa, Francisca tornou-se amiga de uma fidalga brasileira casada com um nobre francês, Luísa Margarida de Barros Portugal, Condessa de Barral.

Todavia, em 1848, a monarquia foi extinta na França, e os Orléans seguiram para o exílio. Dotada de espírito combativo, D. Francisca negociou com vigor com os republicanos a fuga de sua família. Exilou-se em Claremont, Inglaterra, e manteve uma intensa troca de correspondência com seu irmão no Brasil. Com dificuldades financeiras, os príncipes de Joinville negociaram as terras catarinenses com a Companhia Colonizadora Alemã, do senador Christian Mathias Schroeder, rico comerciante e dono de alguns navios. Assim nasceu a Colônia Dona Francisca, mais tarde Joinville, atualmente a maior cidade do estado de Santa Catarina. 

Tratada carinhosamente como "Mana Chica" por D. Pedro II, D. Francisca, que sempre foi íntima do irmão, alertava-o e defendia medidas enérgicas contra o crescimento do republicanismo no Brasil. Em 1864, ela enviou os príncipes Gastão de Orléans, Conde d'Eu, e Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota para o Brasil, onde se casariam com suas sobrinhas, D. Leopoldina e D. Isabel, respectivamente. Entretanto, os casais preferiram inverter a orientação familiar, casando-se o Conde d'Eu com a princesa Isabel, e o príncipe Luís Augusto com a princesa Leopoldina; o próprio filho de Francisca, Pedro, Duque de Penthièvre, já havia sido considerado como potencial noiva para uma das primas brasileiras. Sempre íntima do irmão imperador, Francisca tinha até mesmo o influenciado uma década antes a contratar a Condessa de Barral, que conhecera na França, como preceptora das princesas Isabel e Leopoldina.

Entretanto, após a queda de Napoleão III e do Segundo Império Francês em 1870, em decorrência da Guerra Franco-Prussiana, a família Orléans retornou à França; Em seus últimos anos, Francisca testemunhou a queda do Império do Brasil, em 1889, e o exílio do irmão D. Pedro II. 

MORTE
Francisca faleceu em Paris aos 73 anos. Seu marido sobreviveu por mais dois anos, falecendo em Paris em 1900. Ambos estão enterrados na Capela real de Dreux. 

LEGADO 
*O seu diário da viagem durante seu translado do Brasil para à França foi posteriormente publicado por Victorine Emilie, a Baronesa de Langsdorff, encarregada de preparar o casamento do filho do rei dos franceses coma princesa brasileira. 

*Em Joinville, cidade que foi nomeada em homenageada a Francisca e o marido, pode se encontrar, na Rua das Palmeiras, uma réplica do busto da princesa, produzido originalmente em bronze pelo pelo artista alemão Fritz Alt.  Ainda em Joinville, também conhecida como "a Cidade dos Príncipes", uma das ruas mais movimentadas da cidade também carrega o nome da princesa de Joinville, ligando o Centro à zona Norte.

*Aquarelista, três obras da princesa fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional do Brasil, com sede no Rio de Janeiro, e retratam pássaros desenhados em aquarela. 

*Ademais, através de sua filha, a Duquesa de Chartres, Francisca foi avó materna da princesa Maria da Dinamarca, mãe de Ana de Bourbon-Parma, esposa do rei Miguel I da Romênia.Francisca também é ancestral comum do atual pretendente ao trono francês.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

25 de abr. de 2020

MARIA II - PORTUGAL - Arte Tumular - 1511 - Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.



 







Maria II de Portugal
Casa de Bragança
Ramo da Casa de Avis
4 de abril de 1819 – 15 de novembro de 1853
Precedida por
Pedro IV
Coat of Arms of the Kingdom of Portugal 1640-1910 (3).svg
Rainha de Portugal e Algarves
2 de maio de 1826 – 11 de julho de 1828
Sucedida por
Miguel I
Precedida por
Miguel I
Coat of Arms of the Kingdom of Portugal 1640-1910 (3).svg
Rainha de Portugal e Algarves
26 de maio de 1834 – 15 de novembro de 1853
com Fernando II (1837–1853)
Sucedida por
Pedro V
Título criadoCOA Imperial Prince of Brazil (alternative).svg
Princesa Imperial do Brasil
12 de outubro de 1822 – 2 de dezembro de 1825
Sucedida por
Pedro II
Precedida por
Pedro II
COA Imperial Prince of Brazil (alternative).svg
Princesa Imperial do Brasil
7 de abril de 1831 – 30 de outubro de 1835
Sucedida por

Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.


ARTE TUMULAR
Cripta em mármore branco de formato retangular com um tampo frontal com destaque para o seu nome e datas, bem como uma coroa dourada., simbolizando a realeza.

Local: Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.
Fotos: Internet
Descrição tumular: Helio Rubiales

Maria II
A Educadora, A Boa Mãe
Retrato por John Simpson, c. 1837
Rainha de Portugal e Algarves
Reinado2 de maio de 1826
11 de julho de 1828
Antecessor(a)Pedro I & IV
Sucessor(a)Miguel I
Regentes
2.º Reinado26 de maio de 1834
15 de novembro de 1853
PredecessorMiguel I
SucessorPedro V
MaridosAugusto de Beauharnais (1835–1835)
Fernando II de Portugal (1836–1853)
DescendênciaPedro V de Portugal
Luís I de Portugal
João, Duque de Beja
Maria Ana de Portugal
Antônia de Portugal
Fernando de Portugal
Augusto, Duque de Coimbra
CasaBragança
Nome completoMaria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga
Nascimento4 de abril de 1819
Paço de São CristóvãoRio de JaneiroBrasil
Morte15 de novembro de 1853 (34 anos)
Palácio das NecessidadesLisboaPortugal
EnterroPanteão da Dinastia de BragançaIgreja de São Vicente de ForaLisboaPortugal
PaiPedro I do Brasil & IV de Portugal
MãeMaria Leopoldina da Áustria
ReligiãoCatolicismo
AssinaturaAssinatura de Maria II

PERSONAGEM
Maria II (Rio de Janeiro, 4 de abril de 1819 – Lisboa, 15 de novembro de 1853), apelidada de "a Educadora" e "a Boa Mãe", foi a Rainha de Portugal e dos Algarves em dois períodos diferentes: primeiro de 1826 a 1828, quando foi deposta por seu tio Miguel, e depois de 1834 até à sua morte em 1853. Era a filha mais velha do imperador Pedro I do Brasil, que também reinou em Portugal brevemente como Pedro IV, e da sua primeira esposa, a imperatriz consorte do Brasil, Rainha Consorte de Portugal e dos Algarves e Arquiduquesa da Áustria, Maria Leopoldina da Áustria.
Morreu aos 34 anos



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Dona Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga nasceu em 4 de abril de 1819 no Paço de São Cristóvão, cidade do Rio de Janeiro, Reino do Brasil, sob o título de Princesa da Beira e posteriormente Princesa Imperial do Brasil. Era a filha mais velha do então imperador Pedro I do Brasil e da sua primeira esposa, a arquiduquesa Maria Leopoldina da Áustria. Maria da Glória foi a única monarca da Europa a nascer fora de terras europeias.

INÍCIO DO REINADO
Pedro ascendeu ao trono português em março de 1826 como Pedro IV, porém, rapidamente abdicou em favor da sua filha mais velha, que se tornou Rainha de Portugal e dos Algarves como Maria II, então, com apenas sete anos de idade. A rainha Maria II deixou o Rio de Janeiro a 5 de julho de 1828, acompanhada por Felisberto Caldeira Brant, Marquês de Barbacena, que fora escolhido pelo próprio Pedro para acompanhá-la.

O infante Miguel, seu tio paterno, chegara a Lisboa em 9 de fevereiro de 1828 e desembarcara no dia 22, recebendo das mãos de sua irmã mais velha, a infanta Isabel Maria, a regência, ratificando em 26 de fevereiro o juramento que prestara à carta constitucional perante as cortes que Isabel Maria havia convocado, mas não tardou a mudar de resolução. Miguel dissolveu as cortes em 13 de março, convocando a 3 de maio o conselho dos três Estados para decidir a quem pertencia a coroa, segundo a antiga forma das cortes do país, quando se tratava de graves pontos de direito.

O conselho reuniu-se em 21 de junho e Miguel foi proclamado rei quatro dias depois em precipitada resolução, em vista do ato de reconhecimento do herdeiro da coroa prestado pela regência e real câmara dos pares, instituída pela carta constitucional, acerca da sucessão da Casa de Bragança nas duas coroas de Portugal e Brasil, e particularmente na de Portugal, já indicada nas conferências realizadas em Londres em agosto de 1823.

É também nos preliminares do tratado de 25 de agosto de 1823, que reconheceu a Independência do Brasil, onde a tal respeito foi apresentado na conferência de 9 de agosto o seguinte Artigo Secreto: "Como por causa da aceitação da renúncia pessoal do imperador do Brasil, Pedro, à Coroa de Portugal, as Cortes de Portugal devem determinar qual dos filhos do imperador será chamado à sucessão daquela coroa por morte do presente rei: entende-se que as ditas cortes podem chamar à sucessão o filho mais velho do dito imperador do Brasil, ou a filha mais velha, na falta de descendência masculina."

Miguel residia em Viena, para onde fora mandado, por carta régia de 12 de maio de 1824, depois da revolta de 30 de abril ou Abrilada. Os brasileiros não aceitaram que o imperador cingisse a coroa portuguesa, o que resultaria na unidade da antiga monarquia, da qual se haviam libertado.

Pedro, depois de proclamado Rei de Portugal, resolveu abdicar da coroa portuguesa na filha mais velha, Maria da Glória, a 3 de maio, tendo a 29 de abril outorgado aos portugueses uma constituição livre, a carta constitucional. A abdicação era condicional: a princesa casaria com seu tio, Miguel, e enquanto se não realizasse o consórcio, e o novo regime não dominasse em Portugal, continuaria a regência de Isabel Maria em nome de Pedro IV.

A 31 de julho de 1826 foi jurada a constituição em Portugal. Miguel, em Viena, também a jurou em 4 de outubro, pronto a obedecer às vontades do irmão Pedro, e efetuou, por procuração, seus esponsais com a sobrinha perante a corte de Viena, a 29 de outubro. Foi dispensado o impedimento de consanguinidade por breve do papa Leão XII, estando a rainha representada no ato, em virtude do alvará que para tal fim fora conferido em 28 de abril de 1826, pelo "barão de Vila Seca", enviado extraordinário e ministro plenipotenciário do Império do Brasil junto à corte do imperador Francisco I, como participado às cortes pela infanta regente.

Em vista do procedimento do infante Miguel no ato de jurar a carta constitucional, quando tempos depois, no meio da agitação dos partidos que se gladiavam, dos tumultos e das revoltas, Isabel Maria adoeceu, Pedro não hesitou em nomear, em nome da rainha Maria II, Miguel seu lugar-tenente e regente do reino, por decreto de 3 de setembro de 1827, resolvendo enviar a filha para Viena a completar a educação na corte do seu avô.

Após a revolução liberal, na sequência da reforma administrativa de 1836, a rainha Maria II entregou o foral de concelho ao Seixal, no dia 6 de novembro.

CASAMENTOS
-Com dispensa papal, por procuração, em 29 de outubro de 1826 casou com o seu tio, o infante Miguel (1802-66). O casamento foi dissolvido ou declarado nulo em 1 de dezembro de 1834.

-Casou em Munique por procuração em 1 de Dezembro de 1834 e em pessoa em Lisboa em 26 de janeiro de 1835 com o príncipe Augusto de Beauharnais. Baptizado Augusto Carlos Eugênio Napoleão de Beauharnais, que nascera em Milão 9 de Dezembro de 1810 e morreria em 28 de março de 1835 de difteria, no Paço Real das Necessidades, em Lisboa. Segundo duque de Leuchtenberg, Príncipe de Eichstadt, feito príncipe de Portugal pelo casamento, 1.° duque de Santa Cruz no Brasil, feito em 5 de novembro de 1829 por seu sogro e cunhado Pedro I do Brasil. Era filho de Eugénio de Beauharnais e da princesa Augusta da Baviera, e irmão mais velho da imperatriz Amélia, madrasta de Maria II.

Havia necessidade de um segundo marido. Apareceram candidatos de França, Nápoles, Alemanha e Sardenha e foi escolhido o sobrinho do rei Leopoldo I dos belgas:

-Casou com o príncipe Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, baptizado Fernando Augusto Francisco António de Saxe-Coburgo-Gotha, nascido em Viena em 29 de outubro de 1816 e falecido em Lisboa a 15 de dezembro de 1885 no Paço Real das Necessidades, estando sepultado no mosteiro de São Vicente de Fora. O contrato foi assinado no fim de 1835. Meses depois, chegou o marido. Haviam casado em Coburgo por procuração em 1 de janeiro de 1836 e, em Lisboa, em pessoa, na Sé patriarcal em 9 de abril de 1836. Este passou a Rei Consorte, como Fernando II, em 16 de setembro de 1837, após o nascimento de um filho varão. Regente do reino durante a menoridade do filho Pedro V e, depois da morte deste, até à chegada a Portugal do filho Luís I. Tiveram 11 filhos. Era filho de Fernando Jorge Augusto (Coburgo 1785-1851 Viena) príncipe de Saxe-Coburgo-Gotha e de Maria Antonia Gabriela (Viena 1797-1862 Viena), princesa herdeira de Kohary de Csabrag e Szitna. Viúvo, Fernando casaria de novo em 1869 com sua companheira de longa data, a cantora Elisa Hensler, feita condessa de Edla.

MORTE
Desde a sua primeira gravidez, aos dezoito anos de idade, Maria II enfrentou problemas para dar à luz, com trabalhos de parto prolongados e extremamente difíceis. Exemplo disso foi a sua terceira gestação, cujo trabalho de parto durou 32 horas, findas as quais, foi retirada a fórceps uma menina, baptizada in articulo mortis com o nome de Maria (1840). Aos 25 anos de idade e na sua quinta gestação, a soberana tornou-se obesa e os seus partos tornaram-se ainda mais complicados. Em 1847 o sofrimento fetal que precedeu o nascimento de seu oitavo filho – o infante D. Augusto de Bragança – trouxe ao mundo uma criança "bastante arroxada e com pouca respiração". A perigosa rotina de gestações sucessivas, somada à obesidade (que terminou por causar-lhe problemas cardíacos) e à frequência de partos distócicos (preocupante, especialmente por tratar-se de uma multípara) levaram os médicos a alertarem a rainha sobre os sérios riscos que corria. Indiferente aos avisos, Dona Maria II limitava-se a retrucar: "Se morrer, morro no meu posto". Em 15 de novembro de 1853, treze horas após o início do trabalho de parto do natimorto infante Dom Eugénio, seu 11.º filho, Dona Maria II morreu, aos 34 anos de idade. O anúncio da morte foi publicada no Diário do Governo de 16 de novembro de 1853.

Jaz no Panteão Real da Dinastia de Bragança, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

22 de abr. de 2020

FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA





A família imperial brasileira governou o Império do Brasil entre 1822 e 1889, desde a Independência do Brasil pelo Príncipe Pedro de Bragança, que depois foi aclamado imperador, como Pedro I do Brasil, e até a deposição de Pedro II do Brasil durante a Proclamação da República.

PERÍODO MONÁRQUICO
Durante o período monárquico da história brasileira, a família imperial brasileira era um ramo da Casa Real Portuguesa de Bragança. Ela era reconhecida legalmente como uma instituição; os parentes mais próximos do monarca eram considerados seus membros, e eram desconsiderados aqueles que renunciavam aos seus direitos dinásticos. Com a Proclamação da República, em 1889, e o consequente fim da monarquia, esse conceito foi oficialmente abolido. Contudo, o movimento favorável à restauração da monarquia no País manteve, informalmente, o conceito de família imperial e criou o título de Chefe da Casa Imperial do Brasil, atribuindo-o aos pretendentes ao extinto trono brasileiro. A família Orleans e Bragança, descendente por via materna da Casa de Bragança e por via paterna da Casa Francesa de Orleãs, é tida pelos monarquistas como a atual família imperial brasileira.

Dois ramos agnáticos requerem a chefia da Casa de Orleans e Bragança no período pós-monárquico: o chamado Ramo de Petrópolis e o Ramo de Vassouras. A rivalidade dentre a família eclodiu em 1946, quando Pedro de Alcântara Gastão de Orleans e Bragança repudiou a renúncia ao trono feita por seu pai, Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, filho mais velho de Isabel do Brasil. Este, renunciara por si mesmo e seus futuros descendentes, a fim de contrair casamento não-dinástico, em 1908. Pedro Carlos de Orleans e Bragança, nascido em 1945, é o filho mais velho de Pedro de Alcântara Gastão de Orleans e Bragança, e chefia o Ramo de Petrópolis. O Ramo de Vassouras, por sua vez, é liderado por seu primo em segundo grau, Luíz Gastão de Orleans e Bragança, um descendente do filho mais jovem de Isabel do Brasil, Luís de Orleans e Bragança.

HISTÓRIA
Fundada por Pedro de Alcântara de Bragança, até então Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e Príncipe Regente do Brasil, representando seu pai, o rei Dom João VI, a Casa Imperial do Brasil foi soberana de 1822, quando da independência do Brasil, até 1889, quando a Proclamação da República do Brasil derrubou a monarquia e depôs o imperador Pedro II.

Seguindo a tradição das monarquias ibéricas, eram considerados membros da família imperial os parentes mais próximos do imperador, desconsiderando-se aqueles que renunciavam aos seus direitos dinásticos. Com a proclamação da república em 1889, e consequente extinção do Império do Brasil nessa data, o movimento monarquista brasileiro criou o título não-oficial de chefe da Casa Imperial do Brasil, atribuindo-o ao herdeiro aparente do extinto trono, e passou a considerar como membros da família imperial brasileira os parentes mais próximos do chefe da casa imperial, desconsiderando-se aqueles que renunciaram aos seus direitos dinásticos

EXÍLIO
Os primeiros membros da família imperial impedidos de retornar ao Brasil foram Amélia de Leuchtenberg, segunda esposa do imperador Pedro I, e sua filha, a princesa Maria Amélia de Bragança. Com a abdicação do primeiro imperador e sua coroação como rei de Portugal, muitos entenderam que Amélia havia perdido seus direitos na Casa Imperial. Sua filha, por outro lado, havia nascido no estrangeiro, com seu pai já sem o trono brasileiro, o que, para muitos, a impedia de cumprir os requisitos para ser considerada princesa do Brasil. Dessa maneira, durante o período regencial, foi interrompido o auxílio financeiro à imperatriz-viúva e a sua filha. Além disso, por temor de que influenciassem de alguma maneira o jovem Pedro II, foram proibidas de pisar em solo brasileiro. Apenas quando o sucessor do trono foi aclamado, a situação de ambas mudou. Em 1841, o Senado, a pedido do Visconde de Sepetiba, emitiu parecer reconhecendo a precedência de Maria Amélia e restabelecendo o auxílio a ambas.

PÓS-MONARQUIA
Com a Proclamação da República, a Família Imperial seguiu para o exílio em Portugal, Espanha, França e Áustria-Hungria. Embarcaram a bordo do vapor Sergipe: Pedro II, Teresa Cristina, Isabel, Gastão, Pedro de Alcântara, Luís Maria, Antônio Gastão e Pedro Augusto. Na comitiva que acompanhava a família, estavam André Rebouças; o Conde de Carapebus; o Barão de Loreto e sua esposa, Maria Amanda Paranaguá Dória; o visconde de Ouro Preto e seu filho, o Conde de Afonso Celso; e o Conde de Mota Maia. Augusto Leopoldo encontrava-se a bordo do cruzador Almirante Barroso, em viagem de circunavegação. O pai desse, Luís Augusto, residia na Áustria desde o falecimento da imperatriz Leopoldina. Além do banimento, o governo republicano confiscou e leiloou muitos dos bens da família imperial. Em 1890 foram realizados treze leilões de bens da Casa Imperial.

O presidente Epitácio Pessoa, por decreto presidencial de 3 de setembro de 1920, revogou a Lei do Banimento. A família imperial pôde então retornar a solo brasileiro. A ocasião foi aproveitada para repatriar os restos mortais do último imperador e de sua consorte, que seriam trasladados de Portugal um ano depois. Dos nove membros da família imperial originalmente exilados, somente dois retornaram vivos ao Brasil: Pedro de Alcântara e seu pai, Gastão, falecido no ano seguinte, a bordo do navio Massilia, a caminho do Brasil para a celebração do centenário da independência. Apesar da proibição então em vigor, Luís tentou desembarcar no Rio de Janeiro 1906, mas foi impedido por autoridades locais. Acabou por falecer no ano da revogação da lei do Banimento, em 1920. 

REPATRIAMENTO
Atualmente, os restos mortais de cinco membros da família imperial exilados em 1889 estão sepultados no Brasil, todos no Mausoléu Imperial, Petrópolis: Pedro II e Teresa Cristina, cujos restos mortais foram trasladados do Panteão dos Braganças, Lisboa, em 1921, por ocasião do centenário da Independência do Brasil; Isabel, removida do cemitério de Eu em 1953; Gastão; e Pedro de Alcântara, transferido do cemitério de Petrópolis em 1990, juntamente com sua esposa, Isabel Dobrzensky. Luís Maria e Antônio Gastão estão sepultados na Capela Real de Dreux, França, onde a esposa do primeiro, Maria Pia, foi sepultada em 1973. Pedro Augusto, Augusto Leopoldo e Luís Augusto estão sepultados na cripta da Igreja de Santo Agostinho, em Coburgo, Alemanha, onde a esposa do último, a princesa Leopoldina, foi enterrada em 1871.

Em 1954, foram transferidos para a Capela Imperial, em São Paulo, os restos mortais da primeira imperatriz, Leopoldina, os quais se encontravam no Convento de Santo Antônio, Rio de Janeiro. No Convento de Santo Antônio estão sepultados alguns dos filhos de ambos os imperadores: Miguel, João Carlos, Paula Mariana, Afonso Pedro e Pedro Afonso, além de Luísa Vitória, filha natimorta de Isabel. Em 1972, por ocasião do Sesquicentenário da Independência, os despojos de Pedro I foram trasladados do Panteão dos Bragança, Lisboa, para a Capela Imperial. O corpo de sua segunda esposa, Amélia, só foi transferido do Panteão dos Bragança para a Capela Imperial em 1982. Nesse mesmo ano, o corpo da filha dessa, Maria Amélia, foi transferido do Panteão dos Bragança para o Convento de Santo Antônio.

A Cripta e Capela Imperial no Monumento à Independência do Brasil, o local de descanso final do Imperador Pedro I e suas duas esposas.

As tumbas do imperador Pedro II e outros membros da família imperial no Mausoléu Imperial.

Mausoléu no Convento de Santo Antônio contendo os túmulos de alguns príncipes e princesas do Império do Brasil.

MEMBROS
PRIMEIRO REINADO
Em 1831, ano da abdicação de Pedro I, esta era a composição da família imperial brasileira:

-Sua Majestade Imperial, Pedro I, imperador do Brasil
-Sua Majestade Imperial, Amélia, imperatriz do Brasil

-Sua Alteza Imperial, Pedro, príncipe imperial do Brasil
-Sua Alteza Imperial, Maria, princesa do Grão-Pará
-Sua Alteza, Januária, princesa do Brasil
-Sua Alteza, Paula Mariana, princesa do Brasil
-Sua Alteza, Francisca, princesa do Brasil
-Sua Alteza, Maria Amélia, princesa do Brasil
-Sua Alteza, Isabel Maria, duquesa de Goiás

SEGUNDO REINADO
Em 1889, ano da proclamação da república do Brasil, esta era a composição da família imperial brasileira:

-Sua Majestade Imperial, Pedro II, imperador do Brasil
-Sua Majestade Imperial, Teresa Cristina, imperatriz do Brasil

-Sua Alteza Imperial, Isabel, princesa imperial do Brasil
-Sua Alteza Imperial, Gastão, príncipe imperial consorte do Brasil e conde d'Eu

-Sua Alteza Imperial, Pedro, príncipe do Grão-Pará
-Sua Alteza, Luís Maria, príncipe do Brasil
-Sua Alteza, Antônio Gastão, príncipe do Brasil

-Sua Alteza, Luís Augusto, Duque da Saxônia e Príncipe de Saxe-Coburgo-Gota (viúvo da princesa   Leopoldina)
-Sua Alteza, Pedro Augusto, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota
-Sua Alteza, Augusto Leopoldo, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota

-Sua Alteza Real, Januária, condessa de Áquila (irmã de Pedro II)
-Sua Alteza Real, Francisca, princesa de Joinville (irmã de Pedro II)

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

CARLOTA JOAQUINA DE BOURBON - Arte Tumular - 1507 - Panteão Real da Dinastia de Bragança,Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.












Carlota Joaquina de Bourbon
Casa de Bourbon
Ramo da Casa de Capeto
25 de abril de 1775 – 7 de janeiro de 1830
Precedida por
Pedro de Portugal
Coat of Arms of Carlota Joaquina of Spain, Queen of Portugal.svg
Rainha Consorte de Portugal e Algarves
7 de setembro de 1822 – 10 de março de 1826
Sucedida por
Maria Leopoldina da Áustria
Novo títuloRainha Consorte do Reino Unido de
Portugal, Brasil e Algarves

20 de março de 1816 – 7 de setembro de 1822
Título extinto
Independência do Brasil







ARTE TUMULAR
Cripta em mármore branco de formato retangular, com tampo frontal com o seu nome e datas gravados.

Local: São Vicente de Fora Lisbon, Lisboa Municipality, Lisboa, Portugal
Fotos: Internet
Descrição tumular: Helio Rubiales


Carlota Joaquina
Rainha Consorte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Reinado20 de março de 1816
7 de setembro de 1822
Rainha Consorte de Portugal e Algarves
Reinado7 de setembro de 1822
10 de março de 1826
PredecessorPedro de Portugal
SucessoraMaria Leopoldina de Áustria
Imperatriz Consorte do Brasil
Reinado15 de novembro de 1825
10 de março de 1826
MaridoJoão VI de Portugal
DescendênciaMaria Teresa, Princesa da Beira
Francisco Antônio, Príncipe da Beira
Maria Isabel de Bragança
Pedro I do Brasil & IV de Portugal
Maria Francisca de Bragança
Isabel Maria de Bragança
Miguel I de Portugal
Maria da Assunção de Bragança
Ana de Jesus Maria de Bragança
CasaBourbon (por nascimento)
Bragança (por casamento)
Nome completoCarlota Joaquina Teresa Cayetana
Nascimento25 de abril de 1775
Palácio Real de AranjuezAranjuezEspanha
Morte7 de janeiro de 1830 (54 anos)
Palácio Real de QueluzQueluzPortugal
EnterroPanteão Real da Dinastia de BragançaMosteiro de São Vicente de ForaLisboaPortugal
PaiCarlos IV da Espanha
MãeMaria Luísa de Parma
ReligiãoCatolicismo
AssinaturaAssinatura de Carlota Joaquina
Brasão


PERSONAGEM
Carlota Joaquina Teresa Cayetana (Aranjuez, 25 de abril de 1775 – Queluz, 7 de janeiro de 1830) foi a esposa do rei D. João VI e Rainha Consorte do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e depois Reino de Portugal e Algarves de 1816 até 1826. Também foi Imperatriz titular do Brasil.
Morreu aos 54 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascida como uma infanta da Espanha, ela era a filha primogênita do rei Carlos IV da Espanha e da sua esposa, a princesa Maria Luísa de Parma. Casou-se em 8 de maio de 1785, aos 10 anos, com o infante de Portugal D. João, Duque de Beja, segundo filho da rainha D. Maria I de Portugal, num tradicional casamento entre as famílias reais de Espanha e Portugal. Após a morte do filho mais velho e herdeiro de D. Maria em 1788, Carlota e o marido tornam-se herdeiros da coroa portuguesa e assumem o título de Príncipe e Princesa do Brasil.

Detestada pela corte portuguesa, onde era chamada de a "Megera de Queluz", Carlota Joaquina também ganhou gradualmente a antipatia do povo, que a acusava de promiscuidade e de influenciar o marido a favor dos interesses da coroa espanhola. Depois da transferência da corte portuguesa para o Brasil, Carlota Joaquina começou a conspirar contra o marido, alegando que o mesmo não tinha capacidade mental para governar Portugal e suas possessões, querendo assim estabelecer uma regência. Ambiciosa, ela também almejava a coroa espanhola, que na época tinha sido usurpada por José Bonaparte, irmão de Napoleão Bonaparte.

Depois do casamento em 1817 de seu filho D. Pedro com a arquiduquesa austríaca Leopoldina e com a posterior volta da família real a Portugal em 1821, Carlota foi confinada no Palácio Real de Queluz, onde morreu solitária e abandonada pelos filhos em 7 de janeiro de 1830, aos 54 anos.

Após sua morte, Carlota Joaquina, principalmente no Brasil, tornou-se parte da cultura popular e uma figura histórica importante, sendo o assunto de vários livros, filmes e outras mídias. Alguns estudiosos acreditam que ela tenha tido um comportamento rude e calculista, atribuindo-lhe o facto dela odiar o Brasil.



INFÃNCIA E EDUCAÇÃO
Nascida em 25 de abril de 1775 no Palácio Real de Aranjuez, Aranjuez, Espanha, Carlota Joaquina era a filha primogênita do rei Carlos IV da Espanha e da rainha Maria Luísa de Parma. Batizada Carlota Joaquina Teresa Cayetana, era tratada apenas por Carlota, nome o qual homenageava seu pai e também seu avô, o rei Carlos III da Espanha (de quem Carlota era a neta predileta). Apesar da rigidez de sua educação e da etiqueta da corte, a infanta foi descrita como travessa e brincalhona. 

Teve uma educação rígida e profundamente católica, com bases nos campos de estudo da religião, geografia, pintura e equitação (esporte predileto de Carlota). O temperamento fechado e austero da monarquia espanhola impunha à família e à toda corte rígidas normas de comportamento e etiqueta. O rei, Carlos III era um homem de comportamento reservado, que dedicava mais tempo à família do que pelas animações da vida cortesã, que ficavam ao cargo de sua nora, Maria Luísa. A mãe de Carlota Joaquina logo assumiu a organização dos entretenimentos na corte, com festas luxuosas, onde a moral era facilmente esquecida. Logo, sua imagem estaria ligada à de uma mulher promíscua, que traia o marido com outros homens. Entre eles, possivelmente, estava o primeiro-ministro Manuel de Godoy, cuja suposta ligação amorosa foi bastante explorada pela imprensa da época. Nem mesmo as gestações sucessivas e o nascimento de um herdeiro para o trono em 1784 livraram Maria Luísa do desprezo da população. Ela passaria à história como uma das rainhas mais impopulares da Espanha e sua má fama atingiu inclusive seus filhos, especialmente sua filha primogênita.

CASAMENTO
Seu aprendizado seria posto à prova quando foi submetida a uma série de exames públicos diante da corte espanhola e dos embaixadores portugueses, enviados em nome da rainha D. Maria I de Portugal para avaliar os dotes da princesa, destinada a casar-se com o infante português D. João de Bragança (futuro D. João VI de Portugal). Em outubro de 1785, a Gazeta de Lisboa publicava um relato dos testes:
Tudo satisfez tão completamente que não se pode expressar a admiração que deve causar uma instrução tão vasta em uma idade tão tenra: mas […] o decidido talento com que Deus dotou esta sereníssima Senhora, a sua prodigiosa memória, compreensão e desembaraço, mostrarão que tudo é possível, principalmente com o desvelo e capacidade com que o sobredito mestre lhe promove tão úteis e gloriosas aplicações.

Comprovado o talento da noiva, não havia, portanto, qualquer impedimento para o consórcio com o príncipe português, teve seu casamento arranjado, em 8 de maio de 1785 (com apenas dez anos de idade). Ela e sua comitiva partiram para Lisboa no dia 11 de maio de 1785. No dia em que iria a Portugal, Carlota Joaquina pediu à sua mãe para que fizessem uma pintura sua com seu vestido vermelho para colocar na parede, no lugar do quadro da infanta D. Margarida de Habsburgo (à qual Carlota dizia superar em beleza). Viajaram com a infanta o padre Felipe Scio, famoso teólogo espanhol e erudito, D. Emília O’Dempsy, a açafata, e D. Anna Miquelina, criada particular da princesa. As bodas entre D. João e D. Carlota foram oficialmente realizadas no dia 9 de junho. Ela tinha tão somente dez anos, enquanto ele dezoito. A pouca idade da noiva, por sua vez, era um empecilho para a consumação da união, de modo que a jovem deveria esperar algum tempo para que então se tornasse apta a conceber e gerar filhos.

NO RIO DE JANEIRO
Foi durante a estada no Rio de Janeiro, entre os anos de 1808 e 1821, quando D. João VI pôde realmente governar pessoalmente o Império Português, que Carlota Joaquina demonstrou muitas das facetas de sua personalidade. É fato sabido que ela tinha um fetichismo confesso em relação aos sapatos: Viveu alguns anos afastada da política, sempre separada de seu marido, que então já havia sido aclamado Rei, por ter falecido D. Maria I em 1816, até que a Revolução do Porto em 1820, que trouxe para a Europa a família real, pôs novamente em evidência a rainha, reunindo algum tempo os esposos.

RETORNO A PORTUGAL
Aliada aos frades, aos nobres, aos que se mostravam pouco simpáticos ao novo regime, urdia a conspiração chamada da rua Formosa, destinada a obrigar o rei a abdicar e a destruir a constituição. Falhando esse plano, as cortes de 15 de maio de 1822 decidiram deportar a rainha para o Palácio do Ramalhão, em Sintra, por ela se recusar a jurar a constituição, alvitre que ela aceitou com júbilo, pois lhe permitia continuar a sua obra perturbadora. Opondo-se abertamente à Revolução liberal do Porto, de 24 de agosto de 1820, foi a figura mais notável do país a recusar-se a jurar a Constituição de 1822, juntamente com o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Carlos da Cunha e Menezes.

Neste retiro do Ramalhão tramou ainda a queda da constituição; e servindo-se de D. Miguel, que ela educara, e com quem vivia intimamente, conseguiu realizar o movimento conhecido por Vilafrancada em 26 de maio. Derrubada a constituição e dissolvidas as cortes, foi levantado o desterro da rainha, e D. João VI a foi buscar à quinta do Ramalhão, conduzindo-a ao Paço da Bemposta.

Pouco tempo, porém, durou a harmonia entre os esposos, porque a rainha mudou a sua residência para Queluz, e tornou-se cabeça do partido absolutista que dentro em pouco promoveu a Abrilada em 30 de abril de 1824. Tendo a rainha tomado parte manifesta no movimento, quando D. João VI, apoiado nos embaixadores francês e inglês, se decidiu a mandar sair do reino D. Miguel, ordenou que sua mulher se recolhesse ao paço de Queluz, e nunca mais aparecesse na corte.

Em consequência desse ato, que a promoveu a figura de proa do partido reacionário, a rainha foi exilada para Queluz, vivendo uma vez mais separada do rei (que vivia no Palácio da Bemposta, em Lisboa), onde continuou a exercer intensa atividade política, promovendo várias conspirações para derrubar D. João VI e suspender a constituição.

O seu Palácio ou quinta do Ramalhão tornou-se o principal foco da intriga absolutista, e à rainha é imputada enorme responsabilidade nos projetos dos principais levantamentos reaccionários dos anos 1820 (a Vilafrancada, de 1823, e a Abrilada, de 1824), que procuraram abolir o constitucionalismo, afastar D. João VI do governo e colocar no trono infante D. Miguel, seu filho direto, a quem ela educara.

Após a Vilafrancada, o rei acabou por suspender a constituição, prometendo não obstante para breve a convocação de novas eleições, a fim de se redigir um novo texto constitucional. Foi então buscar a esposa no retiro e durante alguns meses, reinou a harmonia entre os dois.

Pouco tempo depois, esta harmonia desfez-se, após o golpe da Abrilada, em que o infante D. Miguel tentou apossar-se do trono, com o auxílio de sua mãe, a verdadeira cabeça do partido absolutista em Portugal. Com o apoio dos embaixadores francês e inglês, D. João retirou-se para um vaso de guerra estacionado no Tejo, exonerou D. Miguel do cargo de generalíssimo do exército e ordenou-lhe o exílio; quanto à sua esposa, decretou que fosse desterrada para sempre para Queluz, nunca mais devendo aparecer na corte. Sentindo a morte próxima (talvez porque fosse lentamente envenenado), D. João VI nomeou um conselho de regência para lhe suceder após a morte, o qual devia escolher o herdeiro do trono português e ao qual presidia a sua filha Isabel Maria de Bragança — retirava desta forma à sua mulher uma prerrogativa que desde sempre na história portuguesa havia cabido à rainha-viúva: o exercício da regência do reino durante a menoridade ou ausência do herdeiro no país. O documento que estabeleceu o conselho regencial tem sua veracidade hoje contestada, pois o rei — segundo afirmam os médicos e estudiosos atuais que analisaram as suas vísceras, enterradas em um jarro de porcelana chinesa sob uma laje, na capela dos Meninos de Palhavã, no Mosteiro de São Vicente de Fora, e a grafologia da sua assinatura — já se encontrava, alegam, morto à sua data. 


Carlota Joaquina de Borbón Luis de la Cruz, c. 1825 Museu do Prado 

A 10 de março de 1826 D. João VI faleceu no Palácio da Bemposta, tendo previamente nomeado regência presidida por sua filha, a infanta D. Isabel Maria, e composta do cardeal patriarca, Duque de Cadaval, Marquês de Valada, Conde dos Arcos e os seus ministros de Estado.

Instituíra uma ordem exclusivamente destinada às senhoras, com a autorização do príncipe regente, seu marido, por decreto de 4 de novembro de 1801, com a designação de Ordem das Damas Nobres de Santa Isabel, cujos estatutos foram confirmados pelo alvará de 25 de abril de 1804.

Durante o governo de D. Miguel, que ascendeu ao trono em 1828, não viria a ter papel relevante na governação daquele que fora, para muitos, o seu filho predileto, pois faleceu (ou suicidou-se) em 1830 em Queluz. De resto, o próprio príncipe não a mandou chamar do desterro assim que subiu ao trono, pelo que faleceu só, esquecida, triste e amargurada.

MORTE
Segundo alguns historiadores, este fato é um dos vários indicadores de que teria existido um afastamento gradual entre mãe e filho nos últimos anos de vida daquela. Jaz no Panteão Real da Dinastia de Bragança, ao lado do seu desavindo marido, no Mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales