“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

Mostrando postagens com marcador .JURISTA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .JURISTA. Mostrar todas as postagens

2 de nov de 2013

AFONSO ARINOS DE MELO FRANCO - Arte Tumular - 924 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil






ARTE TUMULAR
Base tumular em dois níveis, composta por uma cruz latina em granito na parte central no nível mais alto, tendo na base uma formação piramidal com pedras de mármore de carrara de vários tamanho representando a ancoragem da cruz. Sobre essa formação de pedras há um ramo de palma, também em mármore, representando a glória e o êxito sobre a morte. Nas laterais de ambos os lados, um pilar serve como base para um vaso de bronze, ladeando a cruz. O vaso vazio, na linguagem tumular representa a separação da alma do corpo. Ainda ladeando a cruz uma floreira. No nível mais baixo, que corresponde a frente do túmulo, quatro pilares nos francos suportam na parte lateral uma "grade" tubular em bronze que protege o túmulo. Na parte anterior ancorado pela parte tubular, um gradil decorado com as iniciais do nome do escritor. Na base inferior, placas em mármore dão acesso ao túmulo.AUTOR DA OBRA: Jean Marie Joseph Magrou (J.Marie Magrou)(Béziers,França,1869-1936)
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Rua 12, terrenos 19 e 20
Foto: PMSP-Secret.Cultura, Sandro Fortunato
Descrição tumular: Helio Rubiales
039

PERSONAGEM
Afonso Arinos de Melo Franco (Paracatu, 1 de maio de 1868 — Barcelona, 19 de fevereiro de 1916) foi um jornalista, escritor e jurista brasileiro. Ocupou a cadeira nº 40 da Academia Brasileira de Letras.
Morreu aos 48 anos de idade
BIOGRAFIA
Foi filho de Virgílio de Melo Franco e de Ana Leopoldina de Melo Franco.
Iniciou o curso de direito em 1885 em São Paulo. Concluído os estudos quatro anos mais tarde, mudou-se com a família para Ouro Preto, na ocasião capital do Estado de Minas Gerais, onde lecionou história do Brasil no Liceu Mineiro. Tornou-se um dos fundadores da Faculdade de Direito de Minas Gerais, passando a lecionar Direito Criminal. Teve papel de pioneiro nas tendências regionalistas na literatura brasileira, pela orientação que prevaleceu em seus contos, decorrentes de vivências em contato com o meio. Teve vários trabalhos publicados na Revista do Brasil e na Revista Brasileira durante a década de 1890. Monarquista, em 1897, na época da guerra de Canudos, assumiu a direção do jornal Comércio de São Paulo, no qual fez a campanha pela restauração da monarquia.
Membro da Academia Brasileira de Letras (1901). Foi eleito para a cadeira nº 40 da Academia Brasileira de letras em 31 de dezembro de 1901, sendo recebido em 18 de setembro de 1903 pelas mãos do acadêmico Olavo Bilac.
Morou no fim da vida em Paris, mas sem desligar-se das raízes interioranas brasileiras. Era tio do outro famoso Afonso Arinos de Melo (sobrinho). Suas mais importantes publicações foram: Pelo sertão (1898), Os jagunços (1898) e a coletânea de artigos Notas do dia (1900). Postumamente ainda foram publicadas: O contratador de diamantes (1917), A unidade da pátria (1917), Lendas e tradições brasileiras (1917), O mestre de campo (1918) e os contos Histórias e paisagens (1921).
MORTE
Adoeceu durante uma viagem de navio à Europa, vindo a falecer na Espanha.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

17 de out de 2013

BARÃO DE RAMALHO (Joaquim Inácio Ramalho)- Arte Tumular - 896 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil









ARTE TUMULAR
Base tumular em granito negro polido reta. Na cabeceira tumular ergue-se uma parede, também em granito negro em dois níveis angulados. Na parte central destaca-se uma grande placa de bronze em relevo com alegorias maçônica onde se lê:
JAZIGO DA SOCIEDADE MAÇONICA – LOJA: CAPITAL: PIRATININGA.
Logo abaixo a placa de bronze em relevo com o nome e datas do Barão. De cada lado, placas em bronze com o nome dos membros da loja.
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Foto: ezerberus.multiply .com/photos/album
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Joaquim Inácio Ramalho, primeiro e único barão de Ramalho, (São Paulo, 6 de janeiro de 1809 — 15 de agosto de 1902) foi um jurista e político brasileiro. Foi diretor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco entre 1891 e 1902, fundador do Instituto dos Advogados de São Paulo e presidente da província de Goiás.
Morreu aos 93 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho do espanhol José Joaquin de Sosa Saquette, licenciado em cirurgia, que morreu precocemente. Casou-se com Paula da Costa Ramalho, viúva do tenente Manuel José de Brito, e tornou-se filho adotivo dos irmãos Antonio Nunes Ramalho e D. Anna Felisberta Ramalho, dos quais tomou o sobrenome, e foi educado na velha escola dos rígidos costumes paulistas, motivo pelo qual mudou seu sobrenome.
Cursava ainda o último ano do curso jurídico, em São Paulo, quando, a 3 de abril de 1834, foi nomeado lente substituto de filosofia racional e moral do Curso Anexo, cadeira de que se tornou proprietário em 22 de julho de 1836. Bacharel em direito a 25 de outubro de 1834, recebeu o grau de doutor em 1835. Foi nomeado lente substituto da Faculdade de Direito por decreto de 23 de abril de 1836, tomando posse em 28 de maio do mesmo ano. Em 1845, foi vereador e presidente da Câmara Municipal de São Paulo, de onde foi chamado à administração da província de Goiás, por carta imperial de 16 de maio de 1845. Deputado geral pela província de Goiás em 1848, foi, membro da Assembléia provincial de São Paulo por duas legislaturas. Pelos seus serviços, o governo, por carta de 1º de setembro de 1846, concedeu-lhe o oficialato da Ordem da Rosa.
Títulos nobiliárquicos e honrarias
Foi oficial da Imperial Ordem da Rosa e agraciado com a comenda da Imperial Ordem de Cristo, além de ter sido conselheiro imperial.
2º barão de Água Branca
Título conferido por decreto imperial em 7 de maio de 1887. Faz referência à cidade alagoana de Água Branca.
Barão de Ramalho
Título conferido por decreto imperial em 28 de maio de 1887. Substituiu o anterior por Joaquim Inácio ter declarado que somente aceitaria o baronato se esse fizesse menção à família da esposa, que o acolheu desde criança.
Foi jubilado por decreto de 25 de agosto de 1883 e, por decreto de 25 de abril de 1891, nomeado diretor da Faculdade, cargo que exerceu até 15 de agosto de 1902, dia em que faleceu o Barão de Ramalho, com 93 anos de idade, depois de uma das mais gloriosas existências consagradas ao estudo, ao ensino e à prática do direito.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

11 de out de 2013

JOÃO MENDES DE ALMEIDA JUNIOR - Arte Tumular 888 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil







Escultura do busto do jurista

Livros abertos

ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore branco retangular, sobre a qual ergue-se um pedestal ricamente decorado em estilo clássico, suportando uma escultura alegórica de uma figura feminina com uma das mãos sob o queixo em posição de meditação. Na parte inferior, próximo ao pedestal destaca-se uma escultura, também em mármore branco do jurista acompanhada com livros abertos nos francos laterais direito, representando a predestinação que teve e cumprimento das leis, justiça e transparência.
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo
 Rua 18, terreno 30A
Fotos: Simone (picassaweb) e Roberta Zouain
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
João Mendes de Almeida Júnior (São Paulo, 30 de março de 1856 — Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 1923) foi um jurista e ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro.
Morreu aos 66 anos de idade.

BIOGRAFIA
João Mendes de Almeida Júnior era filho do jurista João Mendes de Almeida e de Ana Rita Fortes Leite Lobo. Sobrinho paterno deCândido Mendes de Almeida, Neto paterno do capitão-de-milícias Fernando Mendes de Almeida, português, que se radicou em 1816, na cidade de Caxias, Maranhão, onde se casou com Esméria Alves de Sousa.O capitão Fernando Mendes de Almeida era filho dos portugueses João Mendes de Almeida e Maria escolástica da Fonseca Ramos. João Mendes Júnior foi casado com Leontina Novais.
FORMAÇÃO
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de São Paulo, recebendo o grau de Bacharel, em 30 de outubro de 1877, e o de Doutor, em 10 de março de 1880. Nesse último ano, foi eleito vereador da Câmara Municipal de São Pauloda capital e seu presidente no biênio 1881-1882. Em virtude de concurso a que se submeteu, foi nomeado, em decreto de 31 de agosto de 1889, lente substituto da Faculdade de Direito de São Paulo, tendo regido as cadeiras de Direito Eclesiástico, Criminale Civil; em decreto de 21 de março de 1891, foi nomeado lente catedrático da mesma faculdade, tendo sido seu diretor de 1910 a dezembro de 1916. Lente acatado por suas doutrinas, professor bondoso e estimado, conseguiu formar na mocidade acadêmica largo círculo de simpatias que o colocaram entre os mais queridos dos membros da Congregação da Faculdade.
Em decreto de 11 de dezembro de 1916, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, preenchendo a vaga ocorrida com o falecimento de Enéas Galvão, tomando posse em 5 de janeiro de 1917. Foi aposentado em decreto de 24 de outubro de 1922. Sua passagem pelo tribunal ficou assinalada por uma série de magistrais arestos que abrilhantaram a coletânea da jurisprudência nacional. João Mendes de Almeida Junior foi notável advogado e grande jurisconsulto. Em 1901, foi incumbido de estudar as bases para a reforma judiciária do estado de São Paulo, e, em 1910, a pedido de Rodrigues Alves, teve idêntica incumbência de organizar as bases do Código de Processo Civil e Criminal do estado.
O projeto que apresentou representa um magistral trabalho, repleto de ensinamentos, digno de ser subscrito pelos mais reputados juristas.
MORTE
Faleceu em 25 de fevereiro de 1923, na cidade do Rio de Janeiro; seu corpo foi transportado para São Paulo, sendo sepultado no Cemitério da Consolação. Em reconhecimento às sua vida dedicada ao Direito e à Justiça, seu nome foi dado ao maior forum cível do Brasil, construído na década de 50 do século XX,no governo de Jânio Quadros.
Fonte: Wikipédia
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales
Reformatado:30.11.2009

23 de mar de 2013

JOAQUIM NABUCO - Arte Tumular - 825 - Cemitério do Bom Jesus da Redenção de Santo Amaro das Salinas, Recife, Pernambuco, Brasil











ARTE TUMULAR
Conjunto escultórico em mármore de Carrara, retratando o fato mais importante na vida do abolicionista: a libertação dos escravos. A escultura representa ex-escravos levando sobre suas cabeças o sarcófago simbólico de Joaquim Nabuco. Na parte da frente destaca-se o busto do mesmo.
A seu lado, a escultura de uma mulher, simbolizando a História, que enfeita de rosas o pedestal do seu busto, onde é possível se ler: A Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo. Nasceu a 19 de agosto de 1849. Faleceu a 17 de janeiro de 1910. Na base do pedestal de Nabuco, onde está presente uma coroa de flores, está escrito: A Joaquim Nabuco, o comandante, officiais e guarnição do 'Minas Gerais'. Washington, 14-3-1916. E, na parte posterior do mausoléu do abolicionista, lê-se ainda: Homenagem do Estado de Pernambuco ao seu dileto filho, o Redentor da raça escrava no Brasil".(Fonte: Fundação Joaquim Nabuco)
Autor da obra: Giovanni Nicoli
Local: Cemitério do Bom Jesus da Redenção de anto Amaro das Salinas, Recife, Pernambuco
Descrição tumular: Helio Rubiales



 PERSONAGEM
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo (Recife, 19 de agosto de 1849 — Washington, 17 de janeiro de 1910) foi um político, diplomata, historiador, jurista e jornalista brasileiro formado pela Faculdade de Direito do Recife. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Foi um dos grandes diplomatas do Império do Brasil (1822-1889), além de orador, poeta e memorialista. Além de "O Abolicionismo", "Minha Formação" figura como uma importante obra de memórias, onde se percebe o paradoxo de quem foi educado por uma família escravocrata, mas optou pela luta em favor dos escravos. Nabuco diz sentir "saudade do escravo" pela generosidade deles, num contraponto ao egoísmo do senhor. "A escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil", sentenciou.
Morreu aos 60 anos de idade

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filho do jurista e político baiano, senador do império José Tomás Nabuco de Araújo Filho, juiz dos rebeldes da Revolução Praieira (1848-1850), e de Ana Benigna de Sá Barreto Nabuco de Araújo, filha de Francisco de Sá Barreto. Era também primo de Francisco Pais Barreto e neto do senador José Tomás Nabuco de Araújo).

 Na juventude, Nabuco manteve um relacionamento amoroso durante 14 anos com a investidora financeira e filantropa Eufrásia Teixeira Leite, detentora de uma das maiores fortunas do mundo à época, Eufrásia e sua irmã, Francisca Bernardina Teixeira Leite (1845-1899) herdaram, após a morte dos pais, em 1872, uma fortuna equivalente a 5% do valor das exportações brasileiras.

No ano seguinte, as duas jovens decidiram morar em Paris. O romance com Nabuco teve início durante a viagem de navio para a Europa, em 1873, e duraria 1887, quando Eufrásia remeteu sua última carta a Joaquim Nabuco.

Dois anos depois, aos 38 anos, ele se casaria com Evelina Torres Soares Ribeiro. Eufrásia jamais se casou.  Nabuco e Evelina se casaram na cidade do Rio de Janeiro, em 1889. Ela era filha de José Antônio Soares Ribeiro, 1º barão de Inoã (ou Inhoã), e neta de Cândido José Rodrigues, 1º barão de Itambi.

Dessa união nasceram: Maurício, que foi diplomata e, como o pai, embaixador do Brasil nos Estados Unidos; Joaquim, que foi sacerdote da Igreja Católica, chegando a ser Monsenhor e Protonotário Papal; Carolina, escritora de renome; Mariana e José Tomas, este casado com Maria do Carmo Alvim de Mello Franco Nabuco, filha de Afrânio de Mello Franco (primeiro Ministro das Relações Exteriores do governo de Getúlio Vargas) e irmã do jurista, historiador, parlamentar, membro da Academia Brasileira de Letras e Ministro das Relações Exteriores Afonso Arinos de Melo Franco (1905-1990).

Joaquim Nabuco se opôs de maneira veemente à escravidão, contra a qual lutou tanto por meio de suas atividades políticas e quanto de seus escritos. Fez campanha contra a escravidão na Câmara dos Deputados em 1878 e fundou a Sociedade Antiescravidão Brasileira, sendo responsável, em grande parte, pela Abolição em 1888.

Após a derrubada da monarquia brasileira, Nabuco retirou-se da vida pública por algum tempo. Mais tarde serviria como embaixador nos Estados Unidos (1905 - 1910), onde se tornou um grande propagador dos Lusíadas de Camões, tendo pronunciado três conferências, em inglês, sobre o poema: The Place of Camões in Literature, Camões: the lyric Poet, e The Lusiads as the Epic of Love, mais tarde traduzidas para o português por Artur Bomilcar.

Em 1908 recebeu o grau de doutor em letras por Yale e foi convidado a pronunciar o discurso oficial de encerramento do ano letivo, no dia da colação dos graus da Universidade de Chicago, e também um discurso na Universidade de Wisconsin.

Também passou muitos anos tanto na Inglaterra quanto na França, onde foi um forte proponente do pan-americanismo, presidindo a conferência de Pan-Americanos de 1906.

Nabuco foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, tomando assento na cadeira que tem por patrono Maciel Monteiro. Entre os imortais, manteve uma grande amizade com o escritor Machado de Assis, que mantinha até mesmo um retrato de Nabuco pendurado na parede de sua residência, e com quem costumava trocar correspondências, que acabaram publicadas. É homenageado em várias cidades do Brasil com nomes de ruas, avenidas e praças, além da Fundação Joaquim Nabuco no Recife.

MORTE
Morreu em Washington e seu corpo foi transladado para o Brasil
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

19 de mar de 2012

ANTÔNIO CARLOS RIBEIRO DE ANDRADA E SILVA - Arte Tumular - 748 - Panteão dos Andradas, Cidade de Santos, São Paulo, Brasil




 

ARTE TUMULAR

Assim que se entra no Panteão, segue-se por um vestibulo que leva a uma sala ligeiramente escurecida com o piso revestido com mármores de diferentes cores e formosos desenhos. Com as paredes revestidas com mármore verde, onde se abrem três nichos com as urnas das cinzas dos três irmãos Andradas ( Antônio Carlos, Martim Francisco e o padre Patrício Manuel)
No alto do paramento de mármore destacam-se vários paineís de bronze em baixo relevo, representando fatos e feitos da sua vida. Na parte central encostado na parede, ladeado por um gradil de bronze, destaca-se a representação do túmulo de Jose Bonifácio, um conjunto escultórico em mármore e bronze. Sobre uma base tumular repousa deitado uma escultura sua em mámore branco com as mãos sobre o peito. Da cintura para baixo está coberto por um manto em bronze.Uma parede entre duas colunas representa a cabeceira tumular, ladeada pelas bandeiras do Brasil e da Cidade de Santos. Encimando o conjunto uma guirlanda de bronze, simbolo que representa a vitória e destaques na vida.
Autor da escultura: Rodolpho Bernardelli (1887/88)
Local: : Panteão dos Andradas, Cidade de Santos, São Paulo, Brasil
Praça Barão do Rio Branco 16
Fotos: Guilherme Primo, Prefeitura de Santos
Descrição Tumular: Helio Rubiales
Local: Panteão dos Andradas, Santos , São Paulo
PERSONAGEM
Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva (Santos, 1 de novembro de 1773 — 5 de dezembro de 1845) foi um juiz de fora, desembargador e político brasileiro. Usava freqüentemente na época da Independência, em seus artigos em jornais, o pseudônimo «Philagiosetero». Adotou o nome parlamentar de "Andrada Machado".
Morreu aos 72 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada, comerciante em Santos, e de Maria Bárbara da Silva, irmão dos igualmente famosos José Bonifácio de Andrada e Silva e Martim Francisco Ribeiro de Andrada.
Diplomou-se pela Universidade de Coimbra em Filosofia e Direito. Foi juiz de fora em Santos e Ouvidor em Olinda. Esteve no cárcere por quatro anos por causa de sua participação na Revolução Pernambucana de 1817.
Foi deputado na Assembleia Constituinte de Lisboa, em 1821, onde defendeu corajosamente a autonomia brasileira e recusou-se a assinar a constituição do Reino que rebaixava o Brasil à situação de colônia. Depois, com Nicolau dos Campos Vergueiro e seu irmão José Bonifácio, foram representantes de São Paulo àAssembleia Constituinte brasileira, em 1823. Foi o autor do primeiro projeto de Constituição para o Brasil, que não chegou a ser votado por ter sido dissolvida a Constituinte pelo Imperador D. Pedro I.
Orador eloquente e combativo, a sua decidida postura nacionalista na Constituinte levou ao rompimento político com Pedro I em 1823, o que teve como preço a sua prisão e o exílio juntamente com os seus irmãos José Bonifácio e Martim Francisco após a dissolução da Assembleia. Asilou-se na França. Retornou ao Brasil em 1828 e em 1832 foi nomeado ministro plenipotenciário do Brasil em Londres, porém recusou o cargo. Retornou à Europa em 1833, segundo alguns para tentar trazer D.Pedro I de volta ao Brasil.
Após voltar ao Brasil, em 1838, foi eleito deputado geral por São Paulo, para a legislatura de 1838-1842. Nesta época liderou o "movimento da maioridade" de D. Pedro II; em 21 de julho de 1840 apresentou na Câmara projeto declarando o Imperador "maior desde já", o que desencadeia a crise política e o "golpe da maioridade" do que resulta a entronização do Imperador em 23 de julho, fato que põe fim ao período regencial.
Foi o Ministro do Império (primeiro-ministro) no chamado ministério da maioridade (1840), re-eleito deputado geral em outras legislaturas esenador do Império do Brasil em 1845 pela província de Pernambuco. Foi agraciado com a grão-cruz da Imperial Ordem do Cruzeiro.
MORTE
Foi sepultado no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro  Posteriormente foi transferido para o Panteão dos Andradas na cidade de Santos, São Paulo.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

16 de mar de 2012

SÉRGIO VIEIRA DE MELLO - Arte Tumular - 747 - Cimetiere Plainpalais (Cimetiere des Rois),Geneva, Geneve, Switzerland









ARTE TUMULAR
Depois de velado na Prefeitura do Rio de Janeiro, seu corpo foi transferido para a Suíça onde foi sepultado. O túmulo no solo do cemitério em formato retangular, apresenta na cabeceira tumular duas placas (lápides) em granito natural, representando a dualidade humanística de Sérgio. Na lápide maior está gravado o seu nome e datas.  Na outra, apresenta gravado no granito os seguintes dizeres: L'Integration de tous les courants constitue le progress de l'humanite" (A integração de todos é  progresso comum da humanidade)

Local: Cimetiere Plainpalais (Cimetiere des Rois),Geneva, Geneve, Switzerland
Fotos: wikipwdia.commons
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Sérgio Vieira de Mello(Rio de Janeiro, 15 de março de 1948 — Bagdá, 19 de agosto de 2003) foi um brasileiro funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) por 34 anos e Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos desde 2002. Morreu em Bagdá, juntamente com outras 21 pessoas, vítima de atentado atribuído(não comprovado) à Al Qaeda contra a sede local da ONU.
Morreu aos 55 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho dos brasileiros Gilda dos Santos e Arnaldo Vieira de Mello, diplomata brasileiro posteriormente aposentado compulsoriamente pelo regime militar, Sérgio Vieira de Mello acompanhou o seu pai em várias missões pelo mundo. Depois de cursar o colegial no Colégio Franco-Brasileiro do Rio de Janeiro, estudou na Universidade de Paris (Sorbonne) onde obteve a sua licenciatura e o mestrado para o ensino em filosofia, em 1969 e 1970, respectivamente. Durante os quatro anos que se seguiram, Vieira de Mello prosseguiu seus estudos de filosofia na Universidade de Paris I , (Panthéon-Sorbonne), ao fim dos quais obteve um doutoramento do terceiro ciclo e, em 1985, o doutorado de estado em letras e ciências humanas, com a tese Civitas Maxima.

Tornou-se funcionário da ONU em 1969 - mesmo ano em que seu pai, então embaixador, foi aposentado compulsoriamente dos quadros do Ministério das Relações Exteriores brasileiro. Passou a maior parte de sua vida trabalhando no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR, ou ACNUR, em português), servindo em missões humanitárias e de manutenção da paz: em Bangladesh, durante sua independência, em 1971; no Sudão e em Chipre, após a invasão turca de 1974. Por três anos foi responsável pelas operações do UNHCR em Moçambique, durante a guerra civil que se seguiu à independência do país, em 1975, e depois, no Peru.
Em 1981 foi nomeado conselheiro político sênior das forças da ONU no Líbano. Em 1982 decepcionou-se com os ataques sistemáticos do Hezbollah a partir de território libanês a Israel, o que acabou por iniciar a Guerra do Líbano, com Israel invadindo território daquele país visando desarmar o grupo terrorista financiado pelo Irã e apoiado pela Síria. Depois disso, desempenhou diversas funções importantes, no UNHCR, de 1983 a 1991. Foi chefe do Departamento Regional para Ásia e Oceania e diretor da Divisão de Relações Externas.

Entre 1991 e 1996 foi enviado especial do Alto Comissário ao Camboja, como diretor do repatriamento da Autoridade da ONU de Transição no Camboja (U.N. Transitional Authority in Cambodia, UNTAC), tendo sido o primeiro e único representante da ONU a manter conversações com o Khmer Vermelho. Foi diretor da United Nations Protection Force (UNPROFOR), a primeira força de paz na Croácia e na Bósnia e Herzegovina, durante as guerras da Iugoslávia. Foi também coordenador humanitário da ONU na região dos Grandes Lagos Africanos.
Em 1996 foi nomeado assistente do Alto Comissáriado das Nações Unidas para Refugiados, antes de ser enviado para Nova Iorque, em janeiro de 1998, como Secretário-geral-adjunto para Assuntos Humanitários das Nações Unidas.
Para muitos, o brasileiro era a personificação do que a ONU poderia e deveria ser: com uma disposição fora do comum para ir ao campo de ação, corajoso, carismático, flexível, pragmático e muito eficiente na negociação com governos corruptos e ditadores sanguinários, em busca da paz.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, afirmava que Vieira de Mello era "a pessoa certa para resolver qualquer problema". Foi o primeiro brasileiro a atingir o alto escalão da ONU. Como negociador da ONU atuou em alguns dos principais conflitos mundiais - Bangladesh, Camboja, Líbano, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Ruanda e Timor-Leste, entre 1999 e 2002, quando se mostraria inflexível nas denúncias dos crimes indonésios. E por fim, no Iraque, onde foi morto durante o ataque suicida ao Hotel Canal, com a explosão provocada por um caminhão-bomba. O Hotel Canal era usado como sede da ONU em Bagdá há mais de uma década.
Além dos 22 mortos, cerca de 150 pessoas ficaram feridas no ataque - o mais violento realizado contra uma missão civil da ONU até então. Atribuído pelos Estados Unidos à rede Al Qaeda, o ataque provocou a retirada dos funcionários estrangeiros da organização do território iraquiano.
Segundo o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, momentos depois da explosão, Vieira de Mello telefonou para a ONU de seu celular, falando sobre a situação. Ele permaneceu preso sob os escombros durante mais de três horas. Entretanto, segundo Samantha Power, que entrevistou mais de 400 pessoas (diversas das quais presentes no local da explosão) para escrever o livro "O homem que queria salvar o mundo", Vieira de Mello comunicou-se apenas com a equipe de resgate e com Carolina Larriera, sua companheira, através de um buraco nos escombros. Ainda segundo Samantha Power, os contatos telefônicos com a sede da ONU em Nova Iorque partiram de Ramiro Lopes da Silva, vice de Vieira de Mello e funcionário responsável pela segurança. O chefe da administração civil dos EUA no Iraque, Paul Bremer, disse que possivelmente Vieira de Mello teria sido o alvo do atentado. "Tudo aconteceu debaixo da janela de Sérgio Vieira de Mello. Eu acho que ele era o alvo", disse Lone à rede BBC.

Vieira de Mello era considerado por muitos como o virtual sucessor de Kofi Annan na Secretaria-Geral das Nações Unidas. Apesar de frequentemente confrontar-se com a impotência da ONU diante de tragédias humanas, sua biografia prova que ainda existe algo a ser defendido na organização.
Desempenhou temporariamente as funções de representante especial do Secretário Geral Kofi Annan no Kosovo, onde foi substituído por Bernard Kouchner. De novembro de 1999 a maio de 2002, exerceu o cargo de administrador de transição da ONU em Timor-Leste. Em 12 de setembro de 2002, foi nomeado Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Em maio de 2003 fora indicado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, como seu representante especial, durante quatro meses no Iraque.
Sérgio Vieira de Mello foi enterrado no cemitério de Plainpalais (Cimetière des Rois), em Genebra. Alguns meses após o atentado, a ONU realizou uma homenagem póstuma, entregando o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas àquele que foi um dos mais importantes funcionários da entidade.

VIDA PESSOAL
Com sua esposa francesa, Annie, de quem estava separado, Mello teve dois filhos: Laurent ( 1978)  e Adrien (1980), ambos atuando na área científica.
Sérgio era conhecido pelo seu carisma e obstinação. Mas a aversão a ostentação de bens materiais também fez parte da sua história. Ele fazia questão de mostrar-se igual aos mais humildes. Na Bósnia, Vieira de Mello recusou colete blindado. Como os civis não dispunham daquele "luxo", acreditava que criaria uma barreira com o povo local se saísse às ruas com a proteção. Apesar de dispor de carros de luxo, em Nova Iorque, Bruxelas, Bagdad e Paris, Mello andava a pé, de táxi ou de metrô. Mas sempre foi amigo dos motoristas colocados à sua disposição e era através deles que obtinha importantes informações sobre o povo local, principalmente suas necessidades, seus anseios e a localização dos bairros mais humildes onde viviam os refugiados, com quem reunia-se espontaneamente para ensinar os princípios básicos de moral, ética e cidadania. Em Bagdad saiu de um bairro de refugiados no meio da noite e voltou com meia dúzia de ovos que ele mesmo cozinhou e dividiu com as crianças e jovens. A um militar americano que o abordou, disse "não há como falar sobre moral com quem está de barriga vazia". Abriu mão de um apartamento de mais de 500 metros quadrados em Nova Iorque, de frente para o Central Park por um outo de apenas dois dormitórios, próximo ao seu local de trabalho. Dizia que ali sentia-se mais feliz.
Seu brilhantismo,cultura, simpatia e desapego aos holofotes e bens materiais eram suas principais características, que somadas ao seu tipo pessoal atlético, tornaram-no um ícone entre as principais celebridades mundiais. Por duas vezes foi eleito o homem mais desejado e charmoso do mundo pelas revistas VOGUE e Vanity Affairs, mas não compareceu para receber os títulos. Em entrevista ao New York Times, humilde como sempre, comentou que as revistas haviam se enganado e disse que se ele tinha algo a receber, que fosse revertido para donativos aos refugiados do Iraque.


Vivia com Carolina Larriera,  nascida na Argentina, sua companheira, que era também funcionária da ONU no Iraque e, no momento do atentado, estava no mesmo edifício que vitimou Sérgio.O mundo assistiu chocado às imagens da TV, registradas logo após o atentado, mostrando Carolina desesperada gritando pelo nome de Sérgio no meio dos escombros.
Carolina renunciou da ONU logo depois, criticando duramente a falta de investigações sobre o incidente. Ela hoje vive no Rio de Janeiro, foi eleita "Mulher do Ano" pelo Conselho Nacional da Mulher do Brasil e é representante na América Latina de uma ONG suiça, além de ser atualmente professora do curso de Relações Internacionais do Ibmec-RJ.
Carolina é uma Fellow no Hauser Center da Harvard University, e uma Mason Fellow na Harvard Kennedy School.

LEGADO
Vieira de Mello obteve êxito e visibilidade no cenário internacional por sua atividade profissional. Até a sua trágica morte, esteve dedicado a apoiar a reconstrução de comunidades afetadas por guerras e violências extremas. Seu modelo de atuação, por sua firme defesa dos princípios da independência e da imparcialidade, foi o sueco Dag Hammarskjöld (1905-1961), ex-Secretário Geral das Nações Unidas, morto a serviço da ONU em missão de paz no Congo (1961), e Prémio Nobel da Paz (1961). O caráter humanista da formação de Mello, associado ao seu talento para a negociação e a defesa da democracia, mesmo em situações adversas, foram fatores-chave do sucesso de muitas de suas iniciativas. Seu exemplar desempenho em defesa dos direitos e dos valores humanos inspira a perpetuação de sua memória e o permanente debate do seu pensamento

Praça de Bologna, Itália

Em Geneve existe a Sergio Vieira de Mello Foundation para dar continuidade ao trabalho desenvolvido por Vieira de Mello ao serviço da ONU Há em todo o mundo gente empenhada em continuar o trabalho de Sergio Vieira de Mello e de todos os que como ele deram a vida pelas mesmas causas. Civitas Maxima|Estudos Sergio Vieira de Mello . Valerie Amos and Laurent Vieira de Mello : World Humanitarian Day 2012 . SERGIO VIEIRA DE MELLO EN ROUTE TO 

 MORTE
Foi assassinado em Bagdá num atentado terrorista.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

21 de jan de 2012

JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA (O Moço) - Arte Tumular - 696 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil














ARTE TUMULAR
Base tumular composta por duas lajes retangulares de mármore branco, uma ao lado da outra. A laje da direita representa o túmulo de José Bonifácio, com o seu nome e datas gravados no mármore. O conjunto em todo o seu perímetro apresenta um gradil de ferro.
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Foto: sãopauloantiga.com.br
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
José Bonifácio de Andrada e Silva (Bordeaux, França, 8 de novembro de 1827 — São Paulo,26 de outubro de 1886) foi um poeta, orador, jurista, professor e político brasileiro.
Da segunda geração e segundo político deste nome da família dos Andradas, filho de Martim Francisco Ribeiro de Andrada e Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada (o pai era irmão e a mãe era filha de José Bonifácio de Andrada e Silva, (o Patriarca da Independência), nasceu na França por ocasião do exílio da família após a dissolução da Assembleia Constituinte de1823 por D.Pedro I.
BIOGRAFIA
Filho de Martim Francisco Ribeiro de Andrada II, sobrinho do Patriarca, e de Gabriela Frederica Ribeiro de Andrada, filha do Patriarca da Independência do Brasil José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), de quem era então sobrinho-neto. Apelidado de "o moço", para distingui-lo de seu tio-avô, "o Patriarca", fez os primeiros estudos em São Paulo. Aos 14 anos ingressou na Escola Militar da Corte, de onde se afastou em 1846, sem terminar o curso. Formou-se em 1853 pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi professor de direito na escola de Recife e depois em São Paulo, tendo sido titular da cadeira de Direito Criminal e da de Direito Civil. Teve como alunos figuras como Rui Barbosa, Castro Alves, Joaquim Nabuco e Afonso Pena.

Foi deputado provincial (1860) e deputado geral por São Paulo de 1861 a 1868 e de 1878 a 1879 e senador do Império do Brasil de 1879 a 1886. Orador e escritor de estilo romântico, notabilizou-se pela defesa do sistemaparlamentarista e do voto dos analfabetos. Foi também ministro da Marinha em 1862 e do Império em 1864, participou do movimento abolicionista defendendo a libertação dos escravos de forma imediata e sem indenização. Rejeitou o cargo de Presidente do Conselho de Ministros em 1883 que lhe foi oferecido pelo Imperador D. Pedro II.
Era casado com Adelaide Eugênia da Costa Aguiar de Andrada em primeiras núpcias e após o seu falecimento casou-se em segundas núpcias com Rafaela de Souza Aguiar Gurgel do Amaral. Do primeiro casamento teve os seguintes filhos: José Bonifácio, Martim Francisco, Narcisa, Maria Flora e Gabriela.
Rui Barbosa fez um pronunciamento prestando-lhe homenagem póstuma no Teatro São José, em sessão cívica em 1886.
Foi escolhido por Medeiros e Albuquerque como patrono da cadeira 22 da Academia Brasileira de Letras, fundada em 1897, e como patrono da cadeira 7 da Academia Paulista de Letras, fundada em 1909.
Na literatura, alguns historiadores literários o colocam entre os poetas menores do Romantismo e surgiu neste meio com a publicação Rosas e goivos (1848). Gozou de enorme prestígio no mundo da político em nos meios intelectuais
MORTE
Faleceu em São Paulo, a capital paulista.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

19 de nov de 2011

ANTONIO BENTO DE SOUSA E CASTRO - Arte Tumular - 677 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil









ARTE TUMULAR
Base tumular de mármore em formato quadrado encimado por um grande vaso vazio, que representa a separação da alma do corpo. com uma placa de bronze com alegorias em relevo do processo abolicionista. O escravo sentado no solo com as correntes quebradas olha para cima, onde uma alegoria feminina aponta para cima onde se vê "13 de maio" que surgiu no horizonte para trazer "liberdade". O trem saindo do túnel representa a evolução da liberdade “Uma luz no final do túnel” A outra placa de bronze no alto do túmulo é comemorativa
Autor tumular: Fanucchi
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Quadra 27, Terreno 3/7
Fotos: Simone (Picassaweb) e novomilenio.inf.br
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Antônio Bento de Sousa e Castro (São Paulo, 17 de fevereiro de 1843 — 8 de novembro de 1898) foi promotor público, juiz e abolicionista brasileiro.
Morreu aos 55 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho de Bento Joaquim de Sousa e Castro e D. Henriqueta Viana, nasceu na residência do casal na rua São José, (hoje rua Libero Badaró, centro velho da cidade de São Paulo).
Matriculou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1864, formando-se em 1868. Foi promotor público das cidades de Botucatu e Limeira. Juiz na cidade de Atibaia, foi o responsável pela libertação dos escravos negros contrabandeados depois de 1831 para esta cidade.
Voltou a São Paulo em 1877, onde reorganizou a Confraria de Nossa Senhora dos Remédios e em 1880 conhece Luís Gama, negro e líder do movimento emancipador dos escravos na então Província de São Paulo.
Com a morte de Luís Gama em 24 de agosto de 1882, Antônio Bento assume a liderança do movimento abolicionista paulista. Dentre os membros deste movimento podemos citar Macedo Pimentel, Arcanjo Dias Baptista, cônego Guimarães Barroso, Hipólito da Silva, Carlos Garcia, Bueno de Andrada e Muniz de Sousa na Capital da província. No interior e na cidade litorânea de Santos tivemos o major Pinheiro, Santos Garrafão e o negro Quintino de Lacerda.
Trabalhavam até então no arbitramento das leis que garantiam a liberdade aos contrabandeados após a proibição inglesa e na propaganda abolicionista, principalmente nas lojas maçônicas. Antonio Bento pertenceu a Loja Piratininga, ainda existente. Organizou o movimento dos Caifazes, este movimento enviava emissários ao interior da Província de São Paulo, que por sua vez entravam em contato com os escravos das fazendas e lhe incentivavam a fuga e lhes garantiam recursos para as viagens e refúgios.
Após a fuga os negros eram acomodados nas casas de Antonio Bento e seus irmãos de ideais. Eram enviados ao quilombo Jabaquara em Santos e de Santos enviados para a Província do Ceará (que já havia decretado a liberdade aos seres humanos da raça negra).
Com o crescimento da consciência de igualdade racial, e cedendo às pressões populares a milícia passou a se recusar a perseguir os negros em fuga. Muitas cidades decretaram antes da Lei Áurea a libertação dos escravos negros. Com isto, Antônio Bento conseguiu que alguns senhores contratassem os negros fugitivos como trabalhadores livres e assalariados, dando início ao retorno destes de Santos.
A atividade dos Caifazes foi tão ativa que no livro da historiadora Maria Helena Petrillo Berardi ('Santo Amaro', 1969) encontramos a declaração de Afonso de Freitas de que em dez anos "não existiria mais escravos em São Paulo".
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

31 de ago de 2011

LUIS GAMA -Arte Tumular - 026 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil













ARTE TUMULAR
Base tumular em mármore branco de forma retangular. Na cabeceira, sobre a base tumular, ergue-se uma escultura, também em mármore branco de uma figura coberta totalmente por um manto, encostada numa cruz envolvida por uma coroa de flores, que representa a vitória. Na base da escultura destaca-se, esculpido em relevo no mármore, uma homenagem da Loja Maçônica a qual ele pertencia.
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Rua 12, Terreno 17
Fotos: Simone (picasaweb) e erbras75
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Luis Gonzaga Pinto da Gama (Salvador, 21 de junho de 1830 — São Paulo, 24 de agosto de 1882) foi um advogado, jornalista e escritor brasileiro.
Morreu aos 52 anos de idade.
BIOGRAFIA
Filho de um fidalgo português (cujo nome jamais se soube), que gostava de pesca, caça, cavalos, jogo de cartas e de festas e que assim esbanjou toda fortuna que herdara em 1836 de uma tia, e de Luísa Maheu (ou Luísa Mahin), africana da nação Nagô, nascida na costa da Mina, liberta. Sua mãe trabalhava no comércio como quitandeira, sendo conhecida na cidade de Salvador (Bahia). Conforme texto autobiográfico do próprio Luís, a sua mãe foi detida em várias ocasiões, por se envolver em planos de insurreições de escravos, como a Revolta dos Malês (1835). Em 1837, acusada de participação na Sabinada, a sua mãe foi deportada para o Rio de Janeiro, onde desapareceu. Como nunca se converteu ao cristianismo, Luís só aos oito anos de idade foi batizado. Em 10 de novembro de 1840, o jovem, então com dez anos de idade, foi vendido ilegalmente por seu próprio pai como escravo, afirma-se que devido a uma dívida de jogo.
VENDIDO COMO ESCRAVO
Luís Gama foi transportado como escravo no patacho Saraiva até à cidade do Rio de Janeiro, ficando com o comerciante Vieira, estabelecido na esquina da Rua da Candelária com a Rua do Sabão. Ainda em 1840 foi vendido para o alferes Antônio Pereira Cardoso num lote de mais de cem escravos, sendo todos trazidos para a então Província de São Paulo pelo Porto de Santos.
De Santos até à cidade de Campinas a viagem foi realizada a pé. Em Campinas ninguém o comprou por ser baiano. Os escravos baianos tinham fama de revoltosos ("negros fujões"). Já que o alferes não conseguiu vendê-lo, foi utilizado na sua fazenda em Lorena, onde aprendeu os ofícios do escravo doméstico - copeiro, sapateiro, lavar, passar e engomar.
SUA VIDA MUDA
Em 1847, quando tinha dezessete anos, o estudante Antônio Rodrigues de Araújo hospedou-se na fazenda do alferes. O jovem tornou-se amigo de Luís Gama e o ensinou a ler e escrever. Gama, conscientizando-se da ilegalidade de sua condição, evadiu-se para a cidade de São Paulo em 1848, inscrevendo-se nas milícias, onde deu baixa em 1854 na patente de cabo graduado, após ser detido por causa de um ato que o próprio Gama classificou como "suposta insubordinação" já que, segundo afirmou, apenas se limitara a responder a um oficial que o insultara. Nessa cidade, por volta de 1850, casou-se, e freqüentou, como ouvinte, o curso de Direito na Faculdade do Largo de São Francisco, que não chegou a completar. Em 1856, retornou à Força Pública, como funcionário da Secretaria da Repartição.
Na década de 1860 tornou-se jornalista de renome, ligado aos círculos do Partido Liberal. Entre 1864 e 1875 colaborou no Diabo Coxo e no Cabrião, de Angelo Agostini, no Ipiranga, Coroaci e em O Polichileno. Fundou, em 1869, o jornal Radical Paulistano, com Rui Barbosa. Participou da criação do Club Radical e, mais tarde, da criação do Partido Republicano Paulista (1873), ao qual se manteve ligado até à sua morte, em 1882. Por volta de 1880, foi líder da Mocidade Abolicionista e Republicana.
Advogado provisionado, passou a ganhar a vida como rábula, a partir de sua demissão do emprego de amanuense por motivos políticos, ligados à veemência da sua atuação jurídica a favor da libertação dos escravos. Com o apoio (inclusive financeiro) da Loja Maçônica abolicionista , Loja Piratininga, à qual pertencia, desde então despenderia a maior parte de suas energias em levar aos tribunais causas cíveis de liberdade.
MOVIMENTO ABOLICIONISTA
Sua liderança abolicionista criou, em torno de si, o movimento abolicionista paulista. Gama, sozinho, foi o responsável pela libertação de mais de mil cativos - um feito notável - considerando-se que agia exclusivamente com o uso da lei.
MORTE
A sua morte, vítima de diabetes, comoveu a cidade de São Paulo, e o féretro foi o mais concorrido até então naquela terra. Foi sepultado no dia 25 no Cemitério da Consolação. A cada momento alguém subia numa tribuna improvisada, promovendo um discurso emocionado.
Um de seus amigos foi Antônio Bento, que continuou seu trabalho para a libertação dos escravos na Província de São Paulo
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales