“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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16 de jun. de 2020

PERTINAX ' IMPERADOR - Arte Tumular - 1521 - Mausoleum of Hadrian, Rome, Lazio, Italy



Precedido por
Cómodo
Imperador romano
192 - 193
Sucedido por
Dídio Juliano
CRISE DO ANO DOS 5 IMPERADORES



ARTE TUMULAR 
Mandado construir em Roma, junto ao rio Tibre, pelo imperador Adriano (76-138), para aí ser sepultado, bem como os seus sucessores, é também conhecido como "Castelo de Santo Ângelo".A obra começou em 125 e terminou em 130 com Demétrio, assumindo-se como uma verdadeira fortaleza. Está assente numa base quadrada com 84 m de lado e alicerçou-se através de estacas enterradas nas lamas do Tibre. Possui uma torre cilíndrica com cerca de 65 m de diâmetro e 18 m de altura. O monumento, em travertino, no seu topo era adornado por uma quadriga em bronze, conduzida por Adriano. Atualmente encontra-se ali uma estátua de S. Miguel 

Local: Mausoleum of Hadrian, Rome, Lazio, Italy GPS (lat/lon): 41.90306, 12.46636
Descrição tumular: Helio Rubiales

Pertinax
Augusto
Imperador Romano
Reinado1 de janeiro de 193
28 de março de 193
PredecessorCômodo
SucessorDídio Juliano
EsposaFlávia Ticiana
Nome completoCésar Públio Hélvio Pertinax Augusto
Nome de nascimentoPúblio Hélvio Pertinax
Nascimento1 de agosto de 126
Alba PompeiaItáliaImpério Romano
Morte28 de março de 193 (66 anos)
RomaItáliaImpério Romano
PaiHélvio Sucesso
PERSONAGEM
Públio Hélvio Pertinax (em latim Publius Helvius Pertinax; Alba Pompeia, 1 de agosto de 126 – Roma, 28 de Março de 193) foi proclamado imperador romano na manhã seguinte ao assassinato de Cómodo em 31 de dezembro de 192, dando início à crise que ficou conhecida como "ano dos cinco imperadores". Governou por apenas 86 dias.
Morreu aos 66 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
A sua carreira antes de se tornar imperador, tal como está documentada na Historia Augusta, está atestada em muitos sítios por inscrições existentes. Tendo nascido em Alba, filho de um escravo liberto, Hélvio Sucesso (Helvius Successus), inicialmente trabalhou como gramático (ou professor de gramática), porém mais tarde decidiu encontrar um trabalho mais lucrativo e através de um patrono, ganhou uma comissão como oficial numa coorte.

Na guerra contra os partos que se seguiu, ele serviu com distinção, o que resultou numa série de promoções, e após colocações na Britânia (como tribuno militar da Legio VI Victrix) e na frente do Danúbio, serviu como procurador na Dácia. A sua carreira sofreu um percalço devido a intrigas na corte, durante o reinado de Marco Aurélio, mas em breve Pertinax seria chamado de volta para assistir Cláudio Pompeiano nas Guerras Marcomanas.

Em 175, recebeu a honra de servir como cônsul sufecto (suplente) e até 185, serviu como governador das províncias da Mésia Superior e Inferior, Dácia, Síria e finalmente como governador da Britânia. 

Na década de 180, Pertinax tomou parte ativa no senado romano até que o prefeito pretoriano, Perenis, o forçou a retirar-se da vida pública. Foi chamado de volta após três anos, para ir à Britânia, cujo exército se tinha entretanto amotinado. Ele tentou suprimir a revolta, mas uma legião amotinou-se e atacou a sua guarda pessoal, acreditando que estava morto. Quando recuperou, puniu os amotinados severamente, o que levou à sua crescente reputação como disciplinador. Quando, em 187, foi forçado a demitir-se, a razão dada foi que as legiões lhe eram hostis por causa do seu comando duro.

Serviu como procônsul da província da África Proconsular em 188 - 189, e a seguir na prefeitura de Roma - com um segundo consulado (desta vez como cônsul ordinarius, tendo o imperador como colega. Estava a servir como prefeito urbano quando Cômodo foi assassinado pelos seus criados. 

Áureo com a efígie de Pertinax. 

O seu curto reinado (86 dias) não foi fácil. Pertinax tentou emular as práticas restritivas de Marco Aurélio, e fez um esforço para reformar o sistema de auxílios públicos dos alimenta, instituído por Trajano, mas deparou-se com o antagonismo de muitas partes. Escritores antigos detalharam como a guarda pretoriana estava à espera de um donativum generoso quando ascendeu ao trono, e quando ficaram desapontados, começaram a agitar-se até ele ter o dinheiro, através da venda das coisas e escravos de Cômodo, incluindo as suas concubinas e jovens que mantinha para satisfazer os seus prazeres sexuais. Tendo evitado à justa uma conspiração por parte de um grupo para o substituir por Falco, foi assassinado numa segunda conspiração por membros da guarda pretoriana.

Pertinax com certeza estava ciente do perigo que enfrentava ao assumir o trono, pois recusou dar títulos imperiais tanto à sua mulher como ao seu filho, protegendo-os assim das consequências do seu próprio assassínio.

MORTE
Em 28 de março de 193, um grupo de soldados descontentes que tinham recebido apenas metade do pagamento prometido irromperam pelo palácio e mataram Pertinax. O senador Dídio Juliano proclamou-se o novo imperador (após ter ganho o império num leilão), um ato que desencadeou uma breve guerra civil sobre a sucessão, guerra essa que foi ganha mais tarde por Septímio Severo. Após a sua entrada em Roma, Severo reconheceu Pertinax como imperador legítimo, executando os soldados que o tinham morto e não só pressionou o senado a dar-lhe um funeral de estado como também organizou jogos durante algum tempo por ocasião dos aniversários de Pertinax e da sua ascensão ao trono.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

3 de jun. de 2020

JOSÉ LINS DO REGO - Arte Tumular - 1520 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil





ARTE TUMULAR
Local - Cemitério São João Barista, Rio de Janeiro, Brasil
            Jázigo perpétuo - 10805A


José Lins do Rego
O jovem José Lins do Rego, em 1918.
Nascimento3 de junho de 1901
PilarParaíba
Morte12 de setembro de 1957 (56 anos)
Rio de JaneiroDistrito Federal
Nacionalidadebrasileiro
CônjugePhilomena Massa Lins do Rego
PrémiosPrêmio Carmem Dolores Barbosa (1954)
Gênero literárioRegionalismo
Movimento literárioModernismo (Segunda Geração)
Magnum opusFogo Morto
Assinatura
José Lins do Rego signature.jpg

PERSONAGEM
José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar, 3 de junho de 1901 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional.

Segundo Otto Maria Carpeaux, José Lins era "o último contador de histórias." Seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi publicado com dificuldade, todavia logo foi elogiado pela crítica.
Morreu aos 56 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
José Lins escreveu cinco livros a que nomeou "Ciclo da cana-de-açúcar", numa referência ao papel que nele ocupa a decadência do engenho açucareiro nordestino, visto de modo cada vez menos nostálgico e mais realista pelo autor: Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935), e Usina (1936). Sua obra regionalista, contudo, não se encaixa somente na denúncia sócio-política, mas, como afirmou Manuel Cavalcanti Proença, igualmente em sua "sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam."

José Lins nasceu na Paraíba; seus antepassados, que eram em grande parte senhores de engenho, legaram ao garoto a riqueza do engenho de açúcar que lhe ocupou toda a infância. Seu contato com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostálgica e criticamente, relatar suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Lins era ativo nos meios intelectuais.

Ao matricular-se em 1920 na Faculdade de Direito do Recife ampliou seus contatos com o meio literário de Pernambuco, tornando-se amigo de José Américo de Almeida (autor de A Bagaceira).

Em 1926, partiu para o Maceió, onde se reunia com importantes nomes, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima.

Quando partiu para o Rio de Janeiro, em 1935, conquistou ainda mais a crítica e colaborou para a imprensa, escrevendo para os Diários Associados e O Globo. É atribuída a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro. O conjunto de sua obra é um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro. Alguns críticos acreditam que o autor ajudou a construir uma nova forma de escrever fundada na "obtenção de um ritmo oral", que foi tornada possível pela liberdade conquistada e praticada pelos modernistas de 1922. Sua magnum opus, Fogo Morto (1943), é vista como o "romance dos grandes personagens." Massaud Moisés escreveu que esta obra-prima de José Lins "é uma das mais representativas não só da ficção dos anos 30 como de todo o Modernismo."

Em 1924 casou-se  com sua prima Philomena (Naná) Massa Lins do Rego, filha do senador Antônio Massa.

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
Foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras em 15 de setembro de 1955, para a cadeira 25.

MORTE
Faleceu no Rio de Janeiro

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales

1 de jun. de 2020

JULIO PRESTES - Arte Tumular - 1519 - Cemitério São João Batista, Itapetininga, São Paulo, Brasil




recedido por
Antônio Dino da Costa Bueno
Presidente de São Paulo
1927 — 1930
Sucedido por
Heitor Penteado
Precedido por
Washington Luís
Brasil.
Presidente do Brasil

não tomou posse (1930)
Sucedido por
Junta Governativa Provisória de 1930






ARTE TUMULAR 
Tumulo em formato quadrado, em granito natural polido, composto por três níveis , dois laterais e um central  que compõe o interior do jazigo. No tampo central esta esculpida, também em granito, uma cruz latina. Na cabeceira tumular (lápide) destaca-se o seu nome esculpido no granito
Local: Cemitério São João Batista, Itapetininga, São Paulo, Brasil
Descrição tumular: Helio Rubiales

Júlio Prestes
Presidente do Brasil
PeríodoNão tomou posse em razão da Revolução de 1930
Vice-presidenteVital Soares
Antecessor(a)Washington Luís
Sucessor(a)Junta Governativa Provisória de 1930
13.º Governador de São Paulo
Período17 de julho de 1927
a 21 de maio de 1930
Antecessor(a)Carlos de Campos
Sucessor(a)Heitor Penteado
Dados pessoais
Nome completoJúlio Prestes de Albuquerque
Nascimento15 de março de 1882
ItapetiningaSão PauloImpério do Brasil
Morte9 de fevereiro de 1946 (63 anos)
São PauloSP
Nacionalidadebrasileiro
CônjugeAlice Viana Prestes
PartidoPRPUDN
ProfissãoAdvogado e fazendeiro
AssinaturaAssinatura de Júlio Prestes

PERSONAGEM
Júlio Prestes de Albuquerque (Itapetininga, 15 de março de 1882 — São Paulo, 9 de fevereiro de 1946) foi um poeta, advogado e político brasileiro. Filho do quarto presidente do estado de São Paulo, Fernando Prestes de Albuquerque, e Olímpia de Santana, foi casado com Alice Viana. Foi o último presidente do Brasil eleito durante a o período conhecido como República Velha, mas, impedido pela Revolução de 1930, não assumiu o cargo.
Morreu aos 63 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Júlio Prestes foi o único político eleito presidente da república do Brasil pelo voto popular a ser impedido de tomar posse. Foi o décimo terceiro e último presidente eleito do estado de São Paulo (1927–1930), apesar de Heitor Penteado tê-lo sucedido como presidente interino devido à candidatura de Prestes à presidência da República. Em 23 de junho de 1930 tornou-se o primeiro brasileiro a ser capa da revista Time.

INÍCIO DA CARREIRA
Graduado em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1906. Casou com Alice Viana Prestes, com quem teve 3 filhos. Iniciou sua carreira política em 1909, elegendo-se deputado estadual em São Paulo pelo Partido Republicano Paulista (PRP). Reelegeu-se várias vezes até 1923, defendendo o funcionário público de São Paulo. Apresentou, como deputado estadual, os projetos de lei que criaram o Tribunal de Contas de São Paulo e a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. Foi autor da lei que incorporou a Estrada de Ferro Sorocabana ao patrimônio do Estado de São Paulo. Na Revolta paulista de 1924, combateu na Coluna Sul, junto com Ataliba Leonel e Washington Luís, expulsando os rebeldes da região da Sorocabana.

DEPUTADO FEDERAL
Em 1924, foi eleito para a Câmara dos Deputados, onde exerceu a liderança da bancada dos deputados paulistas. Posteriormente, assumiu a presidência da Comissão de Finanças e a liderança da bancada governista do presidente Washington Luís.

PRESIDENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO
Seu pai, o coronel Fernando Prestes de Albuquerque, diversas vezes deputado e presidente do estado de São Paulo entre 1898 e 1900, ocupava o cargo de vice-presidente do estado na gestão de Carlos de Campos, que foi vítima de embolia cerebral e faleceu em 27 de abril de 1927. Em seguida à morte de Carlos de Campos, o coronel Fernando Prestes renunciou ao cargo de vice-presidente. Com a vacância dos cargos de presidente e vice, foram realizadas novas eleições e Júlio Prestes foi eleito presidente do estado de São Paulo. Júlio Prestes assumiu o governo do estado de São Paulo em 14 de julho de 1927.

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Em 1929, Júlio Prestes foi indicado, depois de uma consulta a todos os 20 governadores de estado, por Washington Luís como candidato do governo à sucessão presidencial, contando com o apoio do oficialismo, ou seja, os governadores de dezessete estados. Negaram apoio a Júlio Prestes apenas os Governos de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba.

Júlio Prestes passou o governo de São Paulo ao seu vice, Heitor Penteado, e candidatou-se à Presidência da República, tendo como candidato a vice Vital Soares, então presidente da Bahia.

Essa indicação, porém, desagradou o Partido Republicano de Minas Gerais (PRM), especialmente os partidários do governador Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, que esperava que fosse mantida a tradição de revezamento entre mineiros e paulistas na Presidência da República, regra não escrita que garantira a estabilidade da República Velha. O vice-presidente da República Melo Viana, mineiro, e seus partidários mantiveram o apoio a Washington Luís e Júlio Prestes.

O PRM, então, articulou a Aliança Liberal, integrada pelos oficialismos de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, a que se somaram forças opositoras de diversos estados.

Os candidatos da Aliança Liberal foram o presidente do Rio Grande do Sul Getúlio Vargas, para a Presidência da República, e o presidente da Paraíba, João Pessoa, para vice.

Após uma campanha acirrada, em 1 de março de 1930, realizaram-se as eleições. Pela contagem oficial finalizada pelo Congresso Nacional em maio de 1930, o candidato Júlio Prestes, chamado de "Candidato Nacional", obteve 1.091.709 votos contra 742.794 votos recebidos por Getúlio Vargas, chamado "Candidato Liberal". Em São Paulo, Júlio Prestes teve 91% dos votos. Como era hábito nos pleitos da República Velha, o resultado oficial foi recebido com descrédito pelos candidatos derrotados e por boa parte da opinião pública, havendo acusações de fraude também contra a Aliança Liberal.

 Após a divulgação dos resultados oficiais, Júlio Prestes passou o governo do estado em definitivo para o seu vice-presidente Heitor Penteado, em maio de 1930, e viajou para o exterior, sendo recebido como presidente eleito em Washington, Paris e Londres. Discursando em Washington, Júlio Prestes afirmou que o Brasil nunca seria uma ditadura. Júlio Prestes só retornou a São Paulo em 6 de agosto, sendo recebido por uma multidão de adeptos, na Estação da Luz.

No Brasil, a situação tornava-se tensa com as denúncias de fraude veiculadas pela Aliança Liberal e, sobretudo, pelo assassinato do candidato à Vice-Presidência pela coligação, João Pessoa. Nesse ambiente, começou a gestar-se uma revolução que visava a depor o presidente Washington Luís antes da transmissão do mando a Júlio Prestes.

 A Revolução de 1930 teve início em 3 de outubro de 1930. Enquanto as forças revolucionárias colhiam sucessos em sua campanha que avançava do Rio Grande do Sul rumo ao Rio de Janeiro, em 24 do mesmo mês, Washington Luís foi deposto por um golpe militar gestado na Capital Federal. Instalou-se no poder uma junta militar que, no dia 3 de novembro de 1930, entregou o poder a Getúlio Vargas, líder das forças revolucionárias.

EXÍLIO E MORTE
 Após a deposição de Washington Luís, Júlio Prestes, já de regresso ao Brasil, pediu asilo ao Consulado britânico. Viveu no exílio até 1934, quando retornou ao Brasil após a reconstitucionalização do país, passando a dedicar-se ao cultivo do algodão em sua Itapetininga natal, na fazenda Araras, de seu pai, o Coronel Fernando Prestes.

Ainda no exílio, apoiou, fervorosamente a Revolução de 1932. Criticou a Revolução de 1930, quando, em 1931, estava em Portugal dizendo:

“ O que não compreendo é que uma nação, como o Brasil, após mais de um século de vida constitucional e liberalismo, retrogradasse para uma ditadura sem freios e sem limites como essa que nos degrada e enxovalha perante o mundo civilizado! ” 

Nos quatro anos de exílio, Júlio Prestes voltou a fazer poesia, sua paixão de juventude. Merecem menção o poema de desabafo "Brutus", dedicado ao seu cachorro, e "Prece", poema sobre seu exílio em Portugal. Nas duas obras, os versos buscam revelar a angústia vivida longe do país e dos amigos que, segundo o autor, não lhe foram solidários no momento de maior necessidade.

Tanto Júlio Prestes quanto os demais políticos da República Velha, tiveram suas administrações devassadas pela chamada "Justiça Revolucionária" e por um "Tribunal Especial" criado, por decreto de Getúlio Vargas em 1930. Esse "Tribunal Especial" encerrou suas atividades meses depois, sem nada ter encontrado de irregular nas administrações de Júlio Prestes e dos demais próceres políticos da República Velha.

Escreveu uma carta a Getúlio Vargas, apoiando a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Júlio Prestes somente voltou à cena política em 1945, com a deposição de Getúlio Vargas por novo golpe militar, que levou à redemocratização do país, após a promulgação da Constituição de 1946.

Júlio Prestes foi fundador da União Democrática Nacional (UDN) e membro da comissão diretora desse partido. Faleceu no ano seguinte.

Júlio Prestes escondeu, no porão da casa sede de sua fazenda, seu arquivo particular, onde este permaneceu emparedado, por 50 anos, para não ser confiscado pela Revolução de 1930. No Centenário de Júlio Prestes em 1982, como parte das comemorações, seu arquivo particular foi desenterrado e doado ao Arquivo Público do Estado de São Paulo.

MORTE
Morreu em São Paulo.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formataçao: Helio Rubiales

23 de mai. de 2020

ALCEU AMOROSO LIMA - Arte Tumular - 1518 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil






ARTE TUMULAR
Interior do Mausoléu

Local- Mausoléu da Academia Brasileira de Letras , Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil


Alceu Amoroso Lima
Em 1935.
Arquivo Público do Estado de São Paulo
Pseudônimo(s)Tristão de Athayde
Nascimento11 de dezembro de 1893
Rio de Janeiro,Distrito Federal
Morte14 de agosto de 1983 (89 anos)
Petrópolis Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoCrítico literárioprofessorpensadorescritor e líder católico
Principais trabalhosIntrodução à economia moderna (1930), Preparação à sociologia (1931), No limiar da idade nova (1935), O espírito e o mundo (1936), Idade, sexo e tempo (1938).
PrémiosPrêmio Juca Pato (1964)
PERSONAGEM
Alceu Amoroso Lima (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1893 – Petrópolis, 14 de agosto de 1983) foi um crítico literário, professor, pensador, escritor e líder católico brasileiro. Foi Conde Romano, pela Santa Sé.. Adotou o pseudônimo de Tristão de Ataíde.
Morreu aos 89 anos

SINOPSE
Em 1965, sua obra foi considerada para receber o Nobel de Literatura.

A sua visão política, como proposta socioeconômica para o Brasil, teve muita influência do pensamento distributivista.

Em sua homenagem em 1983 foi criado pela Comissão Justiça e Paz de São Paulo o Prêmio Alceu Amoroso Lima, que é concedida pela Universidade Cândido Mendes junto com o Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.

Foi eleito em 29 de agosto de 1935 para a cadeira 40 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Miguel Couto, sendo recebido em 14 de dezembro de 1935 pelo acadêmico Fernando Magalhães

 Manuel Bandeira (3º da esquerda para direita em pé), Alceu Amoroso Lima (5ª posição) e Dom Hélder Câmara (7ª) e sentados (da esquerda para direita), Lourenço Filho, Roquette-Pinto e Gustavo Capanema Rio de Janeiro, 1936. 

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho do industrial Manuel José Amoroso Lima e da dona de casa Camila Peixoto da Silva, Alceu era neto do 1º Visconde de Amoroso Lima. Tinha duas irmãs: Carmen (1889) e Zaíra (1891). Nasceu no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro.

Ao completar cinco anos, foi alfabetizado, no Rio de Janeiro, por sua mãe, com o método criado pelo professor João Köpke, com quem teria aulas particulares nos anos seguintes. Em 1900, viajou pela Europa com a família, sendo matriculado num colégio aristocrático para aprender francês.

 De volta ao Brasil, cursou o Colégio Pedro II, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro (1913), atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O paraninfo de sua turma foi o professor de filosofia do Direito Sílvio Romero. Estagiou e advogou no escritório de João Carneiro de Sousa Bandeira, seu professor na Faculdade de Direito. Adotou o pseudônimo Tristão de Ataíde, ao se tornar crítico (1919) n’O Jornal. O pseudônimo distinguia a atividade de industrial da literária: dirigia então a fábrica de tecidos Cometa, herdada de seu pai.

 Casou-se com Maria Teresa de Faria, filha do escritor Alberto de Faria, também da Academia Brasileira de Letras. O escritor e acadêmico Octávio de Faria era irmão de Maria Teresa e cunhado de Alceu Amoroso Lima, e o escritor e Acadêmico Afrânio Peixoto era casado com uma irmã de Maria Teresa de Faria, sendo assim concunhado de Alceu Amoroso Lima.

 Aderiu ao modernismo em 1922, sendo responsável por importantes estudos sobre os principais poetas do movimento.

 Após publicar seu primeiro livro, o ensaio Afonso Arinos em 1922, travou com Jackson de Figueiredo um famoso e fértil debate, do qual decorreu sua conversão ao catolicismo em 1928. Tornou-se um líder da renovação católica no Brasil. Em 1932, fundou o Instituto Católico de Estudos Superiores, e, em 1937, a Universidade Santa Úrsula. Após a morte de Jackson de Figueiredo, o substituiu na direção do Centro Dom Vital e da revista A Ordem.

 Em 1941 participou da fundação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, onde foi docente de literatura brasileira até a aposentadoria em 1963.

 Foi representante brasileiro no Concílio Vaticano II, o que o marcaria profundamente. Foi um dos fundadores do Movimento Democrata-Cristão no Brasil.

 Publicou dezenas de livros sobre os temas mais variados. Morou na França e nos Estados Unidos no início da década de 50, onde foi diretor do Departamento de Assuntos Culturais da União Pan-americana, cargo em que foi sucedido por Érico Veríssimo em 1952. Durante esse período, ministrou cursos sobre civilização brasileira em universidades inclusive na Sorbonne e nos Estados Unidos. 

Tornou-se símbolo de intelectual progressista na luta contra as transgressões à lei e à censura que o regime militar após 1964 iria impor ao povo brasileiro.

 Denunciou pela imprensa a repressão que se abatia sobre a liberdade de pensamento em sua coluna semanal no Jornal do Brasil e na Folha de S. Paulo. Patrocinou em múltiplas ocasiões as cerimônias de formatura de estudantes de diversas especializações que rendiam tributo a sua luta constante contra os regimes de caráter autoritário.

 Foi reitor da então Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro e também membro do Conselho Nacional de Educação.

 Conhece-se colaboração da sua autoria na revista Atlantida (1915-1920).

MORTE

Fonte- pt.wikipedia.org
Formatação-Helio Rubiales

4 de mai. de 2020

FERDINAND MARCOS - Arte Tumular -1517 - Libingan ng mga Bayani Taguig, Southern Manila District, National Capital Region, Philippines









ARTE TUMULAR
Base tumular em formato retangular em mármore negro, tendo como destaque no tampo a assinatura do mesmo e na cabeceira tumular o escudo da Filipinas, ladeados por fotos do presidente. Ao lado destaca-se uma pira ardente represe ntando a eternidade.

Local- Libingan ng mga Bayani Taguig, Southern Manila District, National Capital Region, Philippines
Fotos- Findagrave
Descrição tumular- Helio Rubiales







Ferdinand Marcos
Ferdinand Marcos.JPEG
Marcos em 1982
10º Presidente das Filipinas
Em exercício
30 de dezembro de 1965 - 25 de fevereiro de 1986
primeiro ministroEle mesmo (1978-1981)
Cesar Virata (1981-1986)
Vice presidenteFernando Lopez (1965-1972)
Precedido porDiosdado Macapagal
Sucedido porCorazon Aquino
3º Primeiro Ministro das Filipinas
No cargo de
12 de junho de 1978 a 30 de junho de 1981
Precedido porEscritório estabelecido
(cargo anteriormente ocupado por Jorge B. Vargas como ministérios envolvidos)
Sucedido porCesar Virata
Secretário de Defesa Nacional
No cargo
28 de agosto de 1971 - 3 de janeiro de 1972
PresidenteEle mesmo
Precedido porJuan Ponce Enrile
Sucedido porJuan Ponce Enrile
Em exercício
31 de dezembro de 1965 - 20 de janeiro de 1967
PresidenteEle mesmo
Precedido porMacario Peralta
Sucedido porErnesto Mata
11º Presidente do Senado das Filipinas
No cargo de
5 de abril de 1963 a 30 de dezembro de 1965
PresidenteDiosdado Macapagal
Precedido porEulogio Rodriguez
Sucedido porArturo Tolentino
Senador das Filipinas
Em exercício
30 de dezembro de 1959 - 30 de dezembro de 1965
Membro da Casa filipina de Representantes de Ilocos Norte do 2º Distrito
Em exercício
30 de dezembro de 1949 - 30 de dezembro de 1959
Precedido porPedro Albano
Sucedido porSimeon M. Valdez
Detalhes pessoais
Nascermos
Ferdinand Emmanuel Edralin Marcos

11 de setembro de 1917
Sarrat , Ilocos Norte , Ilhas Filipinas
Morreu28 de setembro de 1989 (72 anos)
Honolulu , Havaí , EUA
Local de descansoCentro Presidencial Ferdinand E. Marcos , Batac , Ilocos Norte
(1993–2016)
Cemitério dos Heróis , Taguig , Metro Manila
(desde 18 de novembro de 2016)
Partido politicoKilusang Bagong Lipunan (1978–1989)
Outras
afiliações políticas
Partido Liberal (1946-1965)
Partido Nacionalista (1965-1978)
Cônjuge (s)
Imelda Romualdez ( m.  1954 )
Crianças
Alma materUniversidade das Filipinas
Profissão
Assinatura
Serviço militar
Fidelidade Filipinas / Estados Unidos [a]
ClassificaçãoPrimeiro tenente-
mor
Unidade21a Divisão de Infantaria (USAFFE)
14o Regimento de Infantaria (USAFIP-NL)
Batalhas / guerrasSegunda Guerra Mundial
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Casado com Imelda Marcos, ex-ganhadora de concurso de beleza nas Filipinas, que também ficou conhecida por sua grande coleção de sapatos.
 Foi eleito para a Câmara dos Representantes, em 1949, e para o Senado em 1959. Depois de ter perdido as eleições presidenciais como candidato do Partido Liberal em 1964, veio a ser eleito presidente como candidato do Partido Nacionalista ainda em 1964, sendo reeleito em 1969 e ainda em 1981.

Durante o seu governo realizaram-se reformas econômicas e sociais, assim como elaborou uma nova Constituição em que atribuía mais poderes à Presidência. A forte oposição levou-o a prender os seus líderes opositores e a instaurar a lei marcial, iniciando uma guerra de guerrilha pelos maoistas e separatistas muçulmanos. Levantou a lei marcial em 1981, mas, no entanto, a corrupção do Governo aumentou, bem como a pobreza e a guerrilha.

Em 1986, foi declarado oficialmente vencedor das eleições, mas suspeitou-se a nível nacional e internacional de fraude eleitoral maciça, tendo-se o exército, então, dividido e Marcos fugido para o Havaí (já no curso da chamada Revolução de Edsa ou Revolução do Poder Popular[1] ) subindo ao poder Corazón Aquino, a viúva de Benigno Aquino, um dos seus grandes opositores, assassinado em 1983, quando do seu regresso às Filipinas.

MORTE
Nos dias de sua morte, Marcos foi visitado pelo vice-presidente Salvador Laurel .  Durante a reunião com Laurel, Marcos ofereceu devolver 90% de sua riqueza ilícita ao povo filipino em troca de ser enterrado nas Filipinas ao lado de sua mãe, uma oferta também divulgada a Enrique Zobel . No entanto, a oferta de Marcos foi rejeitada pelo governo Aquino .

Marcos morreu em Honolulu, na manhã de 28 de setembro de 1989, de doenças nos rins, coração e pulmão 17 dias após seu 72º aniversário. Marcos foi enterrado em um mausoléu particular no templo de Byodo-In, na ilha de Oahu, onde seus restos eram visitados diariamente pela família Marcos, aliados políticos e amigos.

 O governo Aquino se recusou a permitir que o corpo de Marcos fosse levado de volta às Filipinas. O corpo só foi levado de volta às Filipinas quatro anos após a morte de Marcos durante o mandato do presidente Fidel Ramos .

De 1993 a 2016, seus restos mortais foram enterrados em uma cripta refrigerada em Ilocos Norte , onde seu filho, Ferdinand Jr., e sua filha mais velha, Imee, se tornaram governador e representante do Congresso, respectivamente. Um grande busto de Ferdinand Marcos (inspirado no Monte Rushmore ) foi encomendado pelo ministro do Turismo, Jose Aspiras , e esculpido na encosta de uma colina em Benguet. Foi posteriormente destruído; os suspeitos incluíam ativistas de esquerda, membros de uma tribo local deslocada pela construção do monumento e saqueadores em busca do lendário tesouro Yamashita .

A opinião sobre seu enterro permanece dividida: 50% dos 1.800 entrevistados de uma pesquisa realizada pela SWS em fevereiro de 2016 disseram que Marcos "era digno de ser enterrado no Libingan ng Mga Bayani" enquanto a outra metade rejeitava o enterro de um herói, chamando-o de " ladrao."

Em 18 de novembro de 2016, os restos mortais de Marcos foram enterrados em Libingan ng Bayani, apesar da oposição de vários grupos. O enterro foi inesperado para muitos, já que a decisão da Suprema Corte ainda permitia 15 dias para que a oposição movesse uma moção para reconsideração. Na manhã de 18 de novembro, usando helicópteros das Forças Armadas das Filipinas, sua família e seus apoiadores levaram seus restos mortais de Ilocos para Manila para um enterro particular.

Vários grupos de protesto formaram-se imediatamente ao ouvir as notícias do enterro inesperado. Entre os que se reuniram para se opor ao enterro estavam grupos de jovens e opositores do enterro de Ferdinand Marcos nos Libingan ng Bayani . A Liga de Estudantes Filipinos descreveu a transferência dos restos mortais de Marcos como sendo feita como "um ladrão na noite". Eles também criticaram o envolvimento do governo no enterro do ex-presidente que eles descreveram como um "ditador fascista". O Partilista de Kabataan também condenou o enterro, rotulando-o como "farsa grave" e como " galawang Hokage ", em referência ao enterro de Marcos, sendo planejado e conduzido sem o conhecimento do público.

Fonte- En.wikipedia.org
Formatação- Helio Rubiales