“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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4 de jan de 2018

GUILDFORD DUDLEY - Arte Tumular - 1184 - Chapel of Saint Peter-ad-Vincula London Borough of Tower Hamlets, Greater London, England




Provável local da execução

ARTE TUMULAR
Placa de mármore  branco com o seu nome gravado

Local: Chapel of Saint Peter-ad-Vincula London Borough of Tower Hamlets, Greater London, England
Foto: fuindagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


Lord Guildford Dudley
Lord Guilford Dudley.jpg
Guildford Dudley, representado no palácio de Westminster no trabalho de arte vitoriano
Nascermosc. 1535
Morreu12 de fevereiro de 1554
Tower Hill , Londres
Causa da morteDecapitação
Lugar de descansoSt Peter ad Vincula, Londres
Cônjuge (s)Lady Jane Gray
(m. 1553-54, suas mortes)
Pais)John Dudley, 1º duque de Northumberland
Jane Guildford

PERSONAGEM
Guilford Dudley (c. 1535 - 12 de fevereiro de 1554) foi o marido de Joana Grey, nomeada herdeira do Reino da Inglaterra e Reino da Irlanda por seu primo o rei Eduardo VI.
Morreu aos 19 anos.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Dudley teve uma educação humanista e casou-se com Joana em uma magnífica celebração seis semanas antes da morte do rei em julho de 1553. Depois de seu pai João Dudley, 1.º Duque de Northumberland, ter arrumado a sucessão de Joana, o casal residiu na Torre de Londres.

Eles ainda estavam lá quando o regime ruiu, permanecendo em aposentos diferentes como prisioneiros. Os dois foram condenados à morte por alta traição em novembro de 1553.

A rainha Maria I estava inclinada a poupar suas vidas, porém a Rebelião de Wyatt contra seu casamento com Filipe da Espanha levou à execução do casal, uma medida que foi amplamente considerada como excessivamente severa.

EXECUÇÃO
No dia anterior às execuções, Guildford pediu a Jane uma última reunião, que ela recusou, explicando que "só ... aumentaria a sua miséria e a dor, era melhor desistir ... como se encontrariam em breve em outro lugar e viverão vinculado por laços indissolúveis ".

Às dez horas da manhã de 12 de fevereiro, Guildford foi conduzida para Tower Hill, onde "muitos ... cavalheiros" esperaram apertar as mãos com ele.  Guildford fez um breve discurso para a multidão reunida, como era costume.  "Não tendo nenhum pai fantasmagórico com ele",  ele se ajoelhou, orou e pediu às pessoas que orassem por ele, "levantando os olhos e as mãos para Deus muitas vezes". Ele foi morto com um golpe do machado, após o que seu corpo foi transportado em um carrinho para a capela da torre de São Pedro e Vincula . Olhando a cena da janela dela, Jane exclamou: "Oh, Guildford, Guildford!"  Ele foi enterrado na capela com Jane que estava morta dentro da hora.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

28 de dez de 2017

CHRIS CORNELL - Arte Tumular - 1183 -Hollywood Forever Cemetery Hollywood, Los Angeles County, California, USA






ARTE TUMULAR
Seu corpo foi cremado e as cinzas foram enterradas ao lado da estátua do amigo Johnny Ramone. Uma placa de mármore negro com o seu nome e datas no gramado do cemitério

Local:  Hollywood Forever Cemetery Hollywood, Los Angeles County, California, USA
            PLOT Garden of Legends, south side
            GPS Latitude: 34.0886, Longitude: -118.31713
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


Chris Cornell
Chris Cornell em 2009
Informação geral
Nome completoChristopher John Boyle
Nascimento20 de julho de 1964
OrigemSeattleWashington
PaísEstados Unidos
Data de morte18 de maio de 2017 (52 anos)
Local de morteDetroitMichigan, Estados Unidos
Gênero(s)Metal alternativogrungerock alternativo
Instrumento(s)vocal
guitarra
bateria
Extensão vocalBaritenor
Período em atividade1984 - 2017
Gravadora(s)Sub PopA&M RecordsEpic RecordsInterscopeSuretoneMosley Music
Afiliação(ões)Soundgarden
Temple of the Dog
Audioslave
Mad Season e M.a.C.C.
Página oficialwww.ChrisCornell.com
 PERSONAGEM
Chris Cornell, nome artístico de Christopher John Boyle (Seattle, 20 de julho de 1964 - Detroit, 18 de maio de 2017), foi um cantor, guitarrista e compositor americano considerado um dos fundadores do movimento grunge e conhecido como vocalista das bandas Soundgarden, Temple of the Dog e Audioslave. Ganhador de dois Prêmios Grammy (com 15 indicações no total).
Morreu aos 52 anos



SINOPSE ARTÍSTICA
Em 1991 Cornell ganhou notoriedade com o Soundgarden com o lançamento do álbum Badmotorfinger, e lançou cinco álbuns em carreira solo entre 1999 e 2015. Ele também era famoso por sua extensão vocal de quatro oitavas.

Em 2007 lançou o single "You Know My Name", música tema do filme 007 - Cassino Royale, tornando-se o primeiro cantor americano a gravar a música-tema de um filme da série 007. A canção vendeu 3,5 milhoês de cópias digitais.

Em 2013, Cornell compôs a canção "Misery Chain" para a trilha sonora do filme 12 Years a Slave, onde fez um dueto com a cantora Joy Williams. Cornell foi escolhido como "O Maior Cantor de Rock" pelos leitores da revista Guitar World em 2013, ficou em 4º lugar na lista "Top 100 de Vocalistas de Heavy Metal de Todos os Tempos" da revista Hit Parader em 2006, em 9º lugar na lista de "Melhores Vocalistas de Todos os Tempos" da revista Rolling Stone em 2011, e 12º lugar na lista das "22 Maiores Vozes da Música" da MTV em 2005.

Alice Cooper se referiu a Cornell como "a melhor voz do Rock" em 2017. Em todo o seu catálogo (suas três bandas e carreira solo), Cornell vendeu 14,8 milhões de álbuns, 8,8 milhões de músicas digitais e 300 milhões de transmissões de áudio on-demand apenas nos Estados Unidos, e mais de 30 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo até 2017.

MORTE
Em 18 de maio de 2017, a imprensa dos Estados Unidos anunciou que Cornell havia morrido em Detroit, logo após fazer uma apresentação com sua banda Soundgarden. O representante do grupo, Brian Bumbery, e a família do músico confirmaram a notícia. De acordo com a Associated Press, o legista responsável informou que Cornell se enforcou no banheiro do hotel onde estava hospedado, horas depois de se apresentar em Detroit com sua banda, em uma turnê pelos Estados Unidos.

Cornell foi cremado e suas cinzas foram enterradas no cemitério Hollywood Forever em Los Angeles, em 26 de maio de 2017. Entre os presentes no enterro estavam Dave Grohl, Krist Novoselic, Tom Morello, Jerry Cantrell, Kim Thayil, Matt Cameron, Jeff Ament, Taylor Hawkins, James Hetfield, Lars Ulrich, Pat Smear, Perry Farrell, Dave Navarro, Nile Rodgers, Brad Pitt, Christian Bale, James Franco, Jeremy Renner, Chester Bennington, Pharrell e Josh Brolin.

A cerimônia começou com os auto-falantes do cemitério tocando a canção "Like a Stone" do Audioslave, e também a canção "The Promise", a mais recente da carreira solo de Cornell. Chester Bennington cantou a canção "Hallelujah" de Leonard Cohen. No final do funeral, a canção "All Night Thing" do Temple of the Dog acompanhava os presentes na saída.

EXAME TOXICOLÓGICO
Em 2 de junho de 2017, foi divulgado o resultado do exame toxicológico feito no corpo de Cornell, que constatou que momentos antes da morte o cantor teria consumido vários tipos de medicamentos controlados, entre eles Bulabital (5.4 mcg/mL), um sedativo; quatro doses (41ng/mL) de Lorazepam (também conhecido como Ativan), medicamento de efeito tranquilizante; o descongestionante Pseudoefedrina (170ng/mL) e seu metabólito Norpseudoefedrina (10ng/mL), Cafeína (que veio dos comprimidos do suplemento No-Doz que o cantor havia ingerido antes da morte), e Naloxona, usada para reverter o efeito de remédios a base de ópio e que foi administrada pelos paramédicos na tentativa de ressuscitar o cantor; e outros derivados do ácido barbitúrico, que atuam como anestésico.[67][69] O laudo atesta que os medicamentos não contribuíram para a morte de Cornell, e confirma a causa da morte como suicídio por enforcamento. O médico legista também observou que, embora o nível de 150 ng/mL de Ativan (Lorazepam) no sangue de Cornell fosse bem maior do que a dosagem média de 30-50 ng/mL, ela também era menor do que os níveis de 300 ng/mL de Ativan no sangue de pessoas cuja morte é causada pela droga

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de dez de 2017

AMELIA EARHART - Arte Tumular - 1182 - Valhalla Memorial Park North Hollywood, Los Angeles County, California, USA




MEMORIAL
Placa de bronze com o seu nome e datas

Cenotáfio:  Valhalla Memorial Park North Hollywood, Los Angeles County, California, USA 
                   PLOT Portal of the Folded Wings
                   GPS Latitude: 34.18959, Longitude: -118.35401
Fotos: Findagrave
Descrição: Helio Rubiales


Amelia Earhart
Amelia Earhart, 1935
Nome completoAmelia Mary Earhart
Nascimento24 de julho de 1897
AtchisonKansasEstados Unidos
MorteData desconhecida. Sua morte foi declarada em 5 de janeiro de 1939 (41 anos)
Desaparecida em 2 de julhode 1937 no Oceano Pacíficoocidental.
Nacionalidadenorte-americana
ParentescoSamuel Edwin Stanton Earhart (1868-1930) e Amelia (Amy) Otis Earhart (1869-1962)
CônjugeGeorge P. Putnam
OcupaçãoAviadora.



PERSONAGEM
 Amelia Mary Earhart (Atchison, Kansas, 24 de julho de 1897 — desaparecida em 2 de julho de 1937) foi pioneira na aviação dos Estados Unidos, autora e defensora dos direitos das mulheres.
Morreu aos 41 anos



SINOPSE
Earhart foi a primeira mulher a receber a "The Distinguished Flying Cross", condecoração dada por ter sido a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico. Estabeleceu diversos outros recordes, escreveu livros sobre suas experiências de voo, e foi essencial na formação de organizações para mulheres que desejavam pilotar. Amelia desapareceu no oceano Pacífico, perto da Ilha Howland enquanto tentava realizar um voo ao redor do globo em 1937.



MORTE
Foi declarada morta no dia 5 de janeiro de 1939. Seu modo de vida, sua carreira e o modo como desapareceu até hoje fascinam as pessoas.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales

23 de dez de 2017

JANE GREY - Arte Tumular - 1181 - Chapel of Saint Peter-ad-Vincula London Borough of Tower Hamlets, Greater London, England



Lady Jane Gray
Nascido em: 1537Morreu: 12 de fevereiro de 1554
Títulos Regnal
Precedido por
Edward VI
- DISPUTADO -
Rainha da Inglaterra e da Irlanda
10-19 de julho de 1553
Disputada por Mary I
Sucedido por
Mary I

Placa tumular


Local da execução

ARTE TUMULAR
Placa em mármore branco com o seu nome gravado no solo da Capela.

Local: Chapel of Saint Peter-ad-Vincula London Borough of Tower Hamlets, Greater London, England
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Joana Grey
Joana Grey, na National Portrait Gallery
Rainha da Inglaterra e Irlanda (disputado)
Reinado10 de julho de 1553 - 19 de julho de 1553
ConsorteGuilford Dudley
Antecessor(a)Eduardo VI
Sucessor(a)Maria I
CasaFamília Grey
Nascimentoc. 1536/1537
Bradgate Park, Leicestershireou Londres
Morte12 de fevereiro de 1554
Torre de LondresLondresInglaterra
EnterroCapela Real de São Pedro ad Vincula, Londres, Inglaterra
PaiHenrique Grey, 1.º Duque de Suffolk
MãeFrancisca Brandon
AssinaturaAssinatura de Joana Grey



PERSONAGEM
Joana Grey (em inglês: Jane Grey; c. 1536/1537 – Torre de Londres, 12 de fevereiro de 1554) foi uma nobre inglesa declarada Rainha da Inglaterra e Irlanda de 10 de julho a 19 de julho de 1553 após a morte de Eduardo VI. Devido ao curto reinado, ficou conhecida como Rainha dos Nove Dias.
Morreu aos 16 anos

SINOPSE SUCESSÓRIA
Joana era bisneta de Henrique VII através de sua filha Maria Tudor e também prima em primeiro grau de Eduardo VI. Ela casou-se em maio de 1553 com lorde Guilford Dudley, filho mais novo de João Dudley, 1.º Duque de Northumberland, regente de Eduardo. Próximo da morte, o jovem rei nomeou Joana como sua sucessora em seu testamento, ignorando as reivindicações de suas meia-irmãs Maria e Isabel sob o Terceiro Ato de Sucessão.

Joana acabou sendo aprisionada na Torre de Londres em 19 de julho depois do Conselho Privado passar para o lado de Maria. Ela foi condenada por alta traição em novembro e sentenciada a morte, porém sua vida foi inicialmente poupada. Uma rebelião entre janeiro e fevereiro de 1554 contra os planos de Maria de se casar com Filipe da Espanha levou às execuções de Joana e seu marido. Joana teve uma excelente educação humanista e a reputação de ser uma das mulheres mais cultas de sua época. Uma forte protestante, ela foi postumamente considerada não apenas uma vítima mas também uma mártir.

PRIMEIROS ANOS
Joana nasceu em 1537 perto de Leicester, no seio de uma família aristocrata. Ela era filha mais velha de Henrique Grey, Duque de Suffolk, e Francisca Brandon. Francisca era filha de Maria Tudor, irmã do rei Henrique VIII. Portanto, Joana era sobrinha-neta de Henrique VIII e prima de Eduardo VI. Ela tinha duas irmãs mais novas, Catarina e Maria. Elas receberam uma ótima educação desfrutando da influência dos Tudors.

 Joana estudou latim, grego e hebraico. Através de seus professores-tutores ela se tornou devota protestante. O seu preceptor foi John Aymler da Universidade de Cambridge, que também foi responsável por parte da educação da futura rainha Isabel I de Inglaterra. Em 1546, Joana foi passar uma temporada com Catarina Parr, uma mulher considerada extremamente culta que foi a última esposa de Henrique VIII. Após a morte de Henrique, Catarina casou-se com sir Tomás Seymour, 1.º Barão Seymour de Sudeley, mas ela acabou falecendo em breve. Seymour tentou arranjar o casamento de Joana com seu sobrinho, o rei Eduardo VI, porém os planos não deram certo. Os irmãos Seymour foram acusados e executados por traição devido a ambição de João Dudley, 1.º Duque de Northumberland. Dudley negociou com a mãe de Joana seu casamento com o filho dele. Joana ficou alarmada com a hipótese de casar-se com alguém da família Dudley mas naquela época não havia muita chance de escolha. Em 15 de maio de 1553, Joana casou-se com Guilford Dudley, mas o casamento não foi consumado.

CHEGADA AO TRONO
Em 1553, o rei Eduardo VI, de apenas 15 anos, estava para morrer e não tinha descendentes, sendo a opção mais direta a sua meia-irmã mais velha, Maria. Maria fora educada como católica pela mãe Catarina de Aragão e era claramente contra a reforma introduzida na Igreja Anglicana. Politicamente, este seria um passo atrás e os conselheiros de Eduardo VI influenciaram-no para nomear outro herdeiro. No entanto, é importante lembrar que o desejo do pai de Eduardo era que Maria herdasse o trono do irmão, caso este não deixasse filhos, como ocorreu.

A escolhida do rei, influenciado por Dudley e seus conselheiros, foi Joana Grey, que tinha a vantagem de ser jovem e e de ter tido uma educação protestante. Outro ponto favorável a Joana era o fato de Dudley ser seu sogro. Nesse caso, Joana teria como consorte o filho do duque, Guilford Dudley.

 Após a morte de Eduardo VI em 6 de julho de 1553, Joana foi proclamada rainha da Inglaterra e da Irlanda em 10 de julho do mesmo ano. Dudley tentou prender Maria, mas ela refugiou-se no Castelo de Framlingham em Suffolk.

 Maria não estava disposta a abdicar da sua pretensão e contava com o apoio da população por ser filha de Catarina de Aragão, que era ainda imensamente popular. Contava ainda com a simpatia e comoção do povo que acompanhou sua juventude e viu quando foi deserdada e separada da mãe pelo rei Henrique VIII.

 Nove dias depois de Joana ser declarada a nova rainha da Inglaterra, em 19 de julho, Maria chegou a Londres triunfante. O Parlamento inglês, então, declarou Maria como Rainha da Inglaterra e revogou a coroação de Joana. Dudley foi executado em 21 de agosto e Joana e seu marido foram feitos prisioneiros com a acusação de traição na Torre de Londres.

Execução de Joana: Por Paul Delaroche

EXECUÇÃO
Joana junto com Guildford Dudley foram julgados por alta traição. Seu julgamento começou em 13 de novembro de 1553. Uma comissão foi instaurada com a lideração do Lorde Prefeito de Londres, sir Tomás White. Nesta altura, Maria parecia inclinada a perdoar a prima e chegou a enviar-lhe o seu confessor, numa tentativa de a converter à fé católica.

No entanto, em janeiro de 1554, começou uma revolta popular contra Maria organizada por Thomas Wyatt por causa do iminente casamento de Maria com o católico Filipe da Espanha. Joana Grey não estava relacionada com esta rebelião, nem era a sua beneficiária, mas foi presa novamente. Alguns nobres, incluindo o pai de Joana, juntaram-se a rebelião pedindo a restauração desta como rainha. Filipe insistiu na execução de Joana por considerá-la uma ameaça potencial.

 No dia 12 de fevereiro de 1554, Guilford foi executado em praça pública. Joana Grey recebeu uma execução privada no mesmo dia na Torre de Londres. A execução privada foi ordem de Maria, como um gesto de respeito à prima.

Joana foi executada aos 16 anos e enterrada junto a Guilford na Capela Real de São Pedro ad Vincula. No dia 19 de fevereiro o pai de Joana, Henrique Grey, foi executado por traição.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales

19 de dez de 2017

DAVID BUICK - Arte Tumular - 1180 - Woodmere Cemetery Detroit, Wayne County, Michigan, USA

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ARTE TUMULAR
Base tumular em granito em formato quadrado encimada por uma pequena ondulação, formando a lápide. Em destaque na parte central o sobrenome da família gravado

Local:  Woodmere Cemetery Detroit, Wayne County, Michigan, USA
             PLOT Allendale section
             GPS Latitude: 42.30415, Longitude: -83.13886
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
David Dunbar Buick (17 de setembro de 1854 - 5 de março de 1929) foi um inventor americano com base em Detroit , mais conhecido por fundar a Buick Motor Company. Ele liderou esta empresa e seu antecessor de 1899 até 1906, ajudando assim a criar uma das marcas mais bem sucedidas na história dos veículos automotivos dos Estados Unidos.
 Em 1974 foi incluído no Automotive Hall of Fame.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA

Buick nasceu em Arbroath , Angus, na Escócia e mudou-se para Detroit aos dois anos com sua família. Ele deixou a escola em 1869 e trabalhou para uma empresa que fabricou produtos de encanamento .  Quando a empresa encontrou problemas em 1882, ele e um parceiro assumiram isso. Naquele momento, Buick começou a mostrar sua promessa de inventor, produzindo muitas inovações, incluindo um sistema de extinção de incêndios, e um método para revestir permanentemente o ferro fundido com esmalte vítreo que permitia a produção de banhos "brancos" a um custo menor. Embora os banhos de ferro fundido sejam incomuns hoje em dia, o método ainda está em uso para esmaltá-los. Com a combinação da inovação da Buick e a gestão de negócios sólidos de seu parceiro, a empresa tornou-se bem sucedida.

BUICK MOTOR COMPANY
Durante a década de 1890, Buick desenvolveu interesse em motores de combustão interna e começou a experimentar com eles. Ele estava passando pouco tempo no negócio de encanamento, e seu parceiro de negócios ficou impaciente com ele. A parceria foi dissolvida e a empresa foi vendida.

Buick agora tinha tempo e capital para trabalhar em motores em tempo integral, e ele criou uma nova empresa, a Buick Auto-Vim e Power Company, em 1899 . O objetivo declarado da empresa era comercializar motores para uso agrícola. Buick logo se voltou para o desenvolvimento de um carro completo, em vez de apenas um motor. Ele também se concentrou em pesquisa e desenvolvimento à custa de fabricação e vendas. O resultado foi que ele consumiu seu capital no início de 1902 sem ter gerado nenhum retorno significativo, apenas um carro.

No início de 1902, ele estabeleceu a Buick Manufacturing Company, com os objetivos de comercializar motores para outras empresas de automóveis e fabricar e vender seus próprios carros. Surgiram problemas de fabricação e desenvolvimento e, no final de 1902, Buick estava sem dinheiro e com apenas um carro para mostrar por seu trabalho. A concentração no desenvolvimento produziu o revolucionário motor de válvula de cabeça "Válvula em Cabeça". Este método de construção do motor produz um motor muito mais poderoso do que o design do motor da válvula lateral rival usado por todos os outros fabricantes no momento. Os motores de válvulas de sobrecarga são usados ​​pela maioria dos fabricantes de automóveis hoje, mas agora, apenas a GM e a Chrysler produzem a variante " push-rod " com qualquer regularidade. Como os motores de cabos aéreos são variantes de projeto de motores OHV, é justo classificar virtualmente todos os motores modernos como derivados da invenção de Buick.

O dinheiro acabou de novo e, em 1903, Buick foi forçado a arrecadar mais dinheiro através de um empréstimo de US $ 5.000 (equivalente a $ 133.278 hoje) de um amigo e companheiro de carro, Benjamin Briscoe . Com essa ajuda financeira, Buick formou a Buick Motor Company, que eventualmente se tornaria a pedra angular do império da General Motors .

Mais tarde, falha na vida e nas empresas [ editar ] Em 1906, Buick aceitou um pacote de demissão e deixou a empresa que ele havia fundado, com apenas uma parte da empresa em sua posse. Em seguida, o presidente da Buick, William C. Durant , comprou essa participação dele por US $ 100.000, o equivalente a US $ 2.665.556 hoje.  Após investimentos infrutíferos no petróleo da Califórnia e terra da Flórida, e uma tentativa (com seu filho Tom) de fabricar carburadores, Buick fez um breve retorno ao negócio automotivo em 1921, como presidente da Lorraine Motors de curta duração e em 1923 com a Design do Dunbar, um protótipo de automóvel.  Em uma entrevista com o historiador Bruce Catton em 1928, Buick admitiu que ele estava quase completamente quebrado, incapaz de pagar um telefone e trabalhou como instrutor na Detroit School of Trades.

MORTE
Morreu de câncer de cólon  em 1929, aos 74 anos

10 de dez de 2017

EDUARDO VI - Arte Tumular - 1179 - Westminster Abbey Westminster, City of Westminster, Greater London, England




Eduardo VI de Inglaterra
Casa de Tudor
12 de outubro de 1537 – 6 de julho de 1553
Precedido por
Henrique VIII
Coat of Arms of England (1509-1554).svg
Rei da Inglaterra e Irlanda
28 de janeiro de 1547 – 6 de julho de 1553
Sucedido por
Maria I


ARTE TUMULAR
Em um dos lados da Abadia, ergue-se um altar  com colunas em mármore branco suportando um frontão encimado com o brasão Inglês.  

Local:  Westminster Abbey Westminster, City of Westminster, Greater London, England
            GPS Latitude: 51.50008, Longitude: -0.12923
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Eduardo VI
Rei da Inglaterra, França e Irlanda
Rei da Inglaterra e Irlanda
Reinado28 de janeiro de 1547
6 de julho de 1553
Coroação20 de fevereiro de 1547
Antecessor(a)Henrique VIII
SucessoraMaria I
Regentes
CasaTudor
Nascimento12 de outubro de 1537
Palácio de Hampton CourtMiddlesexInglaterra
Morte6 de julho de 1553 (15 anos)
Palácio de PlacentiaGreenwichInglaterra
EnterroAbadia de WestminsterLondresInglaterra
8 de agosto de 1553
ReligiãoAnglicanismo
PaiHenrique VIII da Inglaterra
MãeJoana Seymour
AssinaturaAssinatura de Eduardo VI
PERSONAGEM
Eduardo VI (12 de outubro de 1537 – 6 de julho de 1553) foi o Rei da Inglaterra e Irlanda de 1547 até sua morte. Filho do rei Henrique VIII com Joana Seymour, Eduardo foi o terceiro monarca da Casa de Tudor e o primeiro rei inglês criado como protestante.
Morreu aos 15 anos




SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
O país foi comandado durante seu reinado pelo Conselho Regencial, já que ele nunca atingiu a maioridade, liderado primeiramente por Eduardo Seymour, 1.º Duque de Somerset, e depois por João Dudley, 1.º Duque de Northumberland.

O reinado de Eduardo foi marcado por problemas econômicos e agitações sociais que levaram a tumultos e rebeliões em 1549. Uma guerra contra a Escócia, inicialmente bem sucedida, terminou com uma retirada do país e de Bolonha-sobre-o-Mar em troca da paz.

A transformação da Igreja Anglicana num órgão reconhecidamente protestante também aconteceu no reinado de Eduardo, que se interessou muito por assuntos religiosos. Apesar de Henrique VIII ter rompido a ligação entre a Igreja da Inglaterra e Roma, nunca permitiu a rejeição à doutrina católica ou suas cerimônias. Durante o reinado de Eduardo estabeleceu-se o protestantismo pela primeira vez na Inglaterra com reformas que incluíam a abolição das missas e a reformulação da eucaristia.
O arquiteto dessas mudanças foi Tomás Cranmer, o Arcebispo da Cantuária.

Eduardo adoeceu em fevereiro de 1553. Ao descobrir que era uma doença terminal, ele e seu conselho redigiram a "Elaboração para a Sucessão", tentando impedir que a Inglaterra voltasse ao catolicismo. Nomeou a prima Joana Grey como herdeira, excluindo suas meia-irmãs Maria e Isabel. Porém, depois de sua morte em 6 de julho, Maria depôs Joana. Ela reverteu as reformas protestantes de Eduardo, que mesmo assim se tornaram a base para a Resolução religiosa de Isabel em 1559. 

DOENÇA E MORTE
Eduardo adoeceu em fevereiro de 1553 com uma febre e tosse que gradualmente piorou. Jean Scheyfve, embaixador imperial, relatou que
"ele sofre bastante quando a febre o ataca, especialmente por uma dificuldade de respirar, que se deve a uma compressão dos órgãos do lado direito ... Eu opino que isso é uma visita e um sinal de Deus".

O rei ficou bom o bastante no início de abril para tomar ar no parque de Westminster e se mudar para Greenwich, porém ele ficou fraco novamente ao final do mês. Em 7 de maio, ele estava "muito alterado" e os médicos estavam confiantes em sua recuperação. Alguns dias depois Eduardo estava vendo os navios passarem no rio Tâmisa da sua janela. Porém, ele desmaiou, e em 11 de junho, Scheyfve, que tinha um informante na criadagem do rei, relatou que "a matéria que ele expele de sua boca é algumas vezes da cor amarela e preta esverdeada, algumas vezes rosa, como a cor do sangue".

Seus médicos agora acreditavam que ele estava sofrendo de "um tumor supurante" nos pulmões e admitiram que a vida de Eduardo não podia ser salva. Logo, suas pernas ficaram tão inchadas que ele tinha que deitar de costas, também perdendo a força para resistir a doença. Ele sussurrou ao seu tutor João Cheke que "Eu estou feliz em morrer".



Eduardo fez sua última aparição pública em 1 de julho quando apareceu na janela do Palácio de Placentia, horrorizando as pessoas com sua condição "magra e definhada". Nos dias seguintes, grandes multidões chegaram na esperança de vê-lo novamente, porém no dia 3 foi informado que o clima estava muito frio para o rei aparecer. Eduardo VI morreu no Palácio de Placentia aos 15 anos de idade em 6 de julho de 1553. De acordo com o relato de João Foxe sobre sua morte, suas últimas palavras foram: "Eu estou fraco; que o Senhor tenha piedade de mim, e leve meu espírito".

Ele foi enterrado no dia 8 de agosto na Capela de Henrique VII na Abadia de Westminster, com rituais sendo realizados por Cranmer. A procissão passou por toda Londres e os habitantes a assistiram "chorando e lamentando"; a carruagem funerária, envolta de ouro, foi coberta por uma efígie de Eduardo com coroa, cetro e jarreteira.

 A causa da morte de Eduardo VI não é certa. Como muitas mortes reais no século XVI, surgiram vários rumores sobre envenenamento, porém nunca se encontrou evidências disso. Dudley, cuja impopularidade ficou aparente após a morte do rei, era o centro dos rumores sobre o suposto envenenamento. Outra teoria dizia que Eduardo havia sido envenenado por católicos que queriam ver Maria no trono.

O cirurgião que abriu o peito do rei depois de sua morte descobriu que "a doença da qual sua majestade morreu foi a doença dos pulmões". O embaixador veneziano relatou que Eduardo morreu de consumo – em outras palavras, tuberculose – um diagnóstico aceito pela maioria dos historiadores. Skidmore acredita que o rei contraiu tuberculose após um ataque de sarampo e varíola em 1552, algo que suprimiu sua imunidade natural. Loach sugere que seus sintomas eram de uma broncopneumonia, levando a uma "infecção pulmonar supurante" ou abscesso pulmonar, sepse e insuficiência renal.
Fonte: pt.wikpedia.org
Formatação: Helio Rubiales

ROBERT KOCH - Arte Tumular - 1178 - Robert Koch Institut Moabit, Mitte, Berlin, Germany




ARTE TUMULAR
Seus restos mortais repousam no interior do Instituto.

Local:   Robert Koch Institut Moabit, Mitte, Berlin, Germany
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Heinrich Hermann Robert Koch (Clausthal, 11 de dezembro de 1843 — Baden-Baden, 27 de maio de 1910) foi um médico, patologista e bacteriologista alemão. Foi um dos fundadores da microbiologia e um dos principais responsáveis pela atual compreensão da epidemiologia das doenças transmissíveis.
Morreu aos 66 anos

LEGADO CIENTÍFICO
As suas principais contribuições para a ciência médica incluem a descoberta e descrição do agente do carbúnculo e do seu ciclo, a etiologia da infecção traumática, os métodos de fixação e coloração de bactérias para estudo no microscópio com respectiva identificação e classificação, e a descoberta, em 1882, do bacilo da tuberculose (o Bacilo de Koch) e sua responsabilização etiológica. O seu primeiro artigo sobre esta descoberta contém a primeira declaração do que veio a ser conhecido pelos postulados de Koch.

Em 1883, descobriu - ou redescobriu, segundo alguns autores - o Vibrio cholerae.

Foi contemplado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1905.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Robert Koch nasceu em Clausthal, nas Montanhas Altas de Harz, na Alemanha. Era o terceiro de treze irmãos. Filho de Mathilde (1818–1871) e Hermann Koch (1814–1877) um engenheiro de mineração.

Surpreendeu seus pais quando, aos cinco anos de idade, lhes disse que, com auxílio dos jornais, aprendeu a ler sozinho. Um feito que pronunciou sua inteligência e persistência metódica as quais passaram a ser suas características em sua vida mais tarde.

Estatua em Berlim 

FORMAÇÃO
Cursou o ensino secundário numa escola local, onde mostrou interesse em biologia e, como seu pai, um forte ímpeto para viajar.

Em 1862, aos 19 anos, foi para a Universidade de Göttingen para estudar medicina, onde influenciado pela visão de seu professor de anatomia Jacob Henle, que publicou em 1840 que as doenças infecciosas eram causadas por organismos vivos, organismos parasitas. Depois de terminar o grau de médico em 1866 (com 23 anos), Koch foi para Berlim por 6 meses para estudar química e lá foi influenciado por Virchow. Em 1867 ele se estabeleceu, depois de um período como assistente no Hospital Clínico em Hamburgo, na clínica geral, primeiro em Langenhagen e logo depois, em 1869, em Rackwitz, na Província de Posen. Passou no seu exame Regional Médico. Em 1870 voluntariou-se para servir na guerra Franco-Prussiana e de 1872 a 1880 foi médico de Wolsztyn, onde conduziu suas pesquisas, as quais o colocaram em primeiro lugar no ranking de trabalhos científicos, do seculo XIX.

PRÊMIOS E CONDECORAÇÕES
Koch recebeu prêmios e medalhas, doutorados honorários das Universidades de Heidelberg e Bolonha, cidadania honorária de Berlim, Wollstein e sua cidade natal de Clausthal e associações honorárias em sociedades culturais e academias em Berlim, Viena, Posen, Perugia, Nápoles e Nova Iorque. Ele ganhou a ordem da Coroa Alemã, a Grande Cruz da Ordem Alemã da Águia Vermelha (a primeira vez que esta distinção foi dada a um médico), e ordens da Rússia e Turquia. Por muito tempo depois de sua morte ele foi honrado postumamente com memoriais e de outras maneiras em vários países.

Em 1905 recebeu o Nobel de Fisiologia ou Medicina. Em 1906 retornou para a África Central para trabalhar no controle de tripanossomíase humana, e lá ele demonstrou que o atoxyl é tão efetivo contra essa doença quando o quinino é contra malária. Depois Koch continuou seu trabalho experimental em bacteriologia e sorologia.

Em 1866 Koch casou-se com Emmy Fraats, mãe de sua única filha, Gerttrud, nascida em 1865, que se tornou a esposa do Dr. E. Pfuhl. Em 1893 Koch casou com Hedwig Freiberg.

MORTE
Fatigado pelo excesso de trabalho, faleceu em 27 de maio de 1910 vítima de um ataque cardíaco.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

2 de dez de 2017

CHARLES I - Arte Tumular - 1177 - St George's Chapel Windsor, Windsor and Maidenhead Royal Borough, Berkshire, England







Carlos I de Inglaterra
Casa de Stuart
19 de novembro de 1600 – 30 de janeiro de 1649
Precedido por
Jaime VI & I
Coat of Arms of England (1603-1649).svg
Rei da Inglaterra e Irlanda
27 de março de 1625 – 30 de janeiro de 1649
Monarquia abolida
Comunidade da Inglaterra
Coat of Arms of Scotland (1603-1649).svg
Rei da Escócia
27 de março de 1625 – 30 de janeiro de 1649
Sucedido por
Carlos II
Precedido por
Henrique Frederico
Coat of Arms of the Stuart Princes of Wales (1610-1688).svg
Príncipe de Gales
4 de novembro de 1616 – 27 de março de 1625



ARTE TUMULAR
Laje de mármore negro no solo da Capela (Foi sepultado junto com  Henrique VIII)

Local:  St George's Chapel Windsor, Windsor and Maidenhead Royal Borough, Berkshire, England                PLOT Quire
Fotos: findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Carlos I (Dunfermline, 19 de novembro de 1600 – Londres, 30 de janeiro de 1649) foi o Rei da Inglaterra, Escócia e Irlanda de 1625 até sua execução.
Morreu aos 48 anos



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era o segundo filho do rei Jaime VI da Escócia e sua esposa Ana da Dinamarca; quando seu pai herdou o trono inglês em 1603, Carlos se mudou para a Inglaterra onde passou a maior parte da vida.

Ele se tornou herdeiro aparente quando seu irmão Henrique Frederico morreu. Uma tentativa mal sucedida e impopular tentou casar Carlos com uma princesa espanhola em 1623. Dois anos depois se casou com a francesa Henriqueta Maria. Depois de sua sucessão, Carlos começou uma luta pelo poder contra o parlamento inglês, tentando obter uma receita enquanto o parlamento tentava restringir sua prerrogativa real.

Ele acreditava no direito divino dos reis e achou que podia governar de acordo com sua consciência. Muitos de seus súditos eram contra suas políticas, particularmente suas interferências nas igrejas inglesa e escocesa e o aumento de impostos sem o consentimento parlamentar, vendo suas ações como de um monarca absoluto tirano.

As políticas religiosas de Carlos, junto com seu casamento com uma católica, geraram antipatia e desconfiança entre grupos reformistas como os puritanos e calvinistas, que o viam como muito católico. Ele apoiava clérigos controversos como Ricardo Montagu e Guilherme Laud, quem Carlos nomeou Arcebispo da Cantuária, falhando em ajudar forças protestantes durante a Guerra dos Trinta Anos.

Suas tentativas de forçar reformas religiosas na Escócia gerou as Guerras dos Bispos, aumentou a posição dos parlamentos inglês e escocês e ajudou a precipitar sua queda. A partir de 1641, Carlos lutou contra as forças dos dois parlamentos na Guerra Civil Inglesa. Depois de ser derrotado em 1645, ele se entregou para forças escocesas que o entregaram para o parlamento inglês. Carlos se recusou a aceitar as exigências de uma monarquia constitucional protestante e temporariamente fugiu em novembro de 1647. Recapturado na Ilha de Wight, ele criou uma aliança com a Escócia, porém o Exército Novo de Oliver Cromwell consolidou seu controle da Inglaterra no final de 1648. Carlos foi julgado, condenado e executado por traição em janeiro de 1649. A monarquia foi abolida e uma república foi declarada. O Interregnum inglês terminou em 1660 e a monarquia foi restaurada com seu filho Carlos II.

Ilustração do dia da execução

EXECUÇÃO
A decapitação foi marcada para 30 de janeiro de 1649. Dois de seus filhos permaneceram na Inglaterra sob o controle do parlamento: Isabel e Henrique. Ele receberam permissão para visitar o pai em 29 de janeiro, despedindo-se às lágrimas. Na manhã seguinte, ele pediu duas camisas para impedir que o clima frio causasse quaisquer tremores notáveis que pudessem se confundir com medo: Acompanhado por guardas, ele caminhou do Palácio de St. James, onde estava preso, até o Palácio de Whitehall, onde um cadafalso de execução foi erguido em frente da Banqueting House. Carlos foi separado dos espectadores por grandes fileiras de soldados, com seu último discurso sendo audível apenas para aqueles próximos do cadafalso. Ele culpou seu destino em seu fracasso de impedir a execução de seu fiel servidor Tomás Wentworth:

"Uma sentença injusta que sofri para ter efeito, é punida agora por uma sentença injusta em mim". Ele declarou que havia desejado a liberdade e independência do povo mais que ninguém, "porém devo dizer-lhes que a liberdade e independência deles consiste em ter um governo ... Não é terem uma participação no governo; que nada pertence a eles. Um súdito e um soberano são coisas muito diferentes". Continuou, "Partirei de uma Coroa corruptível para um incorruptível, onde nenhuma pertubação existirá". 

Por volta dàs 14h00min, Carlos colocou sua cabeça no bloco após fazer uma oração e sinalizou ao carrasco que estava pronto esticando seus braços; ele então foi decapitado com um único golpe limpo. De acordo com o observador Filipe Henry, um gemido "como eu nunca ouvi antes e desejo que possa nunca ouvir novamente" saiu da multidão, com algumas pessoas molhando seus lenços no sangue do rei como recordação.

O carrasco estava mascarado e disfarçado e existem debates sobre sua identidade. Os comissários abordaram Ricardo Brandon, o carrasco de Londres, porém ele recusou, pelo menos primeiramente, apesar de receber a oferta de duzentas libras. É possível que ele tenha aceitado o serviço depois de ser ameaçado de morte, porém há outros que foram nomeados como possíveis candidatos, incluindo Jorge Joyce, Guilherme Hewlett e Hugo Peters. O golpe limpo, confirmado pelo exame do corpo de Carlos em 1813, sugere que a execução foi realizada por um carrasco experiente Era uma prática comum levantar a cabeça decapitada de um traidor e exibi-la ao público com as palavras "Vejam a cabeça do traidor!" Apesar da cabeça de Carlos ter sido exibida, as palavras não foram ditas, possivelmente porque o carrasco não queria que sua voz fosse reconhecida. No dia seguinte, a cabeça do rei foi costurada de volta ao seu corpo, que então foi embalsamado e colocado em um caixão de chumbo. A comissão não permitiu que Carlos fosse enterrado na Abadia de Westminster, então seu corpo foi levado para Windsor na noite do dia 7 de fevereiro. Ele foi enterrado na sepultura de Henrique VIII na Capela de São Jorge, Castelo de Windsor, em 9 de fevereiro.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales