“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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22 de ago. de 2022

PADRE CACIQUE (Joaquim de Barros) - Arte tumular - 1724- Capela do Asilo de Mendicidade, Porto Alegre , Brasil





Asilo Padre Cacique

ARTE TUMULAR
No interior da Capela, destaca-se um Sarcófago em mármore, suportado por pés de mármore no interior de colunas em mármore com motivos religiosos, com formato de altar

Local: Capela Nosso Senhor dos Milagres (Asilo Padre Cacique, Porto Alegre, Brasil)  Padre Joaquim 
Fotos: Wikipédia, findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales
Padre Cacique
Nascimento1831
Salvador
Morte1907 (75–76 anos)
CidadaniaBrasil
Ocupaçãosacerdote
ReligiãoIgreja Católica

PERSONAGEM
Joaquim de Barros, mais conhecido como Joaquim "Cacique" de Barros ou Padre Cacique (Ribeira do Itapagipe em Salvador, 11 de agosto de 1831 — Porto Alegre, 15 de maio de 1907), foi um professor, padre católico e filantropo brasileiro, figura reconhecida nos campos da educação e da assistência social em Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. 
Morreu aos 76 anos.

SINOPSE
Considerado um grande educador, foi o primeiro diretor da Escola Normal, além de lecionar várias disciplinas. Fundou várias instituições beneficentes, destacando-se o Colégio Santa Teresa, voltado para a educação de meninas órfãs, e o Asilo de Mendicidade, para recolhimento de indigentes. Foi visto como um obreiro dedicado e incansável e como um exemplo de apostolado cristão, recebendo muitos elogios e homenagens em vida e após sua morte. Os edifícios das principais instituições que fundou são patrimônio histórico tombado. 

PRIMEIRO ANOS 
Joaquim de Barros era filho de José Raimundo de Barros, mestre construtor de barcos, e Alexandrina Rosa. "Cacique" foi o apelido que o pai lhe deu ainda pequeno — e pelo qual se tornaria conhecido —, notando sua determinação e energia. Manifestou o desejo de seguir a carreira religiosa ainda jovem. Depois de bem sucedidos estudos elementares, foi admitido no Seminário de Salvador para estudar Teologia. Formou-se, mas ainda não tinha chegado à idade canônica para ser ordenado, e então prosseguiu seus estudos no campo da Pedagogia, imaginando tornar-se professor. Aceitou um convite para lecionar as disciplinas de História, Geografia e Cosmografia no Ginásio Baiano, fundado pelo educador Barão de Macaúbas e reputado pelos seus métodos avançados de ensino.

Foi ordenado sacerdote em 1853, mas um problema de saúde fê-lo transferir-se para o Rio de Janeiro, onde deu aulas no Mosteiro de São Bento e no Colégio Pedro II. Aperfeiçoou seu preparo na Escola Central, estudando Matemática. Em 1862 decidiu mudar-se novamente, escolhendo Porto Alegre como seu novo campo de ação, onde desenvolveria a parte mais importante de sua carreira.

PORTO ALEGRE
Pouco depois de chegar foi nomeado professor de Teologia do Seminário Episcopal pelo bispo Dom Sebastião Laranjeira. Na mesma altura foi convidado a ministrar o catecismo na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, cujo pároco, José Inácio de Carvalho Freitas, tornar-se-ia um grande amigo. 

Nos sábados auxiliava na distribuição de esmolas da Igreja para famílias carentes. Um certo dia encontrou entre os pedintes uma viúva inválida, Ignácia Kremitz, com sua filha pequena, Josefina. Condoído com a situação das duas, passou a se responsabilizar pela criação de Josefina, conduzindo-a para o Asilo Sagrado Coração de Maria. A partir de então o Padre Cacique voltaria seus esforços para mitigar as dificuldades dos órfãos, pobres e doentes. Logo outras meninas foram recolhidas pelo padre, que iniciou uma campanha para angariar recursos. Contudo, o padre tinha ideias inovadoras sobre educação, que não eram bem recebidas pela direção do asilo. Assim, ele levou suas protegidas para outra instituição, o Colégio Santa Catarina, dirigido por Rita e Emília Souto Mayor, como uma solução temporária, uma vez que ele já idealizara a fundação de uma instituição que pudesse dirigir pessoalmente.

Anos antes o imperador D. Pedro II havia patrocinado a construção de uma escola na cidade, o Colégio Santa Teresa, cujas obras iniciaram em 1846, mas haviam sido interrompidas e a estrutura inacabada estava ociosa. As atividades educativas e sociais do padre já eram conhecidas em Porto Alegre, e em vista da sua boa reputação não lhe foi difícil conseguir o apoio de várias autoridades para pleitear junto ao imperador a concessão do edifício. Munido de cartas de recomendação do presidente da província, da Câmara Municipal, do chefe de polícia e de um abaixo-assinado com os nomes de muitos próceres locais, Padre Cacique dirigiu-se à Corte para entregar o pedido em mãos do monarca, que concedeu-lhe a posse do imóvel e da chácara onde ele se situava, estipulando que ele deveria ser convertido em uma escola-internato para educação de pelo menos vinte meninas órfãs, pondo a fundação, o programa de ensino e os futuros funcionários e professores sob a supervisão do governo provincial. As despesas de conservação do prédio ficavam por conta do governo imperial, que se reservava o direito de retomar o imóvel se julgasse oportuno. Com doações recebidas de famílias porto-alegrenses, o padre pôde finalizar a obra e instalar o Colégio Santa Teresa em 1865, que passou a abrigar as suas meninas do Colégio Santa Catarina e poucos anos depois, em 1867, absorveu também as funções do extinto Asilo Santa Leopoldina, que recolhia os expostos da Santa Casa de Misericórdia.

As internas recebiam uma formação incomum para os padrões provincianos referentes à educação de meninas. Além de ensinamentos de economia doméstica, artes manuais, moral e comportamento, o currículo incluía lições de Astronomia, Física, Química e Mecânica, e era-lhes dado acesso a revistas científicas e obras literárias. As internas recebiam também uma subvenção do governo provincial, e complementavam seus ganhos com trabalhos manuais e confecção de roupas, possibilitando-lhes formar um dote para seu eventual casamento. Para manter o educandário o Padre Cacique mantinha uma campanha permanente para coleta de fundos, muitas vezes batendo de porta em porta por esmolas, e aumentava suas rendas vendendo traduções que fazia de obras didáticas e edificantes. Entre 1873 e 1882 as internas e ex-internas haviam contribuído com mais de 27 contos de réis para as obras assistenciais do padre. Em 1882 o estabelecimento ainda era o único em seu gênero em toda a província.  

Em 1869 foi nomeado primeiro diretor da Escola Normal da Província, cuja fundação ele incentivara. Em 1881 iniciou outra obra de grande vulto, que seria o Asilo de Mendicidade.[8] Em 1885, por ocasião da visita a Porto Alegre da Princesa Isabel, o edifício já estava adiantado, mas as obras estavam paralisadas desde 1882 por ordem do imperador, por localizar-se próximo demais do Colégio Santa Teresa.[9] Em seu diário de viagem a princesa assinalou que o padre era pessoa dinâmica e original, "muitíssimo admirado" por todos, e que o Colégio Santa Teresa, já então uma instituição prestigiada, dava grandes frutos. Dezesseis professoras haviam se formado ali, a diretora era uma antiga interna, as instalações eram muito asseadas e bem organizadas, e toda a administração estava a cargo de internas e ex-internas, que também haviam ajudado na construção inicial do Asilo de Mendicidade com expressivas doações monetárias e mesmo trabalho braçal como auxiliares de pedreiro. Impressionada com o que viu, a princesa conseguiu junto ao pai a autorização para a continuidade das obras do Asilo de Mendicidade, sendo inaugurado finalmente em 19 de junho de 1898.

Sua atuação na Escola Normal também foi profícua. Fundada em 5 de abril de 1869 como um departamento do Liceu Dom Afonso, com a finalidade de preparar professores para o ensino primário, passou a funcionar em 12 de maio com doze alunos. Em 1872 ganhou independência e uma sede própria. Então o Padre Cacique reformou o currículo, separando a Pedagogia da Gramática, assumiu a cátedra de Pedagogia, além de se responsabilizar pelas disciplinas de Caligrafia, Gramática, Catecismo, História Sagrada e História da Igreja. Várias das internas do Colégio Santa Teresa se formaram professoras ali, entre elas Josefina, sua primeira protegida, que após a formatura passou a dirigir a Escola Prática anexa à Escola Normal. Durante sua gestão o padre entrou em uma disputa com o governo a respeito do método de ensino, sendo removido da direção em 17 de abril de 1873, embora continuasse a lecionar até 1881, quando demitiu-se. Não obstante, sua reputação continuava alta, sendo convidado a integrar o Conselho de Instrução Pública da Província, e tornando-se ainda membro da banca examinadora de Português para os candidatos aos cursos superiores do país. Segundo Teresinha Venturin, 

Outra iniciativa que merece lembrança é a criação da Caixa Econômica Padre Cacique, uma caixa de poupança para famílias e crianças pobres. Fundada em 1884, em apenas um ano havia registrado mais de mil e setecentas contas, que somavam um total de mais de 10 contos de réis, sendo louvada na imprensa como um exemplo de prática de economia, tão fecundo que o padre tornava-se "credor de novos louvores", abrindo "uma verdadeira era de felicidade para todos aqueles que compreendem que é preciso não cuidar somente do presente. [...] Por mais este serviço em bem do próximo, o Padre Cacique de Barros recomenda-se ao respeito da sociedade que já tanto o considera".

Em 1891 fundou outro colégio para meninas, servindo como professoras ex-internas do Colégio Santa Teresa. Seu currículo incluía lições de moral, higiene, civilidade, exercícios físicos, noções básicas sobre as moléstias mais comuns e seu tratamento, noções de agricultura e criação de animais, economia doméstica e trabalhos manuais, ciências, piano, canto, dança, desenho, língua francesa e italiana, confecção de roupas, entre outros tópicos.

Sarcófago do Padre Cacique Asilo de Mendicidade Padre Cacique 

ÚLTIMOS ANOS E MORTE
Em 1892, preocupado com o destino das suas obras após sua morte, criou uma fundação mantenedora, a Sociedade Humanitária Padre Cacique, com um Conselho Administrativo composto por influentes personalidades porto-alegrenses. Continuou na direção, contudo, até falecer. Em 1894 criou um serviço para atendimento médico, assistência religiosa e sepultamento de desvalidos.

Em 1906 sua saúde já estava abalada. Visitando-o em abril de 1907, o arcebispo Dom João Becker encontrou um homem alquebrado e paupérrimo, tendo destinado tudo o que tinha para a caridade, mas ainda planejava a fundação de um asilo para os expostos e meninos pobres. Faleceu em 15 de maio de 1907, devido a problemas cardíacos. Ao morrer deixava um patrimônio em obras pias orçado na vultosa quantia de 850 contos de réis.

Seu desaparecimento foi muito lamentado, e o sepultamento atraiu uma multidão. Carregaram o caixão o presidente do estado Borges de Medeiros, o intendente de Porto Alegre José Montaury, e os capitães Inácio Montanha e Francisco Rocha. O enterramento foi pago pelo município, que também financiou um túmulo no cemitério católico da Santa Casa.

O asilo para meninos que o padre concebera no final da vida viria a se materializar através do trabalho da Sociedade Humanitária, com o nome Asilo São Joaquim, inaugurado oficialmente em 18 de agosto de 1936 durante as comemorações pelos 105 anos de seu nascimento. O Colégio Santa Teresa funcionou sob a direção da Sociedade Humanitária até 1946, quando foi encampado pelo Estado e recebeu nova destinação. O Asilo de Mendicidade ainda está em funcionamento. Em 2014 abrigava 150 idosos.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

16 de ago. de 2022

MARQUÊS DE OLINDA (Pedro de Araujo Lima) - Arte tumular - 1720 - Cemitério de São Francisco de Paula, Catumbi, Rio de Janeiro, Brasil





ARTE TUMULAR

(Aguardando fotos)

Local:   Cemitério de São Francisco de Paula, Catumbi, Rio de Janeiro, Brasil

Precedido por
Francisco Vilela Barbosa
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Administrador do Rio de Janeiro

1823
Sucedido por
João Severiano Maciel da Costa
Precedido por
Francisco de Paula Sousa e Melo
Presidente da Câmara dos Deputados
1827 — 1828
Sucedido por
José da Costa Carvalho
Precedido por
José Joaquim Carneiro de Campos
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
e
Administrador do Rio de Janeiro

1827 — 1828
Sucedido por
José Clemente Pereira
Precedido por
Romualdo Antônio de Seixas
Presidente da Câmara dos Deputados
1828 — 1829
Sucedido por
José da Costa Carvalho
Precedido por
Diogo Antônio Feijó
Ministro da Justiça do Brasil
1832
Sucedido por
Honório Hermeto Carneiro Leão
Precedido por
Antônio Maria de Moura
Presidente da Câmara dos Deputados
1835 — 1837
Sucedido por
Cândido José de Araújo Viana
Precedido por
Manuel Alves Branco
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1837
Sucedido por
Bernardo Pereira de Vasconcelos
Precedido por
Padre Feijó
Regente do Império do Brasil
1838 — 1840
Sucedido por
Isabel do Brasil
Precedido por
Francisco de Paula Sousa e Melo
Presidente do Conselho de Ministros
29 de setembro de 1848 — 8 de outubro de 1849
Sucedido por
Marquês de Monte Alegre
Precedido por
José Antônio Pimenta Bueno
Ministro das Relações Exteriores do Brasil
1848 — 1849
Sucedido por
Paulino José Soares de Sousa
Precedido por
Marquês de Caxias
Presidente do Conselho de Ministros
4 de maio de 1857 — 12 de dezembro de 1858
Sucedido por
Visconde de Abaeté
Precedido por
Luís Pedreira do Couto Ferraz
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1857 — 1858
Sucedido por
Sérgio Teixeira de Macedo
Precedido por
Zacarias de Góis
Presidente do Conselho de Ministros
30 de maio de 1862 — 15 de janeiro de 1864
Sucedido por
Zacarias de Góis
Precedido por
Zacarias de Góis
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1862 — 1864
Sucedido por
José Bonifácio de Andrada e Silva
Precedido por
Francisco José Furtado
Presidente do Conselho de Ministros
12 de maio de 1865 — 3 de agosto de 1866
Sucedido por
Zacarias de Góis
Precedido por
José Liberato Barroso
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1865 — 1866
Sucedido por
José Joaquim Fernandes Torres


O Marquês de Olinda
Presidente do Conselho de Ministros 
Período12 de maio de 1865
a 3 de agosto de 1866
MonarcaPedro II
Antecessor(a)Francisco José Furtado
Sucessor(a)Zacarias de Góis
Período30 de maio de 1862
a 15 de janeiro de 1864
MonarcaPedro II
Antecessor(a)Zacarias de Góis
Sucessor(a)Zacarias de Góis
Período4 de maio de 1857
a 12 de dezembro de 1858
MonarcaPedro II
Antecessor(a)O Marquês de Caxias
Sucessor(a)O Visconde de Abaeté
Período29 de setembro de 1848
a 8 de outubro de 1849
MonarcaPedro II
Antecessor(a)Francisco de Paula Sousa e Melo
Sucessor(a)O Visconde de Monte Alegre
Regente do Império do Brasil 
Período19 de setembro de 1837
a 23 de julho de 1840
MonarcaPedro II
Antecessor(a)Diogo Antônio Feijó
Dados pessoais
Nome completoPedro de Araújo Lima
Nascimento22 de dezembro de 1793
Sirinhaém, Pernambuco até 1895, depois Gameleira, Pernambuco,
Brasil
Morte7 de junho de 1870 (76 anos)
Rio de Janeiro, Município Neutro,  Brasil
ProgenitoresMãe: Anna Teixeira Cavalcanti[1]
Pai: Manuel de Araújo Lima
Alma materUniversidade de Coimbra
EsposaLuísa de Figueiredo de Araújo Lima
PartidoConservador (até 1862)
Liga Progressista (1862–1864)
Liberal (1864–1870)
ProfissãoPolítico e jurista
AssinaturaAssinatura de Pedro de Araújo Lima
Títulos nobiliárquicos
Visconde de Olinda18 de julho de 1841
Marquês de Olinda2 de dezembro de 1854
COA Marquess of Olinda.svg
PERSONAGEM
Pedro de Araújo Lima, Marquês de Olinda (Sirinhaém, 22 de dezembro de 1793 — Rio de Janeiro, 7 de junho de 1870), foi um estadista brasileiro, regente único e primeiro-ministro do Império do Brasil.
Morreu aos 76 anos.

Foi Presidente do Conselho de Ministros por muitos anos e uma figura representativa da aristocracia rural do Nordeste, ligado aos elementos mais poderosos da lavoura açucareira. "O rei constitucional que Feijó não soube ser, mas soube escolher", na definição de Octávio Tarquínio de Sousa. E ainda: "Dir-se-ia que o exercício continuado da presidência da Câmara lhe dera o hábito de espectador, ou melhor, de árbitro, dispondo-o a agir apenas como o mediador, que compõe, acomoda e evita os choques e os desencontros"

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Pedro de Araújo Lima nasceu em Sirinhaém, Pernambuco, no dia 22 de dezembro de 1793, filho do capitão Manuel de Araújo Lima e de Anna Teixeira Cavalcanti. Casou-se com Luísa de Figueiredo, filha de José Bernardo de Figueiredo (Ministro do Supremo Tribunal de Justiça). Neto paterno do sargento-mor Antônio Casado Lima e D. Margarida Bezerra Cavalcanti, e materno, do coronel Pedro Teixeira Cavalcanti, e D. Luísa dos Prazeres Cavalcanti.

Estudou humanidades em Olinda. Em 1813, seguiu para Portugal, onde formou-se em direito pela Universidade de Coimbra, em 1819, retornando ao Brasil no mesmo ano. Destacou-se então na política, tornando-se uma das principais figuras do movimento da Independência do Brasil. 

Começou a sua carreira política em 1821, na bancada da então província de Pernambuco às Cortes Gerais de Lisboa. Fez parte da Assembleia Nacional Constituinte de 1823 e das primeiras legislaturas brasileiras. Foi ministro do Império, ministro da Justiça e ministro dos Negócios Estrangeiros. 

Escolhido por Pernambuco para o Senado em 1837, ano em que, embora adversário político do Pe. Diogo Feijó, foi por este indicado como regente do Império após sua renúncia em 19 de setembro do mesmo ano – escolha que foi confirmada pelo voto popular no ano seguinte. Seu primeiro ministério ficou conhecido como "o ministério das capacidades".

Durante a sua regência, foram fundados o Imperial Colégio Pedro II, o Arquivo Público do Império e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sendo deste último, sócio fundador. Permaneceu regente até à maioridade de D. Pedro II. 

Foi nove vezes ministro de Estado e por quatro vezes presidiu o Conselho de Ministros. Diretor da Faculdade de Direito do Recife, em 1827. 

No Segundo Reinado, recebeu os seguintes títulos honoríficos: de Visconde com grandeza, por decreto imperial de 1841, e o de Marquês, por decreto imperial de 1854, junto com outros títulos nacionais e estrangeiros. Tendo mais de 50 anos de vida pública, escreveu vários ensaios sobre assuntos políticos e administrativos, inclusive um Projeto de Constituição para o Império. 

MORTE
Está sepultado no Cemitério de São Francisco de Paula no bairro do Catumbi, cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

11 de ago. de 2022

BARÃO DE COTEGIPE (João Maurício Wanderley) - 1718 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil


ARTE TUMULAR

Aguardando fotos

Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

 

Barão de Cotegipe
Presidente do Conselho de Ministros
Período20 de agosto de 1885
até 10 de março de 1888
MonarcaPedro II
Antecessor(a)José Antônio Saraiva
Sucessor(a)João Alfredo Correia de Oliveira
Presidente do Senado Federal
Período1881 até 1885
Antecessor(a)José Ildefonso de Sousa Ramos
Sucessor(a)Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama
Ministro das Relações Exteriores
Período20 de agosto de 1885
até 10 de março de 1888
Antecessor(a)O Visconde de Paranaguá
Sucessor(a)Antônio da Silva Prado
Período25 de junho de 1875
até 15 de fevereiro de 1877
Antecessor(a)O Visconde de Caravelas
Sucessor(a)Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque
Ministro da Fazenda
Período25 de junho de 1875
até 5 de fevereiro de 1878
Antecessor(a)O Visconde do Rio Branco
Sucessor(a)João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu
Período23 de agosto de 1856
até 4 de maio de 1857
Antecessor(a)O Marquês do Paraná
Sucessor(a)Bernardo de Sousa Franco
Ministro da Marinha
Período16 de julho de 1868
até 29 de setembro de 1870
Antecessor(a)Afonso Celso de Assis Figueiredo
Sucessor(a)Luís Antônio Pereira Franco
Período14 de junho de 1855
até 8 de outubro de 1856
Antecessor(a)José Maria da Silva Paranhos
Sucessor(a)José Maria da Silva Paranhos
Dados pessoais
Nome completoJoão Maurício Wanderley
Nascimento23 de outubro de 1815
São Francisco de Chagas da Barra do Rio Grande, Capitania de Pernambuco
Morte13 de fevereiro de 1889 (73 anos)
Rio de Janeiro, Município Neutro, Brasil
ProgenitoresMãe: Francisca Antónia do Sacramento
Pai: João Maurício Wanderley
Alma materFaculdade de Direito de Olinda
EsposaAntónia Teresa de Sá Rocha Pita e Argolo
PartidoConservador
ProfissãoMagistrado e político


Precedido por
José Antônio Saraiva
Primeiro-Ministro
1885 — 1888
Sucedido por
João Alfredo Correia de Oliveira
Precedido por
José Maria da Silva Paranhos
Ministro da Fazenda
1875 — 1878
Sucedido por
João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu
Precedido por
Honório Hermeto Carneiro Leão
Ministro da Fazenda
1856 — 1857
Sucedido por
Bernardo de Sousa Franco
Precedido por
João Lustosa da Cunha Paranaguá
Ministro das Relações Exteriores
1885 — 1888
Sucedido por
Antônio da Silva Prado
Precedido por
Carlos Carneiro de Campos
Ministro das Relações Exteriores
1875 — 1877
Sucedido por
Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque
Precedido por
Joaquim Delfino Ribeiro da Luz
Ministro da Justiça
1887
Sucedido por
Samuel Wallace MacDowell
Precedido por
José Maria da Silva Paranhos
Ministro da Marinha
1855 — 1856
Sucedido por
José Maria da Silva Paranhos
Precedido por
Afonso Celso de Assis Figueiredo
Ministro da Marinha
1868 — 1870
Sucedido por
Luís Antônio Pereira Franco
Precedido por
Francisco Gonçalves Martins
Presidente da província da Bahia
1852 — 1855
Sucedido por
Álvaro Tibério de Moncorvo Lima
Precedido por
Luis Alves da Silva Porto
(interino)
Presidente do Banco do Brasil
1888 — 1889
Sucedido por
Francisco José Pacheco


PERSONAGEM
João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe (São Francisco de Chagas da Barra do Rio Grande, 23 de outubro de 1815 — Capitania de Pernambuco, 13 de fevereiro de 1889), também escrito como Vanderlei, foi um nobre, magistrado, político brasileiro, membro do Partido Conservador. Um dos principais políticos conservadores do Segundo reinado, foi presidente do Conselho de Ministros de 1885 a 1888, além de presidente do Senado Federal, ministro das Relações Exteriores, ministro da Fazenda, ministro da Marinha, presidente do Banco do Brasil e senador pela Província da Bahia por mais de três décadas.
Morreu aos 73 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nasceu em 23 de outubro de 1815 na Villa da Barra, atual cidade de Barra, na época parte da Capitania de Pernambuco. Era filho de um abastado proprietário, o capitão-mor João Maurício Wanderley, e de Francisca Antonia Wanderley Era descendente do capitão de cavalaria das tropas dos Países Baixos Gaspar Nieuhoff Van Der Ley, que veio para o Brasil quando da invasão holandesa em Pernambuco

Wanderley foi percebido como mulato pelo antropólogo francês Arthur de Gobineau.[10] De acordo com a historiadora Mary Del Priore, ele de fato era mestiço, assim como outros importantes membros da elite imperial.

Cotegipe realizou seus estudos primários na Bahia e, em 1833, ingressou na Faculdade de Direito de Olinda, onde bacharelou-se em 1837.

Cotegipe casou-se com Antónia Teresa de Sá Rocha Pita e Argolo, esta filha do conde de Passé e irmã do 2.° visconde de Passé.

CARREIRA 
 Após a graduação, Cotegipe retornou para sua província natal e ali desempenhou vários cargos públicos, como curador geral dos órfãos, juiz municipal e juiz de direito da comarca de Santo Amaro e juiz da Fazenda em Salvador. Filiado ao Partido Conservador, elegeu-se deputado provincial em 1841 e deputado geral em 1842. Em 1848, tornou-se chefe da polícia e auxiliou no combate à Revolução Praieira, que atingiu Pernambuco. No ano de 1850 foi signatário do quarto projeto de criação da província do Rio São Francisco, projeto pleiteado por seus moradores até os dias atuais. 

Em 1852, o imperador Dom Pedro II nomeou Cotegipe como presidente da província da Bahia. Permaneceu neste cargo até 1855. 

Cotegipe continuou exercendo a magistratura até 1856, quando foi nomeado senador pela Bahia. No Senado, foi um dos representantes dos interesses escravagistas. Em 1855, foi empossado ministro da Marinha, função que voltaria a desempenhar em 1868.

De 1871 a 1872, Cotegipe foi enviado extraordinário e ministro plenipotenciário no Prata e Paraguai, com a tarefa de firmar o tratado de paz. Em 1875, foi designado ministros das Relações Exteriores e Ministro da Fazenda.

Entre 1885 e 1888, Cotegipe presidiu o Conselho de Ministros. Neste período, aprovou a Lei dos Sexagenários, proposta anteriormente pelo Partido Liberal, sancionada em 1885. Um firme opositor do abolicionismo, Cotegipe entrou em conflito com a princesa Isabel, favorável ao movimento. 

Como regente de seu pai, Isabel chegou à conclusão de que precisaria derrubar o gabinete Cotegipe para avançar com a causa abolicionista. Em março de 1888, a princesa solicitou a Cotegipe que demitisse o chefe da polícia da capital. Negou-se a fazê-lo, e acabou renunciando como presidente do Conselho. Foi substituído pelo senador João Alfredo, um abolicionista. 

Cotegipe foi um dos cinco senadores[19] do Império a votar contrariamente à aprovação da Lei Áurea. Pragmático, para Cotegipe a drástica ruptura com o sistema escravocrata poderia abalar a economia com questões de mão de obra e eventuais indenizações, e consequentemente o abalo do regime monárquico, vez que, desde a Lei do Ventre Livre em 1871, já se passava 17 anos sem o nascimento de nenhum cativo em solo brasileiro. Ao cumprimentar a princesa Isabel logo após a assinatura dela, profetizou: "A senhora acabou de redimir uma raça e perder o trono!". Em resposta, Isabel replicou: "Se mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para a libertação dos negros".

MORTE
Em 1888, Cotegipe foi nomeado presidente do Banco do Brasil. Comandou o banco até sua morte, em 13 de fevereiro de 1889, aos 73 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Fonte: Wikip[édia
Formatação: Helio Rubiales


2 de ago. de 2022

JÚLIO MARCONDES SALGADO (General) - Arte tumular - 1709 - Cemitério São Paulo, S.Paulo, Brasil




 ARTE TUMULAR

Ao contemplarmos  esse conjunto escultórico  de granito, mármore  e bronze, destaca-se uma base tumular em diversos planos. No plano central em mármore negro, uma escultura feminina envolta por vários mantos, curvada sobre a base com o brasão de armas de São Paulo, com o olhar dirigido para uma grande base de granito onde se destaca um relevo em bronze alusivo ao combate, tendo em primeiro plano a figura de uma mulher seminua envolvida por um manto muito fino, segurando em êxtase a bandeira paulista, tendo como significado  o motivo pátrio. Logo acima o general  sobre um cavalo, com a espada em punho, comanda um exercito de soldados constitucionalistas  em marcha para a batalha. No fundo encontramos outros detalhes alusivo a São Paulo, como o prédio Martinelli e em destaque a palavra "LEX" , lei em latim demostrando a soberania de São Paulo pelo movimento constitucionalista.

Autor da escultura tumular: Eugênio Prati. 
Fotos: http://saopauloantiga.com.br/1932-arte-da-revolucao-nos-cemiterios-paulistas/
Local: Cemitério São Paulo, Brasil
Descrição tumular: Helio Rubiales
Júlio Marcondes Salgado
Nome completoJúlio Marcondes César Salgado
Dados pessoais
Nascimento1 de julho de 1890
Pindamonhangaba, SP
Morte23 de julho de 1932 (42 anos)
São Paulo, SP
NacionalidadeBrasileiro
EsposaOphélia Acritelli Salgado
ProgenitoresMãe: Anna Euphrosina Marcondes Salgado
Pai: Victoriano Clementino Salgado
Vida militar
PaísRepública Federativa do Brasil
ForçaForça Pública de São Paulo
Anos de serviço1907 – 1932
HierarquiaGeneral (post mortem)
Comandos
Batalhas
Honrarias
  • Medalha de Mérito Militar
  • Medalha da Legalidade
  • Medalha de Cultura Física
  • Cruz de Cavaleiro da Ordem de Leopoldo II
PERSONAGEM
Júlio Marcondes César Salgado (Pindamonhangaba,1 de julho de 1890 — São Paulo, 23 de julho de 1932) foi um general e comandante geral da Força Pública do Estado de São Paulo, atual Polícia Militar do Estado de São Paulo, durante a Revolução Constitucionalista de 1932. 
Morreu aos 42 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Júlio Marcondes César Salgado nasceu em 1º de Julho de 1890, na cidade de Pindamonhangaba, filho de Victoriano Clementino Salgado e de Anna Euphrosina Marcondes do Amaral Salgado. Era irmão de Sérgio, Luiz, Joaquim, Francisco, Euclydia ,Francisca Marcondes Salgado e Eneias Marcondes Salgado.

A família Marcondes tinha tradição no serviço público e militar já naquela época. Entre as pessoas mais destacadas naquela família, está o coronel Marcondes de Oliveira Melo, que foi o 1º Barão de Pindamonhangaba e o comandante da Guarda de Honra do Príncipe Dom Pedro, por ocasião do Grito do Ipiranga. Outro destaque na família Marcondes é o Conselheiro Barão Homem de Melo, que figurava no 2º Império como Ministro, Presidente de várias províncias e grande historiador.

A família Salgado também foi outra que figurou na monarquia e deu a São Paulo homens como Antonio Salgado da Silva (o Visconde de Palmeiras), Inácio Bicudo de Siqueira Salgado (o Barão de Itapeva) e Benedito Corrêa Salgado, companheiro do Barão de Pindamonhangaba na jornada épica, cheia de glórias, de 7 de Setembro. 

Na velha Jambeiro, de propriedade de seus pais, o então jovem Júlio viveu uma infância feliz. No cavalo “Castanho”, sua montada favorita, ia da fazenda a Pindamonhangaba, ou corria as matas da fazenda, já se prenunciando o futuro cavaleiro que seria nas competições hípicas e à frente da Força Pública de São Paulo. 

No Grupo Escolar de Pindamonhangaba, recebeu as primeiras letras. Já havia cursado o 2º ano, quando a adversidade bateu à sua porta: o falecimento da sua extremosa mãe.

CARREIRA MILITAR
A 26 de Junho de 1907, aos 16 anos, alistou-se como simples soldado no Corpo de Cavalaria da Força Pública do Estado de São Paulo. Naquela instituição, cursou o Pelotão de Alunos Cabos, obtendo a sua primeira promoção, a Anspeçada, em 1º de Agosto de 1908.

A 19 de Maio de 1911 foi promovido a 2º sargento, por merecimento. Naquele ano contraiu matrimônio com Ophélia Acritelli, descendente de tradicional família de Santa Branca.]

Em 4 de dezembro de 1913, almejando o oficialato, ingressou na recém-inaugurada Escola de Oficiais da Força Pública, diplomando-se em fevereiro de 1915. Ainda naquele ano entrou definitivamente para o oficialato da corporação, na qualidade de alferes. Em 1916, foi promovido a 2º tenente quartel-mestre. Em 1918 foi promovido a 1º tenente, por estudos. Em 1922 foi agraciado com a “Cruz de Cavaleiro da Ordem de Leopoldo II” concedido por Sua Majestade o Rei Alberto da Bélgica, quando em visita a São Paulo. A honraria também foi atribuída naquela ocasião ao então capitão da cavalaria da Força Pública, Azarias Silva, outro destacado oficial da cavalaria da corporação.

Em 18 de março de 1924 foi promovido ao posto de capitão, por antiguidade. Ainda naquele ano demonstrou o seu valor militar, já demonstrado ostensivamente nos momentos de paz, quando a 5 de julho foi deflagrada na capital paulista a Revolução de 1924, insurreição militar que visava um golpe de estado no país, começando pela tomada de controle do Estado de São Paulo. Com convicções profundamente legalistas, o então capitão tomou parte das tropas governistas em defesa da Presidência Estadual, então chefiada por Carlos de Campos. Junto às hostes fiéis ao Governo Legal, assumiu durante a peleja vários comandos que o consagraram verdadeiro condutor de tropa, demonstrando em todos os instantes da luta incruenta, valor indômito e bravura desdobrada. 

Em 1925 tomou parte no assalto à Estação do Norte e à Usina da Light da Rua Paula Souza, em poder dos insurretos. Em 1925, na perseguição à Coluna Prestes-Miguel Costa, comandando uma Cia do 3º Batalhão de Infantaria, venceu o combate de Iacanga, no oeste paulista, capturando quase todos os inimigos. Em 6 de novembro daquele ano recebeu por esse feito a "Medalha da Legalidade" e a promoção, também por merecimento e bravura, a major. Em 14 de Maio de 1927 foi condecorado com a "Medalha de Mérito Militar", em bronze. Em 1º de junho do mesmo ano foi promovido ao posto de tenente-coronel, sendo classificado para o Comando do Regimento de Cavalaria.

Era um destacado esportista, tendo sido campeão paulista de Polo e Esgrima, além de exímio cavaleiro. Conquistou em 25 de Novembro de 1929 o 1º lugar no Campeonato Brasileiro – Prova Presidente da República – Washington Luiz Pereira de Souza, saltando com o cavalo "Boemio" a 1 metro e 85 centímetros de altura. Em 19 de Janeiro de 1930 recebeu a "Medalha de Cultura Física". 

Na Revolução de 1930, à frente do Regimento de Cavalaria, combateu os rebeldes em defesa do Governo do Estado. Com a deposição no Rio de Janeiro do Presidente da República, Washington Luiz, a Força Pública do Estado de São Paulo sustou a resistência aos revolucionários, acatando as determinações da Junta Governativa Provisória de 1930 que em 24 de outubro daquele ano depôs a Presidência da República e assumiu a Chefia do Governo Federal. Ainda naquele dia, assinou junto com outros oficiais da corporação, incluindo o seu comandante geral, uma nota publicada à imprensa informando a posição da corporação diante daquela nova conjuntura política e militar. Apesar de ter combatido a revolução, permaneceu em postos de confiança na corporação.

Em 28 de abril de 1931 foi preso junto a cerca de 200 oficiais e praças do Exército e da Força Pública como José Teófilo Ramos, Antônio Pietscher, Christiano Klingelhoefer, Romão Gomes e Reinaldo Saldanha da Gama, sofrendo também outras punições disciplinares por conta de sua participação em um levante militar ocorrido em São Paulo, denominado mais tarde de "abrilada". Naquela data, lideranças políticas ligadas ao Partido Democrático e militares da Força Pública de São Paulo e do Exército liderados pelo comandante geral da Força Pública, o coronel Joviniano Brandão, empreenderam um movimento sedicioso para destituir o interventor militar João Alberto Lins de Barros e o seu secretário de segurança pública, o general Miguel Costa. Apesar de logo sufocado, esse levante explicitou a crise política e militar instaurada em São Paulo após a Revolução de 1930, além da própria divisão política dentro da Força Pública, entre os apoiadores de Getúlio Vargas representados pelo general Miguel Costa, e os seus opositores.

Em 1931 comandou o 4º Batalhão de Caçadores, hoje sediado em Bauru. Naquele ano também comandou o 5º Batalhão de Caçadores, hoje com sede em Taubaté. Pelo Decreto nº 31.766, de 28 de Junho de 1990 o 5º Batalhão de Polícia Militar do Interior (5º BPM/I) ficou denominado “General Júlio Marcondes Salgado” em sua memória.

Em 23 de Maio de 1932 Waldemar Ferreira ao assumir a Secretaria da Justiça e da Segurança Pública, teve como seu primeiro ato a indicação ao Interventor Federal do Estado de São Paulo, o Governador Pedro de Toledo, do nome do então tenente-coronel Júlio Marcondes Salgado para o Comando Interino da Força Pública do Estado. Em 25 de Maio foi promovido a coronel e efetivado para o mesmo cargo em 17 de junho daquele ano. Foi substituído no comando do Regimento de Cavalaria pelo tenente-coronel Azarias Silva.

Foi um dos líderes articuladores e mentor militar da Revolução Constitucionalista de 1932.[1] Com a deflagração do movimento revolucionário no dia 9 de julho de 1932, o então Comandante Geral da Força Pública de São Paulo publicou a seguinte nota a imprensa: 

 “ PAULISTAS — Na mais vibrante manifestação do civismo, na mais pujante prova de amor ao Brasil e a São Paulo, na mais heroica atitude de abnegação e renúncia, na madrugada de hoje, o Exército, a Força Pública e o povo de São Paulo lançaram aos quatro ventos da terra bandeirante o grito de revolta pela Pátria redimida. Na primeira arrancada, a vitória foi imponente. Todas as unidades da 2ª Região Militar de todo o Estado e Força Pública coesa, ampararam o primeiro impulso da estupenda mocidade de Piratininga. Hoje em São Paulo, amparada pelas armas e pela vontade indomável da população paulista, a ideia reivindicadora não poderá mais sofre os vesgos imperativos de uma ditadura de anarquia e descrédito para o Brasil. A República, que naufragava, está, nesta hora bendita, salva. Paulistas! Para diante! Continuai a cruzada redentora! O nosso sangue não valerá tanto como a glória de tombardes por São Paulo e pelo Brasil. ” 

MORTE
Na manhã do dia 23 de julho de 1932, o coronel Júlio Marcondes Salgado veio a falecer após ser ferido mortalmente em um acidente com um protótipo de morteiro durante testes, na região de Santo Amaro. Em uma das demonstrações, a carga explosiva que deveria ser projetada ficou presa ao tubo de lançamento e, com a explosão, os estilhaços atingiram o coronel Salgado, seccionando lhe a carótida. Também foi morto nesse acidente o major da Força Pública José Marcelino da Fonseca (um dos criadores do artefato) e ferindo sem gravidade o General Bertoldo Klinger, então Comandante Supremo do Exército Constitucionalista na Revolução.

Seus restos mortais foram transladados para o Monumento e Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, sediado na capital paulista. 

HOMENAGENS
*O Governador Constitucional do Estado de São Paulo, Pedro de Toledo, prestou-lhe sua última homenagem, promovendo-o ao posto de General da Força Pública, pelo Decreto nº 5.602, de 23 de Julho de 1932, na mesma data de seu falecimento, classificando-o como lídimo paladino da Constitucionalização do País. 

*O 5º Batalhão de Policia Militar do Interior (5º BPM/I) do Estado de São Paulo passou a ser denominado por General Júlio Marcondes Salgado com o Decreto nº 31.766, de 28 julho de 1990, do Governador Orestes Quércia. É considerado “Unidade Mãe” das Organizações Policiais Militares sediadas no Vale do Paraíba.

*Em São Paulo, há a Escola Municipal Gen. Júlio Marcondes Salgado, no bairro Parque Edu Chaves, Zona Norte, e a rua Gen. Júlio Marcondes Salgado no bairro Barra Funda, denominados por lei em sua memória.
Na cidade de Taubaté, sede do 5º BPM/I, há a corrida "General Marcondes Salgado" criada em 1985, homenageando o comandante pindamonhangabense.No Estado, ainda há o município General Salgado nomeado em sua homenagem.

Em Pindamonhangaba, a sua cidade natal, foi homenageado com a denominação de uma a rua que tem início na Praça Barão do Rio Branco (Largo São José) até o seu final, já no bairro de Sant’Ana. Em Taubaté também é lembrado com uma praça denominada em sua homenagem.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales