“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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30 de mar. de 2025

FERREIRA NETTO - Arte Tumular - 1953 - Crematório de Vila Alpina, São Paulo, Brasil

 




CREMAÇÃO
Seu corpo foi cremado e as cinzas entregue aos familiares.
Local: Crematório de Vila Alpina, São Paulo

Ferreira Netto

Nome completoJoaquim Antônio Ferreira Netto
Nascimento2 de janeiro de 1938
São Paulo, SP
Morte4 de agosto de 2002 (64 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidadebrasileiro
Ocupaçãojornalista
apresentador de televisão



PERSONAGEM
Joaquim Antônio Ferreira Netto (São Paulo, 2 de janeiro de 1938 — São Paulo, 4 de agosto de 2002) foi um jornalista brasileiro.
Morreu aos 64 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Trabalhou na Folha da Tarde como colunista, e por inúmeras emissoras de televisão nas décadas de 1970, 1980 e 1990, onde apresentava um programa de debates, semanal ou diário, conforme o caso, que levava o seu nome, cujo tema de abertura era a música instrumental Bayou, da banda The Love Unlimited Orchestra.

PROGRAMA FERREIRA NETTO
Foi o primeiro da televisão brasileira a fazer um debate televisivo entre os dois principais candidatos ao governo paulista, na eleição de 1982, entre Franco Montoro (PMDB) e Reynaldo de Barros (PDS), depois da abertura política de 1979, no SBT, onde manteve um programa de entrevistas políticas nos finais de noite. Inclusive, no final do debate que deixou o SBT na liderança, o dono do canal, Silvio Santos, antes término, entrou no estúdio e cumprimentou publicamente Ferreira Neto, chegando a confessar que estava com receio de autorizar a realização do referido debate. Ferreira Netto costumava começar a atração conversando por um telefone vermelho com um suposto amigo, chamado de Léo. Usando desse estratagema, criticava e comentava as atualidades da política e da economia.

Ferreira Netto também era um crítico ferrenho do PT e do então presidente José Sarney.

Em 1º de outubro de 1970, invadiu o estúdio da TV Excelsior[2] - da qual era diretor - e anunciou aos telespectadores que o governo havia decretado o fim da Excelsior. Naquele momento, na central técnica da Excelsior, estavam alguns técnicos do DENTEL, que tiraram a emissora do ar naquele momento.

Em 1990, candidatou-se ao Senado pelo PRN do então presidente Fernando Collor, tendo perdido para Eduardo Suplicy (PT). No entanto, ficou à frente de nomes de vulto da política nacional, como o ex-governador Franco Montoro (PSDB) e o empresário Guilherme Afif Domingos (PL).

Mantinha uma coluna com notícias de bastidores da televisão que era veiculada em vários jornais do Brasil, como O Dia, Folha da Tarde de Porto Alegre ou Jornal da Tarde de São Paulo.

Vídeo: homosapiens
MORTE
Ferreira Netto faleceu em São Paulo, aos 64 anos, por falência múltipla dos órgãos , após três semanas de internação. Seu corpo foi velado no dia seguinte no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo e cremado  no Cemitério da Vila Alpina.

Fonte:pt.wikipedia.oirg
Formatação:HRubiales

29 de jan. de 2025

SÉRGIO PORTO (Stanislaw Ponte Preta) - Arte tumular - 1887 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro

 


ARTE TUMULAR 

Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro


Sérgio Porto

Sérgio Porto em 1966
Nome completoSérgio Marcus Rangel Porto
Nascimento11 de janeiro de 1923
Rio de Janeiro, Distrito Federal, Brasil
Morte30 de setembro de 1968 (45 anos)
Rio de Janeiro, Guanabara, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoJornalista, compositor, escritor
PERSONAGEM
Sérgio Marcus Rangel Porto, mais conhecido pelo pseudônimo Stanislaw Ponte Preta (Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1923 — Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1968), foi um cronista, escritor, radialista, comentarista, teatrólogo, jornalista, humorista, e compositor brasileiro. 
Morreu aos 45 anos.

BIOGRAFIA
Sérgio foi funcionário do Banco do Brasil e, começou sua carreira jornalística no final da década de 1940, atuando em publicações como as revistas Sombra e Manchete, os jornais Última Hora, Tribuna da Imprensa e Diário Carioca. Nesse mesmo período Tomás Santa Rosa também atuava em vários jornais e boletins como ilustrador. Assim surgiu o personagem Stanislaw Ponte Preta e suas crônicas satíricas e críticas, uma criação de Sérgio juntamente com Santa Rosa - o primeiro ilustrador do personagem -, inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade. Porto também contribuiu com publicações sobre música e escreveu shows musicais para boates, além de compor a música "Samba do Crioulo Doido" para o teatro rebolado. 

Foi também o criador e produtor do concurso de beleza As Certinhas do Lalau, onde figuravam vedetes de primeira grandeza, como Anilza Leoni, Diana Morel, Rose Rondelli, Maria Pompeo, Irma Alvarez e muitas outras. 

Conhecedor de Música Popular Brasileira e jazz, ele definia a verdadeira MPB pela sigla MPBB - Música Popular Bem Brasileira. Era boêmio, de um admirável senso de humor e apesar de sua aparência de homem sisudo, escondia um intelectual peculiar capaz de fazer piadas corrosivas contra a ditadura militar e o moralismo social vigente, que fazem parte do FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País, uma de suas maiores criações. 

FEBEAPÁ 
O FEBEAPÁ - Festival de Besteiras que Assola o País tinha como característica simular as notas jornalísticas, parecendo noticiário sério. Era uma forma de criticar a repressão militar já presente nos primeiros Atos Institucionais (que tinham a sugestiva sigla de AI). Um deles noticiou a decisão da ditadura militar de mandar prender o autor grego Sófocles, que morrera havia séculos, por causa do conteúdo subversivo de uma peça encenada na ocasião. 

Satirizando o colunista Jacinto de Thormes (pseudônimo de Maneco Muller), Porto, na pele de Stanislaw, criou uma seção chamada "As Certinhas do Lalau", onde cada edição falava de uma musa da temporada, e muitas vedetes e atrizes foram eleitas "certinhas" pela pena do jornalista. 

Alcançou a fama por seu senso de humor refinado e a crítica mordaz aos costumes nos livros Tia Zulmira e Eu e FEBEAPÁ. Sua jornada diária nunca era inferior a 15 horas de trabalho. Escrevia para o rádio, para a TV, onde chegou a apresentar programas, e também para revistas e jornais, além de idealizar seus livros, mas o excesso de obrigações seria demais para o cardíaco Sérgio Porto, que morreu de infarto aos 45 anos de idade. 

MORTE
O senso de humor prevaleceu até o último instante de vida; momentos antes de falecer disse à empregada: Tunica, estou apagando. Vira o rosto prá lá que não quero ver mulher chorando perto de mim. Porto não viveu para presenciar o Ato Institucional Número Cinco, mas em sua memória um grupo de jornalistas e intelectuais fundou o semanário O Pasquim em 1969.

Fonter: wukipédia
Formatação: hrubiales

24 de ago. de 2023

PAULO CARUSO -Arte tumular - 1799 - Cemitério São Paulo, São Paulo, Brasil

 


ARTE TUMULAR

Aguardando fotos

  Local: Cemitério São Paulo, São Paulo, Brasil


PERSONAGEM
Paulo José Hespanha Caruso, conhecido como Paulo Caruso, (São Paulo, 6 de dezembro de 1949 – São Paulo, 4 de março de 2023) foi um cartunista e chargista brasileiro. 
Morreu aos 73  anos.

SINOPSE
Era irmão gêmeo de Chico Caruso, também cartunista, pai do cineasta Paulinho Caruso e tio do humorista Fernando Caruso. Trabalhou por muitos anos na revista Isto É, onde assinava a charge da semana com o título Avenida Brasil, sempre publicada na última página da revista, que tratava principalmente de aspectos da política brasileira. Publicou suas charges na revista Época e fez ilustrações ao vivo dos entrevistados no programa Roda Viva, na TV Cultura. Tem também um trabalho importante com Histórias em Quadrinhos e como músico, através da banda Conjunto Nacional. 

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Gêmeos univitelinos, os irmãos cartunistas Paulo e Chico Caruso nasceram em 6 de dezembro de 1949 em São Paulo, com um intervalo de cinco minutos. A obra de ambos os artistas tem especial importância pela sua virtuosidade na caricatura pessoal. 

Paulo José Hespanha Caruso, o irmão cinco minutos mais velho, iniciou-se profissionalmente no Diário Popular no final da década de 1960, tendo colaborado nos jornais Folha de S.Paulo e Movimento. É um cultor da caricatura pessoal. Até a chegada do AI-5, em dezembro de 1968, fazia charges e ilustrações. A partir do ato institucional inibidor, e durante sua vigência, só ilustrações. Na época, garantiu o seu espaço de expressão com a tira Pô, publicada na Folha da Tarde. 

Entre 1969 e 1976, cursou arquitetura na USP. Foi um hippie e chegou a morar com outros 24 em uma comunidade. "Era uma favela de luxo", lembra. A vida de arquiteto não o atraiu, passando dedicar-se exclusivamente aos cartuns e a caricatura. 

Nos anos 1970, Paulo foi para O Pasquim, aparecendo ao lado de Jaguar e Ivan Lessa. Nos anos 1980, voltou à grande imprensa: Veja, Isto É, Careta, Senhor e, em 1988, novamente Isto É, onde passou a ser o responsável pela última página da revista. 

Seus trabalhos também aparecem em publicações especializadas como Circo, Chiclete com Banana e Geraldão. 

Paulo Caruso é conhecido pelos seus cartuns políticos, além de dedicar-se à composição musical e à produção de espetáculos de música e teatro. Em 1985, durante o Salão Internacional de Humor de Piracicaba, Paulo formou com Chico e outros cartunistas a "Muda Brasil Tancredo Jazz Band". Luis Fernando Veríssimo, Cláudio Paiva e Mariano juntaram-se mais tarde ao conjunto. Mais recentemente lançou o cedê "Pra Seu Governo", uma seleção musical de suas composições apresentada pelo "Conjunto Nacional", sua nova banda, aonde toca piano ao lado de Aroeira e Luis Fernando Veríssimo nos saxofones e Chico Caruso no vocal. 

MORTE
Paulo morreu em 4 de março de 2023, aos 73 anos. Estava internado no hospital Nove de Julho, na capital paulista, há cerca de um mês, para tratar das complicações decorrentes de um câncer no intestino. A família pediu que ele fosse desentubado para receber os amigos na manhã de sábado, mas não resistiu.

Fonte: Wikipedia
Formatação: Helio Rubiales

1 de mai. de 2023

PAULO FRANCIS - Arte Tumular -1782 - Cemitério São João Batista, Rio De Janeiro, Brasil



ARTE TUMULAR 






 Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
 Quadra 5 - Túmulo 354 E


Paulo Francis
Nome completoFranz Paul Trannin da Matta Heilborn
Nascimento2 de setembro de 1930
Rio de Janeiro, DF, Brasil
Morte4 de fevereiro de 1997 (66 anos)
Nova Iorque, NI, Estados Unidos
OcupaçãoJornalista
Crítico de teatro
Escritor
Diretor
Principais trabalhosCabeça de Negro
Trinta Anos Esta Noite

PERSONAGEM
Paulo Francis, pseudônimo de Franz Paul Trannin da Matta Heilborn (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1930 – Nova Iorque, 4 de fevereiro de 1997) foi um jornalista, crítico de teatro e escritor brasileiro. 
Morreu aos 66 anos.

SINOPSE
Foi um jornalista, crítico de literatura e arte e escritor brasileiro. O livro “Diário da Corte”, conjunto de escritos de Francis, esteve na lista dos livros mais vendidos em 2012. Paulo Francis (1930-1997) nasceu no Rio de Janeiro. Era descendente de família alemã. Estudou no colégio São Bento e no Colégio Santo Inácio. 

Nos anos 50, frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil Participou do Centro Popular de Cultura da UNE, onde atuou como amador. Fez curso de pós-graduação em literatura dramática na Universidade de Colúmbia, em Nova York, onde foi aluno de Eric Bentley. 

De volta ao Brasil, foi trabalhar no jornal Diário Carioca como crítico de teatro. A partir daí, Francis criou uma nova forma de escrever crítica, através de uma análise mais fria e objetiva, mas também com opiniões bastante pessoais. Seu estilo causou polêmica, como suas críticas em relação à atriz Tônia Carreiro, quando afirmou que ela havia “mercantilizado” fotos onde aparecia nua. 

Paulo Francis envolveu-se com as ideias dos intelectuais de esquerda dos anos 60. Era simpatizante do movimento trotskista. O grande destaque da carreira de Francis como crítico foi no jornal O Pasquim, dos anos 60 aos 70. 

Em 1971, foi morar em Nova York, onde se tornou correspondente do Pasquim e da Folha de São Paulo. Francis escreveu os romances, "Cabeça de Papel” (1977) e “Cabeça de Negro” (1979), porém não obteve sucesso. 

A partir dos anos 80, Francis deu uma guinada ideológica à direita, criticando os políticos do PT, combatendo o governo Sarney e aderindo às ideias conservadoras e neoliberais. Atuou durante muito tempo como comentarista de cultura da TV Globo a partir da década de 80. Tornou-se comentarista do canal GNT no programa Manhattan Connection, nos anos 90. 

Sua última polêmica foi quando acusou a Petrobrás, estatal brasileira, de manter 50 milhões de dólares em contas na Suíça através dos diretores da empresa. Paulo Francis foi processado pela estatal. 

MORTE 
Com a iminência do processo milionário, Francis sofre estresse profundo. Francis acabou por morrer de um ataque cardíaco, diagnosticado, em seus primeiros sintomas, como uma simples bursite. Era casado com a jornalista e escritora Sonia Nolasco, com quem viveu por mais de vinte anos. Seu corpo embalsamado foi trasladado de Nova Iorque para o Rio de Janeiro e enterrado no jazigo familiar do Cemitério de São João Batista. 

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubviales

1 de mar. de 2023

SAMUEL WAINER - Arte tumular - 1771 - Cremado no Cemitério da Vila Alpina, São Paulo, Brasil

 



CREMADO

Seu corpo foi cremado e as cinzas entregue aos familiares

Local: Cremado no Cemitério da Vila Alpina, São Paulo, Brasil 


Samuel Wainer
Da esquerda para a direita, Samuel Wainer, Nelson Leirner e uma pessoa não identificada
Nome completoSamuel Haimovich Wainer
Nascimento19 de dezembro de 1910
Edinet, Bessarábia
Império Russo (atual parte da Moldávia)
Morte2 de setembro de 1980 (69 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidaderusso
brasileiro
CônjugeDanuza Leão
Filho(a)(s)Samuel Wainer Filho
Ocupaçãojornalista
empresário
Religiãojudaísmo

PERSONAGEM
Samuel Wainer, em russo Самуил Хаимович Вайнер, nascido Samuel Haimovich Wainer (Edineț, 19 de dezembro de 1910 — São Paulo, 2 de setembro de 1980) foi um jornalista e empresário russo-brasileiro, fundador, editor-chefe e diretor do jornal Última Hora. 

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA

INÍCIO DO JOARNALISMO
Wainer imigrou para o Brasil com seis anos de idade, junto com seus pais (Dora e Jaime), judeus russos da região da Bessarábia, que se radicaram na capital paulista, mais precisamente no bairro do Bom Retiro. Ao longo da vida, Samuel se afastou da religião judaica, chegando a se casar com mulheres não-judias, para desgosto da mãe. Seu pai, diferente de boa parte dos demais imigrantes, não prosperou como comerciante e, até o fim da vida, vivia de negociar bugigangas e móveis usados. Morreu em 1958, quando foi encontrado caído em uma rua de São Paulo em estado de coma.

Por não ter sido alfabetizado em português, Samuel tinha dificuldades com o idioma. Seus primeiros trabalhos como jornalista foram em publicações israelitas de baixa circulação no Rio de Janeiro. Foi também vendedor de óleo lubrificante e leiloeiro de tapetes persas falsificados e outros objetos de má qualidade, trabalho do qual tinha vergonha e que executava de óculos escuros para não ser reconhecido.

Originariamente um jornalista da esquerda não comunista, ligado ao grupo de intelectuais congregados em torno da revista Diretrizes, fundada por ele e cuja primeira edição saiu em abril de 1934. Por ter publicado nela uma entrevista com Fernando Paiva de Lacerda sem consultar o DIP, chegou a ficar preso por 28 dias, dividindo a cela com o próprio entrevistado.

Mais tarde, Wainer tornou-se repórter d'O Jornal, de Assis Chateaubriand. Lá, deu vários furos, como uma série de reportagens sobre as pessoas que ficaram sem casa ou mesmo pátria após a Segunda Guerra Mundial e a ocasião em que encontrou Anita Leocádia Prestes no México. Trabalhando para O Jornal, tornou-se o único jornalista brasileiro e da América Latina a cobrir o Julgamento de Nuremberg. Ainda nesse periódico, veio a entrevistar Getúlio Vargas em 1949, criando um gancho para o "queremismo", a campanha para a volta do ex-presidente ao comando da nação, tendo o petebista se candidatado e eleito em 1950. A amizade política entre eles, movida à base de interesses mútuos, viria a resultar na criação do Ultima Hora. Samuel passou a ter acesso direto ao presidente, podendo entrar no Palácio do Catete quando bem entendesse.

ÚLTIMA HORA
Vargas havia concebido a necessidade de um órgão de imprensa que pudesse sustentar as posições do populismo varguista contra uma imprensa antipopulista e antivarguista. Sabendo da insatisfação de Wainer com o trabalho nos Diários Associados, onde estava sujeito às humilhações quotidianas que implicava o trato diário com Assis Chateaubriand e suas práticas amorais, Vargas sabia poder contar com a lealdade pessoal daquele a quem havia apelidado de "Profeta". Para tal, uma vez eleito, garantiu que o Banco do Brasil fornecesse um crédito a Wainer para a constituição do jornal em condições privilegiadas. 

O Última Hora, desde sua origem, colocou-se abertamente como órgão pró-Vargas e oficioso: na sua primeira edição, o jornal estampava uma carta de felicitações assinada pelo próprio Getúlio Vargas. Foi um jornal que introduziu uma série de técnicas bem sucedidas que o tornavam mais atrativo às classes populares: a seção de cartas dos leitores, o uso de uma editoria específica para tratar de problemas locais dos bairros do Rio de Janeiro. Era, ao mesmo tempo, um jornal conhecido pelo seu corpo de articulistas: Nelson Rodrigues e seus folhetins, a coluna de análise política de Paulo Francis e até mesmo uma coluna do futuro animador de televisão Chacrinha. 

A oposição a Vargas, comandada por Carlos Lacerda, não podendo impugnar a legalidade do empréstimo favorecido que viabilizara o jornal (como lembraria o próprio Wainer em suas memórias, toda a imprensa brasileira beneficiava-se de tais créditos irregulares) procurou impugnar o próprio Wainer. 

Samuel e Carlos foram grandes amigos na época em que Carlos militava pelo PCB, mas ambos romperam um com o outro quando Samuel fundou o Ultima Hora. 

Coube a Carlos Lacerda e Assis Chateaubriand a tarefa de procurar negar a Wainer o direito de dirigir um jornal, alegando que o jornalista teria nascido na Bessarábia (a atual Moldávia, na época um território disputado entre a Roménia e a URSS), em 1910 e que haveria recebido uma certidão de nascimento falsa em território brasileiro, que o daria como nascido em 1912. Sendo brasileiro naturalizado, e não nato, Wainer estaria, nos termos da lei, impedido de ser proprietário de um jornal (a Constituição de 1946 proibia que estrangeiros fossem donos de empresas jornalísticas). Assis chegou a enviar repórteres para a cidade de Edenitz, onde ele teria nascido, mas os jornalistas nem chegaram a encontrar a localidade.

A campanha contra Wainer levou a uma longa batalha judicial que prolongou-se para além do suicídio de Vargas, em 1954; no governo seguinte de, Café Filho, Samuel foi condenado a um ano de prisão por falsidade ideológica, mas foi liberado depois de um mês. O processo terminou com a absolvição de Wainer dessa acusação. Durante o período em que esteve preso, Samuel continuou dirigindo o Ultima Hora normalmente, ditando editoriais de sua cela, que fora decorada pela então esposa Danuza Leão.

Somente 25 anos após sua morte, na edição completa de seu livro autobiográfico Minha Razão de Viver, Wainer reconhece que nascera realmente fora do Brasil e em 1910, emigrando para o país somente aos seis anos.

Em outra tentativa de enfraquecer o jornal, Chateaubriand chegou a telefonar para anunciantes do Ultima Hora e ameaçar cortar seus reclames dos Diários Associados caso continuassem a publicar suas propagandas no jornal desafeto.

Samuel Wainer permaneceu uma figura jornalística importante no Brasil pré-1964, sempre ligado ao populismo e contando com a simpatia dos presidentes Juscelino Kubitschek e João Goulart. Foi também um mundano consumado, cuja reputação de dândi foi muito beneficiada pelo seu casamento com Danuza Leão, então uma jovem modelo, figura cara à alta burguesia do Rio de Janeiro e musa boêmia da época. 

Em 23 de abril de 1964 é publicado discurso do deputado Rubens Requião, feito na assembleia legislativa, no Diário do Paraná. O deputado ataca o Última Hora nos seguintes termos: Ainda agora soubemos que importou o jornal papel de imprensa no valor de Cr$ 3 bilhões, financiado pelo Banco do Brasil, no apagar das luzes do governo deposto. Sendo que o ápice das acusações se deu em trecho anterior a esse de seu discurso: Uma coisa, todavia, sempre chamou atenção de todos, de todos os democratas. Como se mantinha o <Última Hora>? Quem financiava?... A Petrobras? Os Institutos? As Autarquias? Ou, quem sabe, alguma potência estrangeira? Os enormes recurso de que dispunha esse jornal subversivo sempre preocuparam os democratas.

Até o Golpe Militar de 1964, Samuel Wainer havia conseguido estruturar um verdadeiro império jornalístico, com várias edições regionais do seu jornal. Foi o único diário a defender o governo de João Goulart em 1° de abril de 1964, nas primeiras horas após o golpe militar que o depôs. Teve suas sedes do Rio de Janeiro e do Recife invadidas e depredadas. Um dia após a edição que repercutiu o AI-5, em dezembro de 1968, Samuel teve seu nome acrescentado à lista das pessoas mais procuradas pelo regime.

Samuel Wainer se exilou no Chile e lá recebeu proposta de compra do jornal de um grupo de empresários especializados em obras públicas. Depois, foi para Paris, de onde comandou reformas tocadas por Jânio de Freitas e Washington Novaes.

Entediado na França, Samuel tentou iniciar carreira cinematográfica produzindo o filme Os Pastores da Desordem, dirigido por Nico Papatakis. O filme chegou a ser exibido no Cinema Paissandu, mas foi um fracasso de bilheteria.

Precisando de dinheiro, inclusive para cobrir o prejuízo do filme, Samuel utilizou-se dos privilégios gozados por jornalistas no país europeu e comprou um veículo Alfa Romeo do ano totalmente isento de impostos. Levou o carro até a Grécia, onde o vendeu pelo preço de mercado, intentando lucrar com a comercialização. Contudo, o fisco da França considerou ilegal a transação, pois Samuel teria tentado lucrar em cima de dinheiro público.

Sem poder mais permanecer no país, Samuel retornou ao Brasil em 1967, supostamente com a ajuda de Magalhães Pinto. Negociou a venda de seu jornal em Paris, tendo vendido a edição de São Paulo em 1971 para a Empresa Folha da Manhã S/A que também era dona do jornal Folha de S.Paulo. Outra fonte diz que a venda foi concretizada durante o exílio.

Wainer ainda voltou ao Brasil com a esperança de recuperar a Ultima Hora do Rio de Janeiro, tentou conquistar a confiança dos militares sem sucesso, até que o comandante do I Exército pediu que publicasse na primeira página um poema de resposta a canção "Caminhando" de Geraldo Vandré. Ele publicou o poema, mas decidiu vender o resto de sua participação aos empreiteiros que haviam comprado o Correio da Manhã.

Em 25 de abril de 1971, a Ultima Hora rodou sua última edição. No mesmo ano, Samuel foi trabalhar por um breve período no Domingo Ilustrado, de seu antigo concorrente Adolpho Bloch, e depois foi para a edição de São Paulo da Ultima Hora, que havia sido vendida para a Folha da Manhã S/A. Seu último trabalho foi como editor-assistente da Carta Editorial e da Editora Três, que conciliou com um posto de colunista da Folha de S.Paulo, onde assinava como "SW".

Na época, pobre, morava num pequeno apartamento no centro de São Paulo, onde dormia num sofá-cama e mantinha sua máquina de escrever em cima de uma cadeira pela falta de uma mesa.

VIDA PESSOAL
O primeiro casamento de Samuel foi com a intelectual de fotógrafa amadora Bluma Wainer (?-1951). O relacionamento terminou quando ela se envolveu com Rubem Braga, na época casado com Zora Seljan. O caso ficou em segredo por meio século, até ser tornado público numa biografia de Rubem publicada em 2007. 

O segundo casamento foi com a modelo e jornalista Danuza Leão (1933-2022), que também o traiu, desta vez com Antônio Maria, com quem foi viver. Antes, Samuel teve três filhos com ela: a artista plástica Débora "Pinky" Wainer, o cineasta Bruno Wainer e o jornalista Samuel Wainer Filho. Este último morreu em um acidente de carro em 1984, aos 29 anos, quando voltava de uma cobertura de um acidente aéreo que matou vários jornalistas, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.


MORTE
Samuel morreu no dia 2 de setembro de 1980. Naquele dia, como sempre fazia, redigiu um artigo para a Folha de S.Paulo (intitulado "Uma vitória do progresso", sobre a luta do sindicalista Lech Wałęsa na Polônia), começando-o em casa e finalizando-o na sede do jornal.

Segundo seu então chefe na Editora Três, Domingo Alzugaray, Samuel sentiu-se mal ao voltar para casa e foi, sozinho, ao Hospital Israelita Albert Einstein. Apesar de seu estado, teve de preencher as fichas de sua própria internação e morreu no corredor do hospital. Seu corpo foi cremado no Cemitério da Vila Alpina. 

Deixou um livro de memórias intitulado Minha Razão de Viver, editado postumamente por sua filha, a artista plástica Débora ("Pinky") Wainer. O epílogo do livro confirma que Samuel era bessarabiano.

Fonte|: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

21 de fev. de 2023

JACINTO FIGUEIRA JUNIOR - Arte tumular - 1765 - Cemitério da Quarta Parada, São Paulo, Brasil


O HOMEM DO SAPATO BRANCO
 





ARTE TUMULAR

Tumulo em formato quadrado em três níveis, um central e dois lateais, revestido com cerâmica escura, tendo na cabeceira tumular uma construção retangular (Lápide). Do  lado direito uma placa metálica, decorada com a sua foto, nome e datas. Na parte frontal uma porta metálica dá acesso ao túmulo. 

Fotos: Internet e vídeo-Caçadores de lugares perdidos
Descrição tumular: Helio Rubiales
Jacinto Figueira Júnior
Nome completoJacinto Figueira Júnior
Nascimento4 de dezembro de 1927
São Paulo São Paulo, SP
Morte27 de dezembro de 2005 (78 anos)
São Paulo
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoApresentador de televisão

PERSONAGEM
Jacinto Figueira Júnior (São Paulo, 4 de dezembro de 1927 — São Paulo, 27 de dezembro de 2005) foi um apresentador de televisão brasileiro conhecido como "O Homem do Sapato Branco".
Morreu aos 78 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nos anos 50, fez sucesso no meio musical com sua banda country "Junior e seus Cowboys", mas só ingressou na TV em 1963, com o programa Fato em Foco, transmitido pela TV Cultura e um ano depois com Câmera Indiscreta, na mesma emissora. 

Ainda passou pela Rádio Nacional de São Paulo (se tornou depois a antiga Rádio Globo São Paulo) nos anos 1960 e 1970. Nessa época gravou a música "O Charreteiro", que fez sucesso graças ao programa de rádio de Silvio Santos, que a tocava diariamente e que chegou a lhe conceder uma medalha de ouro no quadro "Sobe e Desce", no qual os ouvintes opinavam se a música deveria continuar a ser tocada (sobe) ou devia ser substituída por outro sucesso (desce). Esse sucesso como cantor o fez até participar de uma telenovela e de uma fotonovela, publicada numa revista para o público feminino nos anos 60. 

No seu próprio programa de rádio na Rádio Nacional (depois Rádio Globo), havia um quadro com dramatizações radiofônicas. 

Mas o que levou a se tornar conhecido nacionalmente e considerado um precursor foi seu programa O Homem do Sapato Branco, que criou em 1966 pela TV Globo, que passou para a Televisão e logo foi interrompido devido a problemas com a ditadura militar. Depois retornaria já nos anos 80, passando por Record, SBT e Bandeirantes. 

Costumava entrevistar seus convidados usando um sapato branco, que sempre era focalizado pelas câmeras. A ideia de usar os sapatos brancos surgiu porque era a cor dos sapatos que os médicos e os psiquiatras usavam, e Jacinto pretendia ser uma espécie de "médico" do povo em seus programas. 




Em entrevista a Antônio Abujamra, Jacinto Figueira Júnior falou sobre a ideia que se faz no Brasil, de ter sido o introdutor do estilo "mundo cão" na televisão brasileira.[carece de fontes] Ele trazia para o palco casais com problemas e que chegavam a brigar na frente das câmeras. Dando detalhes de sua vida, falou sobre a sua eleição para deputado e a sua posterior cassação pelo regime militar. Nessa oportunidade, denunciou perseguição do ex- Ministro da Justiça Luís Antônio da Gama e Silva. Na oportunidade, também afirmou que era maçom, ligado à Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo. 

Com efeito, ele se elegeu, em novembro de 1966, deputado estadual paulista pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com 28.052 votos, o quinto mais votado do partido. Foi membro das Comissões de Esportes e de Assistência Social. Distribuía, em seu gabinete, de brinquedos e geladeiras a cadeiras de rodas e muletas. 

A Assembleia Paulista foi fechada, pelo Ato Institucional nº 5, de 13/12/68, de 7/2/69 a 31/5/70. Jacinto teve o mandato cassado em 13/3/69. 

A transmissão de programas policiais de apelo popular, foi depois adotado ainda nos anos 80 e continua até hoje, com apresentadores como José Luiz Datena e outros. 

Uma de suas última aparições foi no telejornal Aqui Agora, nos anos 90, no SBT. 

MORTE
Após um derrame em 2001, Jacinto ficou com uma série de sequelas, como problemas de locomoção e de audição, vindo a falecer no hospital de Beneficência Portuguesa, no bairro Paraíso, em São Paulo, no dia 27 de dezembro de 2005, e foi sepultado no cemitério da Quarta Parada. Estava internado desde o dia 22 de novembro, devido a problemas pulmonares.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

2 de fev. de 2023

GLÓRIA MARIA - Arte tumular - 1746 - Crematório da Penitencia , no Caju, Rio de Janeiro, Brasil

 


CREMAÇÃO

Seu corpo foi cremado e as cinzas entregue aos familiares


Glória Maria
Glória Maria durante o 25º Prêmio da Música Brasileira (2014)
Nome completoGlória Maria Matta da Silva
Nascimento15 de agosto de 1949[nota 1]
Rio de Janeiro, DF
Morte2 de fevereiro de 2023 (73 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidadebrasileira
Etniaafro-brasileira
Estatura1,68m
Filho(a)(s)Laura Matta da Silva
Maria Matta da Silva
Ocupação
PrêmiosLifetime Achievement (2011)
Troféu Raça Negra (2012)
III Prêmio Anu (2013)
Causa da mortecâncer de pulmão
metástase no cérebro

PERSONAGEM
Glória Maria Matta da Silva (Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1949[nota 1] – Rio de Janeiro, 2 de fevereiro de 2023),[1] foi uma jornalista, repórter e apresentadora de televisão brasileira, considerada um dos maiores símbolos do jornalismo brasileiro, foi a primeira repórter negra da televisão no Brasil. 
Morreu ao 73 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Glória Maria nasceu no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Graduada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), na década de 1960 foi princesa do bloco carnavalesco Cacique de Ramos. De acordo com Bira Presidente, ela conseguiu seu primeiro emprego quando foi, junto com o bloco, apresentar-se no programa do Chacrinha, na TV Globo. Após o apresentação, conseguiu um estágio na emissora, já que tinha concluído o curso superior. "O Chacrinha pedia sempre para eu levar a rainha e a princesa do bloco ao programa. Lá, a Glória comentou que precisava fazer um estágio, e ele gostou dela", recorda Bira.

Foi efetivada no departamento de jornalismo nos anos de 1970, e sua primeira reportagem para a TV Globo foi sobre a queda do Elevado Paulo de Frontin, em 20 de novembro de 1971. Não demorou muito para tornar-se âncora da emissora, apresentando vários programas jornalísticos como RJTV, Jornal Hoje, e Fantástico, que apresentou de 1998 a 2007, quando pediu uma licença de dois anos. 

Tornou-se conhecida pelas reportagens especiais e viagens que fez a lugares exóticos, como o deserto do Saara e a Palestina, dentre outras. Glória cobriu também a Guerra das Malvinas, em 1982. 

Em janeiro de 2010, reuniu-se com os diretores de jornalismo da Globo, sendo então decidido que ela seria repórter especial do programa Globo Repórter, do qual participou por vários anos, algumas vezes como coapresentadora, ao lado de Sérgio Chapelin, e posteriormente, Sandra Annenberg. 

A jornalista veio a falecer no dia 2 de fevereiro de 2023 em decorrência de um câncer após ficar afastada por mais de três meses do Globo Repórter. Sua última apresentação foi a edição de 5 de agosto de 2022. 

VIDA PESSOAL
Em outubro de 2003, relatou à revista Quem ter tido vários relacionamentos amorosos. Disse que namorou por oito anos o engenheiro austríaco Hans Bernhard, o francês Eric Auguin (de 1985 a 1991), o empresário português Frederico Fragoso e o sueco Martin Stenmarck. Na mesma entrevista, afirmou que se casara em segredo, cinco anos antes, em uma cerimônia civil testemunhada apenas por poucos amigos. Não revelou quem havia sido o noivo. No início dos anos 1970, ela teve um relacionamento amoroso com José Roberto Marinho, filho de Roberto Marinho, fundador da TV Globo. 

Em junho de 2009, adotou as meninas soteropolitanas Maria e Laura, que conheceu durante visitas à Organização de Auxílio Fraterno (OAF) do bairro de Caixa d'Água.

Glória se dizia interessada pela cabala. Em 2017, durante entrevista a Ana Maria Braga, ela declarou ter experimentado maconha na Jamaica, onde a erva é conhecida como ganja.

Em novembro de 2019, Glória Maria passou por uma cirurgia para retirar um tumor cerebral, que posteriormente se revelou maligno. Meses após a cirurgia, ela declarou, em entrevista, que prosseguia o tratamento do câncer.

MORTE
Em dezembro de 2022, Glória Maria foi internada no Hospital Copa Star para tratar um câncer de pulmão. O tumor teve metástase no cérebro e Glória não resistiu, vindo a falecer em 2 de fevereiro de 2023, aos 73 anos.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

20 de jul. de 2022

CELSO GARCIA (Afonso Celso Garcia da Luz) - Arte Tumular - 1699 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil






Placa tumular

ARTE TUMULAR 
 Base tumular em granito marrom polido composta em três níveis, dois laterais baixos e o central mais alto formatando a porta de entrada em bronze que dá acesso ao túmulo. Encimando o portal um grande vaso de bronze se destaca, representando a separação da alma do corpo. Na cabeceira tumular, ergue-se a lápide, em granito marrom bruto, também em três níveis, sendo a central em destaque e mais alta. Na parte central destaca-se um relevo em formato circular em bronze do busto do jornalista. Na parte inferior, encostado na base, um livro aberto em mármore branco, representando a predestinação, cumprimento da promessa em vida e crença através da palavra de Deus. Na parte lateral direita, uma placa enaltecendo e homenageando o jornalista.

Local: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Fotos: Douglas Nascimento 
Descrição Tumular: Helio Rubiales 
Celso Garcia
Nome completoAfonso Celso Garcia da Luz
Nascimento15 de outubro de 1869
Batatais
Morte30 de maio de 1908 (38 anos)
São Paulo
Nacionalidadebrasileiro
Ocupaçãojornalista, advogado e político

PERSONAGEM 
Afonso Celso Garcia da Luz (Batatais, 15 de outubro de 1869 - São Paulo, 30 de maio de 1908), foi um jornalista, advogado e político brasileiro. 
Morreu aos 38 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de Evaristo José Garcia e de Mariana Garcia da Luz, formou-se em direito pela Faculdade de São Paulo (Largo de São Francisco) em 1895, dedicando-se à advocacia e ao jornalismo. 

 Como jornalista trabalhou em veículos diversos, entre eles O Estado de S.Paulo. Em 7 de janeiro de 1905 iniciou seu mandato como vereador de São Paulo, sendo reeleito na eleição seguinte, permanecendo no cargo até a sua morte. 

Na Câmara Municipal, Celso Garcia foi membro da Comissão de Higiene e Saúde Pública e membro da Comissão de Justiça e Polícia. Como vereador foi responsável por criar os bondes especiais para operários e combater as enchentes nas regiões ribeiras. É considerado um defensor dos operários, procurando ampliar os direitos dessa categoria, de inúmeras indústrias e pequenas fábricas que ficavam localizadas na região dos bairros do Brás, Belenzinho e Mooca






Em sua homenagem a Avenida da Intendência, em São Paulo, foi batizada de Avenida Celso Garcia, nome oficializado pela Lei nº 1.086, de 15 de julho de 1908. Nessa mesma avenida há um busto de Celso Garcia, feito em bronze e granito, localizado exatamente na Praça Major Guilherme Rudge, no Brás. 

MORTE 
Morreu prematuramente com 38 anos, em 30 de maio de 1908 de uma pneumonia dupla, encontra-se enterrado no Cemitério da Consolação. 

Fonte: pt.wikipedia.org 
           https://saopauloantiga.com.br/monumento-a-celso-garcia/
Formatação: Helio Rubiales

9 de jul. de 2022

DANUZA LEÃO - Arte Tumular - 1689 - Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Norte. Rio de Janeiro.

 


CREMAÇÃO

Seu corpo foi cremado e as cinzas entregue aos familiares

Local: Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, na Zona Norte. Rio de Janeiro.
Danuza Leão
Danuza em 1969
Nome completoDanuza Lofego Leão
Nascimento26 de julho de 1933
Itaguaçu, ES
Morte22 de junho de 2022 (88 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidadebrasileira
OcupaçãoEscritora, jornalista
Principais trabalhos"As Aparências Enganam", "Fazendo as Malas", "Quase Tudo", "É Tudo tão Simples"
Causa da morteEnfisema pulmonar
PERSONAGEM
Danuza Lofego Leão (Itaguaçu, 26 de julho de 1933 – Rio de Janeiro, 22 de junho de 2022) foi uma jornalista, escritora e modelo brasileira. 
Morreu aos 88 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era irmã da cantora Nara Leão, foi casada com o jornalista Samuel Wainer, fundador do extinto jornal Última Hora, com o compositor e cronista Antônio Maria e com o jornalista Renato Machado. 

Foi modelo profissional em Paris e se tornou a maior promotora das festas nas boates do Rio de Janeiro. Foi colunista dos jornais Folha de S.Paulo e Jornal do Brasil, foi colaboradora de novelas da Rede Globo.

CARREIRA
Nascida em Itaguaçu, no interior do estado do Espírito Santo, mudou-se ainda aos dez anos de idade para o Rio de Janeiro, no bairro de Copacabana.  Descendente de italianos e indígenas, Danuza é autora de livros como Na sala com Danuza, As aparências enganam e Quase Tudo. Foi colunista do jornal Folha de S.Paulo por 12 anos até ser demitida em 2013 poucos meses depois de gerar polêmica ao declarar em sua coluna que Nova York não tinha mais graça quando "até o porteiro" podia viajar e que empregadas domésticas estavam melhor sem os direitos propostos pela "PEC das Domésticas".

Em 1992 obteve um grande êxito editorial com Na Sala com Danuza. Em 2006 lançou sua autobiografia Quase Tudo. 

É mãe da artista plástica Pinky Wainer, do falecido jornalista Samuel Wainer Filho e de Bruno Wainer, empresário do ramo de distribuição cinematográfica, e avó do ator Gabriel Wainer.

Atuou em Terra em Transe, filme brasileiro de 1967, do gênero drama, roteirizado e dirigido por Glauber Rocha. Danuza atuou como a personagem Silvia.

MORTE
Danuza morreu em 22 de junho de 2022 no Rio de Janeiro, de insuficiência respiratória. Ela sofria de enfisema pulmonar.
Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

8 de mar. de 2022

OLAVO DE CARVALHO - Arte Tumular - 1592 - Cemitério Saint Joseph em Petersburg, Virgínia, Estados Unidos

 










ARTE TUMULAR

Lápide em mármore com formato retangular com o seu nome e datas gravados, na lapide também apresenta uma foto do mesmo

Local: Cemitério Saint Joseph em Petersburg, Virgínia, Estados Unidos

Descrição tumular: Helio Rubiales


Olavo de Carvalho
Olavo de Carvalho em 2019
Nome completoOlavo Luiz Pimentel de Carvalho
Nascimento29 de abril de 1947
Campinas, São Paulo, Brasil
Morte24 de janeiro de 2022 (74 anos)
Richmond, Virgínia, Estados Unidos
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Nicéa Pimentel de Carvalho
Pai: Luiz Gonzaga de Carvalho
CônjugeRoxane Andrade de Souza (c. ?)[1]
Filho(a)(s)8
Ocupaçãojornalista e ensaísta
PrêmiosMedalha do Pacificador[2][3]
Medalha do Mérito Santos-Dumont[4]
Ordem Nacional do Mérito da Romênia[5]
Medalha Tiradentes[3]
ReligiãoCatólico romano[6]
Página oficial
blogdoolavo.com
PERSONAGEM
Olavo Luiz Pimentel de Carvalho GCRB (Campinas, 29 de abril de 1947 – Richmond, 24 de janeiro de 2022) foi um ensaísta, polemista, influenciador digital e ideólogo brasileiro, que também atuou como jornalista e astrólogo. Filósofo autoproclamado, era considerado um representante do conservadorismo no Brasil, com expressiva influência na extrema-direita brasileira
Morreu aos 74 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA.
Carvalho alegava ter sido militante filiado ao Partido Comunista Brasileiro em sua juventude, de 1966 a 1968, e opositor da ditadura militar brasileira, tornando-se anticomunista posteriormente. É apontado como o responsável pelo surgimento da Nova Direita brasileira e foi considerado guru do presidente da República Jair Bolsonaro e da ideologia bolsonarista, qualificação que rejeitava.

 Como astrólogo, colaborou no primeiro curso de extensão universitária em astrologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1979, oferecido a formandos em psicologia. Como escritor, lançou sua primeira publicação em 1980, A Imagem do Homem na Astrologia. Em 2013, lançou O Mínimo que Você Precisa Saber para não Ser um Idiota, coleção de textos curtos publicados na imprensa. Outros de seus livros mais conhecidos são O Jardim das Aflições (1995) e O Imbecil Coletivo (1996). 

 Seu discurso era caracterizado pela recusa do que chamava de "politicamente correto" e pela presença de ataques ad hominem e termos chulos. Diversas publicações indicaram que os livros e artigos de Carvalho divulgavam teorias conspiratórias e informações incorretas, e apontaram que o polemista fomentava discursos de ódio e anti-intelectualistas. Crítico da modernidade, demonstrava interesse por filosofia histórica, história dos movimentos revolucionários, tradicionalismo e religião comparada. Apesar de relativo sucesso de vendas, seu trabalho não teve impacto no meio acadêmico e seus escritos no campo da filosofia são rejeitados por vários especialistas. 

Olavo de Carvalho morava desde 2005 na área rural do Condado de Dinwiddie, ao sul de Richmond, no estado norte-americano de Virgínia. Segundo ele, um dos motivos para sua mudança do Brasil para os Estados Unidos foi a chegada do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República no Brasil. 

MORTE
A família de Carvalho divulgou uma nota em redes sociais sobre sua morte, ocorrida em 24 de janeiro de 2022, oito dias após ser diagnosticado com COVID-19. Olavo estava internado num hospital em Richmond, na Virgínia, Estados Unidos  Embora a causa da morte não tenha sido divulgada junto da nota, sua filha Heloísa afirmou que ela se deveu à COVID-19. Por outro lado, Ahmed Youssif El Tassa, médico dele, disse que o motivo do falecimento teria sido uma “insuficiência respiratória aguda” associada a pneumonia bacteriana 

Olavo de Carvalho negava a existência da pandemia, chegando a afirmar, em 2020, que o coronavírus era "a mais vasta manipulação de opinião pública que já aconteceu na história humana”. O escritor também era crítico da vacinação, da proteção pessoal com a utilização de máscara e do lockdown.

Após a sua morte, políticos de extrema-direita, como o presidente da República Jair Bolsonaro e seus filhos, lamentaram o ocorrido. Ministros, ex-ministros e parlamentares do mesmo espectro político também se manifestaram. O Governo Federal ainda emitiu uma nota de pesar, manifestando condolências e Jair Bolsonaro decretou luto oficial de um dia após a confirmação oficial da morte.

 No dia 25 de janeiro, o Palácio do Planalto emitiu nota oficial de pesar sobre sua morte. Segundo a nota, Olavo deixou como legado "um verdadeiro apostolado a respeito da vida intelectual" e teria inspirado e influenciado "dezenas de milhares de alunos e leitores – inclusive, levando muitos à conversão à fé".

Olavo foi enterrado no Cemitério Saint Joseph em Petersburg, Virgínia, Estados Unidos, no dia 26 de janeiro. A seu funeral, estiveram presentes familiares, o ex-chanceler Ernesto Araújo, o embaixador brasileiro nos Estados Unidos, Nestor Forster e o blogueiro Allan dos Santos..
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação : Helio Rubiales
Obs. A sua biografia e bem complexa e sugiro consultas mais aprofundadas.