“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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31 de mar de 2018

NELLIE BLY - Arte Tumular - 1317 - Woodlawn Cemetery Bronx, Bronx County, New York, USA



ARTE TUMULAR
Lapide simples em granito escuro com o seu nome e datas gravados.

Local: Woodlawn Cemetery Bronx, Bronx County, New York, USA 
            PLOT Honeysuckle Plot, Range 19, Grave 212ne

Fotos: Findagraqve
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Elizabeth Cochran Seaman (Cochran's Mills 5 de maio de 1864 — Nova Iorque, Nova York, 27 de janeiro de 1922) mais conhecida pelo pseudônimo Nellie Bly, foi uma jornalista estadunidense. Foi também escritora, inventora, administradora e voluntária em obras de caridade, mais conhecida por sua viagem de circunavegação do globo em 72 dias, simulando a viagem ficcional de Phileas Fogg, no livro de Júlio Verne. Foi também pioneira nas reportagens investigativas, fingindo insanidades para estudar uma instituição para tratamento de doentes mentais por dentro

VIDA PESSOAL
Nascida em "Cochran's Mills", hoje uma parte de Pittsburgh. Seu pai, Michael Cochran, trabalhava em um moinho e era casado com Mary Jane. Ele era um imigrante irlandês, vindo do Condado de Derry. Michael ensinou a seus filhos o valor do trabalho honesto e da determinação, comprando o moinho e boa parte do terreno em volta para constituir a fazenda de sua família.
Nellie chegou a frequentar um internato por um semestre, mas foi forçada a largar por falta de dinheiro.

Em 1880, Nellie e a família se mudaram para Pittsburgh. Uma coluna misógina e agressiva chamada "What Girls Are Good For", no jornal Pittsburgh Dispatch a incentivou a escrever uma carta incisiva ao editor contra a coluna, sob o pseudônimo de "Solitária Garota Órfã". O editor, George Madden, impressionado com a carta apaixonada publicou um anúncio no jornal pedindo que a autora se identificasse. Quando Nellie se apresentou ao editor, ele lhe ofereceu uma oportunidade de escrever para o jornal, sob o mesmo pseudônimo que ela usou na carta. Depois de seu primeiro artigo para o jornal, escrito "The Girl Puzzle", o editor teria ficado ainda mais impressionado com a qualidade da escrita de Nellie e ofereceu à ela um trabalho em tempo integral. Era comum que quem escrevesse para jornais, especialmente mulheres, usassem pseudônimos. Ela escolheu "Nelly Bly", mas o editor escreveu "Nellie" e o errou ficou.

Seu trabalho no jornal focava na situação das mulheres trabalhadoras, escrevendo uma série de artigos investigativos sobre as mulheres que  trabalhavam em fábricas, mas os editores a pressionaram para fazer colunas sobre moda, sociedade e jardinagem, o papel comum de mulheres jornalistas na época

Insatisfeita com essas tarefas, ela tomou a iniciativa de viajar para o México para ser correspondente internacional. Com apenas 21 anos, ela passou cerca de seis meses escrevendo sobre a vida e a cultura do povo mexicano. Seus textos foram posteriormente publicados em um livro chamado Six Months in Mexico, em 1888. Alguns de seus textos ela critica a prisão de jornalistas locais, o governo mexicano e a ditadura de Porfirio Díaz e quando as autoridades mexicanas souberam de seus textos, ameaçaram Nellie de prisão, convidando-a a se retirar do país. A salvo em casa, ela denunciou Díaz como um tirano que oprimia o povo mexicano e controlava a imprensa com uma censura severa.

HOSPITAL PSIQUIÁTRICO
Cansada dos textos sobre artes e teatro, ela se demitiu do Pittsburgh Dispatch em 1887 e foi para Nova York. Sem dinheiro por vários meses, ela buscou o escritório do jornal de Joseph Pulitzer, o New York World, e aceitou um trabalho de jornalista disfarçada. Ela teria que se passar por louca para investigar denúncias de brutalidade e negligência no hospital psiquiátrico para mulheres na Ilha Blackwell.

Após uma noite praticando expressões na frente do espelho, ela se registrou em uma pensão. Recusando-se a ir para a cama, dizendo que tinha medo, que eles pareciam loucos, os donos da pensão decidiram que ela parecia louca e na manhã seguinte chamaram a polícia. Levada à corte, Nellie alegou não se lembrar de nada da noite anterior e o juiz concluiu que ela estava sob a ação de drogas. Sendo examinada por vários médicos, todos as declararam "insana". O caso da "bela moça louca" atraiu a atenção da mídia, onde até o jornal The New York Times questionava quem era a misteriosa garota sem memória.

Internada em um hospital psiquiátrico, Nellie teve uma visão das condições da instituição em primeira mão. A comida era atroz, carne estragada pão seco e água intragável. Os pacientes mais perigosos eram amarrados uns aos outros com cordas. As pacientes em geral eram obrigadas a ficar sentadas em bancos duros durante o dia inteiro, sem nenhuma proteção contra o frio. Esgoto corria pelo refeitório e pela cozinha. Ratos percorriam os corredores e os quartos. A água para o banho era gelada e jogada sobre a cabeça das pacientes com baldes. As enfermeiras eram abusivas, grosseiras, gritavam para que as pacientes calassem a boca, batendo nelas caso não o fizessem. Conversando com algumas pacientes, ela teve certeza de que muitas não eram insanas ou loucas e estavam internadas contra a vontade.

Sobre essa experiência, ela escreveu:
 “ O que, exceto a tortura, poderia gerar insanidade mais rápido do que este tratamento? Aqui uma classe de mulheres foi enviada para ser curada. Gostaria que os médicos especialistas, que me condenaram por minhas ações, que provaram suas habilidades, que peguem mulheres perfeitamente saudáveis e sãs, que calem suas bocas e as façam sentar das seis da manhã às 8 da noite em bancos duros, que não deixem que elas falem ou se movam durante essas horas, sem dar-lhes nada para ler ou conhecimento sobre o mundo lá fora, dando-lhes comida de péssima qualidade e um tratamento brutal, e vejam quanto tempo levará para que elas se tornem loucas. Dois meses as destruiriam mental e fisicamente. ” 

Depois de 10 dias no hospital, Nellie recebeu alta. Sua reportagem publicada posteriormente em livro, chamado Dez Dias em Um Hospício, causou um furor na opinião pública e elevou o nome de Nellie ao estrelato. Médicos e funcionários tentaram explicar o quão decepcionados estavam com o relato, enquanto promotores lançaram uma investigação sobre as condições no hospital psiquiátrico, convidando Nellie para participar. Eles elaboraram um relatório recomendando mudanças extensas no tratamento dado às pacientes e aumentaram o orçamento do Departamento de Correções e Caridade em 850 mil dólares. O relatório também exigia que apenas pessoas severamente doentes fossem enviadas aos hospitais.

OS ÚLTIMOS ANOS
Em 1895, Nellie se casou com o industrial milionário, Robert Seaman. Nellie tinha 31 anos e Seaman tinha 73 quando se casaram. Com o casamento, ela se aposentou do jornalismo, tornando-se presidente da Iron Clad Manufacturing Co., que fabricava contêineres para latas de leite e chaleiras.

Em 1904, seu marido faleceu. Nellie foi inventora prolífica neste período, tendo recebido patentes para embalagens de leite e cestos de lixo. Por um tempo, ela foi a única mulher a liderar uma indústria no país, mas o desfalque aos empregados causou a falência da empresa. Isso a forçou a retornar ao jornalismo, escrevendo relatos do front oriental durante a Primeira Guerra Mundial. Ela brilhantemente cobriu a Parada Sufragista de 1913, prevendo em seu texto que logo as mulheres poderiam votar nos Estados Unidos.

MORTE
Nellie faleceu em Nova York, em 27 de janeiro de 1922, no Hospital St. Mark, de pneumonia. Ela foi sepultada em um túmulo modesto no Cemitério de Woodlawn, no Bronx.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

27 de mar de 2018

AZEVEDO MARQUES - Arte tumular - 1306 - Cemitério da Consolação, São Paulos, Brasil






ARTE TUMULAR
Túmulo em formato retangular em mármore, tendo na parte superior outra base, também em formato retangular. Na cabeceira tumular ergue-se  uma base decorada em dois níveis, tendo na parte superior uma foto do jornalista. Encimando o conjunto, uma cruz envolta por uma guirlanda de rosas, representando a vitória.
Local:
Cemitério da Consolação, São Paulos, Brasil
 Rua 11 - Terreno 79
Fotos: saopauiloantiga.com.br
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM 
Joaquim Roberto de Azevedo Marques (Paranaguá,(à época ainda não existia o estado do Paraná) , 18 de agosto de 1824 - São Paulo,26 de setembro de 1892, jornalista e fundador do jornal Correio Paulistano. Morreu aos 68 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Órfão de pai desde os 7 anos de idade, teve uma infância muito pobre e difícil, indo aos 12 anos de idade aprender o ofício de tipógrafo, nas instalações da tipografia do jornal “O Novo Farol Paulistano”, a única existente na cidade, onde trabalharia até os 17 anos quando deixaria o trabalho para seguir uma breve carreira militar entre, 1842 e 1845, alistando-se ao 4o Batalhão de Fuzileiros onde foi de praça a cadete. Ao regressar para suas atividades civis e já experiente de seu trabalho prévio como tipógrafo, foi convidado pelo então Presidente da Província de São Paulo, o General Manoel da Fonseca Lima e Silva, a ser o diretor técnico do jornal “O Americano”, periódico estatal de breve existência. Ali, Azevedo Marques permaneceria alguns anos. Deste ele partiria para trabalhar em outro jornal de breve existência, o “Ypiranga“, de filosofia liberal onde também trabalharia na mesma função de diretor até o mesmo fechar.

O SONHO DE ABRIR SEU PRÓPRIO JORNAL
Com o fim do jornal “Ypiranga”, a Tipografia Imparcial onde o mesmo era impresso foi colocada à venda. Foi então que Azevedo Marques vislumbrou finalmente a possibilidade de criar o seu próprio jornal, juntando suas economias e comprando a tipografia. Após a aquisição, ele passou a planejar duas coisas fundamentais: Primeiro, como se chamaria e como seria o novo jornal. Para o nome, resolveu utilizar o de um breve jornal que circulava duas vezes por semana em 1831, e que havia sido criado pelo seu sogro, o negociante português José Gomes Segurado. Chamava-se Correio Paulistano. Segundo, como seria a periodicidade do jornal em uma cidade então muito pequena como São Paulo. E foi ai que Azevedo Marques tomaria uma decisão bastante ousada para época, o jornal seria diário, um feito inédito para a época.



NASCE O CORREIO PAULISTANO
Figura experiente e reconhecida na área da tipografia, Azevedo Marques não era um jornalista de formação. Para não prejudicar seu novo diário que estava nascendo, convidou para dirigir o jornal o célebre jornalista e político Pedro Taques de Almeida Alvim. Figura então de grande destaque na sociedade paulista, atuante como importante promotor público e também como deputado em várias legislaturas. Pedro Taques trouxe a credibilidade que o jornal precisava para, ao ser lançado, fixar-se como importante veículo de comunicação do povo paulistano. E assim o jornal se estabeleceria-se como a grande e única voz de São Paulo até surgir, décadas mais tarde, seu primeiro grande concorrente, a Província de S. Paulo (atual O Estado de S.Paulo) em 1875. Seu jornal prosseguiu como diário por pouco mais de um ano, quando por dificuldades financeiras teve que ser reduzido para duas edições por semana. Em 1858, voltaria definitivamente a ser diário, sendo que 3 anos mais tarde atingiria a tiragem recorde para a época de 450 exemplares diários. Nos primeiros anos do jornal colocou toda a família para trabalhar na tipografia e escritório do jornal, suas filhas inclusive. Eram elas que escreviam um a um diariamente os endereços dos assinantes do jornal para a entrega.
O HOMEM REPUBLICANO E ABOLICIONISTA
Azevedo Marques exercia também um cargo no governo provincial como funcionário público. Apesar disso era um grande divulgador e defensor das causas abolicionistas e republicanas, tendo inclusive participado da Convenção de Itu.

MORTE
Foi no trabalho, no edifício da então Intendência Municipal, que sofreria um acidente vascular cerebral que lhe seria fatal poucos dias depois. Ele viria a falecer na noite de 26 de setembro de 1892, aos 68 anos de idade. Desaparecia então o hoje infelizmente tão pouco conhecido e reconhecido Joaquim Roberto de Azevedo Marques, aquele que foi o grande homem da imprensa paulista, que desde os 12 anos de idade dedicou sua vida ao jornalismo e defendeu a república e o abolicionismo. Foi sepultado ao lado de sua esposa, Anna Victorina de Azevedo Marques, no Cemitério da Consolação.

RECUPERAÇÃO DE SUA MEMÓRIA
Falecido, aos poucos Azevedo Marques foi caindo no esquecimento não só da população paulistana, mas por aqueles que jamais deveriam esquecê-lo: os jornalistas. Sua memória foi muito reverenciada em 1904 e 1954, datas em que foram celebradas respectivamente o cinquentenário e centenário do Correio Paulistano. Entretanto após o encerramento das atividades do jornal em 31 de julho de 1963, sua figura tão importante para a imprensa paulista foi sendo deixada de lado. Em 2009, o túmulo de Joaquim Roberto de Azevedo Marques estava completamente abandonado e parcialmente destruído pela ação do tempo quando foi encontrado pelo blog São Paulo Antiga, quando era realizado um passeio pelo Cemitério da Consolação, no dia em que inauguramos este site. Acreditamos que isto foi um sinal para que a história de Azevedo Marques não fosse jamais esquecida novamente. Sendo assim ele tornou-se patrono do São Paulo Antiga e desde então mantemos sua última morada limpa e com flores. Também, desde 2011, destinamos parte das doações que este site recebe para um fundo que irá permitir futuramente o completo restauro do túmulo. A ele, que repousa na mais profunda paz, nosso sincero agradecimento por tudo aquilo que fez em nome do jornalismo paulista.

Fonte:http://www.saopauloantiga.com.br/azevedo-marques/
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

2 de mai de 2017

AUSTREGÉSILO DE ATHAYDE - Arte Tumular - 1131 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil










ARTE TUMULAR 
Sepultura em formato retangular com cerca de 80 cm. de altura em mármore com um tampo na parte superior , com o seu nome e datas em letras de bronze.

Local: Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil 
Fotos: Raul Lisboa
Descrição tumular: Helio Rubiales



Austregésilo de Athayde Academia Brasileira de Letras
Busto em sua homenagem em sua cidade natal, em frente ao Museu do Barro.
Nome completoBelarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde
Nascimento25 de setembro de 1898
Caruaru Pernambuco
Morte13 de setembro de 1993 (94 anos)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoJornalistaprofessorcronistaensaísta e orador
PrêmiosPrêmio Maria Moors Cabot (1952)
Assinatura
Austregesilo de Ataíde assinatura
PERSONAGEM
Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde (Caruaru, 25 de setembro de 1898 – Rio de Janeiro, 13 de setembro de 1993) foi um jornalista, professor, cronista, ensaísta e orador brasileiro.
Morreu aos 94 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido na antiga Rua da Frente, com a ponte de Santa Maria da Silva Algorgueti (atual Rua Quinze de Novembro) em Caruaru, Pernambuco, filho do desembargador José Feliciano Augusto de Ataíde e de Constância Adelaide Austregésilo, e bisneto do tribuno e jornalista Antônio Vicente do Nascimento Feitosa.

Formou-se em direito, trabalhou como escritor e jornalista, chegando a dirigente dos Diários Associados, a convite de Assis Chateaubriand.

Em 1948, participou da delegação brasileira na III Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Paris, e integrou a Comissão Redatora da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Colaborador do jornal A Tribuna e tradutor na agência de notícias Associated Press, formou-se (1922) em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito do antigo Distrito Federal e ingressou no jornalismo.

Foi diretor-secretário de A Tribuna e colaborador do Correio da Manhã. Assumiu a direção de O Jornal (1924), órgão líder dos Diários Associados.

Sua declarada oposição à revolução de 1930 e o apoio ao movimento constitucionalista de São Paulo (1932) levou-o a prisão e exílio na Europa e depois na Argentina. Permaneceu muitos meses em Portugal, Espanha, França e Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de lá se dirigiu a Buenos Aires, onde residiu por dois anos (1933-1934).

De volta ao Brasil reiniciou nos Diários Associados como articulista e diretor do Diário da Noite e redator-chefe de O Jornal, do qual foi o principal editorialista, além de manter a coluna diária Boletim Internacional.

Com a queda do Estado Novo, passou a pedir a abertura de inquérito policial e administrativo para apurar os crimes e as alegadas malversações de dinheiro público no regime deposto.

Tomou parte como delegado do Brasil na III Assembleia da ONU, em Paris (1948), tendo sido membro da comissão que redigiu a Declaração Universal dos Direitos do Homem, em cujos debates desempenhou papel decisivo.

Também escreveu semanalmente na revista O Cruzeiro e, por sua destacada atividade jornalística, recebeu (1952), na Universidade de Columbia, EUA, o Prêmio Maria Moors Cabot.

Diplomado na Escola Superior de Guerra (1953), passou a ser conferencista daquele centro de estudos superiores. Após a morte (1968) de Assis Chateaubriand, passou a integrar o condomínio diretor dos Diários Associados.

Em 1951, ingressou na Academia Brasileira de Letras, a qual presidiu de 1958 até sua morte, no Rio de Janeiro, em 1993.

A 17 de Maio de 1958 foi feito Comendador da Ordem Militar de Cristo, a 20 de dezembro de 1960 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a 16 de Junho de 1965 foi elevado a Grã-Cruz daquela Ordem de Portugal e a 26 de Novembro de 1987 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada de Portugal.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

23 de fev de 2016

VICTOR NOIR - Arte Tumular - 1094 - Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France












Ereção

Lápide

ARTE  TUMULAR
Quase não chama a atenção visto de longe. Sobre uma base tumular retangular de granito destaca uma escultura em bronze no tamanho natural representando a figura de Victor Noir, que o escultor Aimé Jules Dalou procurou retratar  com todos os detalhes, um homem deitado no chão no momento em que foi abatido no duelo, com a boca semiaberta, braços jogados para cada lado, paleto desabotoado, cartola jogada ao lado. Porém o que chama mais a atenção na escultura é uma ereção bem pronunciada entre as pernas, que poderia ser considerada pelo realismo e detalhes do escultor, uma ereção pronunciada entre as pernas ,uma grande ereção post mortem, um priapismo habitual nos cadáveres de homens que foram executados. 
O seu túmulo acabou virando símbolo de fertilidade e uma série de histórias criadas no tempo. Note algumas partes da escultura, mais  claras na foto, onde normalmente as pessoas, de tanto passarem as mãos,(nariz, lábios, queixo, entre as pernas e sapatos) acabam dando um polimento natural no bronze.
Esse túmulo tornou-se um  dos monumentos mais populares para as mulheres na visita ao cemitério. O mito diz que a colocação de uma flor no chapéu superior virado para cima depois de beijar a estátua nos lábios e esfregando sua área genital irá melhorar a fertilidade 
Observação
Em 2004, uma cerca foi erguida em torno da estátua de Noir, para dissuadir as pessoas supersticiosas de tocar a estátua. No entanto, devido a supostos protestos da "população feminina de Paris", não deu resultado.
Local: Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France
Plot: Division 92
GPS (lat/lon):  48.86113, 2.39646
Autor: Aimé Jules Dalou 1870
Fotos : Findgrave
Descrição tumular: Helio Rubiales





PERSONAGEM
Victor Noir, (27 de Julho de 1848 em Attigny, Vosges - 10 de janeiro de 1870 em Paris) foi um jornalista francês que é famoso pela forma de sua morte e suas conseqüências políticas. Seu túmulo em Paris, mais tarde se tornou um símbolo de fertilidade.
Morreu aos 22 anos de idade.




SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de um judeu sapateiro que se converteu ao catolicismo, nascido Salmon Yvan em Attigny , Vosges , ele adotou "Victor Noir" como seu nome de pena após o nome de solteira de sua mãe.

Ele foi para Paris e tornou-se um jornalista estagiário para o jornal La Marseillaise , de propriedade e operados por Henri Rochefort e editado por Pascal Grousset .



Disparo de Pierre Bonaparte

MORTE
Victor Noir, foi  assassinado aos 22 anos, o fato causou à época grande comoção popular, já que Victor Noir era jovem e um brilhante colunista político em ascensão e ia se casar no dia seguinte à sua morte,  o assassino foi o sobrinho do imperador Napoleão Bonaparte .

Fonte:en.wikipedia,.org
Formatação:Helio Rubiales

4 de fev de 2016

IBRAHIM SUED - Arte Tumular - 1056 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil








Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil



PERSONAGEM
Ibrahim Sued (Rio de Janeiro, 23 de junho de 1924 — Rio de Janeiro, 1 de outubro de 1995) foi um jornalista, apresentador de televisão, crítico e colunista social brasileiro.
Morreu aos 72 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de imigrantes árabes, nasceu em família muito pobre, no bairro de Botafogo. Cresceu na Tijuca e em Vila Isabel, tendo morado por muitos anos em quartos de pensão em Copacabana. Foi aluno de uma escola pública brasileira pouco conceituada, onde concluiu o antigo Curso Ginasial e, aos 17 anos de idade, empregou-se no comércio. Devido aos frequentes atrasos, abandonou esse emprego.

Iniciou a sua carreira na imprensa como repórter fotográfico em 1946, fazendo plantão nas redações das sete horas da noite às sete da manhã. Adquiriu reputação ao cobrir a visita do então comandante das tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), general Dwight D. Eisenhower, ao Brasil. Na ocasião, fez uma fotografia em que Otávio Mangabeira parecia beijar a mão de Eisenhower, utilizada pelos críticos que, à época, combatiam o que chamavam de "servilismo" brasileiro em relação aos Estados Unidos da América.

Ainda da década de 1940, foi companheiro de boemia de personalidades como Carlos Niemeyer, Sérgio Porto, príncipe D. João Maria de Orléans e Bragança, Paulo Soledade, Carlos Peixoto, Raimundo Magalhães, Ermelino Matarazzo, Vadinho Dolabella, Waldemar Bombonatti, Paulo Andrade Lima, Ernesto Garcêz Filho, Oldair Fróes da Cruz, Mário Saladini, Jorginho Guinle, Léo Peteca, Darci Fróes da Cruz, Mariozinho de Oliveira, Cássio França, Bubi Alves, Fernando Aguinaga, Francisco Matarazzo Pignatari, Celmar Padilha, Francisco Albano Guize, Carlos Roberto de Aguiar Moreira e Heleno de Freitas, Sérgio Pettezzoni, entre outros, com quem fundou o Clube dos Cafajestes.

Trabalhou com Joel Silveira na revista Diretrizes. Começou, então, a conhecer gente, frequentar festas e a piscina do hotel Copacabana Palace. De pequenas notícias na seção "Vozes da Cidade", no recém-fundado "Tribuna da Imprensa" de Carlos Lacerda, passou a fazer a coluna "Zum-Zum", no "A Vanguarda" (1951).

Em 1954, passou a trabalhar em "O Globo", onde permaneceu até falecer, em 1995. Ali se destacou, assinando uma coluna social que marcou época e influenciou jornalistas como Ancelmo Gois e Ricardo Boechat.[1] Causou polêmicas com as suas listas das "Dez mais": as dez mais belas mulheres, as dez mais elegantes e as dez melhores anfitriãs da sociedade carioca. A sua coluna passou a ser lida por todas as camadas sociais a partir do final da década de 1950, tendo passado a conviver com personalidades famosas no Brasil e no exterior.

Casou-se em 1958, num evento que tornou-se um dos maiores daquele ano. Nessa época, passou a manter um programa exclusivo pela antiga TV Rio ("Ibrahim Sued e Gente Bem"), onde apresentava entrevistas, reportagens filmadas e comentários sobre a sociedade em geral.

Em comemoração aos 30 anos de sua coluna em "O Globo", em junho de 1983, teve lugar uma memorável recepção no Copacabana Palace, onde compareceram personalidades como Marta Rocha, Roberto Marinho, Emílio Garrastazu Médici, Dulce Figueiredo e mais 1500 convidados que consumiram, entre outros, 600 garrafas de champanhe, 300 litros de vinho tinto francês, 120 quilos de camarão, 60 de lagosta, 10 de "foie gras", 210 patos, além de copiosa variedade de frutas e saladas. O evento contou ainda com uma queima de fogos de artifício e com o desfile de passistas de escolas de samba no calçadão da Avenida Atlântica.

Em 1985 foi homenageado no Carnaval carioca pela Acadêmicos de Santa Cruz com o enredo "Ibrahim, De leve eu chego lá". Ainda na década de 1980, Sued foi a figura principal do casamento de sua filha Isabel Cristina, um dos maiores acontecimentos sociais à época, com quatro mil convidados.

Em 1993, deixou o jornalismo diário e passou a publicar apenas uma coluna dominical no "O Globo". A Faculdade da Cidade do Rio de Janeiro lhe fez a outorga do Título de Professor Emérito do Curso de Jornalismo, em evento que contou com a presença da nata da sociedade, além de políticos, sambistas, músicos e intelectuais. Ao entregar-lhe a comenda, o professor Paulo Alonso, diretor acadêmico dessa instituição carioca, fez um discurso marcado pela emoção, lembrando momentos marcantes da vida do colunista. Alonso, que também atuava no jornal O Globo, falou da sua amizade com Ibrahim e ainda da capacidade do "turco", apelido de Ibrahim, em lidar com dificuldades e vencê-las. Foi uma solenidade que ganhou o noticiário brasileiro. Faleceu um ano mais tarde, aos 71 anos de idade.

Cunhou expressões ("bordões") que se tornaram marcantes como "De leve", "Sorry periferia", "Depois eu conto", "Bola Branca", "Bola Preta", "Ademã que eu vou em frente", "Os cães ladram e a caravana passa", "Olho vivo, que cavalo não desce escada", dentre outras.

Foi homenageado em 2003 com uma estátua em frente ao hotel Copacabana Palace.

Considerado como um homem elegante, contou certa vez que, no início da sua carreira, tinha apenas um terno, que deixava todo dia debaixo do colchão de sua cama, para que não perdesse o vinco.

A sua filha, Isabel Cristina Sued, dirige um filme contando a história do pai, intitulado "Ibrahim Sued, o repórter". Em formato de documentário, co-dirigido por José Antônio Müller, ainda não foi lançado comercialmente.

MORTE
 Vítima de infarto agudo do miocárdio e edema pulmonar, Ibrahim morreu aos 72 anos, em sua casa em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Fonte:pt.wikpedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de nov de 2013

TAVARES DE MIRANDA - Arte Tumular - 948 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil




ARTE TUMULAR
Base tumular em granito escuro em três níveis. Na cabeceira tumular (lápide) ergue-se uma cruz em granito claro, cantoneada por granito negro, dando destaque ao trabalho. Na cruz uma escultura de Cristo crucificado em bronze. Na base da cruz uma placa de bronze em relevo destaca o nome do jornalista e datas, bem como um epitáfio de sua propria autoria que diz: “ Maior do que a Lua, do que o Sol e as outras estrelas é o lampião que alumia a esquina da rua onde nasci”
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo
Fotos: Claudio Zeiger
Descrição Tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
José Tavares de Miranda (Pernambuco 16.11.1916 – São Paulo 20.08.1992). Foi um jornalista de grande evidência na década de 70, quando as figuras de destaque da alta sociedade eram mencionadas em sua coluna social editada pela Folha de São Paulo.
BIOGRAFIA
 O repórter Zé, como se denominava, foi membro da Academia Paulista de Letras, tendo convivido com o mundo da literatura e do colunismo social durante os 54 anos de vivência em São Paulo. Natural de Pernambuco, onde estudou direito e sofreu toda a repressão da ditadura do período de Getulio Vargas, tendo chegado a ser membro ativo da juventude comunista. Chegou em São Paulo com uma carta de apresentação em 1938 e tornou-se repórter policial do Diário da Noite, dedicando-se à poesia nas horas vagas do jornalismo.
Seu best-seller aconteceu com a ajuda do colunismo social, Boas Maneiras e Outras Maneiras, e orgulhava-se de ter escrito O Nojo (1946) antes de La Nausee de Sartre ter sido publicado no Brasil. Poeta e escritor, durante várias décadas manteve-se fiel à rotina diária de vida, assistindo à missa e comungando diariamente na igreja de Santa Terezinha e, de lá, seguindo para o quarto andar da Folha de São Paulo nas primeiras horas da manhã.
Foi demitido sem causa aparente, após 40 anos de serviços. Tavares de Miranda foi quem lançou a moda do blazer clássico sobre jeans e, em sua bibliografia se incluem seis livros de poesia, dois romances e o mencionado guia de etiqueta.
MORTE
O jornalista faleceu aos 75 anos, em 20 de agosto de 1992.
Fonte:astroseestrelas.com.sapo.pt/JoseTavares.html
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

7 de out de 2013

RUY MESQUITA - Arte Tumular - 884 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil





ARTE TUMULAR
Base tumular em granito polido, dividida em três planos, um central e dois laterais. O nível central dá acesso ao túmulo.. 
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Foto: Nathália Duarte/G1
Descrição tumular:Helio Rubiales




PERSONAGEM
Ruy Mesquita (São Paulo, 16 de abril de 1925 — São Paulo, 21 de maio de 2013) foi um jornalista brasileiro.
Morreu aos 88 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho do jornalista Júlio de Mesquita Filho, Ruy Mesquita cursou a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, mas acabou trocando os estudos jurídicos pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Passou a trabalhar no jornal O Estado de S. Paulo (popularmente conhecido como Estadão) em 1948 e tornou-se editor da seção internacional. Ao cabo da Revolução Cubana, foi o único jornalista brasileiro a entrevistar Fidel Castro, sendo homenageado pelo presidente daquele país no ano seguinte. Em 1966, assumiu a direção do recém-criado Jornal da Tarde, diário que revolucionou a linguagem do jornalismo brasileiro. Após a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996, assumiu a direção do Estadão.
Casado com Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, teve os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto.
MORTE
 Morreu em 21 de maio de 2013, em decorrência de um câncer na base da língua.  Com velório em sua residência no Pacaembu (bairro de São Paulo), e com sepultamento no Cemitério da Consolação.
Fonte: pt.wikipedia.org.
Formatação: Helio Rubiales

VLADIMIR HERZOG - Arte Tumular - 883 - Cemitério Israelita do Butantã, São Paulo, Brasil

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ARTE TUMULAR
Base tumular baixa em granito negro encerra o corpo do jornalista. Uma lápide retangular, também em granito negro, com o seu nome e datas gravados em baixo relevo com fundo prateado.
LOCAL:Cemitério Israelita do Butantã, São Paulo, Brasil
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Vlado Herzog (Osijek, 27 de junho de 1937 — São Paulo, 25 de outubro de 1975) foi um jornalista, professor e dramaturgo nascido na Croácia (à época ainda parte do Reino da Iugoslávia), mas naturalizado brasileiro. Vladimir também tinha paixão pela fotografia, atividade que exercia por conta de seus projetos com o cinema. Passou a assinar "Vladimir" por considerar seu nome muito exótico nos trópicos.
Morreu aos 38 anos de idade.

BIOGRAFIA
PRIMEIRO ANOS
Herzog nasceu na cidade de Osijek, em 1937, na Iugoslávia (atual Croácia), filho de um casal Judeu: Zigmund e Zora Herzog. Com o intuito de escaparem do Estado Independente da Croácia (estado fantoche controlado pela Alemanha Nazista e pela Itália Fascista), o casal decidiu emigrar, com o filho, para o Brasil, na década de 1940.

EDUCAÇÃO E CARREIRA
Herzog se formou em Filosofia pela Universidade de São Paulo em 1959. Depois de formado, trabalhou em importantes órgãos de imprensa no Brasil, notavelmente no O Estado de S. Paulo. Nessa época, resolveu passar a assinar "Vladimir" ao invés de "Vlado" pois acreditava que seu nome verdadeiro soava um tanto exótico no Brasil. Vladimir também trabalhou por três anos na BBC de Londres.

Na década de 1970, assumiu a direção do departamento de telejornalismo da TV Cultura, de São Paulo. Também foi professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e, nessa época, também atuou como dramaturgo, envolvido com intelectuais de teatro. Em sua maturidade, Vladimir passou a atuar politicamente no movimento de resistência contra a ditadura militar no Brasil de 1964-1985, como também no Partido Comunista Brasileiro.

PRISÃO
Em 24 de outubro de 1975 — época em que Herzog já era diretor de jornalismo da TV Cultura — agentes do II Exército convocaram Vladimir para prestar depoimento sobre as ligações que ele mantinha com o Partido Comunista Brasileiro (que era proibido pela ditadura). No dia seguinte, Herzog compareceu para o depoimento e foi preso. O depoimento de Herzog era dado por meio de uma sessão de tortura. Ele estava preso com mais dois jornalistas, Jorge Benigno Duque Estrada e Leandro Konder, que confirmaram o espancamento.

MORTE
No dia 25 de Outubro, Vladimir foi encontrado enforcado com o cinto de sua própria roupa. Embora a causa oficial do óbito seja suicídio por enforcamento, há consenso na sociedade brasileira de que ela resultou de tortura, com suspeição sobre servidores do DOI-CODI, que teriam posto o corpo na posição encontrada, pois as fotos exibidas mostram Vlado enforcado. Porém, nas fotos divulgadas há várias inverossimilhanças. Uma delas é o fato de que ele se enforcou com um cinto, coisa que os prisioneiros do DOI-CODI não possuíam. Além disso, suas pernas estão dobradas e no seu pescoço há duas marcas de enforcamento, o que mostra que supostamente sua morte foi feita por estrangulamento.
PÓS-MORTE
Vladimir era casado com a publicitária Clarice Herzog, com quem tinha dois filhos. Com a morte do marido, Clarice passou por maus momentos, com medo e opressão, e teve que contar para os filhos pequenos o que havia ocorrido com o pai. A mulher, três anos depois, conseguiu que a União fosse responsabilizada, de forma judicial, pela morte do esposo. Ainda sem se conformar, ela diz que "Vlado contribuiria muito mais para a sociedade se estivesse vivo".
Gerando uma onda de protestos de toda a imprensa mundial, mobilizando e iniciando um processo internacional em prol dos direitos humanos na América Latina, em especial no Brasil, a morte de Herzog impulsionou fortemente o movimento pelo fim da ditadura militar brasileira. Após a morte de Herzog, grupos intelectuais, agindo em jornais e etc., e grupos de atores, no teatro, como também o povo, nas ruas, se empenharam na resistência contra a ditadura do Brasil. Diante da agonia de saber se Herzog havia se suicidado ou se havia sido morto pelo Estado, criou-se comportamentos e atitudes sociais de revolução. Em 1976, por exemplo, Gianfrancesco Guarnieri escreveu Ponto de Partida, espetáculo teatral que tinha o objetivo de mostrar a dor e a indignação da sociedade brasileira diante do ocorrido.] Segundo o próprio Guarnieri:
[...] Poderosos e dominados estão perplexos e hesitantes,impotentes e angustiados. Contendo justos gestos de ódio e revolta, taticamente recuando diante de forças transitoriamente invencíveis. Um dia os tempos serão outros. Diante de um homem morto, todos precisam se definir. Ninguém pode permanecer indiferente. A morte de um amigo é a de todos nós. Sobre tudo quando é o Velho que assassina o Novo.

LEGADO
Em 2009, mais de 30 anos após a morte de Vladimir, surge o Instituto Vladimir Herzog. O Instituto destina-se a três objetivos: organizar todo o material jornalístico sobre a história de Vladimir, como meio de auxílio a estudantes, pesquisadores e outros interessados em sua vida e obra; promover debates sobre o papel do jornalista e também discutir sobre as novas mídias, e, por fim, ser responsável pelo Prêmio Jornalistico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, que premia pessoas envolvidas no jornalismo e na promoção dos direitos humanos.
Vladimir tornou-se famoso pelas conseqüências que teve de assumir devido suas conexões com a luta por uma ditadura comunista, autodenominada movimento de resistência contra o regime do Brasil, e também pela sua ligação com o Partido Comunista Brasileiro. Sua morte causou impacto na ditadura militar brasileira e na sociedade da época, marcando o início de um processo pela democratização do país. Segundo o jornalista Sérgio Gomes, Vladimir Herzog é um "símbolo da luta pela democracia, pela liberdade, pela justiça."
Fonte: pt.wikipédia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

19 de set de 2013

JOSÉ MARIA LISBOA - Arte Tumular - 856 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil





ARTE TUMULAR
Base tumular quadrada em mármore branco sobrepostas em diferentes níveis e dimensões, tornando-se menor de baixo para cima. Sobre essa base ergue-se em formato retangular um pedestal que suporta uma construção de quatro pequenas colunas suportando uma cobertura encimada por uma cruz. Dentro dessa construção destaca-se um anjo alado. Na parte superior do pedestal com letras de bronze identifica o nome da Família. Logo abaixo um ramo de palma, também em bronze, representando a glória e o êxito sobre a morte.
LOCAL:Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Quadra 29, terreno 10 e 11
Descrição tumular:HRubiales

PERSONAGEM
José Maria Lisboa (Lisboa, 18 de março de 1838 - São Paulo, 20 de novembro de 1918) foi um jornalista luso-brasileiro.
Morreu aos 80 anos de idade.
BIOGRAFIA
Em Portugal, trabalhou no Diário de Notícias e em outros jornais menores. Vindo para o Brasil, deu continuidade à sua vida como tipógrafo e jornalista, radicando-se na cidade de São Paulo em 1856, sendo logo contratado pelo Correio Paulistano.
Depois dessa primeira experiência, trabalhou e ajudou a fundar vários periódicos. O mais importante deles foi o diário "A Província de São Paulo", fundado em 4 de janeiro de 1875, que mais tarde viria a chamar-se O Estado de S. Paulo e tornar-se um dos mais importantes jornais do Brasil.
A Província era dirigida por Francisco Rangel Pestana e Américo de Campos e tinha José Maria Lisboa como gerente e redator. Em 1884, Américo de Campos e José Maria Lisboa desligam-se do jornal. Alberto Sales substituiu Lisboa, passando a atuar como redator e tornado-se co-proprietário do jornal. Sales permaneceu ligado ao jornal até 1886 quando foi substituído por Júlio Mesquita.
Foi na 'A Província’ que José Maria Lisboa e Américo de Campos aproximaram-se.
Deixando A Província, Lisboa e Américo de Campos criaram seu próprio jornal a 8 de novembro de 1884, ao qual batizaram com o nome de Diário Popular. Foi então criada a tradicional logomarca do Diário Popular- em letras góticas, num negro chapado- que era uma reminiscência emocional de José Maria Lisboa ao Diário de Notícias português, onde ele começara sua carreira jornalística. A logomarca foi substituída em 1990, quando a propriedade do jornal já não estava mais nas mãos da família Lisboa.
Dois anos depois, em 1886, o jornalista Alberto Sales -irmão do futuro presidente da República Manuel Ferraz de Campos Sales (15.11.1898 a 15.11.1902)- também deixa A Província e vai para o Diário Popular.
Desde o seu primeiro número, o jornal era declaradamente abolicionista e republicano. A maioria dos jornalistas da época, como descreve Nélson Werneck Sodré na sua História da Imprensa no Brasil , era ligada às lojas maçônicas. A Maçonaria desde o século XVII funcionava, em Portugal e no Brasil, como um partido político ligado ao liberalismo, ao positivismo e aos ainda ressoantes ideais da Revolução Francesa, de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, canalizando assim a garantia das liberdades individuais.
Como "articulista de fundo", no jargão jornalístico daquele tempo, o jornal contava com Aristides Lobo, que proporcionou ao jornal o "furo" nacional da Lei Áurea, já na edição vespertina de 14 de maio de 1888, um feito para a época.
Foi no Diário Popular fundado por José Maria Lisboa que Aristides Lobo escreveu o famoso registro jornalístico sobre a ausência de participação popular na Proclamção da República: O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditaram seriamente estar vendo uma parada, em artigo escrito no próprio dia 15, e publicado no "Diário Popular" de 18 de novembrode 1889.
Com a Proclamação da República, Américo de Campos foi nomeado cônsul do Brasil em Nápoles Assim, Sales e Campos venderam sua parte na sociedade a Lisboa e tomaram rumos essencialmente políticos, deixando o jornalismo.
A Redação do Diário Popular funcionava em edifícios do centro de São Paulo, sucessivamente na rua do Rosário (hoje João Brícola), na rua do Carmo e na rua Major Quedinho, 28; neste último endereço, numa elipse da história, no mesmo prédio em que durante anos esteve instalado O Estado de S. Paulo.
Jornal simples, caracterizava-se pela inclusão de inúmeros pequenos anúncios, voltados para a procura de empregos e empregados e oferta de negócios menores, fato que garantiu independência de grandes anunciantes. Fazia jus ao seu nome e tinha razoável tiragem e uma reputação de diário descomprometido, honesto e financeiramente sólido. Tanto que o historiador Afonso de Freitas indica-o como "o mais popular de todos os periódicos da capital, principalmente entre as classes menos favorecidas". Os argumentos do historiador são o preço e a facilidade de acesso às colunas do jornal quando se tratava da defesa de idéias "justas".
Com essa linha editorial, o jornal manteve-se na quarta posição entre os jornais paulistanos até a década dos 1980. Em 1988, Rodrigo Lisboa Soares, bisneto de José Maria Lisboa, o fundador, vendeu o jornal ao grupo empresarial do político Orestes Quércia. Em 2001, mudou novamente de mãos, sendo adquirido pela empresa que edita O Globo e rebatizado com o nome de Diário de S. Paulo, título que antes pertencia aos Diários Associados.
MORTE
Faleceu em São Paulo
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

Reformatado: 30.11.2009