“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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7 de abr de 2018

ANTÕNIO PRUDENTE DE MORAES - Arte Tumular - 1334 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil






ARTE TUMULAR

Grupo escultórico em bronze e granito negro polido de formato retangular estruturado em três níveis, sendo o central maior que os dois laterais. A porta do jazigo em bronze, apresenta um relevo de um trem brindado usado na revolução paulista. Do lado esquerdo da entrada tumular, destaca-se a escultura de um guardião com uma espada em uma das mãos, representando o Apóstolo São Paulo, que deu nome ao estado de São Paulo e a outra mão esta aposta sobre a bandeira paulista, capacete e espada em alusão a revolução paulista de 1932. Toda essa alegoria com motivos da revolução constitucionalista era para homenagear o jovem Prudente Meireles de Morais, morto na guerra.
TÍTULO DA OBRA: Tributo a revolução constitucionalista de 1932
AUTOR: Amadeu Zago
LOCAL:Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
 Q.44, T.134
Fotos: Luiz Varinha e wikipidea e João Jr.(Comentários) e sandrofortunato.com
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Antônio Prudente Meireles de Moraes( Piracicaba, São Paulo, 8 de julho de 1906-Riode Janeiro,1965) num início de século 20 onde o progresso tecnológico e da ciência eram vistos como caminho para a paz e conforto da civilização.
Morreu aos 59 anos de idade.

BIOGRAFIA
Paz e conforto não faltavam à família de seus pais, o casal Antônio Prudente de Moraes e Maria França Meireles, a Dona Marieta. O pai era o sexto filho do ex-presidente Prudente de Moraes. A mãe, filha de um coronel de Guaratinguetá, no Estado de São Paulo. Tiveram dois filhos: Prudente Meireles de Morais e Antonio Prudente Meireles de Morais.

Antônio era o filho mais novo do casal. Quando nasceu, a vida pacata de seus pais em nada se assemelhava ao vendaval que atingira o clã dos Prudente há pouco mais de uma década apenas. No final dos anos 1890, seu avô Prudente de Moraes tornou-se nada menos que o 1º Presidente da República civil do país, com todas as conseqüências a que tinha direito a tarefa.

Antônio, neto predileto, estava marcado para ser, no mínimo, um Senador da República. Preferiu a Medicina, a oncologia e a batalha por um ideal de forte repercussão social e científica: a incessante busca da cura do câncer.

Formado pela Faculdade de Medicina de São Paulo em 1928. Embarcou para a Europa para aperfeiçoar-se em reconstituições para corrigir defeitos provocados pelos tumores. Passou 02 anos no serviço do Prof. Franz Keysser.

Em 1931 regressou ao Brasil e foi nomeado Prof. Assistente na cadeira de Técnica Cirúrgica da Faculdade de Medicina da USP. A partir de 1935 assumiu a cadeira de Prof. catedrático de Cirurgia Reparadora e Plástica da Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal Paulista). Nomeado Diretor do Departamento de Cirurgia em 1939.

Publicou mais de 100 trabalhos científicos relacionados à cirurgia plástica ou reconstruções. Escreveu 8 livros, entre eles; "Cirurgia Plástica Mamária" (1936), "Reparação no Câncer" (1939), "Tratamento de Feridas" (1941), "Novas Técnicas Operatórias de Cirurgia do Câncer" (1951) e "Amputação Interescápulo-torácica no Tratamento do Câncer" (1960).

Ministrou conferências em inúmeros países. Pertenceu a mais de 27 sociedades médicas, entre elas: American College of Surgeons, Societé des Chirurgiens de Paris, Society of Head and Neck Surgeons, Societat Italiana de Cancerologia e Sociedad Argentina de Cirugia.

Foi duas vezes diretor do Serviço Nacional de Câncer do Ministério da Saúde e Vice-Pesidente da Sociedade Pan-Pacífica de Cirurgia.

Em 1932 morre o seu irmão, engenheiro na Revolução Constitucionalista.

Em 1934 fundou a "Associação Paulista de Combate ao Câncer" (APCC) e, para a presidência indicou, durante jantar oferecido quando da aposentadoria dele da Faculdade de Medicina, o Professor Antônio Cândido de Camargo, de quem foi discípulo.

Dona Carmen Annes Prudente, companheira e esposa, fundou a "Rede Feminina de Combate ao Câncer" (RFCC), e ajudou nas campanhas para arrecadação de fundos para a construção do hospital.
O esforço do Prof. Prudente culminou com a inauguração do Instituto Central - Hospital Antônio Cândido Camargo (AC Camargo), em 23 de março de 1953.

MORTE
Morre em 1965 no Rio de Janeiro
Fonte: pt.wikipedia,org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

3 de abr de 2018

PEDRO NAVA - Arte Tumular - 1323 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil










ARTE TUMULAR 
Tampo de granito escuro, tendo na cabeceira tumular a sua efigie, circular em bronze, acompanhada com o seu nome e datas.
Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
Foto: Guilherme Primo
Descrição tumular: Helio Rubiales




PERSONAGEM
Pedro da Silva Nava (Juiz de Fora, 5 de junho de 1903 – Rio de Janeiro, 13 de maio de 1984) foi um médico e escritor brasileiro.
Morreu aos 80 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Formou-se em Medicina na Universidade Federal de Minas Gerais em 1927 e participou da geração modernista de Belo Horizonte. Médico, foi dos poucos não-juristas a assinar o Manifesto dos Mineiros. Foi o maior memorialista da literatura brasileira, autor de sete livros: Baú de Ossos, Balão Cativo, Chão de Ferro, Beira Mar, Galo das Trevas, O Círio Perfeito, Cera das almas (póstumo, incompleto) . Neles, Pedro Nava traçou um painel completo da cultura brasileira no século XX, incluindo costumes familiares e cultura popular.

Suas páginas sobre a medicina são das maiores da literatura brasileira. A Belo Horizonte dos anos vinte e o Rio Antigo aparecem em suas narrativas como uma força poética e uma profundidade observacional que muitas vezes se transformam em pura poesia, levando o leitor a um mundo mágico. Segundo Carlos Drummond de Andrade, "possuía essa capacidade meio demoníaca, meio angélica, de transformar em palavras o mundo feito de acontecimentos." Nava também possuía grande talento de pintor, e só não o foi profissionalmente por opção.

MEDICINA
Em 1928 se formou, mas já atuava em cargos públicos nos setores de Saúde em Belo Horizonte. O círculo familiar e afetivo da Nava teve boas influências tanto na sua vida intelectual, quanto na medicinal. Por ter sido filho de médico e parente de pessoas influentes nas cidades onde morou, Pedro Nava sempre esteve em bons cargos públicos da área de saúde. Dentre os feitos da sua carreira como médico, Nava foi membro da Sociedade Brasileira de Medicina e Cirurgia, foi livre docente em Clínica Médica na Universidade do Brasil, diretor do Hospital Carlos Chagas, foi designado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para estudar, na Europa, a organização de clínicas reumatológicas, dentre outros feitos. A escrita das Memórias ocorreu após a aposentadoria do médico, junto ao Serviço Público, em 1969; o autor, entretanto, permaneceu atendendo em seu consultório particular até 1983. O abandono da atividade médica deveu-se ao início de surdez, fazendo com que Nava se debruçasse de vez na literatura.

MEMORIALISTA
Nos seis volumes de memória de Pedro Nava há o caráter ideológico ao relatar as efemeridades de sua vida, bem como as reflexões que faz sobre os fatores sociais que o circundam, em principal, seu ofício da cura. Experiências de vida — profissionais e pessoais — e visões de sociedade se misturam num emaranhado de sucessivas mudanças de cidades, cargos exercidos e perdas de familiares por falecimento, bem como as sucessivos eventos históricos que o Brasil e o mundo viviam na primeira metade do século XX.

HISTORIADOR
A obra de Pedro Nava como historiador está completamente ligada a sua profissão. O autor mostra em sua obra o interesse em desvelar o processo histórico de evolução da medicina na História do Brasil, tendo como base notável rigor científico. Os estudos da História da Medicina no Brasil do autor, desde o período colonial até os das primeiras décadas do século XX, estão notavelmente preocupados em entender as relações entre a Medicina e a sociedade em que Nava vivia. Enquadrado no crescente pensamento modernista do período, Nava tentava entender o patamar da medicina do seu contexto a partir dos estudos históricos, tentando assim propor rupturas e melhorias das instituições de saúde, o qual era crítico ácido.

MODERNISTA
 As cidades em que viveu — Juiz de Fora, Belo Horizonte e Rio de Janeiro — inspiraram Pedro Nava, mais especificamente o Nava memorialista, cronista e modernista. As rupturas e mudanças arquitetônicas que essas cidades passaram principalmente na juventude de Nava, eram também reflexos do ideal de novo e moderno que perpassava a sociedade na época, sobretudo em Belo Horizonte. A arquitetura da capital mineira é marco da formação do imaginário dos sujeitos das memórias de Pedro Nava. Proposta de se substituir a Colonial Ouro Preto com seus símbolos do Padroado, resquício colonial que adentrou pelo Império. Nessa cidade republicana, valorizou-se a Higiene e a Racionalidade. A arquitetura dos prédios públicos e residenciais valorizou formas do passado, usando os materiais da industrialização.

MORTE
Matou-se com um tiro na cabeça aos 80 anos, numa praça do bairro da Glória, após ter atendido, em seu apartamento, a um misterioso telefonema. Cogita-se que Nava vinha sendo chantageado por um garoto de programa, informação encoberta pela imprensa à época. Ricardo Setti, em artigo publicado em Observatório da Imprensa, afirma que "Zuenir viu-se intensamente pressionado pelo meio cultural. De sua parte, considerava que o relato provinha de fonte pouco confiável. No final, passou as informações para a sede da revista em São Paulo, enviou a reportagem, contendo um curto parágrafo com a hipótese de chantagem sexual, mas manifestou vigorosamente sua oposição a que o parágrafo fosse publicado". Zuenir não colheu pessoalmente o relato do garoto de programa, mas os jornalistas que o fizeram consideraram seu testemunho bastante verossímil.

Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

21 de nov de 2017

XAVIER BICHAT - Arte Tumular - 1172 - Cimetière du Père Lachaise Paris, City of Paris, Île-de-France, France






ARTE TUMULAR 
Túmulo em granito, representando o formato de obelisco encimado por um vaso que representa a separação do corpo da alma.

Local:  Cimetière du Père Lachaise Paris, City of Paris, Île-de-France, France
             PLOT Division 8, #4
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Marie François Xavier Bichat (Thoirette, 14 de novembro de 1771 — Paris, 22 de julho de 1802) foi um anatomista e fisiologista francês.
Morreu aos 30 anos

SINOPSE PROFISSIONAL
Bichat é melhor lembrado como o pai da moderna histologia e patologia dos tecidos. Apesar do fato de que ele ter trabalhado sem um microscópio ele foi capaz de fazer avançar significativamente a compreensão do corpo humano. Ele foi o primeiro a introduzir o conceito de tecido como entidades distintas. Ele sustentou que doenças atacavam os tecidos em vez de todo órgão. Bichat é uma das figuras mais marcantes do vitalismo, corrente filosófica que se expandiu por Europa como reação ante o materialismo mecanicista que tinha imperado durante a primeira parte do século XVII. Bichat defendeu a irredutibilidade da vida à matéria inerte.

SINOPSE BUIBLIOGRÁFICA
 Marie François Xavier Bichat inicia seus estudos de medicina em Lyon sob a direção de Antoine Petit . Em 1793 mudou-se para Paris, onde Pierre Joseph Desault rapidamente reconheceu suas habilidades e se tornou seu protetor desde então. Após a morte de Desault, Bichat completou e publicou seu trabalho. Em 1797, Bichat começou a dar aulas de medicina, uma atividade que, a partir de 1800, combinava com sua prática como médica no Hôtel-Dieu em Paris . Ao mesmo tempo, dedicou-se a pesquisa anatômica, publicando grandes tratados, sendo seu trabalho principal "Anatomia geral, aplicada à fisiologia e à medicina", completada e expandida póstuma para Bichat por Beclard Pierre Augustin Béclard . ]

MORTE
Em 22 de julho de 1802 , Bichat morre aos 30 anos, 14 dias depois de ter sofrido acidentalmente descer as escadas no Hôtel-Dieu em Paris . Sua morte foi retratada na pintura (Xavier Bichat mourant) de Louis Hersent. Ele está enterrado no cemitério do Père-Lachaise.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

20 de nov de 2017

GEÓRGIOS PAPANICOLAOU - Arte Tumular - 1170 - Riverside Cemetery Clinton, Hunterdon County, New Jersey, USA

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ARTE TUMULAR
Placa de mármore com o seu nome e datas no gramado do cemitério.
Local:  Riverside Cemetery Clinton, Hunterdon County, New Jersey, USA
            PLOT Range 1, Plot 15, Grave #7
Foto: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

InstituiçõesUniversidade Cornell
New York Hospital
Campo(s)Citopatologia


PERSONAGEM
Geórgios Papanicolaou (em grego: Γεώργιος Παπανικολάου; Kymi, Eubeia, 13 de maio de 1883 — Miami, 19 de fevereiro de 1962) foi um médico grego, pioneiro no estudo da citologia e na detecção precoce de câncer. Foi o criador do chamado teste de Papanicolau, exame realizado para detectar precocemente tumores cancerosos na vagina e colo do útero.
Morreu aos 78 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Geórgios nasceu na cidade portuária de Kymi, na costa da ilha de Eubeia, Grécia, em 1883. Era o terceiro filho de quatro crianças de Maria e Nicholas Papanicolaou. Em 1898, ele ingressou na Universidade de Atenas para seguir carreira na medicina, como seu pai, que era clínico geral e também político, tendo sido senador e prefeito de Kymi. Geórgios se formou em 1904.

CARREIRA MÉDICA
Em janeiro de 1904, foi convocado para o serviço militar no Terceiro Regimento de Infantaria. Em janeiro de 1906, foi promovido a cirurgião assistente, permanecendo no Exército até o fim do termo obrigatório, em 15 de agosto de 1906. Após dar baixa, Geórgios retornou à Kymi, praticando medicina relutantemente ao lado do pai. Mesmo não estando interessado em clinicar, ele construiu uma carreira em cima da pesquisa médica.

Na primavera de 1907, Geórgios foi para Jena, na Alemanha, onde começou sua pós-graduação com orientação do professor Ernst Haeckel, um dos maiores apoiadores do darwinismo na Europa. Após um semestre, ele se mudou para Friburgo, sob orientação de August Weismann, grande geneticista em uma área principiante. Novamente desapontado, ele resolveu ir para Munique para trabalhar no Instituto de Zoologia, onde recebeu seu doutorado em 1910.

Em 1910, ele retornou à Grécia, onde se casou com Andromahi Mavrogeni. O casal se mudou para Mônaco, onde Geórgios começou a trabalhar no Instituto Oceanográfico do principado, participando do time de exploração oceânica do Príncipe Alberto I, em 1911. Com a morte da mãe, em 1912, ele retornou à Grécia, onde serviu no Exército como médico na Primeira Guerra Balcânica.[2] Ainda no Exército, ele conheceu vários voluntários norte-americanos, que lhe disseram que havia muitas oportunidades de emprego e carreira na pesquisa nos Estados Unidos. O casal seguiria para Nova York em 1913, onde foi contratado para trabalhar no departamento de patologia do Hospital Central de Nova York e no departamento de anatomia da faculdade de medicina da Universidade Cornell, com pesquisador Charles Stockard.

TESTE DE PAPANICOLAU
O fato de que células malignas podiam ser observadas sob microscópio foi primeiramente sugerido em 1843, por Walter Hayle Walshe (1812–92), professor e médico no hospital da University College, em Londres, em seu livro sobre doenças do pulmão.

Enquanto trabalhava em Cornell, Geórgios desenvolveu um método de estudo de esfoliação de células epiteliais relacionadas ao ciclo menstrual. Na época, ele estudava oócitos de porquinho-da-índia e precisa coletar os óvulos antes da ovulação. A única maneira de coletar os óvulos era sacrificando os animais e sacrificar vários deles por alguns óvulos não era correto de seu ponto de vista. Um dia, ele percebeu que porquinhos-da-índia tinham ciclo menstrual, algo que não tinha sido considerado antes. Ele sabia que todas as fêmeas de animais superiores tinham uma eliminação vaginal periódica de células e com os porquinhos-da-índia ele era pequeno demais para ser notado.

Usando um espéculo nasal, ele coletou amostras e examinou o esfregaço sob o microscópio. O que ele viu foi animador: células de variadas formas e uma sequência distinta de padrões citológicos. Assim ele era capaz de catalogar o ciclo ovariano e uterino dia a dia, permitindo-o prever a condição dos ovários, podendo coletar os oócitos no momento adequado. Sua pesquisa foi publicada em 1917, no American Journal of Anatomy.

Com o tempo, ele começou a fazer coletas em mulheres, notando que apareciam células malignas no esfregaço de mulheres com câncer cervical. Em 1928, ele coletou dados suficientes sobre células de carcinoma cervical e sua identificação para apresentar as descobertas em uma conferência em Battle Creek, Michigan. Esperando uma recepção calorosa, ele acabou sedo recebido com ceticismo pela comunidade científica, pois muitos médicos e pesquisadores acreditavam que examinar esfregaço de células era ridículo, para não dizer inútil. A teoria corrente da época era que biópsia e exame de tecidos era a única maneira de detectar a doença.

Apesar da rejeição inicial, Geórgios persistiu e em 1939, colaborou com um estudo clínico em Cornell, junto do ginecologista Herbert Frederick Traut (1894–1963), para validar o potencial do esfregaço de células cervicais. Eles usaram voluntárias do departamento de ginecologia do hospital central de Nova York, todas passando pela coleta de Papanicolau. Os exames mostraram vários casos assintomáticos de câncer. Alguns estavam em seu estágio inicial, portanto indetectáveis no exame de biópsia. Papanicolau e Traut publicaram suas descobertas em 1943, no estudo chamado Diagnosis of uterine cancer by the vaginal smear, onde discutiram a preparação para o esfregaço cervical e vaginal, as mudanças citológicas durante o período menstrual, os efeitos de várias condições patológicas e as mudanças observadas com a presença de câncer no cérvix, no endométrio e no útero.

“ A primeira observação de células cancerígenas no esfregaço do colo do útero me deu uma das maiores emoções que já experimentei durante minha carreira científica. ” 

A técnica do esfregaço de células cervicais logo se tornaria o conhecido Teste de Papanicolau. Como o teste era capaz de detectar câncer antes de qualquer sintoma, médicos agora podiam tratar o câncer antes que ele se espalhasse. Como resultado, a mortalidade causada pelo câncer cervical despencou nos países onde ele passou a ser aplicado. Em 1954, Geórgios publicou o “Atlas of Exfoliative Cytology”, um grande trabalho com suas observações e estudos em citologia, incluindo descobertas de doenças em vários órgãos.

Geórgios, porém, não foi o pioneiro na técnica. Em 1927, um médico romeno, Aurel Babeş, fez descobertas semelhantes no diagnóstico de câncer cervical,  apesar de sua técnica ser diferente da técnica de Papanicolau. A Romênia se refere ao teste obrigatório como Teste de Babes-Papanicolau, em honra aos dois médicos.

APOSENTADORIA
Mesmo aposentado da Universidade Cornell, Geórgios não parou de trabalhar. Em 1961, ele se mudou para a Flórida, onde realizou um sonho antigo: criou o primeiro centro de pesquisa citológica, o Instituto de Pesquisa do Câncer de Miami, tendo sido seu diretor. Ele escreveu mais de 150 artigos, recebendo diversos prêmios e honrarias. Foi eleito membro honorário da Academia de Atenas. Em 1960, foi indicado ao Nobel de Fisiologia e Medicina. Em 1962, ganhou o Prêmio das Nações Unidas.

MORTE
Geórgios Papanicolau morreu em 19 de fevereiro de 1962, aos 78 anos, de um infarto. Seu instituto continuou seu trabalho em sua homenagem. Por suas contribuições para a ciência médica, foi laureado com o Prêmio Lasker-DeBakey de Pesquisa Médico-Clínica, em 1950.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales

4 de out de 2017

CLAUDE BERNARD - Arte Tumular -1150 - Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France-




ARTE TUMULAR
Túmulo de granito em formato retangular com o seu nome e datas gravados em relevo na parte frontal 

Local: Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France
           Plot: Division 20, #2
Fotos: Find a Grave
Descrição tumular: Helio Rubiales


Claude Bernard
Nascimento12 de julho de 1813
Saint-Julien
Morte10 de fevereiro de 1878 (64 anos)
Paris
NacionalidadeFrança Francês
PrêmiosMedalha Copley (1876)
InstituiçõesMuseu Nacional de História Natural (França)
Campo(s)Fisiologia




PERSONAGEM
Claude Bernard (Saint-Julien, 12 de Julho de 1813 — Paris, 10 de Fevereiro de 1878) foi um médico e fisiologista francês. O historiador da ciência I. Bernard Cohen da Universidade de Harvard denominou-o "um dos maiores homens de ciência de todos os tempos". É conhecido fundamentalmente pela criação da medicina experimental/baseada em evidências.
Morreu aos 64 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Depois de estudar farmácia, tem êxito no teatro como dramaturgo, mas reorienta os seus estudos para a medicina. Licencia-se em 1843. Dedicou a sua carreira à fisiologia, e foi professor no Collège de France, na Sorbonne primeiro, e depois no Museu Nacional de História Natural. Estudou a homeostasia (constância do meio interior) por volta de 1860. Em 1865, escreveu sua memorável obra Introduction à l’étude de la médicine experimentale (Introdução ao estudo da medicina experimental). Foi eleito para a Academia Francesa em 1868 (ocupando a Cadeira 29) e recebeu a Medalha Copley de 1876. É considerado um dos principais iniciadores da linha experimental hipotético-dedutiva, frequentemente formalizada como OHERIC: Observação - Hipótese - Experiência - Resultado - Interpretação - Conclusão. Por outro lado, trata-se de uma linha incompleta com respeito à que se apresenta na Medicina Experimental. Nela faltam duas etapas fundamentais. Não se pode colocar uma hipótese sem haver colocado o problema' que há que resolver previamente, posto que uma hipótese é uma possível resposta a uma interrogação suscitada por uma observação. A experiência prova a consequência verificável da hipótese. Algumas das suas obras são de livre acesso (V. fac-simile em francês). A Universidade de Lyon I ostenta o seu nome (Université Claude Bernard Lyon I).

MORTE
 Quando morreu em 10 de fevereiro de 1878, recebeu um funeral público - uma honra que nunca antes foi concedida pela França a um homem de ciência.  Ele foi enterrado no cemitério do Père Lachaise em Paris.

18 de fev de 2016

SAMUEL HAHNEMANN - Arte Tumular - 1090 - Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France







ARTE  TUMULAR
Complexo tumular  em granito  marrom polido. Composto na parte inferior por duas asas laterais, juntando-se cada uma a uma pequena parede decorada seguidas por duas outras  com pequeno gradil em bronze, que encerra a base tumular inferior. As chamadas asas laterais contém uma placa de cada lado com inscrições.  Essas paredes suportam uma parede, também de granito que vai afunilando a medida que sobe, terminando numa formação pentagonal com alegorias. No terço inferior dessa parede, estão as inscrições do seu nome e datas gravados com fundo dourado (logo acima do busto).
O destaque principal , na parte inferior central é uma grande coluna que serve como base para o busto em bronze do médico.


Autor do busto em bronze :  David D'Angers.
Local: Cimetière du Père Lachaise Paris City of Paris Île-de-France, France
Plot: Division 19
Fotos: Hugo_photo, Michel Schreiber, Mademoisele.
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
 Christian Friedrich Samuel Hahnemann (Meissen, Saxônia, 10 de Abril de 1755 - Paris, 2 de julho de 1843) foi o fundador da homeopatia em 1779.
Morreu aos 87 anos de idade.
   
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filho de Christian Gottfried Hahnemann, um pintor de porcelana, considerado um mestre na sua arte. Foi o terceiro de quatro filhos do segundo casamento de seu pai, a quem considerava como seu "mestre", dada a coincidência de posições sobre a dignidade e moralidade que ambos partilhavam.

Seu pai sempre tentou fazer com que o seu filho continuasse a sua profissão, mas o jovem Hahnemann resolveu-se pela sua forte inclinação intelectual. A sua insaciável procura por conhecimento tornou-o aluno predileto do seu professor que, após os estudos primários, convenceu o pai de Samuel a deixá-lo seguir estudos em St. Afra como aluno particular do professor Müller. Era aluno externo, pelo que residia com o professor e não pagava a escolaridade. Esta escola era frequentada por nobres locais, e tinha reputação de seriedade e qualidade de ensino.

Hahnemann foi para Leipzig em 1775, depois de terminar os estudos de liceu, estudar medicina. Leipzig era, nessa altura, a capital intelectual da Saxónia. A sua Universidade era muito famosa. A faculdade de medicina apenas contemplava disciplinas de ensino teórico, descurando o ensino perto do doente, o que acontecia em todas as faculdades de medicina da Europa. Este tendência de dar mais importância à teoria que à prática encontrar-se-ia difundida por toda a Alemanha em 1790, o que explica o atraso cientifico das universidades alemãs da altura. Durante a estadia em Leipzig, Samuel Hahnemann fez muitas traduções de obras no domínio da medicina e química, o que permitiu estudar em pormenor estes campos.

Em 1777 Hahnemann dirige-se para Viena, onde vai frequentar a nova escola médica de Van Swieten, que tomava como importante a observação e ensino clínico junto do doente. Durante mais de seis meses Hahnemann acompanhou e observou as visitas do Dr. Joseph Quarin ao Hospital onde era médico responsável. Este médico melhorou as condições de diversos hospitais e aperfeiçoou a clínica médica.

Depois de seis meses em Viena, Hahnemann torna-se médico privado e bibliotecário do Governador de Transilvância. Em 1779 vai para Erlangen, onde defende a sua tese de doutoramento em medicina, seguindo depois para Dessau, onde conhece o farmacêutico Haeseler e a sua filha Henriette, com quem casou.

Na sala interior da farmácia do seu sogro inicia as suas experiências de química, ao mesmo tempo que mantém a actividade médica. Continuou o seu trabalho em traduções, às quais acrescentou sempre anotações pessoais, que o ajudaram a ficar conhecido na Alemanha. Trabalhou muito na pesquisa química, publicando diversos artigos em várias revistas de química e farmácia.

Quando estava a traduzir a obra As leituras da Matéria Médica de Cullen, Hahnemann escreveu uma anotação onde criticou a opinião do autor sobre os efeitos da quina no tratamento da malária, que dizia tratar pelo seu sabor amargo. Hahnemann escreveu que não se pode considerar que a quina cure a malária por ser amarga, mas por causar os efeitos semelhantes aos da malária se tomada por alguém saudável, o que ele experimentou. Isto dá origem ao primeiro enunciado do princípio da semelhança.

Hahnemann confirmou as suas descobertas no que diz respeito à chinchona, ao observar que os trabalhadores das fábricas de quinino sofriam do envenenamento da chinchona, que era semelhante à febre intermitente. Começou então a perceber que um remédio pode provocar as condições mórbidas de doença como curá-las, quando testado em voluntários humanos saudáveis. Mais tarde teve dois casos que ajudaram a essa sua teoria. Numa família com quatro crianças, três tiveram escarlatina e apenas uma, que estava a tomar Belladona para a artrite, escapou à infecção. Numa outra família com oito crianças, três tinham escarlatina, e Hahnemann deu às outras cinco Belladona em doses muito baixas. Nenhuma das cinco crianças ficou doente.

A partir de 1796, Hahnemann volta aos seus trabalhos de tradução, apurando a sua doutrina e publicando diversos artigos em jornais de medicina prática. Nestes artigos expunha os absurdos e erros da medicina ortodoxa, a que eles chamava Alopatia. Durante anos andou inconstante, mudando de casa diversas vezes em poucos anos. Os seus recursos vinham quase exclusivamente das suas traduções.

Em 1804 mantém-se em Torgau por sete anos, praticando medicina regularmente, num longo período de estabilidade. Regressa depois a Leipzig, e muda de casa mais duas vezes. Em Köthen exerceu prática médica regular, dando.lhe finalmente alguma estabilidade financeira, sendo então o período de maturidade da doutrina homeopática. Juntaram-se-lhe a ele diversos entusiastas da prática em conjunto, testaram várias drogas com todos os cuidados possíveis para eliminar o erro. Estes testes foram meticulosamente relatados, formando o núcleo da matéria médica homeopática, compilados na clássica Matéria Médica Pura (1811).

Durante alguns anos foi estudando diversas drogas e seus efeitos e aplicações, ficando com uma profunda compreensão da patogenesia de muitas substâncias poderosas, e utilizou-as como remédios. Nesta base construiu a arte da prática homeopática. Devido aos relatos incompletos ou inadequados dos toxicologistas, patologistas e clínicos, Hahnemann não teve opção senão testar os remédios e venenos em indivíduos saudáveis, que seriam ele, a sua família e amigos.

Em 1810, Hahnemann publicou a primeira edição do famoso ORGANON da medicina racional, que foi uma ampliação do seu trabalho A medicina da experiência. Em vida publicou mais quatro edições, corrigidas e aumentadas em função das modificações da sua teoria, segundo a sua experiência. Passou a chamar-se ORGANON A Arte de Curar. Este livro se tornou um clássico em pouco tempo.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de jan de 2015

ADIB JATENE - Arte tumular - 999 - Cemitério do Aracá, São Paulo, Brasil


ARTE TUMULAR 

Local: Cemitério do Araca, São Paulo, Brasil




PERSONAGEM
Adib Domingos Jatene (Xapuri, Acre, 4 de junho de 1929 — São Paulo, 14 de novembro de 2014) foi um médico (cirurgião torácico), professor universitário, inventor e cientista brasileiro.
Morreu aos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filho de imigrantes árabes, formou-se em medicina na Universidade de São Paulo, onde viria se tornar depois, professor. Conhecido e respeitado internacionalmente, além das dezenas de inovações no meio médico, como o inventor de uma cirurgia do coração, que leva seu nome, para tratamento da transposição das grandes artérias em recém-nascidos, e do primeiro coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas . Trabalhou com o professor Euryclides de Jesus Zerbini. Jatene foi secretário estadual de Saúde no governo Paulo Maluf e duas vezes ministro da Saúde, durante o Governo Collor e, a última delas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. É membro da Academia Nacional de Medicina.

VIDA
Filho de imigrantes libaneses, Jatene nasceu em Xapuri no Acre. Aos dois anos Jatene perdeu seu pai, que era comerciante e fornecia os seringais. Jatene terminou o curso primário no Acre, logo após foi para Uberlândia, onde fez o ginásio e o primeiro ano científico. Depois foi para São Paulo, estudar engenharia no Colégio Bandeirantes, onde logo após acabou desistindo de cursar engenharia e resolveu cursar medicina. No quarto ano do curso de medicina começou a adquirir vivência em cirurgia, e entrou no grupo do professor Euryclides de Jesus Zerbini, inclusive em maio de 1951, quando Zerbini operou o primeiro doente de estenose mitral e Jatene o instrumentou. Jatene fez toda sua pós-graduação no Hospital das Clínicas, com o professor Zerbini. Em 1957 esteve em Uberaba onde foi professor de Anatomia Topográfica, onde também logo após montou seu primeiro modelo de coração artificial que utilizava um oxigenador de disco e uma bomba de rolete. Jatene foi secretário estadual de Saúde no governo Paulo Maluf e duas vezes ministro da Saúde, durante o Governo Collor e, a última delas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi membro da Academia Nacional de Medicina.

CPMF
 Adib é considerado por alguns o "pai" da CPMF , pois ele foi buscar a aprovação da contribuição com a promessa do então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) de que ela seria um recurso a mais para a saúde. A promessa não foi cumprida e o Ministério da Saúde perdeu mais recursos do que os que conseguiu com a CPMF. Quando perguntado se sua saída do Governo FHC teve relação com a CPMF, Jatene respondeu: “Teve relação direta. Eu disse ao presidente Fernando Henrique que precisava de recursos. Ele pediu para falar com o Pedro Malan [ministro da Fazenda]. O Malan me disse que, em dois ou três anos, daria o dinheiro que eu precisava. Não podia esperar tanto tempo. Propus a volta do imposto sobre o cheque, que se chamava IPMF e havia sido extinto em 94. O presidente disse: ‘Você não vai conseguir aprovar isso.’ Respondi: Posso tentar? Ele autorizou. Pedi o compromisso dele de que o orçamento da Saúde não seria reduzido. A CPMF entraria como o adicional. E ele: ‘Isso eu posso te garantir’. Depois da aprovação, a Fazenda reduziu o meu orçamento. Voltei ao presidente. Disse: no Congresso, me diziam que isso ia acontecer. Eu respondia que não, porque tinha a sua palavra. Se o senhor não consegue manter a sua palavra, entendo a sua dificuldade. Mas me faça um favor. Ponha outro no meu lugar. Foi assim que eu saí, em novembro de 96.”

MORTE
No dia 14 de novembro de 2014, falece após sofrer um infarto agudo do miocárdio. O corpo foi velado na manhã do dia 15 de novembro no anfiteatro do Hospital do Coração, em São Paulo e enterrado no mesmo dia no Cemitério do Araçá.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

29 de out de 2013

LAUREL BLAIR SALTON CLARK - Arte Tumular - 919 - Arlington National Cemetery Arlington Arlington County Virginia, USA





Clark, Brown e Anderson da última missão Columbia estão enterrados imediatamente atrás do Columbia Memorial no cemitério Nacional de Arlington.

ARTE TUMULAR
Lápide em mármore branco com o seu nome e datas gravados e dados sobre a sua missão na Columbia.
O túmulo tratas-e de um cenotáfio, isto é, monumento erigido à memoria do morto, mas que não lhe encerra o corpo.
Local: Arlington National Cemetery Arlington Arlington County Virginia, USA
 Plot: Section 46, Lot 1180-2
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
 Laurel Blair Salton Clark (Ames, 10 de março de 1961 — 1 de fevereiro de 2003) foi uma astronauta e médica norte-americana, tripulante do ônibus espacial Columbia que se desintegrou na reentrada da atmosfera ao final da missão STS-107 da NASA, em 1 de fevereiro de 2003.
Morreu aos 31 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Laurel Clark nasceu no estado de Iowa e desde a juventude sempre foi praticante de esportes de risco como mergulho, pára-quedismo, alpinismo e voo, além do gosto natural por aventuras, que a fazia sempre participar de acampamentos em regiões inóspitas e de viagens pelo país. Laurel Clark frequentou o curso de medicina e formou-se em pediatria no Centro de Medicina Naval de Maryland, além de realizar treinamento de medicina em mergulho, tornando-se oficial médica de mergulho da Marinha e passando a integrar o esquadrão médico de submarinos, baseado na Escócia. Nesta posição, ela treinou com escafandristas e mergulhadores da Marinha e realizou várias evacuações médicas de submarinos dos Estados Unidos. Com suas experiências e cursos subsequentes na marinha e na aviação naval, tornou-se oficial médica de submarinos e cirurgiã naval de voo, passando a integrar o esquadrão de ataque noturno do Corpo de Fuzileiros como cirurgiã, praticando a medicina em condições extremas de meio ambiente, atendimento médico através de paraquedismo, e graduou-se como piloto em diversos tipos de aeronaves. Selecionada para o grupo de astronautas da NASA em 1996, a Dra. Clark passou os dois anos seguintes em treinamento no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston, Texas, até ser qualificada como astronauta especialista de missão em 1998, trabalhando em terra no escritório de cargas da NASA, avaliando, treinando sua manipulação e estudando as cargas tecnológicas levadas ao espaço pelos ônibus espaciais. Em 16 de janeiro de 2003 foi ao espaço pela primeira e única vez, como tripulante da nave Columbia, numa viagem de 16 dias, para uma missão científica de pesquisa que realizou mais de oitenta experiências em órbita terrestre.
Membros da missão Columbia
MORTE
Ao fim da missão, em 1 de fevereiro, a nave se desintegrou na reentrada da atmosfera, matando todos os tripulantes. Uma fita de vídeo registrada a bordo da Columbia, gravada poucos minutos antes da reentrada e recuperada nos destroços da nave após a tragédia, mostra aquela que talvez seja a mais comovente conversação da história dos vôos espaciais. Minutos antes de sua morte, o Centro de Controle em Houston pede a Clark que faça alguma pequena tarefa final, enquanto a nave reentrava na alta atmosfera terrestre. Ela responde que estava ocupada naquele exato instante, mas que faria o que foi pedido em um minuto, ao que o controlador em terra respondeu: “Não se preocupe, você tem todo o tempo do mundo”. É a última gravação da história do ônibus espacial Columbia.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

28 de out de 2013

DAVID McDOWELL BROWN - Arte Tumular - 915- Arlington National Cemetery Arlington Arlington County Virginia, USA




Clark, Brown e Anderson da última missão Columbia estão enterrados imediatamente atrás do Columbia Memorial no cemitério Nacional de Arlington.

ARTE TUMULAR
Lápide em mármore branco com o seu nome e datas gravados e dados sobre a sua missão na Columbia.
O túmulo tratas-e de um cenotáfio, isto é, monumento erigido à memoria do morto, mas que não lhe encerra o corpo.

Local: Arlington National Cemetery Arlington Arlington County Virginia, USA
 Plot: Section 46 Lot 1180-3
Descriçãotumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
 David McDowell Brown (Arlington, 16 de abril de 1956 – Espaço Aéreo dos EUA, 1 de fevereiro de 2003) foi um astronauta norte-americano que morreu em seu primeiro voo espacial como tripulante da nave Columbia, desintegrada no retorno à Terra em fevereiro de 2003.
Morreu aos 46 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Formado em biologia e medicina, o Dr. Brown entrou para a marinha depois de fazer a residência médica e após o treinamento como cirurgião de voo foi designado como Diretor do Departamento Médico do Hospital da Marinha em Adak, Alasca. Em 1988, após servir no porta-aviões USS Carl Vinson, ele tornou-se o primeiro cirurgião de voo a ser selecionado para treinamento como piloto em dez anos, sendo o primeiro classificado em sua classe, e tornando-se aviador naval em 1990, com especialização em porta-aviões. Selecionado para a NASA em 1996, o capitão naval Brown passou dois anos treinando como astronauta no Centro Espacial Johnson, no Texas, qualificando-se como especialista de missão, passando a trabalhar no desenvolvimento de suportes de cargas para a Estação Espacial Internacional. Em 16 de janeiro de 2003, Brown subiu ao espaço como integrante da missão STS-107 na nave Columbia, que passou dezesseis dias em órbita, dedicada a experiências científicas e de pesquisa. Trabalhando 24 horas por dia em turnos, a tripulação realizou mais de oitenta experimentos no espaço.

Membros da missão
MORTE
Ao fim da missão, entretanto, em 1 de fevereiro de 2003, a nave Columbia desintegrou-se na reentrada da atmosfera, matando David Brown e toda a tripulação da espaçonave nos céus do estado do Texas. O asteroide 51825 Davidbrown foi batizado postumamente em sua homenagem.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

12 de out de 2011

JONAS SALK - Arte Tumular - 635 - El Camino Memorial Park,San Diego, San Diego County, California, USA








ARTE TUMULAR
Placa de mármore (lápide) com o seu nome e datas no gramado do cemitério.

Local: El Camino Memorial Park, San Diego, San Diego County, California, USA
Plot: Mount Shalom Section, Lot 386 A
Fotos: Alan Brownsten
Descrição tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Jonas Edward Salk (Nova Iorque, 28 de Outubro de 1914 — La Jolla, 23 de Junho de 1995) foi um médico, pesquisador, virologista e epidemiologista americano, mais conhecido como o inventor da primeira vacina antipólio (a epônima vacina Salk).
Morreu aos 80 anos de idade.
SINOPSE
Trabalhou em Nova Iorque, Michigan, Pittsburgh e Califórnia. Em 1960, ele fundou o Salk Institute for Biological Studies em La Jolla, California, que é atualmente um centro de pesquisas médicas e científicas.
Na última parte de sua vida, devotou muita energia na tentativa de desenvolver uma vacina contra a AIDS.
Salk não buscava fama ou fortuna através de suas descobertas, e é citado como tendo dito: "A quem pertence a minha vacina? Ao povo! Você pode patentear o sol?"
Até 1955, quando a vacina começou a ser administrada, a poliomielite foi considerada o problema de saúde pública mais assustador do pós-guerra americano. As epidemias anuais eram cada vez mais devastadoras no país. A epidemia de 1952 foi o pior surto na história do país norte americano. Dos quase 58 mil casos notificados naquele ano, 3.145 pessoas morreram e 21.269 ficaram com algum tipo de paralisia, a maioria das vítimas foram crianças. De acordo com um documentário da PBS em 2009, o segundo maior temor dos Estados Unidos, na época, foi a pólio, perdendo apenas para o medo de o país ser atacado por uma bomba atômica.
Consequentemente, cientistas iniciaram uma corrida frenética para encontrar um meio de prevenir e curar a doença. Assim, segundo Denemberg, "Salk trabalhou dezesseis horas por dia, sete dias por semana, durante anos..." para chegar à descoberta da vacina.
MORTE
Morreu de insuficiência cardíaca.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales