“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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6 de mar. de 2025

INFANTE DOM HENRIQUE - Arte tumular - 1918 - Mosteiro da Batalha, Batalha, Portugal.




 



CENOTÁFIO
É um memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local.
Este túmulo está situado no Panteão Nacional em Lisboa. É um túmulo que se encontra vazio, porém é em memória do infante D.Henrique, o Navegador.




ARTE TUMULAR

Complexo escultórico em mármore, ricamente decorado, composto na parte inferior por uma  urna com vários brasões da nobreza portuguesa abriga os restos mortais  do Infante. Encimando esse conjunto uma escultura  do infante   paramentado com as roupas da realeza e com as mãos elevadas representando uma benção. Cobrindo a cabeça um paramento ricamente decorado. Todo o conjunto está envolvido por um arco

Local: Mosteiro da Batalha. Batalha, Portugal
Descrição tumular: hrubiales


PERSONAGEM
O Infante Dom Henrique de Avis, 1.º duque de Viseu e 1.º senhor da Covilhã (Porto, 4 de março de 1394 – Sagres, 13 de novembro de 1460), foi um infante português e a mais importante figura do início da era das descobertas, popularmente conhecido como Infante de Sagres ou O Navegador. 
Morreu aos 66 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
D. Henrique nasceu numa quarta-feira de cinzas na cidade do Porto, Portugal, no dia então considerado pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho de João I de Portugal, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre. 

Foi batizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu tio materno, o duque Henrique de Lencastre (futuro Henrique IV de Inglaterra). 

Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. Tanto ele como os seus irmãos (a chamada Ínclita geração) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis. 

Foi o principal impulsionador da expansão portuguesa, os chamados descobrimentos portugueses. 

Em 1414, convenceu seu pai a montar a campanha para a conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em agosto de 1415, assegurando ao reino de Portugal o controle das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante. Na ocasião foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Senhor da Covilhã e duque de Viseu.

Foi também administrador da Ordem de Cristo.

Após a conquista de Ceuta, retirou-se para Lagos, onde dirigiu expedições ao Atlântico. Rodeou-se de sábios e navegadores portugueses, maiorquinos, genoveses e venezianos. 

 Durante a sua vida foram redescobertas as ilhas do Atlântico, já conhecidas em mapas do século XIV: os arquipélagos da Madeira e dos Açores. O povoamento e exploração das ilhas ficou a seu cargo.

Após a morte do irmão, o rei Duarte, tornou-se regente o irmão infante D. Pedro, sendo o sobrinho Afonso V, menor. Um conflito entre o rei Afonso V e o seu tio, o infante D. Pedro, levou à batalha de Alfarrobeira, em que o infante foi morto. O infante D. Henrique colocou-se ao lado do rei, seu sobrinho, contra o seu próprio irmão.

DESCENDÊNCIA
O Infante morreu solteiro, sem alguma vez ter tido mulher ou filhos. Deixou como seu principal herdeiro o seu sobrinho (e filho adotivo), em bens, cargos e títulos, o segundo filho de seu irmão o rei D. Duarte já falecido, o Infante D. Fernando, duque de Beja, e que a partir dessa altura passa a ser Duque de Viseu tal como ele e a dirigir os Descobrimentos portugueses para o Reino de Portugal tal como o seu tio.

MORTE
Os seus restos mortais encontram-se sepultados no Mosteiro da Batalha.

Fonte: Wikipédia
Formatação: hrubiales

6 de ago. de 2022

CATARINA DE BRAGANÇA ' RAINHA - Arte Tumular - 1712- Panteão da Dinastia de Bragança, Igreja de São Vicente de Fora, Lisboa, Portugal





ARTE TUMULAR

Túmulo com tampo de mármore no sentido horizontal, sobreposto em outro tumulo. Destaca-se o nome da rainha e datas gravados com dourado.

Local: Panteão da Dinastia de Bragança, Igreja de São Vicente de Fora, Lisboa, Portugal

Descrição tumular: Helio Rubiales 

Catarina de Portugal
Casa de Bragança
Ramo da Casa de Aviz
25 de novembro de 1638 – 31 de dezembro de 1705
Precedida por
Henriqueta Maria de França
Coat of Arms of Catherine of Braganza.svg
Rainha Consorte da Inglaterra, Escócia e Irlanda
23 de abril de 1662 – 6 de fevereiro de 1685
Sucedida por
Maria de
Catarina
Retrato por Peter Lely, c. 1663–1665
Rainha Consorte da Inglaterra,
Escócia e Irlanda
Reinado23 de abril de 1662
a 6 de fevereiro de 1685
PredecessoraHenriqueta Maria de França
SucessoraMaria de Módena
 
Nascimento25 de novembro de 1638
 Paço Ducal de Vila Viçosa, Portugal
Morte31 de dezembro de 1705 (67 anos)
 Palácio da Bemposta, Lisboa, Portugal
Sepultado emPanteão da Dinastia de Bragança, Igreja de São Vicente de Fora, Lisboa, Portugal
Nome completoCatarina Henriqueta
MaridoCarlos II de Inglaterra
CasaBragança (por nascimento)
Stuart (por casamento)
PaiJoão IV de Portugal
MãeLuísa de Gusmão
ReligiãoCatolicismo
AssinaturaAssinatura de Catarina
Brasão



PERSONAGEM
Catarina Henriqueta (Vila Viçosa, 25 de novembro de 1638 – Lisboa, 31 de dezembro de 1705) foi a esposa do rei Carlos II e Rainha Consorte do Reino da Inglaterra, Reino da Escócia e Reino da Irlanda de 1662 até 1685. 
Morreu aos 67 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filha de D. João IV, primeiro rei da Casa de Bragança em Portugal, e sua esposa Luísa de Gusmão. 

 Catarina não foi uma rainha popular na Inglaterra por ser católica, o que a impediu de ser coroada. Ela era um objeto especial de ataque pelos inventores da Trama Papista. 

Sem posteridade, deixou à Inglaterra a geleia de laranja, o hábito de beber chá, além de lá ter introduzido o uso dos talheres e do tabaco. Sua posição era difícil, teve três abortos e não produziu herdeiros. 

Seu marido Carlos continuava a ter filhos de suas amantes, mas insistia em que ela fosse tratada com respeito e recusou divorciar-se. Chegou mesmo a ser acusada de maquinar a morte do marido por sugestão do pontífice e outros príncipes católicos. Enviuvando em 16 de fevereiro de 1685, Catarina permaneceu em Inglaterra durante o reinado do cunhado Jaime II e regressou a Portugal no reinado conjunto de Guilherme III e Maria II, depois da Revolução Gloriosa, instalando-se no Palácio da Bemposta, onde morreu em 1705, aos 67 anos.

MORTE 
Morreu em Lisboa em 31 de dezembro de 1705 no palácio do Campo Real ou Bemposta. Enterrada no real convento de Belém ou Igreja dos Jerónimos, o seu corpo foi depois trasladado para o panteão dos Braganças em São Vicente de Fora.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

16 de mar. de 2018

DOM MANUEL I - Arte Tumular - 1282 - Monastery of Jeronimos Lisbon, Lisboa Municipality, Lisboa, Portugal



Manuel I de Portugal
Casa de Avis
Ramo da Casa de Borgonha
31 de maio de 1469 – 13 de dezembro de 1521
Precedido por
João II
Brasao de Aviz2.png
Rei de Portugal e Algarves
25 de outubro de 1495 – 13 de dezembro de 1521
Sucedido por
João III
Precedido por
Afonso
Coat of Arms of the Prince of Portugal (1481-1910).png
Príncipe Herdeiro de Portugal
13 de julho de 1491 – 25 de outubro de 1495
Sucedido por
Miguel da Paz





ARTE TUMULAR
Do lado esquerdo do Mosteiro destaca-se o nicho tumular, uma série de ataudes em mármore, sobrepostos encimados por uma coroa. Toda essa base tumular é sustentada pela escultura de dois elefantes.
Local:  Monastery of Jeronimos Lisbon, Lisboa Municipality, Lisboa, Portugal 
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Manuel I
Rei de Portugal e Algarves
Reinado25 de outubro de 1495
a 13 de dezembro de 1521
Coroação27 de outubro de 1495
Antecessor(a)João II
Sucessor(a)João III
EsposasIsabel de Aragão e Castela
Maria de Aragão e Castela
Leonor da Áustria
DescendênciaMiguel da Paz, Príncipe de Portugal
João III de Portugal
Isabel de Portugal
Beatriz de Portugal
Luís, Duque de Beja
Fernando, Duque da Guarda
Afonso de Portugal
Henrique I de Portugal
Duarte, Duque de Guimarães
Maria, Duquesa de Viseu
CasaAvis
Nascimento31 de maio de 1469
Alcochete, Portugal
Morte13 de dezembro de 1521 (52 anos)
Paço da Ribeira, Lisboa, Portugal
EnterroMosteiro dos Jerónimos, Belém, Portugal
ReligiãoCatolicismo
PaiFernando, Duque de Viseu
MãeBeatriz de Portugal
AssinaturaAssinatura de Manuel I
PERSONAGEM
Manuel I (Alcochete, 31 de maio de 1469 – Lisboa, 13 de dezembro de 1521), apelidado de "o Afortunado","O Venturoso" e "o Bem-Aventurado", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1495 até à sua morte.
Morreu aos 52 anos.




SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era o filho mais novo do infante Fernando, Duque de Viseu filho do rei Duarte I, e sua esposa a infanta Beatriz de Portugal, neta do rei João I.

Manuel ascendeu ao trono após a morte de seu primo o rei João II, que não tinha herdeiros legítimos e o nomeou como seu sucessor. Na realidade, foi o único a subir ao trono sem ser parente em primeiro grau ou descendente do antecessor. Para a sua coroação beneficiou da morte de todos os seis pretendentes que sobre ele teriam prioridade, inclusive do filho do Rei.

 Prosseguiu as explorações portuguesas iniciadas pelos seus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia, do Brasil e das ambicionadas "ilhas das especiarias", as Molucas, determinantes para a expansão do império português.

Foi o primeiro rei a assumir o título de Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia. Em 1521, promulgou uma revisão da legislação conhecida como Ordenações Manuelinas, que divulgou com ajuda da recente imprensa. No seu reinado, apesar da sua resistência inicial, cumprindo as cláusulas do seu casamento com Dona Maria de Aragão, viria a solicitar ao papa em 1515 a instalação da inquisição em Portugal, o que só viria a ser concedido no reinado seguinte, perante novo pedido de D. João III.

Com a prosperidade resultante do comércio, em particular o de especiarias, realizou numerosas obras cujo estilo arquitetônico  ficou conhecido   como manuelino.

MORTE
No início de dezembro de 1521, altura em que Lisboa era assolada por um surto de pestilência, D. Manuel, que se encontrava com a sua corte no Paço da Ribeira, adoeceu gravemente "de uma febre espécie de modorra", segundo relata Damião de Góis. Manifestando os primeiros sintomas no dia 4, três dias mais tarde já se mostrava incapaz de assinar alvarás e, no dia 11, ordenava um codicilo ao seu testamento. Acabou por morrer no cair da noite do dia 13, altura em que entrou em delírio, recitando em voz alta os versos dos Salmos, que sabia de cor, e após receber a extrema-unção.

Morto o rei, o seu corpo foi colocado num ataúde de madeira, após ser arranjado "como a rei convinha", que foi carregado por D. Jaime, Duque de Bragança, D. Jorge, Duque de Coimbra, D. Fernando, Marquês de Vila Real, e D. Pedro, Conde de Alcoutim para a Sala Grande do Paço, situada no piso inferior. O ataúde foi destapado, e todos os presentes beijaram a sua mão.


Depois, D. Jaime e D. Jorge pregaram a tampa do caixão mas, nas palavras do cronista,

"os quais pregos não foram tão pregados com martelos como com as cabeças dos que eram presentes que com elas davam muitas pancadas no ataúde e no chão que era uma mui grave cousa de ver" 

 O corpo do rei foi levado em procissão para Belém entre as duas e as três horas da manhã do dia 14 de dezembro de 1521. O ataúde, coberto de veludo preto com uma cruz de damasco branco, foi colocado sobre uma azémola. Junto às portas do Paço da Ribeira, aguardava um grande número de clero e grandes e fidalgos do reino com seus criados, com mais de seiscentas tochas que alumiavam a noite. O caminho até Belém foi acompanhado por muitos populares.

D. Manuel foi provisoriamente sepultado, em campa rasa, na igreja velha do Restelo, uma vez que o corpo do Mosteiro dos Jerônimos, onde deixara expresso desejar ser sepultado, não estava ainda concluído. O ataúde foi tomado aos ombros por fidalgos, ladeados pelos frades, segurando grandes círios acesos e de capelos sobre os olhos. Dentro da igreja, o Duque de Bragança, o Duque de Coimbra, o Marquês de Vila Real, e o Conde de Alcoutim, pegando em enxadas, enterraram-no numa campa rasa, sem mais cerimônia ou pompa, enquanto os presentes lamentavam e gritavam em altos brados o seu pranto, em vivas manifestações de pesar.

As exéquias reais tiveram lugar na terça-feira seguinte, na Sé de Lisboa, com cerimônias que só terminaram cerca da uma hora da tarde do dia seguinte. O último ofício público foi a cerimônia da quebra dos escudos: acompanhados por muitos senhores e fidalgos a pé, três juízes da cidade (dois do crime, e um do cível), vestidos de negro, traziam sobre a cabeça três grandes escudos negros; diante deles, num cavalo preto coberto de  paramentos de linho da mesma cor, vinha um alferes, vestindo uma grande loba de pano preto, levando sobre o ombro direito uma bandeira de grandes dimensões, preta e com as armas reais, que, meia tombada, se ia arrastando pelo chão da cidade à medida que o cortejo avançava.

Junto à Sé, o bacharel Diogo Vaz da Casa do Cível, subiu a um banco e fez um discurso em memória do monarca falecido; depois, desfez-se o primeiro escudo no chão com uma pancada forte. A multidão seguiu depois até meio da Rua Nova dos Mercadores, onde se fez novo discurso e se quebrou o segundo escudo; o último escudo negro foi quebrado no Rossio. Ao longo desse dia, repicaram os sinos em Lisboa.

Em 1551, trinta anos após a sua morte, D. João III ordenou a trasladação dos restos mortais de D. Manuel, juntamente com os da rainha D. Maria sua esposa, para a igreja nova do Mosteiro dos Jerônimos. Contrariando as disposições testamentárias de D. Manuel para que a sua trasladação para os Jerônimos ocorresse "secretamente e sem cerimônia", o acontecimento prolongou-se por cinco dias, na presença dos monarcas e de centenas de religiosos.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

29 de ago. de 2009

DONA INÊS DE CASTRO - Arte Tumular - 272 - Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Alcobaça, Portugal






Precedida por:
Beatriz de Castela
PortugueseFlag1248.svg
Rainha de Portugal

(proclamada postumamente em 1360)
Sucedida por:
Leonor Teles de Meneses





Detalhe

Túmulo

Túmulo

Túmulo na nave transversa

Nave central

Planta do Mosteiro e anexos

Mosteiro
ARTE TUMULAR
Os túmulos são considerados uma das maiores esculturas tumulares da idade média. Esplendidamente decorado, todo em mármore, é uma obra prima da escultura gótica.. É uma base tumular retangular, apoiada sobre seis serviçais.com aspectos de gárgulas. Nas quatro laterias estão esculpidas cenas que ilustram a história de Portugal e bíblicas.. Apesar da iconografia ser muito extensa causa dúvidas quanto a procedência da representação. Sobre a laje de cobertura, há uma espetacular escultura de D. Inês de Castro deitada,destacando a sua coroa de rainha, apresentando um aspecto de tranqüilidade e com as mãos apoiadas no ventre onde segura um crucifixo do rosário no seu pescoço., escultura essa bem ao estilo medieval. Rodeando o corpo, estão seis anjos, três de cada lado.

TÚMULOS PROFANADOS
No dia 1 de Agosto de 1569, o rei D. Sebastião I (1554-1578), cujo tio era o cardeal D. Henrique, abade de Alcobaça, mandou abrir os túmulos. De acordo com os relatos de dois monges presentes, enquanto os túmulos eram abertos, o rei recitava textos alusivos ao amor de D. Pedro e de D. Inês.
Durante a Invasão Francesa do ano de 1810 os dois túmulos não só foram danificados de forma irreparável, como ainda foram profanados pelos soldados. O corpo embalsamado de D. Pedro foi retirado do caixão e envolvido num pano de cor púrpura, enquanto a cabeça de D. Inês, que ainda continha cabelo louro, foi atirado para a sala ao lado, para junto dos outros sarcófagos. Os monges reuniram posteriormente os elementos dos túmulos e voltaram a selá-los.
Após o ano de 1810, os túmulos foram sendo colocados em vários sítios da igreja, para voltarem à sua posição inicial no transepto, frente a frente, em 1956. Agora, os túmulos são o destino de muitos apaixonados, que muitas vezes os visitam no dia do seu casamento, para fazerem juras de amor eterno e de fidelidade defronte aos dois túmulos.
LOCAL: Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Alcobaça, Portugal
Fotos: Wikimédia,
Ferreira, Augusta Pablo Trindade.
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Inês de Castro (Galiza, 1320 ou 1325 - Coimbra, 7 de Janeiro de 1355), uma nobregalega, foi amada pelo futuro rei Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos. Foi executada às ordens do pai deste, Afonso IV.
Morreu aos 30 anos de idade
Inês de Castro
Rainha de Portugal (póstumo)
Estátua jacente do túmulo de D. Inês de Castro no mosteiro de Alcobaça (c. 1360).
CônjugePedro I de Portugal
DescendênciaAfonso
Beatriz, condessa de Alburquerque
João, duque de Valência de Campos
Dinis, senhor de Cifuentes
CasaCastro (por nascimento)
Borgonha (por casamento)
Nome completoInês Pires de Castro
Nascimento1320 ou 1325
 Galiza
Morte7 de janeiro de 1355
 Santa Clara, Coimbra
EnterroMosteiro de Alcobaça
PaiPedro Fernandes de Castro
MãeAldonça Lourenço de Valadares
BIOGRAFIA
Inês de Castro era filha natural de Pedro Fernandes de Castro, mordomo-mor do rei Afonso XI de Castela, e de uma dama portuguesa, Aldonça Lourenço de Valadares. O seu pai, neto por via ilegítima de Sancho IV de Castela, era um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela.
Em 1339 teve lugar o casamento do príncipe Pedro, herdeiro do trono português com Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, príncipe de Vilhena e Escalona, duque de Peñafiel, tutor de Afonso XI de Castela, e neto do rei Fernando III de Castela.

ROMANCE COM D.PEDRO
Mas seria uma das aias de Constança, D. Inês de Castro, por quem D. Pedro viria a apaixonar-se. Este romance começou a ser comentado e mal aceite na corte e pelo próprio povo.
Sob o pretexto da moralidade, rei D. Afonso IV não aprovava esta relação, não só por motivos de diplomacia com João Manuel de Castela, mas também devido à amizade íntima de D. Pedro com os irmãos de D. Inês - Fernando de Castro e Álvaro Pirez de Castro. Sentindo-se ameaçados pelos irmãos Castro, os fidalgos da corte portuguesa pressionavam o rei D. Afonso IV para afastar esta influência do seu herdeiro. Assim, em 1344 o rei mandou exilar Inês no castelo de Alburquerque, na fronteira castelhana. No entanto, a distância não teria apagado o amor entre Pedro e Inês que, segundo a lenda, continuavam a corresponder-se com frequência.
Em Outubro do ano seguinte, Constança morreu ao dar à luz o futuro rei Fernando I de Portugal. Viúvo, Pedro mandou Inês regressar do exílio e os dois foram viver juntos em sua casa, o que provocou grande escândalo na corte, para enorme desgosto de El-Rei seu pai. Começou então uma desavença entre o rei e o infante.
D. Afonso IV tentou remediar a situação casando novamente o seu filho com uma dama de sangue real. Mas Pedro rejeitou este projeto, alegando que sentia ainda muito a perda de sua mulher Constança e que não conseguia ainda pensar num novo casamento. No entanto, fruto dos seus amores, Inês foi tendo filhos de D. Pedro: Afonso em 1346 (que morreu pouco depois de nascer), João em 1349, Dinis em 1354 e Beatriz em 1347. O nascimento destes veio agudizar a situação: Durante o reinado de D. Dinis, D. Afonso IV sentira-se em risco de ser preterido na sucessão ao trono devido aos filhos bastardos do seu pai. Agora circulavam boatos de que os Castros conspiravam para assassinar o infante D. Fernando, herdeiro de D. Pedro, para o trono português passar para os filhos de Inês de Castro.
Entretanto, o reino de Castela encontrava-se em grave agitação com a morte de Afonso XI e a impopularidade do reinado de D. Pedro I de Castela, cognominado o Cruel. Os irmãos de Inês sugeriram a Pedro que juntasse os reinos de Leão e Castela a Portugal, uma vez que o príncipe português era, por sua mãe, neto de D. Sancho IV de Castela. Em 1354 convenceram-no a pôr-se à frente da conjuração, na qual Pedro se proclamou pretendente às coroas castelhana e leonesa. Foi novamente a intervenção enérgica de Afonso IV de Portugal que evitou que tal sucedesse. O rei mantinha uma linha de neutralidade, abstendo-se de intervir na política de outras nações, o que lhe permitia paz e respeito com os reinos vizinhos.

ASSASSINATO DE D. INÊS
Pedro e Inês tinham regressado a Coimbra e se instalado no Paço de Santa Clara. Mandado construir pela avó de Pedro, a Rainha Santa Isabel, foi neste paço que esta rainha vivera os últimos anos, deixando expresso o desejo que se tornasse na habitação exclusiva de reis e príncipes seus descendentes, com as suas esposas legítimas.
Haviam boatos de que o príncipe tinha se casado secretamente com Inês. Na família real, um incidente deste tipo assumia graves implicações políticas. O rei D. Afonso IV decidiu que a melhor solução seria matar a dama galega. Na tentativa de saber a verdade, o rei ordenou dois conselheiros seus dizerem a Pedro que ele podia se casar livremente com Inês se assim o pretendesse. D. Pedro percebeu que se tratava de uma cilada e respondeu que não pensava casar-se com Inês.
A 7 de Janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e do povo e, aproveitando a ausência de Pedro numa excursão de caça, enviou Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco para matarem Inês de Castro em Santa Clara. Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte dos Amores da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.
A morte de Inês provocou a revolta de D. Pedro contra D. Afonso IV. Após meses de conflito, a rainha D. Beatriz conseguiu intervir para selar uma paz em Agosto de 1355.

RAINHA PÓSTUMA
Pedro tornou-se no oitavo rei de Portugal em 1357. Em Junho de 1360 fez a declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se tinha casado secretamente com Inês, em 1354, «em dia que não se lembrava». As palavras do rei e do seu capelão foram as únicas provas desse casamento.
De seguida perseguiu os assassinos de Inês, que tinham fugido para o reino de Castela, Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram apanhados e executados (segundo a lenda, o rei mandou arrancar o coração de um pelo peito e o do outro pelas costas, assistindo à execução enquanto se banqueteava). Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para a França e posteriormente seria perdoado pelo rei no seu leito de morte.
A tétrica cerimónia da coroação e do beija mão à rainha morta, que D. Pedro teria imposto à sua corte e tornar-se-ia numa das imagens mais vívidas no imaginário popular, terá provavelmente sido inserida nas narrativas do final do século XVI, depois da popularização do episódio d'Os Lusíadas. D. Pedro mandou construir os dois esplêndidos túmulos de D. Pedro I e de Inês de Castro no mosteiro de Alcobaça, para onde transladou o corpo da sua amada Inês. Juntar-se-ia a ela em 1367 e os restos de ambos jazem juntos até hoje, frente a frente, para que, segundo a lenda «possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final».

DESCENDÊNCIA
Da relação de D. Inês com o infante D. Pedro de Portugal nasceram:
Afonso de Portugal (morto em criança), Beatriz, princesa de Portugal e condessa de Alburquerque (1347-1381), João, príncipe de Portugal e duque de Valência de Campos (1349-1387) e Dinis, infante de Portugal e senhor de Cifuentes (1354-1397)
Fonte:
Wikipédia
Ferreira, Augusta Pablo Trindade, Mosteiro de S.Maria de Alcobaça, Elo-Publicidade, Artes Gráficas Ltda. IPPAR, 1993,P.1 A 17 (texto e fotos)

DOM PEDRO I de PORTUGAL-Arte Tumular-271- Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Alcobaça. Portugal




Pedro I de Portugal
Casa de Borgonha
Ramo da Casa de Capeto
8 de abril de 1320 – 18 de janeiro de 1367
Precedido por
Afonso IV
Brasão de armas do reino de Portugal (1247).svg
Rei de Portugal e Algarve
28 de maio de 1357 – 18 de janeiro de 1367
Sucedido por
Fernando I


Detalhe

Túmulo

Detalhe do esquife

Nave transversa (transepto) do Mosteiro onde estão os túmulos
No primeiro plano é o de D. Ines, do outro lado da nave é o de D.Pedro I

Nave central do Mosteiro

Planta do Mosteiro e anexos

Mosteiro de Alcobaça
ARTE TUMULAR
Os túmulos são considerados uma das maiores esculturas tumulares da idade média. Esplendidamente decorado, todo em mármore, é uma obra prima da escultura gótica.. É uma base tumular retangular, apoiada sobre seis cabeças de leão que tem como significado a vigilância tumular. Nas quatro laterias estão esculpidas cenas que ilustram a história de Portugal e bíblicas. Na parte frontal claramente se vê um cenáculo do Juízo final. Apesar da iconografia ser muito extensa causa dúvidas quanto a procedência da representação.Sobre a laje de cobertura, há uma espetacular escultura do rei deitado com sua coroa, bem ao estilo medieval. Rodeado por seis anjos , três de cada lado que cuidam do morto. Note a presença da escultura de um cão aos seus pés.

TÚMULOS PROFANADOS
No dia 1 de Agosto de 1569, o rei D. Sebastião I (1554-1578), cujo tio era o cardeal D. Henrique, abade de Alcobaça, mandou abrir os túmulos. De acordo com os relatos de dois monges presentes, enquanto os túmulos eram abertos, o rei recitava textos alusivos ao amor de D. Pedro e de D. Inês.
Durante a Invasão Francesa do ano de 1810 os dois túmulos não só foram danificados de forma irreparável, como ainda foram profanados pelos soldados. O corpo embalsamado de D. Pedro foi retirado do caixão e envolvido num pano de cor púrpura, enquanto a cabeça de D. Inês, que ainda continha cabelo louro, foi atirado para a sala ao lado, para junto dos outros sarcófagos. Os monges reuniram posteriormente os elementos dos túmulos e voltaram a selá-los.
Após o ano de 1810, os túmulos foram sendo colocados em vários sítios da igreja, para voltarem à sua posição inicial no transepto, frente a frente, em 1956. Agora, os túmulos são o destino de muitos apaixonados, que muitas vezes os visitam no dia do seu casamento, para fazerem juras de amor eterno e de fidelidade defronte aos dois túmulos.
LOCAL: Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça, Alcobaça. Portugal
Fotos: Wikimédia,
Augusta Pablo Trindade Ferreira
Descrição tumular: Helio Rubiales
D. Pedro I
Cru, Cruel, ou Justiceiro
Representação do Rei Pedro I de Portugal
na Sala dos Reis, Quinta da Regaleira,
Sintra, Portugal.
Rei de Portugal e Algarve
Reinado28 de maio de 1357
a 18 de janeiro de 1367
Antecessor(a)Afonso IV
Sucessor(a)Fernando I
 
Nascimento8 de abril de 1320
 Coimbra, Portugal
Morte18 de janeiro de 1367 (46 anos)
 Estremoz, Portugal
Sepultado emMosteiro de Alcobaça, Alcobaça, Portugal
Nome completoPedro Afonso
CônjugeConstança Manuel
Inês de Castro
DescendênciaMaria, Princesa de Aragão
Fernando I de Portugal
João, Duque de Valência de Campos
Dinis, Senhor de Cifuentes
Beatriz, Condessa de Albuquerque
João I de Portugal
CasaBorgonha
PaiAfonso IV de Portugal
MãeBeatriz de Castela
ReligiãoCatolicismo
PERSONAGEM
D. Pedro I de Portugal (Coimbra, 8 de Abril de 1320 - Estremoz, 18 de Janeiro de 1367) foi o oitavo Rei de Portugal. Mereceu os cognomes de O Justiceiro (também O Cruel, O Cru ou O Vingativo), pela energia posta em vingar o assassínio de Inês de Castro, ou de O-Até-ao-Fim-do-Mundo-Apaixonado, pela afeição que dedicou àquela dama galega. Era filho do rei Afonso IV e sua mulher, a princesa Beatriz de Castela. Pedro I sucedeu a seu pai em 1357.
Morreu aos 46 anos de idade.


BIOGRAFIA
No século XIV, D. Afonso IV, rei de Portugal, combinou o casamento de seu filho Pedro, herdeiro do trono de Portugal, com D. Constança, nobre senhora de Castela.
A entrada de D. Constança em Portugal fez-se no meio de grande comitiva de gente ilustre. Houve música, danças e poesia de trovadores. Na companhia da jovem princesa viera de Castela uma linda moça, dama de honor de linhagem fidalga, que se chamava Inês. Inês de Castro vivia na corte com D. Constança e D. Pedro, desfrutando os lazeres do dia a dia, a leitura, a música e as danças, a poesia trovadoresca. A sua elegância e beleza encantadora fizeram com que o príncipe D. Pedro reparasse nela e, em breve, se apaixona-se. Os encontros deles tornavam-se cada vez mais frequentes.
D. Constança vivia cada dia mais angustiada e triste e acabou por falecer de parto. D. Pedro ficou livre para cair nos braços de Inês.
A força do amor era tão intensa que D. Pedro mandou vir Inês de Castro para Coimbra. D. Pedro e D. Inês passaram a habitar nos paços de Santa Clara, na margem esquerda do rio Mondego. Aqui nasceram e brincaram felizes os seus filhos, por entre a ternura dos pais, o verde das flores e o azul do céu.
Entretanto, em Lisboa, D. Fernando, filho de D. Pedro e D. Constança, ia sendo educado para um dia ser rei. O que aconteceria se D. Inês, fidalga castelhana, viesse a ser rainha? Era bem possível que um dos seus filhos viesse a ser rei de Portugal, ainda que fosse necessário matar o legítimo herdeiro do reino... Seria então fácil a nobreza castelhana tomar o poder e Portugal perder a independência.
No início de 1355, o príncipe D. Pedro não podia imaginar o que estava a ser tramado contra a sua bela Inês. Por isso, partiu para mais uma caçada por montes e florestas, com os seus amigos. No dia 7 de Janeiro, ao cair da noite, Inês de Castro foi surpreendida pela chegada do Rei e conselheiros. Rodeada dos seus 3 filhos, Inês implorou ao Rei que lhe poupasse a vida em consideração pelos seus netos. Apesar dos apelos lancinantes, quando o luar chegou, Inês estava morta.
Uma vez coroado rei, em 1357, Pedro anunciou o casamento com Inês, realizado em segredo antes da sua morte, e a sua intenção de a ver lembrada como Rainha de Portugal. Conta também a tradição que Pedro teria feito desenterrar o corpo da amada, coroando-o como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real ao cadáver, sob pena de morte. De seguida, ordenou a execução de dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados nas naves laterais do mosteiro de Alcobaça para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes, então ressuscitados, de imediato se vejam...
Como rei, Pedro revelou-se um bom administrador, corajoso na defesa do país contra a influência papal (foi ele que promulgou o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre circulação de documentos eclesiásticos no País sem a sua autorização expressa), e justo na defesa das camadas menos favorecidas da população. Na política externa, Pedro participou ao lado de Aragão na invasão de Castela.
D. Pedro reinou durante dez anos, conseguindo ser extremamente popular, ao ponto de dizerem as gentes «que taaes dez annos nunca ouve em Purtugal como estes que reinara el Rei Dom Pedro».(português arcaico)
Fonte:
Wikipédia
Ferreira, Augusta Pablo Trindade, Mosteiro de S.Maria de Alcobaça, Elo-Publicidade, Artes Gráficas Ltda. IPPAR, 1993,P.1 A 17 (texto e fotos)
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales