“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

Mostrando postagens com marcador .HISTÓRICOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .HISTÓRICOS. Mostrar todas as postagens

1 de mar. de 2025

HIPÁTIA DE ALEXANDRIA - Arte tumular - 1910 - Queimada

 


Foi atacada por uma turba de cristões enfurecidos e queimada numa fogueira


Hipátia de Alexandria

Hipátia de Alexandria - Gravura de Elbert Hubbard, 1908
Nascimentoc. 351/370
Alexandria, Egito
Morte8 de março de 415[1]
Alexandria, Egito
OcupaçãoFilósofa e Professora
Escola/tradiçãoNeoplatonismo
Principais interessesMatemática, astronomia, filosofia, religião, poesia, retórica, oratória
Ideias notáveisLógica, Matemática
PERSONAGEM
Hipatia ou Hipácia (em grego clássico: Ὑπατία; romaniz.: Hypatía; Alexandria, c. 351/370 – Alexandria, 8 de março de 415) foi uma filósofa neoplatônica do Egito Romano. 
Morreu aos 45 anos

SINOPSE
Foi a primeira mulher documentada como tendo sido matemática. Como chefe da escola platônica em Alexandria, também lecionou filosofia e astronomia. 

Como neoplatonista, pertencia à tradição matemática da Academia de Atenas, representada por Eudoxo de Cnido, e era da escola intelectual do pensador Plotino, que a incentivou a estudar Lógica e Matemática, no lugar de se dedicar à investigação empírica, e a estudar Direito, em vez de ciências da natureza.

De acordo com a única fonte contemporânea, Hipátia foi assassinada por uma multidão de cristãos depois de ser acusada de exacerbar um conflito entre duas figuras proeminentes em Alexandria: o governador Orestes e o bispo de Alexandria, Cirilo de Alexandria.

Kathleen Wider propõe que o assassinato de Hipátia marcou o fim da Antiguidade Clássica, e Stephen Greenblatt observa que o assassinato "efetivamente marcou a queda da vida intelectual em Alexandria". Por outro lado, Maria Dzielska e Christian Wildberg notam que a filosofia helenística continuou a florescer nos séculos V e VI, e, talvez, até a era de Justiniano.

BIOGRAFIA
Hipátia era filha de Téon de Alexandria, um renomado filósofo, astrônomo, matemático, autor de diversas obras e professor em Alexandria. Criada em um ambiente de ideias e filosofia, tinha uma forte ligação com o pai, que lhe transmitiu, além de conhecimentos, a forte paixão pela busca de respostas para o desconhecido. Diz-se que ela, sob tutela e orientação paternas, submetia-se a uma rigorosa disciplina física, para atingir o ideal helênico de ter a mente sã em um corpo são. 

Hipátia estudou na Academia de Alexandria, onde ela tinha muito conhecimento em matemática, astronomia, filosofia, religião, poesia e artes. A oratória e a retórica também não foram descuidadas. 

Alguns autores pensam que, quando adolescente, viajou para Atenas, para completar a educação na Academia Neoplatônica, onde não demorou a se destacar pelos esforços para unificar a matemática de Diofanto com o neoplatonismo de Amónio Sacas e Plotino, isto é, aplicando o raciocínio matemático ao conceito neoplatônico do Uno (mônada das mônadas). Ao retornar, já havia um emprego esperando por ela em Alexandria: seria professora na Academia onde fizera a maior parte dos estudos, ocupando a cadeira que fora de Plotino. Aos 30 anos já era diretora da Academia, sendo muitas as obras que escreveu nesse período. 

Um dos seus alunos foi o notável filósofo e bispo Sinésio de Cirene (370 - 413), que lhe escrevia frequentemente, pedindo-lhe conselhos. Através destas cartas, sabemos que Hipátia desenvolveu alguns instrumentos usados na Física e na Astronomia, entre os quais o hidrômetro.

Sabemos também que desenvolveu estudos sobre a Álgebra de Diofanto ("Sobre o Cânon Astronômico de Diofanto"), tendo escrito um tratado sobre o assunto, além de comentários sobre os matemáticos clássicos, incluindo Ptolomeu. Em parceria com o pai, escreveu um tratado sobre Euclides. 

Ficou famosa por ser uma grande solucionadora de problemas. Matemáticos, confusos com algum problema em especial, escreviam-lhe pedindo uma solução. E ela raramente os desapontava. Obcecada pelo processo de demonstração lógica, quando lhe perguntavam por que jamais se casara, respondia que já era casada com a verdade.

O seu fim trágico se desenhou a partir de 412, quando Cirilo foi nomeado Patriarca de Alexandria, título de dignidade eclesiástica, usado em Constantinopla, Jerusalém e Alexandria. Ele era um cristão fervoroso, que lutou toda a vida defendendo a ortodoxia da Igreja e combatendo as heresias, sobretudo o Nestorianismo, que negava a divindade de Jesus Cristo e a maternidade divina de Maria. 

MUDANÇA DO PARADIGMA PAGÃO PARA CRISTÃO
O reinado de Teodósio I (379–395) marca o auge de um processo de transformação do cristianismo, que efetivamente se torna a religião oficial do Estado. Em 391, atendendo pedido do então Patriarca de Alexandria, Teófilo, autorizou a destruição do Templo de Serápis (que não deve ser confundido com o Museu e a Biblioteca existentes em Alexandria, que não tinham nenhuma relação física com este templo), um vasto santuário pagão onde eram oferecidos sacrifícios de sangue, segundo os relatos dos historiadores contemporâneos Sozomeno e Tirânio Rufino.

Embora a legislação em 393 procurasse coibir distúrbios, surtos de violência popular entre cristãos e pagãos tornaram-se cada vez mais frequentes em Alexandria, principalmente após a ascensão de Cirilo ao Patriarcado. 

MORTE
De acordo com o relato de Sócrates Escolástico, numa tarde de março de 415, quando regressava do Museu, Hipátia foi atacada em plena rua por uma turba de cristãos enfurecidos. Ela foi arrastada pelas ruas da cidade até uma igreja, onde foi cruelmente torturada até a morte. Depois de morta, o corpo foi lançado a uma fogueira.

Fonte: Wikipédia
Formatação: hrubiales

16 de fev. de 2025

SAMUEL DE CHAMPLAIN - Arte tumular - 1896 - Basilique-Cathédrale Notre-Dame de Québec Quebec, Capitale-Nationale Region de Quebec, Canada

 



ARTE TUMULAR 

No interior da Basílica ergue-se uma placa de mármore beije com o seu nome e datas gravados   

Sepultamento : Basilique-Cathédrale Notre-Dame de Québec Quebec, Capitale-Nationale Region de Quebec, Canada 
Jazigo Crypte 
FOTO; Findagrave
Descrição tumular: HRubiales

Samuel de Champlain
Detail from "Défaite des Iroquois au Lac de Champlain," Champlain Voyages (1613). This self-portrait is the only surviving contemporary likeness of the explorer.
Nascimento13 de agosto de 1567
Hiers-Brouage
Morte25 de dezembro de 1635
Quebec
SepultamentoQuebec
CidadaniaReino da França
CônjugeHélène Boullé
Ocupaçãoexplorador, geógrafo, militar, político, diplomata, soldado
Distinções
  • Person of National Historic Significance (1929)
Religiãocatolicismo
Causa da morteacidente vascular cerebral
Assinatura
Assinatura de Samuel de Champlain

PERSONAGEM
Samuel de Champlain (cerca de 13 de agosto de 1567[1] - 25 de dezembro de 1635)[2] foi um francês colono, navegador, cartógrafo, desenhista, soldado, explorador, geógrafo, etnólogo, diplomata e cronista. Ele fez entre 21 e 29 viagens pelo Oceano Atlântico,[3] e fundou Quebec, e a Nova França, em 3 de julho de 1608. Uma figura importante na História canadense, Champlain criou o primeiro mapa costeiro preciso durante suas explorações e fundou vários assentamentos coloniais. 
Morreu aos 68 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido em uma família de marinheiros, Champlain começou a explorar a América do Norte em 1603, sob a orientação de seu tio, François Gravé Du Pont. Após 1603, a vida e a carreira de Champlain consolidaram-se no caminho que ele seguiria pelo resto de sua vida. 

De 1604 a 1607, ele participou da exploração e colonização do primeiro assentamento europeu permanente ao norte da Flórida, Port Royal, Acadia (1605), bem como do primeiro assentamento europeu que se tornaria Saint John, New Brunswick (1604). Em 1608, ele estabeleceu o assentamento francês que agora é a cidade de Quebec. 

Champlain foi o primeiro europeu a descrever os Grandes Lagos, e publicou mapas de suas viagens e relatos do que aprendeu com os nativos e com os franceses que viviam entre os nativos. Ele formou relacionamentos de longa data com os Montagnais e Innu locais e, mais tarde, com outros mais a oeste - tribos do (Rio Ottawa, Lago Nipissing e Baía Georgiana) e com Algonquin e Wendat; ele também concordou em fornecer assistência nas Guerras dos Castores contra os iroqueses. 

No final do ano de 1615, Champlain voltou para Wendat e ficou com eles durante o inverno, o que lhe permitiu fazer as primeiras observações etnográficas dessa importante nação, cujos eventos constituem a maior parte de seu livro Voyages et Descovvertvres faites en la Novvelle France, depuis l'année 1615 publicado em 1619. 

 Em 1620, Luís XIII da França ordenou que Champlain parasse de explorar, retornasse a Quebec e se dedicasse à administração do país. Em todos os sentidos, exceto o título formal, Samuel de Champlain serviu como governador da Nova França, um título que pode ter estado formalmente indisponível para ele devido ao seu status não nobre. Ele estabeleceu empresas comerciais que enviavam mercadorias, principalmente peles, para a França, e supervisionou o crescimento da Nova França no vale do Rio São Lourenço até sua morte, em 1635. 

Champlain é homenageado como o "Pai da Nova França", "Pai da Acádia", ou em francês "Pere de la Nouvelle France", com muitos lugares, ruas e estruturas no nordeste da América do Norte com seu nome, principalmente o Lago Champlain.

MORTE
Morreu em Quebec

Fonte: Wikipédia
Formatação: HRubiales

27 de mai. de 2022

EDWARD JOHN SMITH (Titanic) - Arte Tumular - 1652 - Etruria Methodist Church Stoke-on-Trent, Stoke-on-Trent Unitary Authority, Staffordshire, England






MEMORIAL
Numa parede em forma de arco se destaca um quadro do comandante, seguido de uma placa de bronze com o seu nome, datas e feitos.. compõe o memorial. Trata-se de um cenotáfio , isto é, uma estrutura que homenageia alguém cujos restos mortais permanecem em outro lugar.

 Local:  Etruria Methodist Church Stoke-on-Trent, Stoke-on-Trent Unitary Authority, Staffordshire, England 

Foto: Findagrave

Descrição do memorial: Helio Rubiales

 

Edward Smith
Smith a bordo do Olympic em 1911.
Nome completoEdward John Smith
Nascimento27 de janeiro de 1850
Hanley, Staffordshire,
 Inglaterra
Morte15 de abril de 1912 (62 anos)
Oceano Atlântico
ProgenitoresMãe: Catherine Hancock
Pai: Edward Smith
CônjugeSarah Eleanor Pennington
Filho(a)(s)Helen Melville Smith
OcupaçãoOficial naval
Empregador(a)White Star Line
ReligiãoAnglicanismo

PERSONAGEM
Edward Johhn Smit (Hanley, 27 de janeiro de 1850 – Oceano Atlântico, 15 de abril de 1912) foi um marinheiro britânico mais conhecido por ter sido o oficial comandante do RMS Titanic em 1912. 
Morreu aos 62 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Criado em uma família da classe trabalhadora, deixou a escola ainda jovem para entrar na marinha mercante. Smith conseguiu entrar em 1880 para a White Star Line, uma prestigiada companhia de navios, logo depois de receber seu certificado de oficial. Ele rapidamente subiu pela hierarquia da empresa e em 1887 foi colocado no comando do SS Celtic. Eventualmente Smith ficou encarregado de outros navios, principalmente do SS Majestic, o qual comandou durante nove anos. 

Smith gradualmente adquiriu uma grande popularidade por causa de seu caráter agradável e imponente, algo que lhe valeu a afeição de muitos passageiros. Smith se tornou Comodoro da White Star em 1904, responsável por comandar os maiores navios da companhia. Foi sucessivamente capitão do RMS Baltic, do RMS Adriatic e do RMS Olympic. Foi nesse momento que se tornou o marinheiro mais bem pago de sua época, com sua popularidade chegando a um ponto em que alguns passageiros só viajavam com ele no comando. Sua carreira foi relativamente tranquila e sem grandes incidentes, sendo perturbada apenas por duas missões de transporte de tropas durante a Segunda Guerra dos Bôeres. 

Smith foi colocado em 1911 no comando do Olympic, o maior navio do mundo até então, porém não conseguiu evitar uma colisão com o cruzador HMS Hawke em setembro. No ano seguinte foi designado para ser o comandante do Titanic em sua viagem inaugural; o navio colidiu com um iceberg na noite do dia 14 de abril e afundou, com Smith morrendo no naufrágio. Várias homenagens foram prestadas depois de sua morte e ele foi representado em vários filmes sobre o desastre. 

MORTE 
Smith morreu no naufrágio, porém não se sabe até hoje as exatas circunstâncias. O escultor e sobrevivente Paul Chevré foi citado pela imprensa como tendo visto o capitão exclamar "A minha sorte me abandonou" antes de se matar com um revólver, uma afirmação repetida por vários outros sobreviventes, porém posteriormente ela foi desmentida pelo próprio Chevré. Outras evidências indicam o contrário, além de nenhuma prova física ter sido encontrada, com essa hipótese atualmente sendo pouco aceitas dentre os historiadores.

Outros relatos dizem que Smith foi levado por uma onda quando a água atingiu o convés dos botes, enquanto outros afirmam tê-lo visto perto da casa do leme na ponte de comando. Alguns testemunhos afirmam que ele nadou até ao bote desmontável B, que estava emborcado, porém que foi embora quando percebeu que estava lotado. Segundo o testemunho do coronel Archibald Gracie, um nadador desconhecido se aproximou do desmontável e um dos homens que estava em cima do bote disse "Se agarre ao que tem, velho. Mais um de vocês a bordo vai afundar todos nós"; o nadador respondeu em uma voz poderosa dizendo "Tudo bem rapazes. Boa sorte e que Deus os abençoe". Gracie não viu o homem, porém outros sobreviventes mais tarde afirmaram que era Smith. De acordo com outro relato, um homem (talvez até o mesmo) nunca pediu para subir no bote, mas sim elogiou seus ocupantes dizendo "Bons meninos! Bons rapazes!" com "a voz da autoridade". O bombeiro Walter Hurst tentou alcançar esse último homem com um remo, porém a água que já estava no convés dos botes o levou para longe; Hurst depois afirmaria que esse homem era o comandante.

Uma variante dessa história diz que o capitão teria levado um bebê para o bote antes de ir embora, porém nenhuma criança foi encontrada a bordo. Essa última versão é defendida por Walter Lord em seu livro A Night to Remember porque correspondia à personalidade do comandante. O comissário Edward Brown afirmou ter visto o capitão atravessar a ponte com seu megafone na mão pouco antes do fim, enquanto o foguista Samuel Hemming disse ter passado pela ponte um minuto depois e não visto ninguém. O motorista Harry Senior afirmou ter visto Smith tentando nadar com um bebê em seus braços logo depois do Titanic afundar completamente. Por fim, alguns sobreviventes afirmam que deu ordem para abandonar o navio gritando "Sejam britânicos", uma citação que é encontrada em muitas placas comemorativas de Smith. Embora seja possível que seu corpo tenha sido encontrado, nunca foi identificado, assim é extremamente improvável que algum dia as circunstâncias da sua morte sejam estabelecidas com absoluta certeza.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

1 de abr. de 2020

CRAZY HORSE - Arte Tumular - 1495 - Fort Robinson Cemetery Crawford, Dawes County, Nebraska, EUA





bandeira-imagem-animada-0008


LÍDER SIOUX DA TRIBO DOS OGLALA LAKOTA


ARTE TUMULAR
Base retangular em mármore com o seu nome gravado, envolto por pedras

Local: Fort Robinson Cemetery Crawford, Dawes County, Nebraska, EUA
Jazigo: Specific location in undiclosed, somewhere in the vicinity of Camp Robinson
 
Foto: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Crazy Horse  (Cavalo Louco) [ (em dacota: Ta-sunko-witko; na ortografia padrão do dacota: Tȟašúŋke Witkó, literalmente "Seu-Cavalo-é-Louco"; em inglês: Crazy Horse; c. 1840 – 5 de setembro de 1877) foi um respeitado ameríndio sioux, líder militar da tribo dos Oglala Lakota, que lutou com seu povo contra o governo federal dos Estados Unidos para preservar as terras e tradições dos dacotas, durante a segunda metade do século XIX, nas chamadas Guerras indígenas nos Estados Unidos da América.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Ao lado de Touro Sentado, ele conduziu seus guerreiros durante a batalha de Little Bighorn, evento em que morreu o célebre General Custer. Ele descendia de Búfalo Negro (também o nome de sua primeira esposa, Mulher-Búfalo Negro), um dos índios que pararam a expedição exploratória de Lewis & Clark em Bad River.

Além das lutas contra a Cavalaria dos Estados Unidos, Cavalo Louco participou de inúmeras batalhas contra as tribos rivais: Crow, Shoshone, Pawnee, Blackfeet. Depois do massacre de 1864 (Sand Creek, mostrado no filme Soldier Blue) os Lakota (Sioux) se juntaram aos Cheyenne contra a Cavalaria.

Demonstrando valentia, em 1865 Cavalo Louco se tornou Ogle Tanka (uma espécie de Senhor da Guerra dos Índios). Em 2 de agosto de 1867, Cavalo Louco participou do ataque a Wagon Box Fight (próximo ao Forte Phil Kearny), evento da chamada guerra do chefe Nuvem Vermelha, (Red Cloud), (1866-1868).

Depois de mineiros de Black Hills desrespeitarem o Tratado de Fort Laramie (1868), que foi assinado pelo chefe cheyenne Little Wolf para pôr fim à guerra, e matarem o índio Little Hawk, Cavalo Louco e Touro Sentado realizaram o primeiro grande ataque às tropas militares (Batalha de Arrow Creek, em agosto de 1872).

Em 17 de junho de 1876, Cavalo Louco e mais de 1500 índios atacaram o General George Crook na Batalha de Rosebud, dando início à chamada Guerra Sioux. A batalha fez com que o General Crook ficasse sob o comando do General Custer. Em 25 de junho de 1876 Custer atacou um acampamento de Lakotas e Cheyennes, dando início à Batalha de Little Bighorn, na qual morreu juntamente com os seus homens.

Cavalo Louco empreenderia a maior batalha contra a Cavalaria em 8 de janeiro de 1877, em Wolf Montain, Montana. Em 5 de maio de 1877, com seu povo cansado e faminto, acabou por se render às tropas do General Crook em Nebraska.



Em 1947 inicia-se a construção do monumento em homenagem a Cavalo Louco situado no monte Thunderheade em Custer (Dakota do Sul) pelo escultor Korezak Ziolkowski no local escolhido por ele e pelo filho de Cavalo Louco em 1940, o monumento tem 170 metros de altura e 195 de comprimento e representa Cavalo Louco montado em seu pônei.

MORTE
Em 5 de setembro de 1877 Cavalo Louco foi morto quando era prisioneiro, atravessado por uma baioneta de um dos guardas do Camp Robinson, depois de uma suposta tentativa de fuga.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

13 de jan. de 2020

SITTING BULL (Búfalo Sentado) - Arte Tumular - 1487 - Sitting Bull Monument Corson County, South Dakota, EUA


bandeira-imagem-animada-0008


CHEFE INDÍGENA DA TRIBO SIOUX




ARTE TUMULAR
Monumento em formato de obelisco encimado por uma escultura do busto de Sitting Bull, tendo no terço médio uma placa com o seu nome gravado em Sioux e Inglês. Esse monumento trata-sede um cenotáfio, isto é, Uma estrutura que homenageia alguém cujos restos mortais permanecem em outro lugar.


Local: Bull MonumentCorson County, South Dakota, EUA
  
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


BÚFALO SENTADO
SITTING BULL
Tȟatȟáŋka Íyotake
Bull sentado por DF Barry ca 1883 Dakota Territory.jpg
Touro sentado c. 1883
Hunkpapa Lakota santo homem e líder
Detalhes pessoais
Nascermos
Húŋkešni (ou "Lento") ou Texugo Saltador

c. 1831 [1]
Grand River , território de Dakota
Morreu15 de dezembro de 1890
(58 a 59 anos)
Reserva Indígena de Standing Rock
Grand River, Dakota do Sul
Local de descansoMobridge, Dakota do Sul
45 ° 31′0 ″ N 100 ° 29′7 ″ W
Cônjuge (s)
  • Cabelo claro
  • Four Robes
  • Snow-on-Her
  • Visto por sua nação
  • Mulher Escarlate
Relações
Crianças
  • One Bull (filho adotivo)
  • Pé de corvo (filho)
  • Muitos cavalos (filha)
  • Walks Looking (filha adotiva)
Pais
  • Touro saltador (pai)
  • Her-Holy-Door (mãe)
Assinatura
Serviço militar
Batalhas / guerras

PERSONAGEM
Touro Sentado (em dacota: Tatanka Iyotake; na ortografia padrão do dacota: Tȟatȟáŋka Íyotake; em inglês: Sitting Bull; também conhecido como Slon-he ou Slow, "Devagar"; meados de 1831 – 15 de Dezembro de 1890) foi um chefe indígena da tribo dos sioux hunkpapa. Viveu entre os anos de 1831 e 1890.
Morreu aos 59 anos.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Touro Sentado chegou a ser famoso por conduzir três mil e quinhentos índios sioux e cheyenne contra o Sétimo Regimento de Cavalaria Americana, que estava sob as ordens do general Custer, na batalha de Little Bighorn em 25 de junho de 1876, na qual o exército federal foi derrotado.

Perseguido pelo exército dos Estados Unidos, Touro Sentado levou os seus homens até ao Canadá, onde permaneceram até 1881. Neste ano regressou com a sua tribo aos Estados Unidos para que a sua gente se entregasse e acabasse assim a guerra. Touro Sentado não conseguiu uma porção de terras canadenses, porque a Rainha Vitória o considerava um selvagem dos Estados Unidos.

Nos anos seguintes Touro Sentado fez parte do show de Buffalo Bill.

Touro Sentado teria se sentido atraído pela Dança dos Fantasmas, grupo religioso fundado pelo suposto messias Wovoca. Segundo o profeta, que se dizia o próprio Cristo, a dança faria com que no próximo ano a terra engolisse os homens brancos das terras dos índios. O governo dos Estados Unidos viu nestas danças uma ameaça e enviou uma polícia índia para prender o chefe hunkpapa. Touro Sentado e seu filho morreram baleados na luta que se seguiu à tentativa de prisão.

SIGNIFICADO DO SEU NOME
Em sioux, Tatanka Iyotake significa «Búfalo Macho Sentado». O nome de Touro Sentado chegou ao português através da tradução do inglês, Sitting Bull, posto que bull, além de significar touro, utiliza-se para denominar os machos de animais similares aos bois, como os búfalos e bisontes.

MORTE E ENTERRO
Em 1890, James McLaughlin , o agente indiano dos EUA na Agência Fort Yates da Standing Rock, temia que o líder de Lakota estivesse prestes a fugir da reserva com os Dançarinos Fantasmas , então ele ordenou que a polícia o prendesse.  Em 14 de dezembro de 1890, McLaughlin redigiu uma carta ao tenente Henry Bullhead (conhecido como Bull Head na liderança), um policial indiano da agência, que incluía instruções e um plano para capturar o Sitting Bull . O plano pedia que a prisão ocorresse ao amanhecer em 15 de dezembro e recomendava o uso de uma carroça leve para facilitar a remoção antes que seus seguidores pudessem se reunir. Bullhead decidiu não usar o vagão. Ele pretendia que os policiais obrigassem o Sitting Bull a montar um cavalo imediatamente após a prisão.

Por volta das 5h30 do dia 15 de dezembro, 39 policiais e quatro voluntários se aproximaram da casa de Sitting Bull. Eles cercaram a casa, bateram e entraram. O tenente Bullhead disse ao Sitting Bull que ele estava preso e o levou para fora.  Sitting Bull e sua esposa, ruidosamente, pararam por um tempo, o acampamento despertou e os homens convergiram para a casa. Como o tenente Bullhead ordenou que Sitting Bull montasse um cavalo, ele disse que o agente de Assuntos Indígenas precisava ver o chefe e depois poderia voltar para sua casa. Quando Sitting Bull se recusou a cumprir, a polícia usou força sobre ele. Os Sioux na vila ficaram furiosos. Catch-the-Bear, um Lakota, empunhou o rifle e atirou no tenente Bullhead, que reagiu disparando seu revólver no peito do Sitting Bull.  Outro policial, Red Tomahawk, deu um tiro na cabeça de Sitting Bull, e ele caiu no chão. Ele morreu entre as 12 e as 13 horas

Uma luta de curta distância eclodiu e em poucos minutos vários homens estavam mortos. Os Lakota mataram seis policiais imediatamente e mais dois morreram logo após a luta, incluindo o Tenente Bullhead. A polícia matou o Sitting Bull e sete de seus apoiadores no local, junto com dois cavalos.

Túmulo de Sitting Bull  em Fort Yates, ca. 1906 O  seu corpo foi levado para Fort Yates , onde foi colocado em um caixão (feito pelo carpinteiro do Exército)  e enterrado. Um monumento foi instalado para marcar seu local de enterro depois que seus restos mortais foram levados para Dakota do Sul.

Em 1953, os membros da família Lakota exumaram o que eles acreditavam serem os restos de Sitting Bull, transportando-os para reinserção perto de Mobridge, Dakota do Sul , seu local de nascimento. Um monumento a ele foi erguido lá.

Fonte: pt e en.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

WYATT EARP - Túmulos Famosos - 1486 -Hills of Eternity Memorial Park Colma, San Mateo County, California, EUA -



SHERIFE NO  OESTE AMERICANO






ARTE TUMULAR
Lápide em mármore negro com o seu nome e de sua esposa gravados em relevo. Sobre uma placa de mármore branco sobre o gramado do cemitério, suporta uma placa de mármore  
escuro com o seu nome e datas.

Local: Hills of Eternity Memorial Park Colma, San Mateo County, California, EUA

Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Wyatt Earp
Wyatt Earp aos 39 anos, foto em San Diego por volta de 1887
Nome completoWyatt Berry Stapp Earp
Nascimento19 de março de 1848
Monmouth, Illinois,  Estados Unidos
Morte13 de janeiro de 1929 (80 anos)
NacionalidadeEstadunidense
OcupaçãoXerife

PEROSNAGEM
Wyatt Berry Stapp Earp (Monmouth, 19 de março de 1848 - 13 de Janeiro de 1929) ocupou vários postos policiais no oeste Americano. Foi um dos protagonistas do Tiroteio em O.K. Corral em Tombstone, Arizona, junto com Doc Holliday, Virgil Earp, e Morgan Earp.
Morreu aos 80 anos



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Faz parte dos vultos reais que se tornaram lendários pelos seus feitos registrados na História do Velho Oeste americano, inspirando numerosos westerns. Wyatt Earp é mais conhecido como um temido xerife de fronteira que trabalhou nas cidades de Wichita e Dodge City (Kansas), e em Tombstone, Arizona, onde sobreviveu ao tiroteio do Curral OK. Mas como xerife trabalhou somente por 5 anos de uma vida longa e aventureira, atuando em garimpos e investindo em salões de jogos.

Era famoso por sua célebre frase: "Eu sou a lei e isso acaba aqui". Wyatt passou a maior parte da vida viajando pelos desertos do sudoeste com seus quatro irmãos Virgil, Morgan, James e Warren, além da esposa Josie. História Nasceu em Monmouth, Illinois, em 19 de março de 1848.

Em 1864 mudou-se com seus pais para perto de San Bernardino, Califórnia, onde foi empregado da estrada de ferro. Wyatt retornou para o leste e casou-se em 1870, mas com a morte repentina de sua noiva, voltou para o território selvagem e trabalhou como caçador do búfalo e guia de diligências. Em 1875 chegou em Wichita, onde se juntou a força policial.

Em 1876, mudou-se para a Dodge Citty, Kansas onde se transformou em negociante, delegado e dono de saloon. Foi aqui que ele se encontrou com Bat Masterson e Doc Holliday, e estabeleceu sua reputação como um xerife e jogador notável.

 Saindo de Dodge Citty com sua segunda esposa em 1878, Wyatt viajou para o Novo México e Califórnia, trabalhando por um momento como um agente da Fargo. Em 1879 juntou-se a seus irmãos e esposas na cidade mineradora de prata, Tombstone, Arizona.

 Wyatt planejou se estabelecer na cidade e adquiriu a concessão do salão de jogos Oriental. Seu irmão Virgil transformou-se em xerife da cidade, enquanto Morgan se tornou seu auxiliar. Foi aqui que Wyatt conheceu sua terceira esposa Josie.

 Em 26 de Outubro de 1881, uma disputa entre os irmãos Earp e um grupo conduzidos por Ike Clanton culminou no tiroteio mais comemorado do folclore norte-americano— o Tiroteio no OK Curral. Três do grupo de Clanton morreram, Ike e um outro membro ferido conseguiram escapar. Três irmãos Earp—Virgil, Wyatt e Morgan—junto com o Doc Holliday sobreviveram. Morgan e Virgil foram feridos, e Virgil deixou de ser xerife por sua participação nos homicídios.

 Em março de 1882 Morgan Earp foi assassinado por desconhecidos. Wyatt, junto com seu irmão Warren e alguns amigos, perseguiram os suspeitos do assassinato durante algumas poucas semanas e a "vendetta" resultou em mais quatro mortos.

 Após ser acusado destes assassinatos, Wyatt e a esposa Josie fugiram do Arizona para o Colorado. Acamparam em garimpos nos anos seguintes. Estiveram em Coeur d ' Alene, Idaho e em 1886, estabeleceram-se momentaneamente em San Diego, onde Wyatt investiu em propriedades e saloons de jogos.

 Em 1897 Wyatt e Josie dirigem-se para Nome, Alasca, onde operaram um saloon durante a corrida do ouro no Alasca. Retornaram à América em 1901 com uns $80.000 estimados e se dirigiram imediatamente para a garimpagem de ouro em Tonopah, Nevada, onde retornam as atividades de saloon, jogo e mineração.

 Depois disso, Wyatt fez prospecção e reivindicou para garimpo uma parte do Deserto do Mojave e do Vale da Morte. Em 1906 descobriu diversas jazidas que continham ouro e cobre perto de Vidal, Califórnia no rio de Colorado e registraram reivindicações numerosas na base das montanhas de Whipple.

CINEMA
No final da vida, com o sucesso dos filmes de Hollywood sobre o Velho Oeste, Earp chegou a se relacionar com alguns astros do gênero, como Tom Mix e John Wayne. John Ford realizou seu filme sobre o tiroteio do Curral OK em 1946, My Darling Clementine (Paixão dos Fortes), tendo Henry Fonda como Earp, e alardeava que teria ouvido a história do próprio Wyatt Earp. Anos depois teria admitido que nem tudo era a verdade, ao dizer algo como "Se a lenda for melhor que a realidade, filme-se a lenda", tema de um de seus últimos grandes westerns, The Man Who Shot Liberty Valance (br.: O Homem Que Matou o Facínora; pt.: O Homem que Matou Liberty Valance), de 1962. John Sturges também filmou sua versão da história em Gunfight at the O.K. Corral (br.: Sem Lei e Sem Alma; pt: Duelo de Fogo), em 1957.

MORTE
Ele morreu em 13 de janeiro de 1929 em Los Angeles, aos oitenta anos de idade.
Fonte: pt.wkipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

26 de nov. de 2019

JACQUES DE MOLAY - Arte Tumular - 1473 - Executado













ULTIMO CAVALHEIRO TEMPLÁRIO

Placa assinalando o lugar da execução de Jacques de Molay, na Ilha da Cidade, em Paris: Neste local, Jacques de Molay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, foi queimado, em 18 de março de 1314



PERSONAGEM
Jacques de Molay
Jacques De Molay, o último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, em representação do século XIX. Hoje não existe nenhum retrato seu feito em vida.
Nome completoJacques de Molay
Nascimento1243/1244 ou 1249/1250
Molay, França
Morte18 de março de 1314
Paris, França
NacionalidadeBorgonhês (pois o território não pertencia ao Reino da França à época em que Jacques de Molay nasceu)
OcupaçãoCavaleiro e último grão-mestre da Ordem dos Templários
Jacques de Molay, por vezes também chamado Tiago de Molay, (em latim: Iacobus Burgundus; em francês: Jacques de Molay; [Pronúncia: (ʒak də molɛ) Jak Demolé]; Molay, 1244 — Paris, 18 de março de 1314) foi um nobre, militar, cavaleiro e o último grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários.
Nascido em Molay, pertencia a uma família da pequena nobreza francesa. É hoje o patrono da Ordem DeMolay.
Morreu aos 64 anos (?)

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nascido em Molay, comuna francesa atualmente localizada no departamento de Alto Sona, França, embora à época o vilarejo pertencesse ao Condado da Borgonha. Muito pouco se sabe sobre sua infância e adolescência; aos seus 21 anos de idade, como muitos filhos da nobreza europeia, de Molay entrou para a Ordem dos Cavaleiros Templários (organização sancionada pela Igreja Católica para proteger as estradas entre Jerusalém e Acre - importante porto no mar Mediterrâneo).

Nobres de toda a Europa enviavam os filhos para serem cavaleiros templários, e isso fez com que a Ordem passasse a ser muito rica e popular em todo o continente europeu e Oriente Médio.

Em 1298, Jacques de Molay foi nomeado grão-mestre dos templários (assumiu o cargo após a morte de seu antecessor, Teobaldo Galdino), uma posição de poder e prestígio. Mas passou por uma difícil situação: as Cruzadas não estavam atingindo seus objetivos. O anticristianismo sarraceno derrotou as Cruzadas em batalhas, capturando algumas cidades e portos vitais dos cavaleiros templários e dos hospitalários (outra ordem de cavalaria). Restou apenas um único grupo do confronto contra os sarracenos.

Os templários resolveram, então, se reorganizar e readquirir sua força. Viajaram para a ilha de Chipre, esperando que a população se levantasse em apoio à outra Cruzada. Em vez de apoio público, os cavaleiros atraíram a atenção dos poderosos senhores feudais, muito deles seus parentes, pois para se entrar na ordem teria de se pertencer à nobreza.

Em 1305, o rei da França Filipe IV, o Belo (r. 1285–1314) resolveu obter o controle dos templários para impedir a ascensão da ordem no poder da Igreja Católica. O rei era amigo de Jacques de Molay devido ao parentesco deles; o delfim Carlos, mais tarde Carlos IV (r. 1322–1328), afilhado de Jacques. Mesmo sendo seu amigo, o rei de França tentou juntar a ordem dos Templários e a dos Hospitalários, pois sentiu que as duas formavam uma grande potência econômica e sabia que a Ordem dos Templários possuía várias propriedades e outros tipos de riqueza.

Sem obter o sucesso desejado, de juntar as duas ordens e se tornar um líder absoluto, o então rei de França armou um plano para acabar com a Ordem dos Templários. Chamou o nobre francês Esquino de Floyran com a missão de denegrir a imagem dos templários e de seu grão-mestre, e como recompensa receberia terras pertencentes aos templários logo após derrubá-los. O ano de 1307 marcou o começo da perseguição aos cavaleiros. Apesar de possuir um exército com cerca de 15 000 homens, Jacques foi a França para o funeral de um membro feminino da realeza francesa e levou consigo alguns cavaleiros. Onde foram capturados na madrugada de 13 de outubro por Guilherme de Nogaret, homem de confiança do rei Filipe IV.

Durante sete anos, Jacques de Molay e os cavaleiros aprisionados na masmorra sofreram torturas e viveram em condições subumanas. Enquanto isso, Filipe IV gerenciava as forças do papa Clemente V (1305–1314) para condenar os templários e suas riquezas e propriedades foram confiscadas e dadas a proteção do rei. Mesmo após três julgamentos Jacques continuou sendo leal com seus amigos e cavaleiros, recusando-se a revelar o local das riquezas da Ordem e denunciar seus companheiros.

Em 18 de março de 1314, Jacques de Molay foi levado à Corte Especial. Como evidências, a corte dependia de confissões forjadas, supostamente assinadas pelo grão-mestre. Desmentiu as confissões, sob as leis da época a pena por desmentir era a morte.

Foi julgado pelo Papa Clemente V, e assim como Jacques de Molay o cavaleiro Guido de Auvérnia desmentiu sua confissão e ambos foram condenados. Filipe IV ordenou que ambos fossem queimados naquele mesmo dia. Durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, amaldiçoando os descendentes do então rei de França.

GRÃO-MESTRADO
Jacques de Molay assume o grão-mestrado da ordem em 1298, não se sabendo no entanto a data exata da sua eleição. Eleito em detrimento de outra figura de peso dentro da ordem, Hugo de Pairaud, sobrinho do visitador do templo em França.

O inicio do seu mestrado é marcado pela ação a favor de uma nova cruzada, desenvolvendo uma campanha diplomática na França, Catalunha, Inglaterra, nos estados da península Itálica e nos Estados Pontifícios. Esta campanha visou não só resolver problemas internos da ordem, problemas locais, como disputas entre a ordem e bispos, e também pressionar as coroas e a igreja a uma nova cruzada.

Organizou a partir da ilha de Chipre ataques contra as costas egípcias e síria para enfraquecer os mamelucos, providenciando apoio logístico e armado ao Reino Arménio da Cilícia, e também intentou uma aliança com o Canato da Pérsia, sem resultados visíveis.

Outro assunto discutido durante o seu mestrado foi a fusão entre as duas maiores ordens militares, a dos Templários e a dos Hospitalários. A Ordem do Templo com a perda de Acre começava a ser questionada quanto à razão da sua existência. As suas funções de proteger os peregrinos e de defender a Terra Santa tinham cessado quando se retiraram para a ilha de Chipre. Em maio de 1307 em Poitiers, Jacques de Molay junto do papa Clemente V apresentou uma defesa contra a fusão e ela não se realiza.

PRISÃO E O PROCESSO
Dia 13 de outubro de 1307 no Reino da França, os templários foram presos em massa por ordem de Filipe IV, o rei de França. O grão-mestre Jacques de Molay é capturado em Paris. Imediatamente após a prisão, Guilherme de Nogaret proclama publicamente nos jardins do palácio real em Paris as acusações contra a ordem.

Esta manobra régia impedira o inquérito pontifício pedido pelo próprio grão-mestre, o qual interno à Igreja, discreto e desenvolvido com base no direito canônico, emendaria a ordem das suas faltas promovendo a sua reforma interna.

A prisão, as torturas, as confissões do grão-mestre (De Molay nunca confessou as acusações como menciona anteriormente), criam um conflito diplomático com a Santa Sé, sendo o papa o único com autoridade para efetuar esta ação. Depois de uma guerra diplomática face ao processo instaurado contra a ordem entre Filipe, o Belo e Clemente V, chegam a um impasse, pois estando o grão-mestre e o preceptor da Normandia, Godofredo de Charnay sob custódia dos agentes do rei, estão no entanto protegidos pela imunidade sancionada pelo papa e absolvidos não podendo ser considerados heréticos.

Em 1314, o rei pressiona para uma decisão relativa à sorte dos prisioneiros. Já num estado terminal da sua doença, com violentas hemorragias internas que o impedem de sair do leito, Clemente V ordena que uma comissão de bispos trate da questão. As suas ordens seriam a salvação dos prisioneiros ficando estes num regime de prisão perpétua sob custódia apostólica e assegurando ao rei que a temida recuperação da ordem não será efetuada. Perante a comissão, Jacques de Molay e Godofredo de Charnay proclamam a inocência de toda a ordem face às acusações dirigidas a ela, a comissão para o processo e decide consultar a vontade do papa neste assunto.

Ao ver que o processo estava ficando fora do seu controle e estando a absolvição da ordem ainda pendente, Filipe IV, o Belo, decide um golpe de mão para que a questão templária fosse terminada. Ordena o rapto de Jacques de Molay e de Godofredo de Charnay, então sob a custódia da comissão de bispos, e ordena que sejam queimados numa fogueira na Ilha da Cidade, pouco depois das vésperas, em 18 de março de 1314.

Com isso Jacques de Molay passou a ser conhecido como um símbolo de lealdade e companheirismo, pois preferiu morrer a entregar seus companheiros ou faltar com seu juramento.



MORTE
Morreu queimado numa fogueira.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação:Helio Rubiales