“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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30 de abr de 2018

POCAHONTAS - Arte Tumular - 1366 - St George Churchyard Gravesend, Gravesham Borough, Kent, England






Local:   St George Churchyard Gravesend, Gravesham Borough, Kent, England


Pocahontas
Nascimento1595
Morte21 de março de 1617 (22 anos)
Gravesend
CidadaniaReino da Inglaterra
ProgenitoresPai:Powatan
CônjugeJohn Rolfe
Filho(s)Thomas Rolfe
Ocupaçãoescritor
ReligiãoAnglicanismo

PERSONAGEM
Pocahontas (Werowocomoco, c. 1595 – Gravesend, 21 de março de 1617) foi uma princesa ameríndia, filha de Wahunsunacock (conhecido também como Chefe Powhatan) que governava uma área que abrangia quase todas as tribos do litoral do estado da Virgínia (região chamada pelos índios de Tenakomakah).
Morreu aos 22 anos.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Pocahontas casou-se com o inglês John Rolfe, tornando-se uma celebridade no fim de sua vida. Seus verdadeiros nomes eram Matoaka e Amonute: "Pocahontas" era um apelido de infância.

 A vida de Pocahontas deu margem a muitas lendas. Tudo que se sabe sobre ela foi transmitido oralmente de uma geração para outra, de modo que sua real história permanece controversa. Sua história se transformou num mito romântico nos séculos seguintes à sua morte, mito este que foi transformado num desenho animado da The Walt Disney Company (Pocahontas) e em um filme, O Novo Mundo.

Pocahontas é um apelido que significa "a metida"’ ou "criança mimada". O seu nome real era Matoaka. A história conta que ela salvou o inglês John Smith, que seria executado pelo seu pai em 1607. Nessa época, Pocahontas teria apenas entre dez e onze anos de idade. Smith era um homem de meia idade, de cabelos castanhos, de barba e cabelos longos. Ele era um dos líderes colonos e, em 1607, fora raptado por caçadores Powhatans. Ele possivelmente seria morto, mas Pocahontas interveio, conseguindo convencer o pai que a morte de John Smith atrairia o ódio dos colonos.

 Graças a esse evento (e a mais duas oportunidades em que Pocahontas salvou a vida dos colonos), os Powhatans fizeram as pazes com os colonos. Ao contrário do que dizem os romances sobre sua vida, Pocahontas e Smith nunca se apaixonaram. Smith serviu como um tutor da língua e dos costumes ingleses para Pocahontas.

Em 1609, um acidente com pólvora obrigou John Smith a se tratar na Inglaterra, mas os colonos disseram a Pocahontas que Smith teria morrido. A verdadeira história de Pocahontas tem um triste final. Em 1612, com apenas dezessete anos, ela foi aprisionada pelos ingleses enquanto estava em uma visita social e foi mantida na prisão de Jamestown por mais de um ano.

Durante o período de captura, o inglês John Rolfe demonstrou um especial interesse na jovem prisioneira. Como condição para Pocahontas ser libertada, ela teve de se casar com Rolfe, que era um dos mais importantes comerciantes ingleses no setor de tabaco. Pocahontas passou um ano prisioneira, mas tratada como um membro da corte. Alexander Whitaker, ministro inglês, ensinou o cristianismo e aprimorou o inglês de Pocahontas e, quando este providenciou seu batismo cristão, Pocahontas escolheu o nome de Rebecca.

 Logo após isso, ela teve seu primeiro filho, a qual deu o nome de Thomas Rolfe. Os descendentes de Pocahontas e John Rolfe ficaram conhecidos como Red Rolfes. Em 1616, Rolfe, Pocahontas e Thomas viajaram para Inglaterra. Junto a eles, onze membros da tribo Powhatan, incluindo o sacerdote Tomocomo.

Na Inglaterra, Pocahontas descobriu que Smith estava vivo, mas não pôde encontrá-lo, pois estava viajando. Mas Smith mandou uma carta à rainha Ana, informando que fosse tratada com nobreza. Pocahontas e os membros da tribo se tornaram imensamente populares entre os nobres e, em um evento, Pocahontas e Tomocomo se encontraram com o rei James, que simpatizou com ambos.

 Em 1617, Pocahontas e John Smith se reencontraram. Smith escreveu em seus livros que, durante o reencontro, Pocahontas não disse uma palavra a ele, mas, quando tiveram a oportunidade de conversarem sozinhos por horas, ela declarou estar decepcionada com ele, por não ter ajudado a manter a paz entre sua tribo e os colonos.

 Após sua morte, diversos romances sobre sua história foram escritos, sendo que todos retratavam um romance entre Smith e Pocahontas. A maioria, ainda, tratava John Rolfe como um vilão, que teria separado os dois e casado com Pocahontas à força. Apesar de sua fama, as figuras encontradas sobre Pocahontas sempre foram de caráter fantasioso.

Hoje em dia, muitas pessoas tentam associar sua árvore genealógica a Pocahontas, incluindo o ex-presidente George W. Bush, mas, na verdade, ele seria descendente apenas de John Rolfe, a partir de um filho de um casamento posterior à morte de Pocahontas. Entre as pessoas confirmadas como descendente de Pocahontas, destaca-se Nancy Reagan, viúva do ex-presidente americano Ronald Reagan. O chefe Powhatan morreu na primavera seguinte. Os descendentes da tribo de Pocahontas foram dizimados e suas terras foram tomadas por colonizadores.

Os responsáveis pela colônia de Virgínia encontravam dificuldade em atrair novos colonos para Jamestown. Com o objetivo de encontrar investidores para assumir os riscos, usaram Pocahontas como uma estratégia de marketing, tentando convencer os europeus de que os nativos poderiam ser "domesticados"; buscavam, desse modo, salvar a colônia.

Em 1616, os Rolfes viajaram para a Inglaterra, chegando no porto de Plymouth e dirigindo-se para Londres em Junho de 1616. Foram acompanhados por um grupo de onze nativos. Pocahontas entreteve várias reuniões da sociedade. Ao chegar, o rei não queria recebê-la formalmente. Por isso, Smith, que estava em Londres, ao saber disso, escreveu uma carta ao rei contando como Pocahontas os havia salvo em Jamestown da fome, do frio e da morte. O rei, por causa disso, aceitou recebê-la. Pocahontas e Rolfe viveram no subúrbio de Brentford por algum tempo.

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MORTE
Em março de 1617, John Rolfe e Pocahontas embarcaram em um navio para retornar à Virgínia; o navio tinha navegado apenas até Gravesend, no rio Tâmisa , quando Pocahontas ficou gravemente doente.  Ela foi levada para terra e morreu com a idade aproximada de 21 anos. Não se sabe o que causou sua morte, mas as teorias variam de pneumonia , varíola e tuberculose a ela ter sido envenenada.  De acordo com Rolfe, ela morreu dizendo: "todos devem morrer, mas é suficiente que seu filho viva".
O funeral de Pocahontas ocorreu em 21 de março de 1617, na paróquia de São Jorge , em Gravesend.  Acredita-se que seu túmulo esteja debaixo da capela-mor da igreja, embora desde que a igreja foi destruída em um incêndio em 1727, seu exato túmulo é desconhecido.  Sua memória é honrada com uma estátua de bronze em tamanho natural na Igreja de St. George, por William Ordway Partridge

Fonte: en.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales



29 de abr de 2018

JOHN SMITH - Arte Tumular - 1365 - St Sepulchre without Newgate Churchyard London, City of London, Greater London, England









Local: St Sepulchre without Newgate Churchyard London, City of London, Greater London, England
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


John Smith
Nome completoJohn Andrew Smith
Conhecido(a) porRelação com Pocahontas
Nascimento9 de janeiro de 1580
Morte21 de junho de 1631 (51 anos)
OcupaçãoCapitão da Marinha Real Britânica
PERSONAGEM
John Andrew Smith (9 de janeiro de 1580 — 21 de junho de 1631) foi um capitão da Marinha Real Britânica.
Morreu aos 50 anos.



SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Pelo Tratado de Tordesilhas, a América teria que ser dividida entre Portugal e Espanha, mas a rainha Elizabeth I ignorou esse acordo e enviou John Smith para iniciar a colonização da parte norte da América.

 John Smith perdeu os pais quando tinha dezesseis anos. Em 1607 desembarcou com a Virginia Company em Jamestown, no atual estado norte-americano da Virgínia. Lá, conheceu Pocahontas (1595 – 1617), com quem teria vivido uma história de amor. No entanto, não existem relatos que confirmem a veracidade desta informação.

Em 1609 teve que voltar à Inglaterra, por motivos não confirmados. Mas pelo fato de a corte inglesa não querer receber Pocahontas com a devida cordialidade, em 1614, ele escreveu uma carta à rainha Ana contando como Pocahontas o salvara nos momentos de fome e frio em Jamestown (atual Virgínia). A única fonte dos acontecimentos em Jamestown é oriunda do próprio Smith, o que pode levar à duvida sobre a veracidade dos fatos, visto que ele pode tê-los alterado a sua vontade.

Brasão de Smith
Antes de sua viagem até os Estados Unidos da América, John Smith participou de combates na região da Transilvânia, onde lutou contra os turcos. Além disso, durante um tempo, foi prisioneiro na Rússia, conseguindo fugir posteriormente para a Inglaterra.

Na última vez que Smith e Pocahontas se encontraram, ela o chamou de pai: You shall call me child, and I shall call you father.

MORTE
Morreu em Londres
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

24 de abr de 2018

CUAUHTÉMOC - Arte Tumular - 1362 - Church de los Restos de Cuauhtémoc Ixcateopan de Cuauhtemoc, Ixcateopan de Cuauhtémoc Municipality, Guerrero, Mexico







Precedido por
Cuitláhuac
Tenochtitlan Glyph ZP.svg 11º Tlatoani de Tenochtitlan
1521 – 1525
Sucedido por
Juan Velázquez Tlacotzin
Precedido por
Cuitláhuac
Tenochtitlan Glyph ZP.svg 8º Huey Tlatoani
1521 – 1525
Sucedido por
Juan Velázquez Tlacotzin








ARTE TUMULAR
Na atual cidade mexicana de Ixcateopan, no estado de Guerrero, reside um ossário que, supostamente, contém os restos mortais de Cuauhtémoc.

Local:  Church de los Restos de Cuauhtémoc Ixcateopan de Cuauhtemoc, Ixcateopan de Cuauhtémoc              Municipality, Guerrero, Mexico
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Cuahtémoc
Imperador Asteca
Busto de Cuauhtémoc na Praça da Constituição naCidade do México
Tenochtitlan Glyph ZP.svg
8º Huey Tlatoani
Reinado1521 – 1525
predecessorCuitlahuac
sucessorJuan Velázquez Tlacotzin
CasaDinastia Imperial Asteca
Nome completo
kʷiˈt͡ɬawak
Nascimento1502
Tenochtitlan
Morte26 de fevereiro de 1525 (23 anos)
PaiAhuitzotl
MãeTlilancapatl
PERSONAGEM
Cuauhtémoc (1502 - 1525), também chamado Cuauhtemotzin ou Guatimozin), foi o último Tlatoani de Tenochtitlán e o último Huey Tlatoani asteca que não foram empossados pelos espanhóis .
Morreu aos 23 anos.



SINOPSE HISTÓRICA
Seu nome significa "ataque da águia" na língua Nahuatl (cuauhtli significa águia; temoc, declinante) pode também ser interpretado como "sol se pondo".

Data do nascimento de Cuauhtémoc não consta em nenhum documento histórico, sua vida era praticamente desconhecida até que se tornou Tlatoani . Era o filho legítimo mais velho de Ahuitzotl  e pode muito bem ter assistido a última cerimônia de Fogo Novo que marca o início de uma nova ciclo de 52 anos no calendário asteca .

Cuauhtémoc era sobrinho do imperador Moctezuma II, e sua jovem esposa , Isabel (1509–1551), era uma das filhas de Montezuma. Como o resto da biografia posterior de Cuauhtemoc, esta é inferida a partir do conhecimento de sua idade, e dos eventos e prováveis ​​caminho de alguém de seu posto cursou .

Após estudar no Calmecac , a escola da elite, e, em seguida, prestar o serviço militar, foi nomeado cuauhtlatoani ("governante águia") de Tlatelolco, em 1515 . Para ter chegado a esta posição de governo, Cuauhtemoc deveria ser um nobre e um guerreiro que capturasse inimigos para o sacrifício . Quando Cuauhtémoc foi eleito tlatoani em 1520 , aos 18 anos de idade, Tenochtitlan já tinha sido abalada pela invasão dos espanhóis e seus aliados indígenas, a morte de Moctezuma II, e a morte de Cuitlahuac, que o sucedeu como governante e era irmão de Moctezuma (morreu de varíola pouco depois de ser eleito tlatoani).

De acordo com a prática tradicional, o candidato mais capaz entre os nobres foi escolhido pelo voto do Conselho , embora seja provável que, após o massacre do Templo Maior, poucos capitães astecas restassem. Em 13 de agosto de 1521, Cuauhtémoc foi para pedir reforços aos camponeses para a decadente Tenochtitlán, após oito dias de contínuos combates contra os espanhóis o número de aliados espanhóis aumentou com a deserção de muitas cidades anteriormente sob seu controle . De todos os Nahuas, apenas os Tlatelolcas permaneceram leais, e os Tenochcas sobreviventes procuraram refúgio em Tlatelolco, onde até mesmo as mulheres batalharam.

Cuauhtémoc foi capturado enquanto, disfarçado, atravessava o Lago Texcoco. Rendeu-se a Hernán Cortés, oferecendo-lhe sua faca e pedindo para ser morto. Para Cortés não era interessante nesse momento a morte de Cuauhtémoc. Preferia usar a autoridade de um tlatoani, para submeter os nativos aos desígnios do imperador Carlos V e aos seus próprios. E fez isso com sucesso, garantindo que com Cuauhtémoc teria a cooperação dos astecas na limpeza e restauração da cidade.

Nos quatro anos de administração espanhola que se seguiram, a ganancia de Cortés por ouro o levou a torturar e matar o último tlatoani asteca.


 Cuauhtémoc sendo torturado por Hernán Cortés. Pintura do século XIX por Leandro Izaguirre, México. 

Cuauhtémoc, assim como Tetlepanquetzal (o Tlatoani de Tacuba), foi torturado, tendo seus pés queimados no fogo. Mesmo assim, não deu qualquer informação sobre os tesouros que os espanhóis cobiçavam. Em 1525 Cortés levou-o em sua viagem a Honduras, talvez porque temesse que Cuauhtémoc liderasse uma insurreição. Algumas crônicas indígenas registram que Cuauhtémoc tentara informar outras cidades sobre as intenções dos conquistadores, durante a viagem, embora não fosse acreditado já que estes também temiam os Astecas.

O conquistador espanhol Bernal Diaz de Castilho descreveu uma versão mais elaborada da conspiração. Finalmente, Cortéz ordenou a morte de Cuauhtémoc em 26 de fevereiro de 1525. Há uma série de discrepâncias nas diversas versões sobre o evento. Segundo o próprio Cortés, um dia antes da execução, Mexicalcingo habitante de Tenochtitlan afirmara que Cuauhtémoc, Coanacoch (tlatoani de Texcoco) e Tetlepanquetzal (tlatoani de Tlacopan) estavam tramando a sua morte. Cortés os interrogou até que confessassem, e depois enforcou Cuauhtémoc, Tetlepanquetzal, Tlacatlec.

Cortés escreveu que fez isso como exemplo pra quem conspirasse contra ele novamente. Essa versão de Cortés é apoiada pelo historiador Francisco López de Gómara . Já de acordo com Bernal Díaz del Castillo, um dos homens de Cortés, que registrou suas experiências no livro A Verdadeira História da Conquista da Nova Espanha, a suposta conspiração foi revelada por dois homens, Tapia e Juan Velásquez. Díaz retrata as execuções como injustas e que não foram baseadas em nenhuma evidência. E que Cortés começou a sofrer de insônia, como peso na consciência após o cometido . Tlacotzin, Cihuacoatl de Cuauhtémoc , foi nomeado seu sucessor como Tlatoani. Mas morreu no ano seguinte, antes de voltar para Tenochtitlan.

MORTE
Enforcamento
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

10 de abr de 2018

CHEFE ÁGUIA DE GUERRA - Arte Tumular - 1341 - Chief War Eagle Memorial Sioux City, Woodbury County, Iowa, USA




ARTE TUMULAR
Um impressionante monumento homenageia o grande chefe e o retrata com o gorro de penas de águia e o cachimbo cerimonial , simbolizando sua brava liderança e seu compromisso com a paz. Projetos habitacionais na base leste do penhasco também levam seu nome.

Local:  Chief War Eagle Memorial Sioux City, Woodbury County, Iowa, USA
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Águia de guerra ( Dakota : Waŋbdí Okíčhize ) nasceu em Minnesota ou Wisconsin por volta de 1785. e morreu no outono de 1851 na Confluência do Big Sioux e Missouri.
Morreu aos 66 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Ele havia deixado sua própria tribo, a Santee , para evitar derramamento de sangue em uma luta sobre quem seria o chefe.

Quando jovem, War Eagle passou um tempo considerável trabalhando entre os americanos brancos.

Durante a guerra de 1812 , ele levou mensagens para o governo dos Estados Unidos e trabalhou entre os povos nativos para promover a causa dos Estados Unidos contra os britânicos. Ele trabalhou como um guia de barco no alto Mississippi e também serviu como mensageiro para a American Fur Company no Missouri .

Depois de se casar em Minnesota por volta de 1830, ele foi adotado na tribo Yankton Sioux .  Ele e sua esposa tiveram quatro meninas e três meninos. Em meados da década de 1830, ele havia sido eleito chefe da tribo e viajou para Washington, DC, com outros líderes tribais para negociar tratados de paz . A War Eagle ficou especialmente orgulhosa de uma Medalha de Paz de prata dada a ele pelo Presidente Martin Van Buren em 1837. duas de suas filhas, Dawn e Blazing Cloud, se casaram com Theophile Bruguier , um comerciante da American Fur Company que também foi aceito na tribo Yankton e viajou com eles por vários anos.

De acordo com uma tradição, Bruguier disse a War Eagle sobre um sonho que teve de um lugar onde dois rios poderosos se juntavam perto de um penhasco alto. Águia de Guerra disse a Bruguier que ele tinha ido àquele lugar e mostraria a ele.  De fato, ambos os homens provavelmente passaram por este lugar muitas vezes em suas viagens comerciais de peles entre St. Louis, Missouri e Fort Pierre . Bruguier reivindicou a terra perto da confluência dos rios Big Sioux e Missouri .

Em 1849, ele construiu uma cabana de troncos e, com suas duas esposas, estabeleceu a terra e negociou com os índios. Sua casa é considerada o primeiro assentamento branco no que em breve se tornaria Sioux City, Iowa .

MORTE
 No outono de 1851, o Águia da Guerra morreu e foi enterrado no alto da falésia com vista para a confluência dos Grandes Sioux e do Missouri. Outros membros de sua família também estão enterrados lá, incluindo Dawn e Blazing Cloud. Hoje o blefe faz parte do War Eagle Park em Sioux City. Um impressionante monumento homenageia o grande chefe e o retrata com o gorro de penas de águia e o cachimbo cerimonial , simbolizando sua brava liderança e seu compromisso com a paz. Projetos habitacionais na base leste do penhasco também levam seu nome.

Fonte: en.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

12 de mar de 2018

JÚLIO FRANK - Arte Tumular - 1271 - Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, USP, São Paulo, Brasil












ARTE TUMULAR
Túmulo localizado no interior do pátio interno da Faculdade, é uma base tumular em mármore, suportando um monumento retangular decorado em formato de capela, abrigando na parte frontal uma placa de bronze com o seu nome e datas. Encimando essa base uma construção em formato de obelisco que simbolicamente enaltece o morto e simboliza a grandeza atingida pelo mesmo. Protegendo todo o perímetro  tumular, um gradil de bronze , tendo em cada um dos cantos, a escultura de uma coruja, também em bronze, considerada a "águia da noite", representada como símbolo da vigilância, meditação e da capacidade de enxergar nas trevas.
Local: Pátio interno da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, USP, São Paulo, Brasil
Fotos: Wikipedia.org
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Johann Julius Gottfried Ludwig Frank (Göttingen, 8 de dezembro de 1808 — São Paulo, 19 de junho de 1841), conhecido no Brasil como Júlio Frank, foi professor de história, filosofia e geografia no Curso Anexo da Academia do largo de São Francisco, atualmente conhecida como Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde deu aulas de 1834 até sua morte. Também foi o fundador da Bucha, uma Burschenschaft, sociedade secreta que existiu na Universidade de São Paulo e envolveu várias personalidades famosas, como o Barão do Rio Branco, Rui Barbosa e presidentes do Brasil do tempo da República Velha.
Morreu aos 32 anos

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Johann Julius Gottfried Ludwig Frank, chamado, no Brasil, de Júlio Frank, nasceu na cidade de Göttingen, estado da Turíngia, na Alemanha. Seus pais foram Carlos Frederico Frank, encadernador de livros, e Carlota Frederica, filha do encadernador da Corte.

Desde jovem demonstrou interesse nos estudos, e por conta da desatenção paterna teve que começar a trabalhar desde cedo. Aos 12 anos já dava aulas particulares e, aos 17, entrou para a Universidade de Göttingen, na cidade de Göttingen, na Baixa Saxônia. Devido a problemas com credores, teve de fugir da cidade, indo primeiramente ,  para Leipzig, depois para Berlim, onde começou a dar aulas particulares novamente. Por falta de documentação comprobatória de seus estudos em Göttingen, sua situação econômica tornou-se precária e acabou por imigrar para o Brasil, aonde chegou em 1828. 

Tanto o necrológio de Júlio Frank, publicado na Revista Trimensal do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro em 1841, quanto Sacramento Blake, em seu Diccionario Bibliographico Brasileiro, citam que assim que Frank chegou ao Brasil, foi preso no Forte Tamandaré da Laje, no Rio de Janeiro, aparentemente por problemas com o capitão do navio.

Já liberto, Frank toma o rumo de Ipanema, próximo de Sorocaba, onde Frederico Luís Guilherme de Varnhagem, pai do futuro Visconde de Porto Seguro, dirigia a Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, também chamada de Fundição Ipanema, onde diversos técnicos dessa primeira siderúrgica brasileira eram alemães. Após algum tempo, fixa-se em Sorocaba como caixeiro de uma loja e passa a dar aulas.

Posteriormente, fixa-se em São Paulo, em uma "república" de estudantes, ajudando os filhos da elite brasileira a conseguirem prestar os exames preparatórios para a Academia de Direito de São Paulo. 

Em 1834 passa no concurso para dar aulas no Curso Anexo da Academia de São Paulo, que havia sido criada em 1827. Como estrangeiro, não poderia ser efetivado, sendo então contratado temporariamente por dez anos. Seu salário anual era de seiscentos mil réis. Em 1834 tinha 38 alunos, em 1836 tinha somente 22, conforme anotações do Marechal Daniel Pedro Muller, em seu livro Ensaios D´Um Quadro Estatístico da Província de São Paulo.

Em 1839, como material de apoio para suas aulas, publica o Resumo de História Universal, em co-autoria com Antônio Joaquim Ribas, seu aluno e futuro professor da mesma cátedra. A obra valeu a Frank a entrada como membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, assim como Libero Badaró, médico, jornalista e também professor do Curso Anexo.

 Frank era adepto da filosofia liberal, disciplina que também lecionou ao trabalhar com Kant e Fichte. Em uma reunião, numa das repúblicas estudantis, isso por volta de 1831, sugeriu a criação de uma associação de estudantes para ajudar os menos favorecidos, através de uma rede de alunos e ex-alunos  da Academia. A sociedade, comum nas universidades germânicas, foi chamada de "Burschenschaft Paulista", e ficou mais conhecida como a "Bucha".

A influência da Bucha na política brasileira foi tão grande que conseguiu fazer vários presidentes do Brasil e colocar seus membros em altos escalões do governo brasileiro especialmente na época da República Velha. Castro Alves, Rui Barbosa, Afonso Pena, Rodrigues Alves e o Barão do Rio Branco pertenceram à sociedade.

MORTE
Devido a uma pneumonia, Frank veio a falecer em 1841. Por ter nascido dentro do protestantismo, não existe qualquer indício que ele fosse praticante de qualquer religião, não seria possível enterrá-lo no cemitério católico, muito menos dentro das igrejas, hábito comum naquele tempo, outra alternativa seria enterrarem o corpo no cemitério utilizado para os escravos e os animais, o que motivou protestos de seus alunos. Graças a intervenção do Conselheiro Brotero junto ao Bispo de São Paulo foi possível o enterro do professor em um dos pátios internos das Arcadas, diante da sala que utilizava para ministrar suas aulas.  Posteriormente ao enterro foi levantado no local um monumento fúnebre em cantaria, que ainda se encontra no mesmo lugar nos dias atuais, apesar das diversas reformas e a reconstrução do prédio na década de 1930. Além do túmulo, um quadro a óleo de Júlio Frank foi mandado fazer; inicialmente o quadro ficava na sala onde ele dava aulas, posteriormente passou para a biblioteca, de onde desapareceu em 1938.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

16 de abr de 2014

TOMÉ DE SOUSA - Arte Tumular - 982 - Mosteiro de Vila Franca de Xia, Portugal



ARTE TUMULAR
No piso do Mosteiro, placa de granito com o seu nome e datas gravados.

Local: Mosteiro de Vila Franca de Xia, Portugal
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Tomé de Sousa (Rates, 1503 — 1579) foi um militar e político português, primeiro governador-geral do Brasil, quando este atendia por colônia do Brasil, chegado em 1549
Morreu aos 76 anos de idade.
BIOGRAFIA
 Descendente de Martim Afonso Chichorro, filho bastardo do prior de Rates, João de Sousa, e de Mécia Rodrigues de Faria. Na História Genealógica da Casa Real Portuguesa, tomo XIV, página 1, sobre a origem dos Chichorros diz-se: «Qual fosse a dama em quem el-rei teve este filho, se nos oferece grande dificuldade de o saber» - D. Martim Afonso Chichorro. Tampouco se sabe a origem do apelido. Este Martim Afonso era rico-homem e teve o governo de Chaves. A sua última memória é a doação do rei, em 12 de novembro de 1290, à Ordem de Avis, da Igreja de Santa Maria do Castelo de Portalegre. Casou-se com D. Inês Lourenço de Sousa (de Valadares), filha de Lourenço Soares de Valadares, senhor de Tangil, fronteiro-mor de Entre Douro e Minho, e de sua mulher D. Maria Mendes de Sousa (c. 1230 -?), filha de Mem Garcia de Sousa (1200 - 1275), rico-homem, e de D. Teresa Anes de Lima, em que estava a primogenitura dos Sousas. Martim Afonso Chichorro é o tronco da família dos Sousas da Casa dos Marqueses das Minas. Tomé de Sousa foi o primogênito de João de Sousa, que seguiu vida eclesiástica, sendo «abade de Rates, sete léguas acima do Porto, onde viveu com bastante dissolução, e pouca memória do seu estado, porque de Mécia Rodrigues de Faria, mulher nobre dos Farias de Barcelos», teve mais de dez filhos (Tomo XIV, obra acima citada, página 249). Em Rates, Tomé de Sousa foi o primeiro titular da comenda da Ordem de Cristo em 1517, após a desorganização do mosteiro de Rates. Foi comendador de Rates e de Arruda.
VIDA MILITAR
 No exército participou de questões internacionais: «Serviu em África, sendo Capitão D. João Coutinho, e se achou com D. António da Silveira quando pelejou com o rei de Fez e desbaratou ao alcaide de Alcácer-Quibir, tomando cinquenta cavalos, deu sobre a aldeia de Gens, que destruiu, matando muitos mouros e cativando outros» (obra citada, página 251). Recebeu em Arzila, recebendo em recompensa, em 1535, o título de fidalgo. A fim de consolidar o domínio português no litoral, a 7 de Janeiro de 1549 Tomé de Sousa foi nomeado como primeiro governador-geral do Brasil, recebendo Regimento para fundar, povoar e fortificar a cidade de Salvador, na capitania real da Bahia. Manteve-se no cargo até 1553, sucedido por Duarte da Costa. Após seu mandato como governador-geral, em 1553, retornou a Portugal onde ocupou outros importantes cargos públicos. Diz a obra citada, página 251: «No ano de 1555 passou à Índia, por capitão da nau Conceição, sendo capitão-mor Fernão de Andrade», mas o ano mencionado está errado, pois o autor se diz que voltou ao Reino e no ano seguinte «foi mandado por governador e capitão-general do Brasil» para onde embarcou no 1º de fevereiro de 1549». De acordo com algumas fontes controversas, era o pai de Garcia d'Ávila.
GOVERNADOR-GERAL DO BRASIL
 Com exceção de São Vicente e Pernambuco, fracassara a colonização tentada por Portugal pelo método das capitanias hereditárias, usado nas ilhas atlânticas da Madeira e de Cabo Verde. A vinda de Tomé de Sousa como governador-geral foi das decisões mais acertadas da metrópole, quando se considera retroativamente o sucesso do povoamento e colonização do Brasil. A Carta Régia que o nomeou escolhia por sede a capitania da Baía de Todos os Santos, a mais central, já tendo sido comprada pela Coroa ao herdeiro do donatário Francisco Pereira Coutinho. Antecedido por uma leva de colonos, aportou na Bahia em 29 de março de 1549. Vinha com colonos e seis jesuítas, chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega, os primeiros mandados ao Brasil, sobre cujo destino tanto mais tarde deviam pesar.
REGIMENTO
Criado o governo geral como forma de incrementar a presença estatal portuguesa no Brasil e apoiar os donatários de capitanias, Tomé de Sousa, nomeado governador-geral (1549-1553), trouxe com ele o Regimento de 17 de dezembro de 1548, com orientações precisas sobre a organização do poder público - fazenda, justiça, defesa, fundação de uma capital - e sobre temas relevantes como as relações com os indígenas e sua catequese e o estímulo às atividades agrícolas e comerciais. .
CONSELHO DELIBERATIVO
Tinha o governador-geral autonomia decisória na maioria dos assuntos. Entretanto, para os temas de maior gravidade, as decisões eram tomadas por uma espécie de conselho formado pelo governador, pelo ouvidor-mor (Pero Borges), responsável pela justiça e pelo Provedor-mor (Antônio Cardoso de Barros), responsável pelos negócios da Fazenda. Completava o alto escalão o encarregado pela defesa do território, capitão-mor da Costa, cargo ocupado pelo ex-donatário da capitania de São Tomé Pero de Góis, e um alcaide-mor que era o chefe da milícia, ou tropas de segunda linha.
 NA BAHIA
 Quando chegou, segundo o historiador Hélio Viana, Tomé de Sousa mandou que « a fim de realizar uma viagem de correição, o ouvidor-geral Pero Borges e o provedor-mor da Fazenda, António Cardoso de Barros, levados pelo capitão-mor da Costa Pero de Góis, fossem visitar as capitanias de Ilhéus, Porto Seguro, Espírito Santo e São Vicente». Saíram em uma esquadrilha de duas caravelas e um bergantim. Este doutor Pero Borges escreveu de Porto Seguro ao governador uma carta em fevereiro de 1550. Horrorizado com o que vê na terra, «bem parecia terra desamparada da vossa justiça», reclama que se ponham como ouvidores homens entendidos, já que não os encontrava na casa do cível. Os tabeliães de Ilhéus e Porto Seguro, os achara sem cartas de ofícios, nenhum tinha livros de querelas, nenhum tinha regimento, alguns serviam sem juramento, «e porque isto é uma pública ladroíce e grande malícia, porque cuidavam que lhe não haviam de tomar nunca conta, viviam sem lei nem conheciam superior, procedo contra eles porque me pareceu pecado no Espírito Santo passar por isto.» É o que conta Varnhagen no primeiro tomo de sua História Geral do Brasil... Reclama ainda o ouvidor: « Há nesta terra muitos homens casados lá no Reino os quais há muitos dias que andam cá e não granjeiam muitos deles ou os mais fazendas, senão estão amancebados com um par ao menos de gentias, fazem pior vida que os mesmos gentios, a estes é por bem por serviço de Nosso Senhor e por na terra que se agora começa a povoar não haver tanto gênero de pecados públicos que os manda ir para suas mulheres, não sendo deles degredados ou que mandam eles por elas. V. A. mande prover». Talvez por informes assim tão coloridos, o Rei de Portugal mandará perdoar «todos os crimes cometidos antes da chegada do governador-geral, não havendo parte que acuse e residindo o criminoso algum tempo nas povoações. A anistia não abarcava os cinco casos de heresia, sodomia, traição, moeda falsa e morte de homem cristão.» Salvador e Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte] Para instalar a sede do novo governo Tomé de Sousa fundou a cidade do Salvador, onde fez edificar a residência do governador, a Casa da Câmara, a Igreja Matriz, Colégio dos Jesuítas e, aos poucos, outros edifícios. Tendo, em 1552, procedido a uma inspeção da costa , ficou tão maravilhado com o Rio de Janeiro que escreveu ao rei: "Parece-me que V.A. deve mandar fazer ali uma povoação honrada e boa". Os jesuítas vindos com o governador e o padre Manuel da Nóbrega haviam iniciado a catequese, como prova carta escrita por Nóbrega da Bahia em 9 de agosto de 1549. Dentre eles, ficou famoso como linguista o padre basco João de Azpilcueta Navarro. Em retrospecto, vê-se que Tomé de Sousa ajudou assim a fundar o primeiro bispado do Brasil, assistiu à fundação do primeiro colégio (o da Companhia de Jesus), deu grande incentivo à agricultura e a pecuária e organizou expedições que saíam pelas matas a procura de metais preciosos, as famosas entradas.
DESCENDÊNCIA
Voltando ao Reino, segundo a «História Genealógica da Casa Real Portuguesa», volume XIV, página 251, «o fez El Rei D. João III Vedor da sua Casa e da Fazenda, e o foi d'el Rei D. Sebastião. (...) No ano de 1573 ainda vivia, porque se acha com a moradia de 300 reis por mês, e alqueire de cevada por dia. Era muito cortesão e entendido. Achando-se velho, obteve para seu genro o cargo de Veador da Casa Real, e se retirou a viver na sua Quinta, onde honrada e filosoficamente viveu alguns anos. Havendo sido casado com D. Maria da Costa, filha de Lopo Álvares Feio, e de Margarida Vaz da Costa, irmã do Cardeal D. Jorge da Costa». O seu jazigo, para si e para a esposa, situa-se no convento de Santo António da Castanheira ou convento de Nossa Senhora da Subserra da Castanheira, na Castanheira do Ribatejo. A sua descendência restringiu-se a uma única filha: D. Helena de Sousa, casada com D. Diogo Lopes de Lima, que Não tiveram sucessão. Por este casamento foi veador da Casa do rei D. Sebastião, Senhor de Castro Daire e do morgado de Airão e Canelas, comendador na Ordem de Cristo, que acabou morto na batalha de Alcácer Quibir em 1578. Ele era parente, do lado paterno, dos viscondes de Vila Nova de Cerveira. O bisavô D. Fernão de Lima e o avô homônimo tinham sido alcaides-mores de Guimarães e o pai, D. Fernando de Lima Pereira, aventurara-se ao serviço do Estado da Índia, não olhando à sua condição de herdeiro do senhorio de Castro Daire, chegando a ser nomeado para a capitania de Goa e ocupando a de Ormuz, em cujo exercício faleceu no ano de 1539 . Tomé de Sousa também doou a Garcia d'Ávila, que segundo algumas fontes seria seu filho, catorze léguas de terras de sesmaria que lhe haviam sido outorgadas pelo rei Dom Sebastião. Tais terras originaram a Casa da Torre, maior latifúndio das Américas.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

25 de fev de 2012

MARTIM FRANCISCO RIBEIRO DE ANDRADA - Arte Tumular - 737 - Panteão dos Andradas, Cidade de Santos, São Paulo, Brasil






ARTE TUMULAR

Assim que se entra no Panteão, segue-se por um vestibulo que leva a uma sala ligeiramente escurecida com o piso revestido com mármores de diferentes cores e formosos desenhos. Com as paredes revestidas com mármore verde, onde se abrem três nichos com as urnas das cinzas dos três irmãos Andradas ( Antônio Carlos, Martim Francisco e o padre Patrício Manuel)
No alto do paramento de mármore destacam-se vários paineís de bronze em baixo relevo, representando fatos e feitos da sua vida. Na parte central encostado na parede, ladeado por um gradil de bronze, destaca-se a representação do túmulo de Jose Bonifácio, um conjunto escultórico em mármore e bronze. Sobre uma base tumular repousa deitado uma escultura sua em mámore branco com as mãos sobre o peito. Da cintura para baixo está coberto por um manto em bronze.Uma parede entre duas colunas representa a cabeceira tumular, ladeada pelas bandeiras do Brasil e da Cidade de Santos. Encimando o conjunto uma guirlanda de bronze, simbolo que representa a vitória e destaques na vida.
Autor da escultura: Rodolpho Bernardelli (1887/88)
Local: : Panteão dos Andradas, Cidade de Santos, São Paulo, Brasil
Praça Barão do Rio Branco 16
Fotos: Guilherme Primo, Prefeitura de Santos
Descrição Tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Martim Francisco Ribeiro de Andrada (Santos, 19 de abril de 1775 — Santos, 23 de fevereiro
de 1844) foi um político brasileiro, presidente da Câmara dos Deputados e ministro da Fazenda do Império do Brasil.
Morreu aos 68 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Não foi tão célebre quanto seu irmão José Bonifácio de Andrada e Silva, mas foi figura de importância na política do Brasil. Graduado em Filosofia e Matemática pela Universidade de Coimbra em 27 de julho de 1798.
O conselheiro Martim Francisco (pai), como ficou conhecido, com seu outro irmão Antônio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva, dois anos mais velho que ele e também graduado em Filosofia em Coimbra em 18 de junho de 1796, e José Bonifácio, formarão a grande trindade dos Andrada, com enorme importância política nos primeiros anos do Brasil livre.
Foi membro da Assembléia Constituinte em 1823 por São Paulo e pela mesma província deputado de 1836 a1842, representou Minas Gerais na Câmara dos Deputados na legislatura de 1830 a 1833. Preso e exilado por ocasião da dissolução da Assembléia, asilou-se na França (Bordéus), retornou em 1829. Financista, foi ministro da Fazenda no Primeiro Império no chamado Gabinete dos Andradas (1822) e o primeiro-ministro da Fazenda do Segundo Império no "Gabinete da Maioridade" (1840). No ministério executou uma política econômica nacionalista e mostrou-se inimigo de empréstimos externos. Integrava o Conselho do Imperador. Dentre outras, deixou obras escritas sobre mineralogia, entre elas, Diário de uma Viagem Mineralógica pela Província de S. Paulo no Ano de 1805. e uma memória sobre estatística.
Do casamento com sua sobrinha Gabriela Frederica (filha de José Bonifácio de Andrada e Silva), teve três filhos, José Bonifácio, o Moço, escritor e senador do Império do Brasil e ministro da Marinha do Brasil; Martim Francisco Ribeiro de Andrada, também conhecido como Martim Francisco filho ou II, deputado por São Paulo, ministro das Relações Exteriores (1866) e presidente da Câmara dos Deputados durante o Segundo Império (1882) e Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, deputado por Minas Gerais à Câmara (1885) e senador estadual Constituinte (1891), falecido em Barbacena em 1893. Deste último descende o ramo mineiro dos Andradas.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatção: Helio Rubiales

24 de fev de 2012

ALOIS HITLER - Arte Tumular - 701 - Town Cemetery ,Leonding,Upper Austria (Oberösterreich), Austria





ARTE TUMULAR
Base tumular formada por blocos de granito em formato piramidal encimado por uma cruz latina. Na parte central uma placa ovalada em mármore negro com o seu nome e datas em letras douradas.

Local: Town Cemetery ,Leonding,Upper Austria (Oberösterreich), Austria
Fotos: Gordon Norman, Geoff Walden e Werner Parwick
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
Alois Hitler, nascido Aloys Schicklgruber (Waldviertel, 7 de Junho de 1837 — Linz, 3 de Janeiro de 1903), foi o pai de Adolf Hitler.
Morreu aos 65 anos de idade.
SINOPSE
Alois foi guarda de alfândegas, profissão semi-militar. O emprego envolvia frequentes mudanças de domicílio e ele serviu numa variedade de lugares por toda a Áustria. Em 1860, após 5 anos de serviço, ele obteve o grau de Finanzwach Oberaufseher, quando servia na cidade de Wels, Áustria. Em 1864, após treino especial e exames, progrediu outra vez, e servia agora em Linz, Áustria. Em 1875 era inspector da alfândega, em Braunau am Inn.
Enquanto que sua vida profissional obedeceu a regras tradicionais, sua vida privada parece ter sido uma sucessão de paródias às convenções e normas sociais no que diz respeito a mulheres e descendência.
Nos finais da década de 1860, ele foi o pai de uma criança ilegítima, de uma mulher chamada Thelka, quando casou pela primeira vez, em 1873, e parece ter sido por dinheiro. Anna Glassl era filha de um oficial, rica, de 50 anos de idade. Anna estava doente quando Alois casou com ela e era inválida ou tornou-se inválida pouco depois.
Em 1876, três anos após Alois ter casado com sua primeira mulher, ele contratou Klara Pölzl como criada doméstica. Ela tinha 16 anos de idade e era a neta do tio-padrasto de Alois (ou pai) Nepomuk. Com a mudança de nome de Alois, Klara era oficialmente sua prima de segundo grau: Se Nepomuk era o pai de Alois, então Klara era a semi-sobrinha de Alois. Pouco tempo depois, ele teve um caso com Franziska "Franni" Matzelberger, de dezenove anos de idade, uma das jovens empregadas na pousada Braunau inn (Pommer Inn, casa #219) onde ele alugava o andar do topo, como alojamento.
Smith afirma que Alois teve numerosos romances na década de 1870, o que teve como consequência que a sua mulher doente, Anna, tenha iniciado uma acção legal procurando a separação. Em 7 de novembro de 1880 Alois e Anna separaram-se por acordo mútuo. Franziska tornou-se a namorada de Alois (então com 43 anos de idade) mas os dois não podiam casar de acordo com a lei da Igreja católica - o divórcio não era permitido. Entretanto, Franziska exigiu que a "criada" Klara encontrasse outro emprego e Alois enviou a sua prima Klara embora.
Franziska, mesmo não oficialmente esposa de Alois, conseguiu obter esse estatuto. Em janeiro de 1882 ela deu à luz um filho ilegítimo de Alois, também chamado de Alois, mas uma vez que eles não eram casados, o apelido da criança foi o de Franziska, o que o fez chamar-se "Alois Matzelberger." Franziska teve mais sorte (talvez fosse mais bonita) do que a amante que Alois previamente tinha engravidado, ou talvez esse outro bebé tivesse sido uma rapariga. Por qualquer que tenha sido a razão, Alois manteve Franziska como sua esposa, ao mesmo tempo que a sua mulher oficial se tornava ainda mais doente. Morreu pouco depois de um ano após o nascimento da criança de Franziska.
No mês seguinte, numa cerimónia em Braunau, com os seus colegas da alfândega como testemunhas, Alois Hitler, com 45 anos de idade, casou com Franziska Matzelberger, de 21 e esperando um segundo filho. Foi então que ele legitimizou o seu filho como Alois Hitler Jr.
MORTE
Na manhã de 3 de janeiro de 1903, Alois foi para a Gasthaus Stiefler como de costume, para beber o seu copo de vinho matinal. Mal lhe tinham oferecido o jornal, ele caiu ao chão. Foi levado para um quarto adjunto e foi chamado um médico mas Alois Hitler faleceu na hospedaria, provavelmente devido a uma hemorragia pleural, com a idade de 65.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales