“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

Mostrando postagens com marcador .NOBRE ESPANHA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .NOBRE ESPANHA. Mostrar todas as postagens

18 de ago. de 2022

MARIA DAS MERCEDES DE ORLEANS ' RAINHA - Arte tumular - 1722 - Catedral de Santa María la Real de la Almudena Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain


 


Maria das Mercedes de Orleães
Casa de Orleães
Ramo da Casa de Capeto
24 de junho de 1860 – 26 de junho de 1878
Precedida por
Maria Vitória dal Pozzo
Coat of Arms of Mercedes of Orléans, Queen Consort of Spain.svg
Rainha Consorte da Espanha
23 de janeiro de 1878 – 26 de junho de 1878
Sucedida por
Maria C



ARTE TUMULAR
No interior da Catedral protegida pela construção de um arco, uma placa de mármore branco, com o seu nome gravado e do rei, ladeados pelo brasão real da Espanha, formando um altar

Local:  Catedral de Santa María la Real de la Almudena Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain
Fotos: findagrave e wikipédia
Descrição tumular: Helio Rubiales 


Mercedes
Princesa de Orléans
Rainha Consorte da Espanha
Reinado23 de janeiro de 1878
26 de junho de 1878
PredecessoraMaria Vitória dal Pozzo
SucessoraMaria Cristina da Áustria
 
Nascimento24 de junho de 1860
 Palácio Real de MadridMadridEspanha
Morte26 de junho de 1878 (18 anos)
 Palácio Real de Madrid, Madrid, Espanha
Sepultado emCatedral de AlmudenaMadridEspanha
Nome completo 
Maria das Mercedes Isabel Francisca de Assis Antônia Luísa Fernanda Filipa Amália Cristina Francisca de Paula Ramona Rita Caetana Manuela Joana Joaquina Ana Rafaela Filomena Teresa Santíssima Trindade Gaspara Melquiora Baltasara de Todos os Santos de Orléans e Bourbon
MaridoAfonso XII da Espanha
CasaOrléans (por nascimento)
Bourbon (por casamento)
PaiAntônio, Duque de Montpensier
MãeLuísa Fernanda da Espanha
ReligiãoCatolicismo
Brasão
PERSONAGEM
Mercedes de Orléans (Madrid, 24 de junho de 1860 – Madrid, 26 de junho de 1878) foi a primeira esposa do rei Afonso XII e Rainha Consorte da Espanha entre de janeiro de 1878 até sua morte seis meses depois. Era filha do príncipe Antônio, Duque de Montpensier e de sua esposa, a infanta Luísa Fernanda da Espanha.
Morreu aos 18 anos.

SINOPSE
Nascida no Palácio Real de Madrid em 24 de junho de 1860.[1] Foi batizada no mesmo dia de seu nascimento, às oito da tarde, e recebeu os nomes de Maria das Mercedes, Isabel, Francisca de Assis, Antônia, Luísa, Fernanda, Filipa, Amália, Cristina, Francisca de Paula, Ramona, Rita, Caetana, Manuela, Joana, Josefa, Joaquina, Ana, Rafaela, Santíssima Trindade, Gaspara, Melquiora, Baltasara, Filomena, Teresa, de Todos os Santos. Seus padrinhos foram seus tios maternos, a rainha Isabel II da Espanha e seu marido Francisco, Duque de Cádis.

Mercedes e Afonso


Era filha de Antônio, Duque de Montpensier, filho do rei Luís Filipe I da França, e da infanta Luísa Fernanda da Espanha, irmã da rainha Isabel II. Passou sua infância em Sevilha, cidade pela qual sentiu uma predileção especial. Durante o período do Sexênio Revolucionário, teve que partir para o exílio. Em dezembro de 1874, a monarquia na Espanha foi restaurada, a rainha Isabel II havia renunciado a seus direitos dinásticos em favor de seu filho Afonso, Príncipe das Astúrias, que foi proclamado rei da Espanha. Mercedes então regressou à Espanha, instalando-se com sua família no Palácio de San Telmo, em Sevilha, que já havia sido a residência da família. 

Dois anos antes, em 1872, Mercedes e seu primo, Afonso, Príncipe das Astúrias, haviam iniciado uma relação amorosa, quando ela tinha apenas doze anos. Apesar da oposição de Isabel II ao casamento, devido a hostilidade que mantinha com o duque de Montpensier e a preferência do governo por uma candidata mais adequada (uma das candidatas desejadas foi a princesa Beatriz do Reino Unido, filha da rainha Vitória), a escolha do já convertido rei Afonso XII prevaleceu, sendo o casamento celebrado em 23 de janeiro de 1878 na Basílica de Atocha, em Madrid. 

MORTE
O casamento foi breve devido à morte prematura da rainha cinco meses depois, vítima de tifo. Ela faleceu em 26 de junho de 1878 no Palácio Real de Madrid, dois dias após seu aniversário de dezoito anos. 
Seu marido ficou ao seu lado o tempo todo. Mercedes foi enterrada em uma capela do Mosteiro do Escorial, não podendo estar no panteão real, reservado apenas para rainhas que tinham filhos. A rainha foi impulsora da construção da Catedral de Almudena, em Madrid, cuja construção começou em 1883. Seus restos mortais foram transferidos para a catedral em 8 de novembro de 2000, em conformidade com o desejo expresso em seu leito de morte. 
Viúvo aos vinte e um anos, o rei Afonso XII, inconsolável, mas soberano de um país frágil, foi convencido pelo ministro Antonio Cánovas del Castillo a se casar novamente. A escolha recaiu sobre a irmã mais velha de Maria das Mercedes, Maria Cristina de Orleães-Montpensier, entretanto a princesa faleceu de tuberculose em 1879, antes do casamento, e o rei se casou, alguns meses depois, com a arquiduquesa austríaca Maria Cristina de Habsburgo-Lorena. Posteriormente, a filha primogênita de Afonso XII e Maria Cristina seria nomeada a partir de Maria das Mercedes. 

Fonte: Wikipédia
Formatação: HelioRubiales

12 de ago. de 2022

CARLOS III DE ESPANHA - Arte tumular - 1719 - Real Sitio de San Lorenzo El Escorial Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain

 



Carlos III de Espanha
Casa de Bourbon
Ramo da Casa de Capeto
20 de janeiro de 1716 – 14 de dezembro de 1788
Precedido por
Fernando VI
Full Ornamented Royal Coat of Arms of Spain (1761-1868 and 1874-1931).svg
Rei da Espanha
10 de agosto de 1759 – 14 de dezembro de 1788
Sucedido por
Carlos IV
Precedido por
Carlos VI & IV
Coat of Arms of Charles V of Sicily.svg
Rei da Sicília
2 de setembro de 1734 – 6 de outubro de 1759
Sucedido por
Fernando IV & III
Coat of Arms of Infante Charles of Spain as King of Naples and Sicily.svg
Rei de Nápoles
10 de maio de 1734 – 6 de outubro de 1759
Precedido por
Antônio Farnésio
Coat of Arms of Infante Charles of Spain as Duke of Parma, Piacenza and Guastalla.svg
Duque de Parma e Placência
22 de julho de 1731 – 3 de outubro de 1735
Sucedido por



ARTE TUMULAR

O seu caixão foi colocado no local chamado de "pudridero", onde ficará durante 50 anos em decomposição, para depois ser transferido para o Panteão Real. Urna em mármore escuro ricamente trabalhada com aplicações douradas, onde se destaca o nome do rei.

Local:  Real Sitio de San Lorenzo El Escorial Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain 
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales


Carlos III
Rei da Espanha
Reinado10 de agosto de 1759
14 de dezembro de 1788
Antecessor(a)Fernando VI
Sucessor(a)Carlos IV
Rei da Sicília
Reinado2 de setembro de 1734
6 de outubro de 1759
PredecessorCarlos IV
SucessorFernando III
Rei de Nápoles
Reinado10 de maio de 1734
6 de outubro de 1759
PredecessorCarlos VI
SucessorFernando IV
Duque de Parma e Placência
Reinado29 de outubro de 1731
3 de outubro de 1735
PredecessorAntônio Farnésio
SucessorCarlos VI
 
Nascimento20 de janeiro de 1716
 Real Alcázar de MadridMadridEspanha
Morte14 de dezembro de 1788 (72 anos)
 Palácio Real de MadridMadridEspanha
Sepultado emSan Lorenzo de El Escorial,
El EscorialEspanha
EsposaMaria Amália da Saxônia
DescendênciaMaria Josefa de Espanha
Maria Luísa da Espanha
Filipe, Duque de Calábria
Carlos IV de Espanha
Fernando I das Duas Sicílias
Gabriel de Espanha
Antônio Pascoal de Espanha
Francisco Xavier de Espanha
CasaBourbon
PaiFilipe V de Espanha
MãeIsabel Farnésio
ReligiãoCatolicismo
 PERSONAGEM
Carlos III (Madrid, 20 de janeiro de 1716 – Madrid, 14 de dezembro de 1788) foi o Rei da Espanha de 1759 até sua morte, e também Rei de Nápoles como Carlos VII e da Sicília como Carlos V desde suas conquistas em 1734 até sua abdicação em 1759. 

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era o filho mais velho do rei Filipe V e de sua segunda esposa Isabel Farnésio. Ele ascendeu ao trono espanhol após a morte de seu meio-irmão Fernando VI. Carlos era um proponente do despotismo esclarecido. Ele abdicou dos tronos napolitano e siciliano em outubro de 1759 em favor de seu filho do meio Fernando. 

Como rei Carlos tentou resgatar o Império Espanhol de seu declínio através de grandes reformas que enfraqueciam a Igreja e os mosteiros, promovendo a ciência e pesquisas universitárias, facilitando o comércio, modernizando a agricultura e evitando guerras. Ele nunca conseguiu um controle satisfatório de suas finanças e foi obrigado a realizar empréstimos para pagar suas despesas. Suas reformas não duraram muito e a Espanha voltou a cair depois de sua morte.

LEGADO IMPERIAL DE ESPANHA
Em 1713, a Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714) terminou com a assinatura do Tratado de Utrecht, reduzindo o poder político e militar de Espanha, país que tinha sido governado pela Casa de Bourbon desde 1700. Segundo os termos do tratado, o Império Espanhol poderia ficar com os seus territórios na América Latina, mas teria de ceder o sul dos Países Baixos à Áustria dos Habsburgos, os reinos de Nápoles e da Sardenha, o Ducado de Milão e o Estado dos Presídios. Além disso, a Casa de Saboia recebeu o Reino da Sicília e o Reino da Grã-Bretanha recebeu a ilha de Maiorca e a fortaleza de Gibraltar. 

Em 1700, o pai de Carlos tornou-se rei de Espanha como Filipe V. Durante o resto do seu reinado (1700-1746), Filipe tentou insistentemente recuperar os territórios perdidos. Em 1714, após a morte da sua primeira esposa, a princesa Maria Luísa Gabriela de Saboia, o cardeal Giulio Alberoni arranjou com sucesso o casamento de Filipe com a ambiciosa Isabel Farnésio, sobrinho e enteada de Francisco Farnésio, Duque de Parma. Isabel e Filipe casaram-se a 24 de dezembro de 1714; a nova rainha demonstrou rapidamente ser uma consorte dominante e influenciou o marido a nomear o cardeal Giulio Alberoni primeiro-ministro de Espanha em 1715. 

Em 1716, Isabel deu à luz o infante Carlos de Espanha no Real Alcázar de Madrid. Carlos estava na quarta posição da linha de sucessão ao trono espanhol, depois dos seus meios-irmãos mais velhos: o infante Luís, príncipe das Astúrias (que reinou durante um breve período de tempo como Luís I de Espanha antes de morrer em 1724), o infante Filipe (que morreu em 1719) e Fernando (o futuro rei Fernando VI). Uma vez que o duque Francisco de Parma e a sua esposa não tinham filhos, Isabel esforçou-se por conseguir que o seu filho mais velho herdasse o Ducado de Parma e Placência. Queria também que herdasse o Ducado da Toscana, uma vez que o grão-duque da Toscana, João Gastão de Médici, também não tinha filhos e era um primo afastado seu, uma vez que ambos partilhavam a mesma bisavó, Margarida de Médici, o que tornava Carlos um bom candidato ao título. 

NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO
Durante o reinado de Carlos, a Espanha começou a ser reconhecida como uma nação única e não como uma série de reinos e territórios com um soberano em comum. Os seus esforços resultaram na criação do Hino Nacional, de uma bandeira e de uma capital merecedora desse título, bem como da construção de uma rede de estradas coerente que convergia em Madrid. A 3 de setembro de 1770, Carlos III declarou que a Marcha Real deveria ser utilizada em cerimónias oficiais. Foi Carlos quem escolheu as cores da actual bandeira de Espanha, o vermelho e o amarelo. O rei apresentou a bandeira da marinha militar a 28 de maio de 1785. Até aí, as embarcações espanholas surgiam com a bandeira branca dos Bourbon e com o escudo do soberano. Esta foi substituída pela de Carlos devido à sua preocupação com o facto de a bandeira anterior ser demasiado parecida com as de outras nações. 

A bandeira de Espanha entre 1785 e 1931
 O escudo utilizado por Carlos enquanto rei de Espanha fez parte da bandeira até 1931, ano em que o seu descendente, o rei Afonso XIII, foi deposto e foi proclamada a Segunda República Espanhola (houve também uma breve interrupção entre 1873-5). Filipe VI da Espanha, o atual monarca, é descendente direto pela linha masculina do rey alcalde

MORTE
Morreu em Madrid em 1788.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales




15 de jul. de 2022

AFONSO VIII DE CASTELA - Arte Tumular - 1692 - Monasterio de Santa María la Real de las Huelgas Burgos, Provincia de Burgos, Castilla y León, Spain


 


Precedido por
Sancho III
Blason Castille.svg
Rei de Castela
e de Toledo

1158 - 1214
Sucedido por
Henrique I





ARTE TUMULAR 

Magnificas urnas, toda decorada com motivos reais e brasões, em bronze dourado


Local: Monasterio de Santa María la Real de las Huelgas Burgos, Provincia de Burgos, Castilla y León,             Spain 

Jazigo:  Inside the church 
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales
Afonso VIII
Rei de Castela
Miniatura do século XII representando ao rei Afonso VIII e a rainha Leonor
Reinado31 de Agosto de 1158
(sob regência até 1170)
5 de Outubro de 1214
ConsorteLeonor de Inglaterra
Antecessor(a)Sancho III de Castela
Sucessor(a)Henrique I de Castela
Nascimento11 de novembro de 1155 (866 anos)[1]
 SóriaEspanha
Morte5 de outubro de 1214 (58 anos)
 Gutierre-MuñozEspanha
Sepultado emPanteão dos reis de Castela
do Mosteiro de Las HuelgasBurgosEspanha
DinastiaBorgonha
PaiSancho III de Castela
MãeBranca de Navarra
Título(s)Rei de Castela e Toledo
Filho(s)Ver descendência
PERSONAGEM
Afonso VIII de Castela, chamado O Nobre ou O das Navas (Sória, 11 de novembro de 1155 — Gutierre-Muñoz, 5 de outubro de 1214), foi rei de Castela e de Toledo desde 1158 até sua morte. 
Morreu aos 58 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
É lembrado principalmente pelo seu papel na Reconquista, levando à queda do Califado Almóada. Depois de uma pesada derrota na Batalha de Alarcos, liderou uma coligação de forças cristãs na Batalha de Navas de Tolosa, evento que marcou o início da supremacia cristã na Península Ibérica. 

O seu reinado também foi marcado pelo domínio de Castela sobre Leão e pela aliança com Aragão, tornando o seu reino o mais poderoso da região. 

 Afonso VIII também é avô de dois reis reconhecidos como santos pela Igreja Católica: São Luís e São Fernando 

ASCENDENTES
Filho de Sancho III de Castela e de Branca, infanta de Navarra,[1] Afonso VIII era neto paterno de Afonso VII de Leão e Castela e Berengária de Barcelona, e neto materno do rei Garcia Ramires de Pamplona e de Margarida de l'Aigle, portanto, descendente de Rodrigo Dias de Vibar, o Cid.

Em 1157, o rei Afonso VII faleceu e, à hora da sua morte, dividiu o reino entre os dois filhos, legando Castela ao seu primogénito Sancho e Leão a Fernando. Os dois reinos outrora unidos tinham agora objectivos políticos diferentes, apesar do Tratado de Sahagún (23 de Maio de 1158) celebrado pelos dois irmãos, que estabelecia a colaboração dos dois reinos e a repartição dos territórios conquistados a Portugal e aos mouros. 

 Sancho III de Castela morreu em 31 de Agosto de 1158, com 23 anos. Afonso, o único filho legítimo do jovem rei, subiu ao trono com apenas 3 anos de idade. 

 O jovem rei serviu de joguete nas mãos dos dois grandes partidos nobiliárquicos que disputavam o poder em Castela, os Lara e os Castro.[3] Além disso, o seu tio Fernando II reclamava igualmente a regência do reino, situação que quase conduziu a uma guerra civil. Nuno Peres de Lara, irmão de Manrique Perez de Lara, o regente do reino de Castela, levou a Afonso a San Esteban de Gormaz e Ávila, leais ao rei de Castela. 

REINADO 
Assim, desde a adolescência que teve de lutar para reconquistar o seu reino. Tomou de surpresa a cidade de Toledo, então nas mãos da nobreza castelhana. Em 1170, aos 15 anos de idade, casa-se com a sua noiva de 9 anos de idade, Leonor de Inglaterra, filha de Henrique II de Inglaterra e Leonor da Aquitânia. 

Em 1174 sediou a Ordem de Santiago na vila de Uclés, a partir de onde inicia uma campanha que culmina com a reconquista de Cuenca em 1177. A cidade rende-se a 21 de Setembro, no dia de São Mateus, que passa a ser também o dia dessa cidade. 

 Compreendendo as vantagens de uma aliança contra o inimigo comum almóada, negocia com todos os reinos cristãos da Península Ibérica e consegue firmar o Tratado de Cazola (1179) com Afonso II de Aragão, para partilha dos territórios a reconquistar. 

 Depois de refundar a cidade de Plasencia em 1186, conquistada aos mouros, relança o movimento da Reconquista com o objectivo também de unificar a nobreza castelhana na sua causa, e recupera parte de La Rioja da posse de Navarra. 

 Depois da quebra das tréguas com o Califado Almóada, em 1195 Afonso vai socorrer a cidade de Alarcos (hoje em dia Cidade Real), nessa época o enclave mais importante da região. Na batalha que se seguiu, foi derrotado pelo califa Abu Iúçufe Iacube Almançor e perdeu toda a região. A fronteira de Castela com o império almóade ficou 17 anos nos Montes de Toledo, ameaçando a própria cidade de Toledo e a região do vale do rio Tejo. 

 Até que em 1212, com a mediação do papa Inocêncio III, foi convocada uma cruzada com o objectivo de derrotar o poder almóada. Sancho VII de Navarra, Pedro II de Aragão e um exército de Afonso II de Portugal, para além das ordens militares de Santiago, Calatrava, Templários e Hospital, responderam ao chamado. Afonso IX de Leão, em conflito com Castela e Portugal não juntou as suas forças ao exército cristão, mas alguns cavaleiros leoneses aderiram de moto próprio à Cruzada. 

 Começando com a conquista de Calatrava, depois Alarcos e Benavente, a campanha terminou em uma vitória decisiva na Batalha de Navas de Tolosa, a 16 de Julho de 1212 frente ao califa almóada Maomé Nácer, e na recuperação dos territórios do vale do rio Guadiana. 

MORTE
 Afonso VIII morreu em 5 de Outubro de 1214, e foi enterrado junto com a esposa no Mosteiro de Las Huelgas em Burgos, panteão dos reis de Castela.

Fonte: Wikipédia
Formatação: Helio Rubiales

10 de jul. de 2022

ELEANOR PLANTAGENET - Rainha de Castela - Arte Tumular - 1690 - Monasterio de Santa María la Real de las Huelgas Burgos, Provincia de Burgos, Castilla y León, Spain

 



Precedida por
Branca de Navarra
Royal Arms of Castille (1214-15th Century).svg
Rainha de Castela

1176 — 1214
Sucedida por
Mafalda de Portugal
Precedida por
Sancha de Leão
Rainha-mãe de Castela e Leão
6 de Outubro de 1214 - 25 de Outubro de 1214
Sucedida por
Berengária de Castela




ARTE TUMULAR 

Magnificas urnas, toda decorada com motivos reais e brasões, em bronze dourado


Local: Monasterio de Santa María la Real de las Huelgas Burgos, Provincia de Burgos, Castilla y León,             Spain 
Jazigo:  Inside the church 
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

Eleanor Plantageneta
Rainha consorte de Castela
EleonoraAngl.jpg
Miniatura após 1174 do Tumbo menor de Castela representando a Rainha Eleanor Plantageneta. Arquivo Histórico Nacional .
Reinado
1170 - 1214
AntecessorBlanca Garces de Navarra
SucessorMafalda de Portugal
Informação pessoal
NascimentoMorreu em 13 de outubro de 1160 Domfront Castle
Ducado da Normandia
MorteFaleceu em 31 de outubro de 1214 ( 54 anos)
Burgos , Reino de Castela
CovaMosteiro de Santa Maria la Real de las Huelgas
Família
Casa realPlantageneta
PaiHenrique II da Inglaterra
MãeLeonor da Aquitânia
ConsorteAfonso VIII de Castela ( matr.  1170; viu.  1214 )
FilhosVeja: Filhos
Armas Reais da Inglaterra (1198-1340).svg
Brasão de Eleanor Plantagenet

PERSONAGEM 
Eleanor Plantagenet ou Eleanor da Inglaterra ( Domfront , 13 de outubro de 1160 - Burgos , 31 de outubro de 1214 ) , era filha do rei Henrique II da Inglaterra e de sua esposa, a rainha Eleanor da Aquitânia . Princesa da Inglaterra , foi rainha consorte de Castela entre 1170 e 1214 por seu casamento com o rei Afonso VIII de Castela . Mãe, entre outros, dos reis Enrique I de Castela e Berenguela de Castela. Com a morte de seu marido, em 6 de outubro de 1214, ela foi regente de Castela por vinte e quatro dias. 
Morreu aos 54 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Filha do rei Henrique II da Inglaterra e sua esposa, a rainha Eleanor da Aquitânia , seus avós paternos eram Godofredo V de Anjou e sua esposa, Matilda da Inglaterra , filha do rei Henrique I da Inglaterra . 

Do lado materno estavam seus avós Guilherme X da Aquitânia , Conde de Poitiers , e sua esposa Leonor de Châtellerault , Duquesa da Aquitânia . Ele teve vários irmãos, entre eles os reis Ricardo Coração de Leão e Juan sin Tierra , monarcas da Inglaterra. 

Ela nasceu em 1160  , e aos dez anos de idade, o noivado foi celebrado em setembro de 1170 na cidade de Tarazona com Afonso VIII de Castela , filho do rei Sancho III , que havia sido coroado na cidade de Burgos no ano anterior . 

Antes de se casar, seus pais, os reis da Inglaterra, concederam à filha o Ducado da Aquitânia , que pertencia à sua mãe, a rainha Eleanor , como dote . Afonso VIII concedeu como dote à sua esposa os castelos de Burgos e Castrojeriz , Amaya , Avia, Saldaña , Monzón de Campos ,Carrión de los Condes , Dueñas , Tariego de Cerrato , Cabezón, Medina del Campo , Astudillo , Aguilar e Villaescusa , e as rendas do porto de Santander , Cabedo, Besgo de Santillana, Tudela , Calahorra , Arnedo , Viguera , Metria, as de o castelo e a cidade de Nájera , Logroño , Grañón , Belorado , Pancorbo , Piedralada, Poza de la Sal , mosteiro de Rodilla , Atienza ,Cidade de Osma , Peñafiel , Curiel de Duero , Hita , Zurita e Peñanegra , e para sua câmera a cidade de Burgos e a cidade de Castrojeriz , com todos os seus direitos e rendimentos, e ele também doaria metade dos territórios que conquistou para os muçulmanos desde que seu casamento foi celebrado.  

O casamento serviu para reforçar a fronteira dos Pirinéus, e Eleanor Plantageneta também forneceu o condado da Gasconha como dote de casamento, que Afonso VIII nunca conseguiu anexar à Coroa de Castela. No entanto, numerosos cavaleiros gascões vieram à península para ajudar seu senhor na luta contra os almóadas . 

Por volta de 1180, o monarca castelhano e sua esposa decidiram fundar um mosteiro de freiras cistercienses , o mosteiro de Santa María la Real de Las Huelgas , na cidade de Burgos. Essa fundação, inicialmente dependente do mosteiro de Santa María de la Caridad de Tulebras , em ( Navarra), tornou-se a partir de 1187, por vontade dos reis, a casa mãe de todas as abadias femininas cistercienses do território de Castela e foi escolhida por Afonso VIII e sua esposa como panteão real para elas e seus descendentes. 

 A rainha mandou construir na catedral de Toledo , uma capela dedicada a São Tomás Becket ou Tomás Canturiano (da Cantuária ), como era então conhecido, que foi a primeira dedicada ao santo britânico fora das Ilhas Britânicas . A capela não está preservada hoje porque foi destruída e seu espaço passou a fazer parte da capela de Santiago na catedral de Toledo, que foi mandada construir pelo Condestável Álvaro de Luna para construir sua própria capela funerária. Também em 1183, no local da mesquita de Cuenca , cidade castelhana conquistada em 1177, ordenou a construção da Catedral de Santa María e San Julián de Cuenca., estilo gótico anglo-normando 

MORTE 
Quando Alfonso morreu, Eleanor teria ficado tão devastada pela dor que não pôde presidir o enterro. Sua filha mais velha Berengaria, em vez disso, realizou essas honras. Eleanor depois adoeceu e morreu apenas vinte e seis dias depois de seu marido, e foi enterrada na Abadia de Santa María la Real de Las Huelgas.

Fpnte: Wikipédia
Formatação: Helio0 Rubiales

2 de jun. de 2022

FERNANDO VI de Espanha - Arte tumular - 1657- Igreja de Santa Barbara, Convento de las Salesas Reales Madrid, Provincia de Madrid, Madrid, Spain


Fernando VI de Espanha
Casa de Bourbon
Ramo da Casa de Capeto
23 de setembro de 1713 – 10 de agosto de 1759
Precedido por
Filipe V
Full Ornamented Royal Coat of Arms of Spain (1700-1761).svg
Rei da Espanha
9 de julho de 1746 – 10 de agosto de 1759
Sucedido por
Carlos III
Precedido por
Luís I
Coat of Arms of the Prince of Asturias (1700-1761)-Version with Golden Fleece and Holy Spirit Collars.svg
Príncipe das Astúrias
31 de agosto de 1724 – 9 de julho de 1746
Sucedido por
Carlos IV