“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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21 de mar. de 2025

RAUL POMPEIA - Arte Tumular - 1939 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

 








ARTE TUMULAR

Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

Raul Pompeia

Nascimento12 de abril de 1863
Angra dos ReisRio de JaneiroImpério do Brasil
Morte25 de dezembro de 1895 (32 anos)
Rio de JaneiroDistrito FederalBrasil
NacionalidadeBrasileiro
ProgenitoresMãe: Rosa Teixeira Pompeia
Pai: Antônio D'Avila Pompeia
Ocupaçãocontistacronistaromancistajornalista
Magnum opusO Ateneu
Escola/tradiçãoRealismo/Naturalismo

PERSONAGEM
Raul D'Ávila Pompeia (Angra dos Reis, 12 de abril de 1863 — Rio de Janeiro, 25 de dezembro de 1895) foi um escritor brasileiro, conhecido por sua obra O Ateneu.
Morreu aos 32 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Raul D'Ávila Pompeia nasceu no dia 12 de abril de 1863, em Jacuecanga, município de Angra dos Reis/RJ. Filho de família abastada, cujo o pai, Antônio D'Avila Pompeia, era magistrado e a mãe, Rosa Teixeira Pompeia, era dona-de-casa, herdeira de ricos comerciantes portugueses. Raul Pompeia tinha duas irmãs,cujos nomes não constam nas biografias do autor. Em 1867, a família se mudou para o Rio de Janeiro. O pai de Pompeia é descrito como "misantropo" e "carrancudo” . Segundo Rodrigo Octávio, vizinho de Raul Pompeia, a família vivia como num claustro. Aos onze anos, Pompeia é matriculado por seu pai no Colégio Abílio, importante internato inaugurado no Rio de Janeiro, pelo Dr. Abílio César Borges, o Barão de Macaúbas.

Em 1879, Pompeia foi transferido para o Imperial Colégio de D. Pedro II, e foi como estudante neste colégio que ele publica em 1880, então com 17 anos, seu primeiro romance Uma Tragédia no Amazonas – chamado pelo autor de “ensaio literário” . Terminados os estudos no Colégio Pedro II, Pompeia segue para São Paulo, para cursar Direito na Faculdade do Largo São Francisco, escola onde havia estudado seu pai. A princípio é bem recebido pelos professores, mas logo depois Pompeia passa a ser mal visto por alguns catedráticos, devido ao seu envolvimento com Luís Gama, com a causa abolicionista, principalmente, e com a causa republicana. Em São Paulo, na companhia de outros estudantes, como Luís Murat, Raymundo Correia, Fontoura Xavier, Valentim Magalhães, Theofilo Dias, Pompeia participou da criação de diversas gazetas, as quais sempre tiveram vida efêmera. Também em São Paulo toma contato com a Filosofia Positivista de Augusto Comte.

 Com sólida formação cultural, leitor em diversas línguas, Pompeia tinha acesso fácil ao pensamento europeu que chegava ao Brasil. De temperamento impávido, Raul Pompeia não fugia das grandes discussões e teve atrito com os republicanos paulistas, por esses não apoiarem a causa da abolição. Alguns professores da faculdade não gostavam das ideias propagadas por alguns alunos de maneira franca e sem meios termos, como as que eram defendidas por Pompeia e outros. No terceiro ano do curso, Raul Pompeia e Luiz Murat foram reprovados. A imprensa da época, da qual Pompeia fazia parte e na qual tinha muitos amigos, apoiou os estudantes, ficando contra as atitudes da faculdade. Os dois estudantes não se deram por vencidos. Pediram um reexame no mês seguinte e foram aprovados com notas mínimas. As animosidades, porém, não arrefeceram. No ano seguinte, Pompeia e nada menos que 94 estudantes são reprovados e seguem então para a conclusão do curso na Faculdade de Direito de Recife. Lá o último ano da faculdade corre sem grandes percalços. Terminado o curso, Pompeia retorna ao Rio de Janeiro, voltando a morar na casa dos pais.

Sem exercer a advocacia, Raul Pompeia passou a escrever em vários jornais, dentre os quais o “Gazeta de Notícias”, jornal pelo qual publicaria O Ateneu, uma crônica de saudades, que lhe deu consagração dentre a crítica. Além de usar o próprio nome, escrevia sob pseudônimos, como Pompeo Stell, Raulino Palma e Rapp .

Com a queda do Império em 1889, Pompeia foi empossado Presidente da Academia de Bellas Artes. A ditadura de então, tendo Floriano Peixoto como chefe enfrentava sérias resistências e vários amigos de Raul Pompeia eram contra esse governo. Isso fez com que Pompeia rompesse como vários amigos, pois ele apoiava Floriano Peixoto. Com a saída desse e a entrada de Prudente de Morais, e após um inflamado discurso em defesa de Peixoto, na tumba desse, Pompeia foi demitido do cargo de Diretor da Biblioteca Nacional. Devido a essas disputas políticas,

MORTE
Pompeia teve um sério atrito com Olavo Bilac e Luís Murat, que escreveu um artigo chamado “Um Louco no Cemitério”. Tais perturbações o levaram ao suicídio em 25 de dezembro de 1895, no escritório da casa que morava com sua mãe, que assistiu à morte. Nunca se casou e nem teve filhos. Suas últimas palavras foram deixadas em um bilhete: “Ao jornal A Notícia, e ao Brasil, declaro que sou um homem de honra”.

Fonte: pt.wikipedia.oirg
Formatação:HRubiales

2 de mar. de 2025

ARTUR AZEVEDO - Arte tumular - 1914 - Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Rio de Janeiro, Brasil


 




ARTE TUMULAR

Sobre uma base tumular de formato quadrado, padrão do cemitério, ergue-se o imponente e exótico túmulo do escritor e dramaturgo Artur Azevedo. No centro sobre uma rústica pedra ergue-se o busto em bronze do escritor com olhar perdido no horizonte. Envolvendo essa pedra base, uma coroa de louros com uma longa fita, simbolizando a honra, a magnificência, a elevação, a distinção, a vitória, o mérito atingido na vida. Ladeando o seu busto, duas pedras em formato rústico, ou dólmens, uma de cada lado, encimado por uma grande pedra natural representando um portal em  alusão a Stonehenge, na Inglaterra. O artista colocou ali uma dose de “vida”, pois a obra magnífica parece conversar com o observador, tal sua expressividade.

Local:  Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Rio de Janeiro, Brasil
Escultor: Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931)
Foto: Luciano Guidorzi
Descrição tumular: hrubiales

Artur Azevedo 

Nome completoArtur Nabantino Gonçalves de Azevedo
Nascimento7 de julho de 1855
São LuísMaranhão, Império do Brasil
Morte22 de outubro de 1908 (53 anos)
Rio de JaneiroBrasil
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Emília Amália Pinto de Magalhães
Pai: David Gonçalves de Azevedo
ParentescoAluísio Azevedo
Ocupaçãoescritordramaturgopoetacontistacronista e jornalista

PERSONAGEM
Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (São Luís, 7 de julho de 1855 — Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1908), também conhecido como Artur Azevedo, foi um escritor, dramaturgo, poeta, contista, prosador, comediógrafo, crítico, cronista e jornalista brasileiro.
Morreu aos 53 anos.

SINOPSE
Ao lado de seu irmão, o escritor Aluísio Azevedo, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. 

Tendo escrito milhares de artigos sobre eventos artísticos e encenado mais de cem peças no Brasil e em Portugal, Azevedo foi um dos maiores defensores da criação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, cuja inauguração ocorreu meses depois de sua morte. 

Suas peças mais conhecidas são A joia, A Capital Federal, A almanjarra, O Mambembe, entre outras. Três teatros no Brasil foram batizados com o seu nome: o Teatro Arthur Azevedo de São Luís, Maranhão, sua cidade natal, o Teatro Arthur Azevedo da cidade de São Paulo, e o Teatro Arthur Azevedo da cidade de Rio de Janeiro. 

BIOGRAFIA
Artur Azevedo era filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís, e Emília Amália Pinto de Magalhães. Aos oito anos, Azevedo já dava indícios de inclinação às atividades teatrais, adaptando de forma amadora textos de Joaquim Manuel de Macedo e, posteriormente, criando peças próprias, que representava. Aos 15 anos, escreveu a obra teatral Amor por Anexins, que alcançou êxito regional e nacional.

Devido a discordâncias com a administração provincial, Azevedo concorreu a um concurso aberto para vagas de amanuense da Fazenda. Sendo classificado, ele se transferiu para a capital federal, à época o Rio de Janeiro. Lá, ficou empregado no Ministério da Agricultura e no Colégio Pinheiro, onde lecionava português. Foi nesse período em que iniciou sua carreira jornalística, fundando diversos periódicos literários, como A Gazetinha, Vida Moderna e O Álbum. Junto a Machado de Assis, colaborou em A Estação e, com Alcindo Guanabara, Moreira Sampaio, Olavo Bilac e Coelho Neto, no jornal Novidades.

Defendeu a abolição da escravatura tanto em artigos de jornal como em obras dramáticas, como O Liberato e A família Salazar, sendo que esta última, escrita com Urbano Duarte, foi publicada sob o título de O escravocrata.

Foi por insistência de Artur Azevedo, principalmente através de seus artigos na imprensa, que, em 1895, foi aprovada a lei que previa a construção de um teatro municipal no Rio de Janeiro. 

Tinha o teatrólogo a convicção de que somente a construção desse teatro poria fim à má fase em que se encontravam as artes cênicas na segunda metade do século XIX. A criação da lei traria resultado somente em 1904, quando foi aberto concurso para a construção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Arthur Azevedo, que sustentou a campanha vitoriosa para construção do Teatro, não assistiria à sua inauguração em 14 de julho de 1909, pois faleceu nove meses antes. Antes de sua morte, foi um crítico mordaz do pano de boca do Theatro Municipal, pintado por Eliseu Visconti. 

MORTE
Faleceu aos 53 anos no Rio de Janeiro e foi sepultado no Cemitério do Caju.

Fonte: Wikipédia
           https://osdivergentes.com.br/outras-palavras/museu-a-ceu-aberto/
Formatação: hrubiales


23 de fev. de 2025

GILBERTO BRAGA - Arte tumular - 1904 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

  






ARTE TUMULAR
    Túmulo no formato retangular em granito escuro,  com cerca de 1,30 m. de altura, tendo no lado esquerdo uma cruz latina, também em granito seguido de uma jardineira. Um tampo em granito encerra o túmulo. Na parte frontal no longo eixo, tem uma construção, também e granito com a borda superior decorada (Lápide) com uma placa metálica com o seu nome e datas.
Local :  Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

Gilberto Braga
Nome completoGilberto Tumscitz Braga
Nascimento1 de novembro de 1945
Rio de JaneiroDF
Morte26 de outubro de 2021 (75 anos)
Rio de Janeiro, RJ
Nacionalidadebrasileiro
Ocupaçãoautor de telenovelas
Principais trabalhos

PERSONAGEM
Gilberto Tumscitz Braga (Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1945 — Rio de Janeiro, 26 de outubro de 2021) foi um autor de telenovelas brasileiro.
Morreu aos 75 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Gilberto Braga cursou a faculdade de Letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, depois foi professor de francês na Aliança Francesa e em seguida ingressou no jornal O Globo como crítico de teatro e cinema. 
Estreou como autor televisivo em 1973, quando assinou dois episódios de Caso Especial: As Praias Desertas e Feliz na Ilusão, na mesma época em que atuou pela primeira vez como novelista. Desenvolveu em parceria com Lauro César Muniz a autoria da novela Corrida do Ouro (1974)

Sua telenovela de 2007, Paraíso Tropical, foi indicada em 2008 ao Emmy na categoria de melhor novela. A maioria de suas novelas tinha um assassinato misterioso nos capítulos finais. É considerado um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira. O escritor e autor de novelas Gilberto Braga 

Braga era casado com o decorador Edgar Moura Brasil. 

Mente por trás de clássicos da TV Um dos mais aclamados autores de novela do país, Gilberto Braga tem em seu currículo sucessos como Dancin' Days (1978), Vale Tudo (1988) e Celebridade (2003), todos na TV Globo. Na emissora, comemorou o Emmy Internacional de Melhor Telenovela em 2008, por Paraíso Tropical. Também são criações suas as novelas Dono do Mundo, Corpo a Corpo e Anos Dourados. 

Estreou na Rede Globo como autor em 1972, com uma adaptação de A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas, para um Caso Especial. Sua primeira experiência em telenovela foi com Corrida do Ouro, em 1974, quando dividiu a autoria com Lauro César Muniz e Janete Clair. O primeiro sucesso veio dois anos depois, com Escrava Isaura. Em 1978, estreou no horário nobre, com um dos seus maiores sucessos: Dancin’ Days. Sua estreia em minisséries foi com Anos Dourados, em 1986. Com informações do G1 e O Globo.

MORTE
Gilberto Braga morreu em 26 de outubro de 2021, aos 75 anos de idade, no hospital Copa Star, no Rio de Janeiro (RJ), vítima de complicações decorrentes do Mal de Alzheimer e uma infecção sistêmica decorrente de uma perfuração no esôfago.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

1 de set. de 2024

ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY - Arte tumular - 1841 - Corpo não encontrado

 


Seu corpo jamais foi encontrado


Antoine de Saint-Exupéry
Saint-Exupéry no Canadá em maio de 1942
Nome completoAntoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry
Nascimento29 de junho de 1900
LyonFrança
MorteDesapareceu em 31 de julho de 1944 (44 anos)
Mar Mediterrâneo
OcupaçãoEscritorilustradorpiloto
PrémiosPrémio Femina (1931)
Grande prémio de romance da Academia francesa (1939)
Magnum opusBrasilO Pequeno Príncipe / Portugal: O Principezinho
PERSONAGEM
Antoine de Saint-Exupéry (Lyon,França, 29 de junho de 1900 — Mar Mediterrâneo, 31 de julho de 1944), nascido Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry, foi um escritor, ilustrador e piloto francês.
Morreu aos 44 anos

BIOGRAFIA
Interessado em mecânica, estudou no colégio jesuíta de Notre-Dame, em Mans, de 1909 a 1914. Neste ano, juntamente com seu irmão François, transfere-se para o colégio dos Marianistas, na Suíça, onde permaneceu até 1917. Em abril de 1921, inicia o serviço militar no 2º Regimento de Aviação de Estrasburgo, depois de reprovado nos exames para admissão da Escola Naval. 

Em 17 de junho, obtém em Rabat, para onde fora mandado, o brevê de piloto civil. Em 1922, já é piloto militar brevetado, com o posto de subtenente da reserva. Em 1926, recomendado por amigo, o Abade Sudour, é admitido na Sociedade Latécoère de Aviação, onde começa então sua carreira como piloto de linha, voando entre Toulouse, Casablanca e Dacar, na mesma equipe dos pioneiros Vacher, Mermoz, Guillaumet e outros. Foi por essa época, quando chefiou o posto de cabo Juby, no sul de Marrocos e uma colónia espanhola, que os mouros lhe deram o cognome de senhor das areias. Ficou 18 meses no Cabo Juby,[carece de fontes] durante os quais escreveu o romance Courrier sud ("Correio do Sul") e negociou com as tribos mouras a libertação de pilotos que tinham sido detidos após acidentes ou aterragens forçadas. 



Após quase 25 meses na América do Norte, Saint-Exupéry retornou à Europa para voar com as Forças Francesas Livres e lutar com os Aliados num esquadrão do Mediterrâneo. E com 43 anos, ele era mais velho que a maioria dos homens designados para funções, e sofria de dores, devido às suas muitas fraturas. Ele foi designado com um grupo de pilotos para pilotar aviões P-38 Lightning. 

A última tarefa de Saint-Exupéry foi recolher informação sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França. Em 31 de julho de 1944, ele partiu de uma base aérea na Córsega e não retornou. Uma mulher relatou ter visto um acidente de avião em torno de meio-dia de 1 de agosto perto da Baía de Carqueiranne, Toulon. Um corpo não identificável ​​usando cores francesas foi encontrado vários dias depois a leste do arquipélago de Frioul, ao sul de Marselha, e enterrado em Carqueiranne em setembro. 

O alemão Horst Rippert assumiu ser o autor dos tiros responsáveis pela queda do avião e disse ter lamentado a morte de Saint-Exupéry. Em 3 de novembro, em homenagem, recebeu as maiores honras do exército. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo não foi encontrado. 

Em 1998, um pescador de Marselha, Jean Claude Bianco, pescou uma pulseira prateada, com o nome de Antoine de Saint Exupéry e da mulher inscritos. Luc Vanrell, arqueólogo submarino, iniciou uma busca que duraria 10 anos e viria a revelar os destroços de dois aviões — um Messerschmitt do príncipe alemão zu Bentheim uns Steinfurt, e o P-38 Lightning de Saint-Exupéry. Uma parte do aparelho encontra-se hoje no Museu do Ar e do Espaço de Bourget.

SUAS OBRAS
As suas obras são caracterizadas por alguns elementos como a aviação e a guerra. Também escreveu artigos para várias revistas e jornais da França e doutros países, sobre muitos assuntos, como a guerra civil espanhola e a ocupação alemã da França. 

De sua obra destaca-se Brasil: O Pequeno Príncipe / Portugal: O Principezinho de 1943, livro de grande sucesso de Saint-Exupéry. A obra vendeu mais de 200 milhões de exemplares em todo o mundo. O autor, no entanto, morreria um ano depois da publicação do livro e não testemunhou o seu sucesso. 

Le Petit Prince pode parecer simples, porém apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geógrafo, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O personagem principal vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranquilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem em busca de amigos, que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu repensar o que é realmente importante na vida. 

O romance mostra uma profunda mudança de valores, e sugere ao leitor quão equivocados podem ser os nossos julgamentos, e como eles podem levar-nos à solidão. O livro leva-nos à reflexão sobre a maneira de nos tornarmos adultos, entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos e somos.

 “ Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós. ” 

“ A perfeição não é alcançada quando não há mais nada a ser incluído, mas sim quando não há mais nada a ser retirado. ” 

“ Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. ”

Fonte: wikipedia
Formatação : Helio Rubiales

JOSÉ SARAMAGO - Arte tumular - 1839 - Campo das Cebolas Lisbon, Lisboa Municipality, Lisboa, Portugal







 ARTE TUMULAR

Seu corpo foi cremado e as cinzas e terradas debaixo de uma oliveira

Local: Campo das Cebolas Lisbon, Lisboa Municipality, Lisboa, Portugal 
Jazigo: As cinzas da cremação foram enterradas sob uma oliveira
Fotos: Findagrave
Descrição tumular: Helio Rubiales

José Saramago
José Saramago fotografado por Mário António Pena.
Nome completoJosé de Sousa Saramago
Nascimento16 de novembro de 1922
AzinhagaGolegãPortugal
Morte18 de junho de 2010 (87 anos)
TíasProvíncia de Las PalmasCanáriasEspanha
Nacionalidadeportuguês
Cônjuge
Ocupação
Prémios
Magnum opusMemorial do Convento
O Evangelho segundo Jesus Cristo
Ensaio sobre a Cegueira
A Viagem do Elefante
Religiãonenhuma (ateísmo)[1]
Assinatura
Página oficial
Fundação José Saramago
PERSONAGEM
José de Sousa Saramago ComSE • GColSE • GColCa (Azinhaga, Golegã, 16 de novembro de 1922 – Tías, Lanzarote, 18 de junho de 2010) foi um escritor português. 
Morreu aos 87 anos.

SINOPSE
Galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Saramago foi considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. A 24 de Agosto de 1985 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada e a 3 de Dezembro de 1998 foi elevado a Grande-Colar da mesma Ordem, uma honra geralmente reservada apenas a Chefes de Estado. A título póstumo, em 2021, no âmbito da abertura oficial das comemorações do centenário do seu nascimento, foi condecorado com o grau de Grande-Colar da Ordem de Camões por "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", o primeiro membro titular desta ordem honorífica recém-instituída. 

O seu livro Ensaio sobre a Cegueira foi adaptado para o cinema e lançado em 2008, produzido no Japão, Brasil, Uruguai e Canadá, dirigido por Fernando Meirelles (realizador de O Fiel Jardineiro (filme) e Cidade de Deus). Em 2010 o realizador português António Ferreira adapta um conto retirado do livro Objecto Quase, conto esse que viria dar nome ao filme Embargo, uma produção portuguesa em coprodução com o Brasil e Espanha. Também foi adaptado para o cinema o livro O Homem Duplicado, no filme de 2014 dirigido por Denis Villeneuve e estrelado por Jake Gyllenhaal. 

O Memorial do Convento foi adaptado num ópera de Azio Corghi, Blimunda, criada na Scala de Milão em 1990 

Nasceu na Golegã, Azinhaga, no dia 16 de Novembro, embora o registo oficial apresente o dia 18 como o do seu nascimento. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, foi membro do Partido Comunista Português e foi diretor-adjunto do Diário de Notícias. Juntamente com Luiz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC). Casado, em segundas núpcias, com a espanhola Pilar del Río, Saramago viveu na ilha espanhola de Lanzarote, nas Ilhas Canárias. 

A 29 de Junho de 2007 constitui a Fundação José Saramago para a defesa e difusão da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos problemas do meio ambiente. Em 2012 a Fundação José Saramago abre as suas portas ao público na Casa dos Bicos em Lisboa, presidida pela sua esposa Pilar del Río. 

BIOGRAFIA
José Saramago nasceu na vila de Azinhaga, no concelho da Golegã, oriundo de uma família de agricultores, eram seus pais José de Sousa (1896–1964), que posteriormente foi polícia, e Maria da Piedade (1898–1982). A sua vida é passada em grande parte na cidade de Lisboa, para onde a família se mudou em 1924, antes mesmo de fazer dois anos de idade, falecendo o irmão Francisco de Sousa (1920–1924), em 22 de dezembro do mesmo ano. 

A origem do apelido Saramago remete à alcunha da família, Saramago, que é uma planta herbácea com flor que cresce na região da Golegã. À data do registo de nascimento de José, o conservador erroneamente regista a criança com a alcunha pela qual se conhecia a família. 

Demonstrava desde cedo interesse pelos estudos e pela cultura, sendo que essa curiosidade perante o Mundo o acompanhou até à morte. 

Dificuldades económicas dos seus pais impediram José Saramago de completar os estudos liceais no Liceu Gil Vicente, onde ainda esteve matriculado durante dois anos e que o levaria a frequentar a universidade. Por conseguinte, formou-se na Escola Industrial de Afonso Domingues, onde estudou até 1940, e teve o seu primeiro emprego como serralheiro mecânico.

Fascinado pelos livros, visitava, à noite, com grande frequência, a Biblioteca Municipal Central/Palácio Galveias.

MORTE
Saramago faleceu no dia 18 de junho de 2010, aos 87 anos de idade, na sua casa em Lanzarote onde residia com a mulher Pilar del Rio, vítima de leucemia crónica. O escritor estava doente havia algum tempo e o seu estado de saúde agravou-se na sua última semana de vida. O seu funeral teve honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. As cinzas do escritor foram depositadas aos pés de uma oliveira, em Lisboa em 18 de junho de 2011.

Fonte: wikipedia
Formatação: Helio Rubiales

23 de ago. de 2024

ZIRALDO (Ziraldo Alves Pinto) - Arte tumular - 1815 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

 


ARTE TUMULAR







Tumulo retangular frontal em granito negro polido com cerca de 1,50m de altura, com tampo também em granito negro. Na lateral  frontal ergue-se uma parede em granito negro onde será feita a respectiva identificação tumular. Na ocasião da foto ainda não havia sido  aposta a identificação.

Local: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil

Jazigo: 335-E

Fotos : Emanuel Marquito

Descrição tumular: Helio Rubiales




Ziraldo
Ziraldo em 2015
Nome completoZiraldo Alves Pinto
Pseudônimo(s)Zap
Nascimento24 de outubro de 1932
CaratingaMG
Morte6 de abril de 2024 (91 anos)
Rio de JaneiroRJ
Nacionalidadebrasileiro
CônjugeVilma Gontijo (c. 1958–2000)
Marcia Martins (c. 2002)
Filho(a)(s)Daniela Thomas
Antonio Alves Pinto
Fabrízia Alves Pinto
Ocupaçãocartunistachargistapintorescritordramaturgocartazistacaricaturistapoetacronistadesenhistaapresentadorhumorista e jornalista
Principais trabalhosO Menino Maluquinho
Flicts
Turma do Pererê
PrêmiosPrêmio Jabuti (1982 e 1990)
Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil (2003) (ver mais)
Gênero literárioinfantilhumor
Magnum opusO Menino Maluquinho
InfluênciasMonteiro Lobato
Página oficial
ziraldo.com

PERSONAGEM
Ziraldo Alves Pinto (Caratinga, 24 de outubro de 1932 — Rio de Janeiro, 6 de abril de 2024) foi um cartunista, chargista, pintor, escritor, dramaturgo, cartazista, caricaturista, poeta, cronista, desenhista, apresentador, humorista e jornalista brasileiro. 
Morreu aos 91 anos
 
SINOPSE BIBLIOGRAFICA 
Foi o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e foi um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis de seu tempo. 
Ziraldo foi pai de três filhos, a cineasta Daniela Thomas, o compositor Antonio Pinto e a diretora de teatro Fabrízia Alves Pinto. 

 Ziraldo Alves Pinto passou toda a infância em Caratinga. Era irmão do também desenhista, cartunista, jornalista e escritor Zélio Alves Pinto e também de Ziralzi Alves Pinto. Estudou dois anos no Rio de Janeiro e voltou a Caratinga, tendo concluído o módulo científico (atual ensino médio). Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1957. 

Seu talento no desenho já se manifestava desde essa época, tendo publicado um desenho no jornal Folha de Minas com apenas 6 anos de idade. Ziraldo começou a falar com 3 a 4 anos.

VIDA PESSOAL
O cartunista foi casado com Vilma Gontijo Alves Pinto de 1958 até a morte dela em 2000, quando aos 66 anos ela sofreu um infarto enquanto dormia. Ziraldo casou-se novamente, dessa vez com Márcia Martins da Silva. Ziraldo foi fumante durante 40 anos, mas conseguiu abandonar o vício. Em 2013, passou mal num evento literário em Frankfurt, Alemanha, onde precisou passar por um procedimento de cateterismo. Em 2018, sofreu um acidente vascular cerebral e chegou a ficar em estado grave em UTI. Após um mês internado no Rio de Janeiro, Ziraldo recuperou-se e recebeu alta. 

Em 2013, Ziraldo concedeu entrevista para o Museu da Pessoa, na qual comentou sobre a sua vida, principalmente sobre a sua infância. Descobriu que tinha tino para o humor ainda muito novo em meio a uma epidemia de esquistossomose, em Caratinga, onde nasceu. Segundo vizinhos, Ziraldo tinha o hábito de, de vez em quando, descer para o térreo do seu prédio durante a madrugada assobiando, o que eles entendiam como sendo um sinal de que ele iria criar algo novo.

PROBLEMAS DE SAUDE E MORTE
Em 2013, durante uma viagem a Alemanha, Ziraldo teve um infarto leve, necessitando fazer um cateterismo. Em 2018, sofreu um AVC e chegou a ficar internado em estado grave. Se recuperou mas, até 2022, sofreu outros dois AVCs, o que o fez ficar com a saúde debilitada. Por causa disso, passou a aparecer em público em poucas ocasiões. Nos últimos meses, Ziraldo passava a maior parte do tempo acamado e se alimentando por sonda. Na tarde do dia 6 de abril de 2024 (em torno das 15h), aos 91 anos, Ziraldo morreu em sua casa enquanto dormia, segundo a sua família. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Ziraldo e afirmou que "O Brasil perdeu neste sábado, 6/4, um de seus maiores expoentes da cultura, da imprensa, da literatura infantil e do imaginário do país." Várias instituições prestaram homenagens ao cartunista, como os clubes de futebol Flamengo, Atlético Mineiro e Corinthians. Mais tarde, no mesmo dia, uma de suas filhas revelou que a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. No dia seguinte, o corpo de Ziraldo foi velado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e sepultado no Cemitério de São João Batista.
Fonte: wikipedia
Formatação: Helio Rubiales

6 de set. de 2023

CHARLES BAUDELAIRE- Arte tumular - 1806 - Cemitério de Montparnasse Paris, City of Paris, Île-de-France, France

 






ARTE TUMULAR

Base  tumular retangular em mármore, baixa , quase ao nível do solo, com arranjos florais na parte central. Na cabeceira tumular, ergue-se um monumento, também em mármore em formato retangular, com aproximadamente 2,oo metros de altura, terminando com formatos angulares.. Na parte interna desse monumento , em mármore branco destaca o nome do escritor e datas, bem como o nome de seus pais.   

Local: Cemitério de Montparnasse Paris, City of Paris, Île-de-France, France 
            Jazigo: Divisão 6
Fotos: Find a grave

Descrição tumular: Helio Rubiales


Charles Baudelaire
Retrato de Charles Baudelaire em 1863, por Étienne Carjat
Nome completoCharles Pierre Baudelaire
Nascimento9 de abril de 1821
ParisFrança
Morte31 de agosto de 1867 (46 anos)
Paris, França
Nacionalidadefrancês
Ocupaçãopoeta, crítico de arte, tradutor
Magnum opusAs Flores do Mal
Movimento estéticoSimbolismomodernismo
Assinatura

PERSONAGEM 
Charles Pierre Baudelaire (Paris, 9 de abril de 1821 — Paris, 31 de agosto de 1867) foi um poeta boêmio, dândi, flâneur e teórico da arte francesa. É considerado um dos precursores do simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia,[2] juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX. 
Morreu aos 46 anos.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Nasceu em 9 de abril de 1821 em Paris. Estudou no Colégio Real de Lyon e Lycée Louis-le-Grand (de onde foi expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe fora passado por um colega). 

Em 1840, foi enviado pelo padrasto, preocupado com sua vida desregrada, à Índia, mas nunca chegou ao destino. Para na ilha da Reunião e retorna a Paris. Atingindo a maioridade, ganha posse da herança do pai. Por dois anos, vive entre drogas e álcool na companhia de Jeanne Duval. Em 1844, sua mãe entra na justiça, acusando-o de pródigo, e então sua fortuna torna-se controlada por um notário. 

Em 1857, é lançado As flores do mal, contendo 100 poemas. O autor do livro é acusado, no mesmo ano, pela justiça, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são apreendidos, pagando, de multa, o escritor, 300 francos, e a editora, 100 francos. 

Essa censura se deveu a apenas seis poemas do livro. Baudelaire aceita a sentença e escreve seis novos poemas, "mais belos que os suprimidos", segundo ele. 

Mesmo depois disso, Baudelaire tenta ingressar na Academia Francesa. Há divergência, entre os estudiosos, sobre a principal razão pela qual Baudelaire tentou isso. Uns dizem que foi para se reabilitar aos olhos da mãe (que, dessa forma, lhe daria mais dinheiro), e outros dizem que ele queria se reabilitar com o público em geral, que via suas obras com maus olhos em função das duras críticas que ele recebia da burguesia. 

CRITICA 
Além de ser evidentemente, um precursor de todos os grandes poetas simbolistas, Baudelaire é considerado pela maior parte dos críticos como o mais provável fundador da poesia dita moderna. Isto deve-se ao fato de que, através da percepção do real, chegava sempre a um correlato objetivo para o sentimento que desejasse expressar, tal qual T. S. Eliot define o termo, observando o uso precursor de tal conceito na poesia do francês. Veja-se o poema "Correspondances" (Correspondências), de As Flores do Mal, onde Baudelaire expõe a origem de seu "projeto simbólico". Segundo Pierre Bourdieu, na obra As Regras da Arte, Baudelaire foi um fundador das normas do emergente campo literário francês, um nomoteta. Com o livro As Flores do Mal, institui pela primeira vez o corte entre edição comercial e edição de vanguarda, contribuindo para fazer surgir um espaço de editores para seus correspondentes escritores. Lembrando que o editor de As Flores do Mal, Poulet-Malassis foi pesadamente condenado e forçado a exilar-se. 

Desta forma, sua poesia tendeu para a expressão de imagens cotidianas, o "visto pelo autor", tendo, o poeta, sido quem melhor, em sua época, intuiu a mudança radical provocada pela metrópole sobre a sensibilidade.

Era, como os modernistas que vieram após ele, um realista que detestava o entorpecimento da reprodução do mundo em poemas e pinturas e que tinha, ao mesmo tempo, ojeriza pela subjetividade exagerada. Respondendo à pergunta, por ele mesmo formulada, sobre o que seria uma arte pura, conclui: "É criar uma mágica sugestiva, contendo a um só tempo o objeto e o sujeito, o mundo exterior ao artista e o próprio artista." É através, naturalmente, dos sentidos, que Baudelaire apreende a realidade concreta. A mesma maneira de encarar a arte que o torna um precursor dos poetas do fim do século XIX o faz ser considerado o pai da poesia moderna. 

No Brasil, Baudelaire tem uma importância central para poetas do século XX e XI como Ana Cristina César, Paulo Henriques Britto e Marcos Siscar.

MORTE
Foi na Bélgica que Baudelaire encontrou Félicien Rops, que ilustra "As flores do mal". Durante uma visita à Igreja de St. Loup, de Namur, Baudelaire perde a consciência. Este colapso é acompanhado por alterações cerebrais, particularmente afasia. Desde março de 1866, ele sofre de hemiplegia. Ele morreu de sífilis em Paris, em 31 de agosto de 1867, sem a realização do projecto de uma edição final de "As flores do mal", como ele desejava. O escritor está enterrado no Cemitério de Montparnasse (sexta divisão), no mesmo túmulo de seu padrasto, o general Jacques Aupick, e de sua mãe. Morreu prematuramente sem sequer conhecer a fama. 

Fonte: Wikipedia
Formatação: Helio Rubiales