“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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31 de dez de 2015

GEORGE V - Arte Tumular - 1028- St George's Chapel Windsor Windsor and Maidenhead Royal Borough Berkshire, England













Capela de Windsor

ARTE TUMULAR
Base tumular com sarcófago duplo, destacando duas esculturas em mármore branco, deitadas sobre a base, lado a lado. O Rei George V , do lado direito, representado com a toda a indumentaria de sua nobreza, e , ao lado esquerdo a sua esposa, Maria Adelaide de Cambridge.

Local: St George's Chapel Windsor Windsor and Maidenhead Royal Borough Berkshire, England                  Plot: Near West Door
Fotos: Curtis Jackson, Scott Michaelis
Descrição tumular: Helio Rubiales





PERSONAGEM
 Jorge Frederico Ernesto Alberto (em inglês: George Frederick Ernest Albert) (Marlborough House, 3 de junho de 1865 - Sandringham House, 20 de janeiro de 1936) foi Rei do Reino Unido e dos Domínios britânicos e Imperador da Índia como Jorge V de 6 de maio de 1910 até sua morte.

Jorge era neto da rainha Vitória e do príncipe Alberto e primo-irmão do czar Nicolau II da Rússia e do cáiser Guilherme II da Alemanha. De 1877 a 1891, ele serviu na Marinha Real. Com a morte de sua avó, em 1901, seu pai tornou-se rei, como Eduardo VII e Jorge recebeu a investidura de príncipe de Gales. Em 1910, com a morte do pai, tornou-se Rei-Imperador do Império Britânico, sendo o único imperador da Índia a estar presente em seu Delhi Durbar.

Em 1917, Jorge tornou-se o primeiro monarca da Casa de Windsor, renomeada por ele em lugar da anterior Casa de Saxe-Coburgo-Gota, em virtude do sentimento anti-germânico que dominava o Reino Unido. Seu reinado foi testemunha de mudanças radicais no cenário político mundial, como a ascensão do socialismo, o comunismo, o fascismo, o republicanismo irlandês e o movimento de independência da Índia. A Lei Parlamentar de 1911 estabeleceu a supremacia da elegível Câmara dos Comuns sobre a Câmara dos Lordes. Em 1924, ele nomeou o primeiro gabinete trabalhista e, em 1931, o Estatuto de Westminster reconheceu os domínios do Império como reinos separados, independentes dentro da Commonwealth. Ele foi atormentado por uma doença em grande parte de seu reinado e, após sua morte, foi sucedido por seu filho mais velho, Eduardo VIII.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Jorge nasceu em 3 de junho de 1865, na Marlborough House, em Londres, como segundo filho do príncipe de Gales, Alberto Eduardo e Alexandra, sua esposa. Seu pai era o filho mais velho da rainha Vitória e do príncipe Alberto. Sua mãe era a filha mais velha do rei Cristiano IX da Dinamarca. Como filho do príncipe de Gales, Jorge recebeu no nascimento o estilo de Sua Alteza Real, o Príncipe Jorge de Gales, sendo batizado na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, em 7 de julho de 1865, pelo arcebispo da Cantuária, Charles Thomas Longley

CASAMENTO
Como fora destinado à vida na Marinha, Jorge serviu por muitos anos sob o comando de seu tio, o príncipe Alfredo, duque de Edimburgo, que estava estacionado em Malta. Lá, aproximou-se de sua prima, a princesa Maria de Edimburgo, por quem se apaixonou.

Sua avó, seu pai e seu tio aprovaram o relacionamento, mas as mães - a princesa de Gales e a duquesa de Edimburgo - foram contra. A princesa de Gales via a família do cunhado como excessivamente pró-Alemanha e a duquesa de Edimburgo não gostava da Inglaterra. A mãe de Maria era a única filha do czar da Rússia e ressentia-se do fato de ter que render precedência à mãe de Jorge, cujo pai era um príncipe alemão de um ramo secundário antes de ser chamado inesperadamente ao trono da Dinamarca. Orientada por sua mãe, Maria recusou o pedido de casamento de Jorge. Em 1893, ela se casaria com o príncipe alemão Fernando de Hohenzollern-Sigmaringen, que mais tarde se tornaria rei da Romênia, como Fernando I. Em novembro de 1891, o irmão mais velho de Jorge, Alberto Vitor, ficou noivo de sua prima de segundo grau, a princesa Vitória Maria de Teck - chamada familiarmente de May. Seu pai, o príncipe Francisco, duque de Teck, pertencia a um ramo cadete morganático da Casa de Vurtemberga e sua mãe, a princesa Maria Adelaide de Cambridge, era neta do rei Jorge III e prima da rainha Vitória. Seis semanas após o noivado formal, Alberto Vitor morreu de pneumonia, elevando Jorge a segundo na linha ao trono.À época, Jorge havia acabado de se recuperar de uma febre tifoide - mesma doença que vitimou seu avô, o príncipe Alberto -, que o havia prendido ao leito por seis semanas. A rainha Vitória ainda considerava a princesa May como uma noiva apropriada e a jovem acabou por aproximar-se de Jorge no período de luto compartilhado. Um ano após a morte de Alberto Vitor, Jorge e Maria ficaram noivos e casaram-se em 6 de julho de 1893 na Capela Real do Palácio de St. James, em Londres. Ao longo de suas vidas, eles permaneceram devotados um ao outro. Jorge foi, conforme ele mesmo admitiu, incapaz de falar facilmente de seus sentimentos, mas muitas vezes eles trocaram cartas de amor e notas de carinho.


COROAÇÃO
A coroação dos novos rei e rainha teve lugar na Abadia de Westminster em 22 de junho de 1911, e foi celebrada com o Festival of Empire, em Londres. Em julho, o casal visitou a Irlanda por cinco dias, onde receberam uma recepção calorosa, sendo saudados por milhares de pessoas por onde passavam. Em 1911, Jorge e Mary foram à Índia para o Delhi Durbar, onde foram apresentados a uma plateia de dignitários e príncipes indianos como o Imperador e Imperatriz da Índia, em 12 de dezembro de 1911. O rei usou a recém-criada Coroa Imperial da Índia na cerimônia e declarou a mudança da capital indiana de Calcutá para Deli. Em 15 de dezembro, ele lançou com a rainha a pedra fundamental de Nova Deli. Eles viajaram por todo o sub-continente e Jorge teve a oportunidade de tomar parte em grandes caçadas no Nepal, matando 21 tigres, 8 rinocerontes e um urso em 10 dias.Era um atirador aguçado e perspicaz: em 18 de dezembro de 1913, ele matou mais de mil faisões em seis horas na propriedade de lord Burnham, embora tenha reconhecido que "fomos um pouco longe demais" naquele dia.

 MORTE
 A Primeira Guerra Mundial teve um custo sobre a saúde de Jorge: ele ficou gravemente ferido em 28 de outubro de 1915, quando caiu de seu cavalo durante uma revista às tropas na França; e o tabagismo intenso agravou os recorrentes problemas respiratórios - ele sofria de doença pulmonar obstrutiva crônica e pleurisia. Jorge nunca se recuperou completamente. Em seu último ano, ele precisou fazer uso de oxigênio por diversas vezes. Na noite de 15 de janeiro de 1936, o rei foi levado para seu quarto em Sandringham House reclamando de um resfriado e não mais deixou os aposentos. Ele ficou cada vez mais fraco, alternando períodos de inconsciência. O primeiro-ministro Baldwin diria mais tarde: "cada vez que recobrava a consciência ele fazia alguma pergunta ou observação sobre alguém, algumas palavras de gratidão pela bondade demonstrada. De forma inusual, perguntou ao seu secretário: "Como está o Império?", ao que ele respondeu: "Está tudo bem, senhor, com o Império'; e o rei deu-lhe um sorriso e recaiu novamente na inconsciência." Em 20 de janeiro, ele estava à beira da morte. Seus médicos, liderados por lord Dawson de Penn, divulgaram um boletim com uma declaração que ficaria famosa: "A vida do rei move-se pacificamente para seu fim". Em seu diário, divulgado após sua morte, em 1986, Dawson revela que as últimas palavras do rei foram o murmúrio: "Deus amaldiçoe você!", dirigido à sua enfermeira quando ela deu-lhe um sedativo, na noite de 20 de Janeiro. Dawson escreveu que apressou a morte do rei, dando-lhe uma injeção letal de cocaína e morfina, e que agiu assim para preservar sua dignidade, para evitar uma pressão ainda maior sobre a família real e para que a morte do de Jorge, declarada às 23:55 horas, pudesse ser anunciada na edição matutina do jornal The Times.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales





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