“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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1 de nov de 2013

AFONSO XIII da Espanha - Arte Tumular 916 - Real Sitio de San Lorenzo El Escorial Madrid, Madrid, Spain


"Pudriero"
Urna
ARTE TUMULAR
O seu caixão foi colocado no local  chamado de "pudridero", onde  ficará durante 50 anos em decomposição, para depois ser transferido para o Panteão Real.

Local: Real Sitio de San Lorenzo El Escorial Madrid, Madrid, Spain-Plot: his body will lie in "the pudridero" during 50 years, a place where the body must decompose before being laid to rest in the Royal Kings Patheon

PERSONAGEM
Afonso XIII da Espanha (nome completo: Alfonso León Fernando María Jaime Isidro Pascual Antonio de Borbon y Habsburgo-Lorena; Madrid, 17 de Maio de 1886 — Roma, 28 de Fevereiro de 1941) foi rei de Espanha entre 1886 e 1931.
Morreu aos
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Alfonso foi o filho póstumo do rei Afonso XII de Espanha e de Maria Cristina de Habsburgo-Lorena. Foi proclamado rei na altura do seu nascimento e a sua mãe foi a regente durante a sua menoridade. Em 1902, ao completar 16 anos, foi declarado maior de idade e assumiu as funções de chefe de estado. O seu reinado foi manchado pela queda do império colonial espanhol, por grandes levantamentos populares que levaram à ditadura de Primo de Rivera, e culminou com a proclamação da Segunda República Espanhola a 14 de abril de 1931, e com o exílio do rei. No entanto, durante a Primeira Guerra Mundial, Afonso XIII organizou, como monarca de um país neutro, uma valiosa iniciativa que permitiu pôr em contato os prisioneiros de guerra de ambas as partes com as suas famílias.
TRAGÉDIA NO CASAMENTO
No dia 31 de maio de 1906, o rei Afonso XIII de Espanha casou-se com a princesa britânica Vitória Eugênia de Battenberg (1887-1969), filha de Henrique de Battenberg e da princesa Beatriz do Reino Unido, sendo assim sobrinha do rei Eduardo VII e neta da rainha Vitória. Quando Afonso XIII e a rainha Vitória Eugênia  regressavam ao palácio real, depois da boda, sofreram um atentado à bomba, lançada pelo anarquista Mateo Morral, do qual saíram ilesos por pouco. Como consequência da explosão, no entanto morreram ou ficaram feridas muitas pessoas que assistiam ao cortejo, assim como membros do séquito real.
A QUEDA DO IMPÉRIO COLONIAL ESPANHOL
Durante o reinado de Afonso XIII, mas ainda durante a regência de Maria Cristina, a Espanha perdeu as suas últimas possessões ultramarinas de Cuba, Porto Rico e Filipinas durante a Guerra hispano-americana, em 1898. Já no século XX, desencadeou-se novamente a guerra na zona norte de Marrocos, país que era nesse momento um protetorado espanhol, colocando em causa a continuação do império colonial espanhol. A própria cidade de Melilla perdeu temporariamente o seu domínio militar espanhol.
A DITADURA DE PRIMO DE RIVERA
 Em parte devido a estas perdas, a Espanha sofreu numerosas revoltas sociais nas suas principais cidades, que levaram a que o capitão general da Catalunha, Miguel Primo de Rivera, organizasse um golpe de estado a 13 de setembro de 1923, no que foi protegido por Alfonso XIII, que o encarregou de formar um novo governo, apesar de ter sido dissolvido o parlamento e suspensa a constituição. Ele formou um governo, ao qual chamou diretório, que numa primeira fase era constituído exclusivamente por militares (diretório militar), mas que posteriormente teve um carácter civil (diretório civil). Durante a ditadura terminou a Guerra de Marrocos com o desembarque de Alhucemas, em 1925, que permitiu a conquista da região do Rif por Espanha em 1927. Em 1929 realizou-se a Exposição Universal em Barcelona e a Iberoamericana em Sevilha e, com a crescente oposição popular ao ditador, com especial participação de estudantes, intelectuais e do corpo de artilharia fizeram com que Afonso XIII demitisse Primo de Rivera do governo a 29 de janeiro de 1930 nomeando o general Dámaso Berenguer como presidente do conselho de ministros, com a intenção de retornar ao regime constitucional. No entanto, com a queda do ditador, aumentaram as manifestações antimonárquicas, em que se acusava o monarca de proteger a ditadura de Primo de Rivera e de ter responsabilidade no Desastre de Annual, quando a Espanha tinha perdido o controlo de Melilla. Então, os partidos republicanos uniram-se contra a monarquia, assinando o Pacto de San Sebastián, e tentaram levantamentos militares que foram frustrados pelo governo em Madrid e em Jaca, (este último encabeçado por Fermín Galán e Ángel García Hernández que foram fuzilados depois de serem julgados em conselho de guerra). Em fevereiro de 1931, o almirante Juan Bautista Aznar foi designado presidente do conselho por Alfonso XIII e convocou eleições municipais para 12 de abril de 1931. Nestas eleições foram vencedoras as candidaturas republicanas e, a 14 de abril, foi proclamada a Segunda República Espanhola. O rei abandonou o país nesse mesmo dia, renunciando à chefia do Estado, mas sem abdicar formalmente.
EXÍLIO
 Durante o seu exílio, Afonso XIII residiu em diversos lugares, embora tenha passado os últimos anos da sua vida em Roma. A 15 de janeiro de 1941 renunciou ao trono a favor do seu filho Juan, conde de Barcelona (os seus dois filhos mais velhos já tinham renunciado à sucessão). O Conde de Barcelona renunciou aos seus direitos ao trono em 1977, a favor do seu filho Juan Carlos, que tinha sido nomeado rei em 1975, com a morte de Francisco Franco, em virtude da Ley de Sucesión a la Jefatura del Estado de 1947. Com a renúncia aos seus direitos pelo Conde de Barcelona, ficou recuperada a legitimidade da monarquia histórica, de acordo com o artigo 57 da constituição espanhola.
DESCENDÊNCIA
Afonso XIII de Espanha e sua esposa tiveram sete filhos: Afonso (1907-1938) (renunciou ao trono em 1933). Com descendência. Jaime (1908-1975) (renunciou ao trono em 1933). Com descendência. Beatriz (1909-2002). Com descendência. Fernando (1910) Maria Cristina (1911-1996). Com descendência. João (1913-1993) (Pai do atual Rei João Carlos I). Com descendência. Gonçalo (1914-1934).
Sem descendência. Afonso XIII teve ainda três filhos extra-matrimoniais: Roger Leveque de Vilmorin (1905-1980), com a aristocrata francesa Mélanie de Gaufridy de Dortan (1876-1937); Ana María Teresa Ruíz Moragas, (1925-1965) e Leandro Alfonso Ruíz Moragas (nascido em 1929) é reconhecido oficialmente pelo governo espanhol a 21 de maio de 2003 como filho do rei, com o nome de Leandro Alfonso de Borbón Ruíz ambos filhos da atriz espanhola Carmen Ruíz Moragas (1898-1936)
MORTE
Afonos XIII faleceu a 28 de fevereiro de 1941 no Gran Hotel de Roma devido a uma angina de peito. Quando morreu, o governo espanhol decretou três dias de luto nacional. O seu funeral foi realizado em Roma na igreja de Santa Maria degli Angeli, mas foi sepultado na igreja de Santa Maria in Monserrato, a igreja nacional espanhola em Roma, junto dos túmulos do Papa Calisto III e Papa Alexandre VI. Em janeiro de 1980 o seu neto, o rei Juan Carlos I, ordenou a sua transladação para o Panteon de los reyes, no Mosteiro do Escorial, em Espanha, onde foi realizada uma salva de armas de 21 tiros para o homenagear.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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