“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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1 de nov de 2013

BENJAMIN JAFET - Arte Tumular - 930 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil

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Vista lateral direita




Detalhe do anjo

Vista lateral direita
Vista lateral esquerda
Detalhe dos anjos laterais

Vista frontal

Detalhe da lápide

ARTE TUMULAR

Magnífico sitio escultórico  neoclássico ,totalmente construído e esculpido em mármore de Carrara importado da Itália, sendo o  mais antigo túmulo da ilustre Família Jafet , erguido na década de 10, do século passado. Ao nível do solo ergue-se a base tumular de formato quadrado decorada na parte superior com uma faixa esculpida com motivos florais, em cada canto destacam-se ramos de folhas com as pontas viradas para cima. Sobre esses cantos foram esculpidos vasos vazios, totalizando quatro vasos, um em cada canto. O vaso simboliza o recebimento e o acolhimento, simboliza o corpo que é o recipiente da alma; vazio representam o corpo sem a alma, a morte. Na parte frontal da base placas-lápides, em número de quatro com rosetas em bronze,  formam o portal de acesso ao túmulo, com os  nomes e datas gravados
dos mortos.
Sobre essa base ergue-se uma construção central em forma quadrangular, ladeada por outra construção quadrangular, uma de cada lado recuadas da central, todas mantendo três níveis decorativos. A central com maior destaque, apresenta na parte inferior o nome da família gravado no mármore. No terço mesial, gravado em relevo ricamente decorado, a lápide com o nome dos primeiros sepultamentos, apresentando um formato de placa geométrica e ovalada, apresentando em cada lado uma concha que representa o caminho da ressurreição no juízo final, todo esse conjunto é decorado com formas geométricas e florais.
No segmento superior, o artista destacou a letra grega ômega estilizada (fim) , contendo uma pequena guirlanda de flores unidas com um laço, tendo como significado um forte elo afetivo entre o falecido e a família. Ladeando essa representação, duas tochas, uma de cada lado, viradas para baixo que na simbologia tumular representa a morte, a extinção da chama da vida.. Ladeando esse conjunto sobre uma construção recuada, erguem-se dois anjos-crianças, alados,  um de cada lado, com as cabeças viradas para o alto e os braços entrelaçados com ramalhetes de flores, representando a pureza e renovação. Encimando todo o conjunto, ergue-se um grande anjo alado,  em nível superior como se voasse, tendo as mãos juntas e para frente em prece, segurando um  ramo de flores, a cabeça  para a frente, com olhar sóbrio e cerimonioso e expressão triste, contempla do alto o túmulo. Num gesto sutil e harmonioso, faz uma prece , representando a glória eterna

Local: Cemitério da Consolação, São Paulo
          Terreno 07 - Quadra 44
Descrição tumular: Helio Rubiales




 PERSONAGEM
Benjamin Chedid Jafet, (Dhour-Choueir, Líbano,13 de janeiro de 1864 - São Paulo, 24 de fevereiro de 1940), grande empresário do ramo têxtil em São Paulo.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Foi um dos pioneiros da imigração sírio-libanesa ao Brasil, Benjamin Jafet foi o primeiro dos seis irmãos Jafet a aportar em terras brasileiras, já na primavera de 1887. Nascido na aldeia de Dhour-Choueir, no Líbano, em 13 de janeiro de 1864, filho de Chedid YJafet Tebecherani e Utroch Farah Tebecherani, estudou no colégio inglês para moços, em Suk-al-Gharb, na província do Monte Líbano - então uma região autônoma do vasto Império Turco-Otomano. Tendo atuado como secretário em uma companhia de navegação, em Beirute, e observado a movimentação portuária, decidiu que deveria imigrar para o Brasil, onde, como tantos outros filhos de ilustres famílias europeias e médio-orientais, iria realizar sua ambição de "fazer a América". Aos 23 anos, partiu rumo ao Brasil, abastecendo-se, no entanto, antes, em Marselha, na França, onde adquiriu uma significativa quantidade de produtos, que como sabia, eram demandados pelos brasileiros. Chegou no Rio de Janeiro, e partiu, como mascate, rumo a Minas Gerais, Juiz de Fora, Vale do Paraíba, até chegar a São Paulo, reconhecido centro comercial do Brasil. Após três anos, já possuía capital suficiente para fundar o primeiro estabelecimento comercial de um sírio-libanês, na Rua 25 de Março.

VINDA DOS IRMÃOS AO BRASIL
Nesse período, enviou dinheiro aos seus irmãos, denotando sua bondade e os princípios familiares que sempre o ungiram, estimulando-os, assim como sua mãe - já que seu pai era falecido, a imigrarem ao Brasil. Vieram, por ordem de chegada: Basilio, em 1888, João, o caçula esportista, em 1892, o Professor Nami - catedrático da Universidade Americana de Beirute, então Colégio Protestante Sírio, em 1893, e Miguel, em 1895. Sua mãe Utroch, e sua irmã Hala, viriam apenas em 1897, junto a Benjamin, no regresso de uma viagem que fez ao Líbano, para se casar com sua esposa Alzira Assad Tebecherani.

Família Jafet
 INDUSTRIAS JAFET
Daqui, vale dizer que com o capital e os ideais conjuntos dos quatro irmãos Jafet (Nami, Benjamin, Basilio e João), deu-se a partir de 1906, um processo de urbanização e industrialização marcante não só para São Paulo, mas para o Brasil, com a construção do que viria a se tornar um dos maiores complexos fabris da América Latina, durante o decorrer da primeira metade do século XX: a Fiação, Tecelagem e Estamparia Ypiranga Jafet, instalada no bairro do Ipiranga, bairro este que se beneficiou imensamente com o progresso deixado, não apenas, no aspecto econômico-financeiro, mas no aspecto social, também, com o legado de dezenas de atos de filantropia, em pro perários, muitos deles vindos de outras regiões.
ras no Ipiranga e Vila Prudente. As esposas dos diretores do grupo tinham forte atuação na área social e ajudaram na construção do Colégio Cardeal Motta, Hospital Leão XIII, Clube Atlético Ypiranga entre outras entidades, incluindo o Hospital Sírio-Libanês. Um conjunto de prédios de apartamentos, existente até hoje, foi construído entre as ruas Manifesto e Patriotas para abrigar os ol do progresso sustentável desse bairro. A família trabalhou também nas áreas siderúrgicas e metalúrgicas. Com o decorrer do tempo as duas indústrias se tornaram conhecidas não só a nível nacional como fora do Brasil. Os Jafet, então, passaram a comprar grandes áreas de terrenos no Ipiranga e Vila Prudente.
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales
Fontes:
http://blogs.estadao.com.br/edison-veiga/2012/10/22/familia-jafet-125-anos/
independenciaoumorte.com.br/acontece/item/147-fatos-históricos-6.html
Eles construíram a Grandeza de S.Paulo, 1954 - Jan Korybut-Worowicki

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