“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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31 de out de 2013

EVA NIL - Arte Tumular - 923 - Cemitério São José, Cataguases, Minas Gerais, Brasil








ARTE TUMULAR
Base tumular com tampo (lápide) retangular em granito negro com o nome da família gravado e em bronze. Na cabeceira tumular, sobre uma base ergue-se um broco de granito negro com uma cruz latina gravada no centro.
LOCAL: Cemitério São José, Cataguases, Minas Gerais, Brasil
Fotos: Emanuel Messias
Descrição Tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Eva Comello, mais conhecida como Eva Nil (Cairo, Egito- 25 de junho de 1909 – Cataguases, MG: 1990), foi uma atriz Egipcia-brasileira do cinema mudo nas décadas de 1920 e início de 30.
Morreu aos 81 anos de idade.
BIOGRAFIA
Eva Nil nasceu no Cairo, Egito, mas veio com seus pais com apenas seis anos de idade para o Brasil, radicando-se na cidade de Cataguases, Minas Gerais.
Filha do diretor de cinema e fotógrafo Pedro Comello, é nessa cidade que a atriz ingressa no cinema em `Valadião, o Cratera´, curta realizado pelo pai e por seu sócio, Humberto Mauro, em 1925. No ano seguinte estrela seu primeiro longa-metragem, o clássico `Na Primavera da Vida`, dirigido por Humberto Mauro.
Desde a época muda que o cinema nacional vem construindo mitos. E com certeza, Eva Nil é uma das maiores musas dessa fase do cinema brasileiro. Belíssima, a atriz foi uma das estrelas do ciclo Cataguases, pequena cidade mineira e importante pólo de cinema na década de 20, cujo astro maior é o genial cineasta Humberto Mauro.
Eva Nil foi uma presença marcante e inesquecível no cinema nacional, mesmo atuando em poucos filmes. Estrela amada da revista Cinearte, do jornalista e diretor Adhemar Gonzaga, que ajudou a eternizá-la, foi musa primeira da “Phebo Sul América Film”, em Cataguases, e depois da “Cinédia”, no Rio de Janeiro. Após desentendimentos com Humberto Mauro, realiza seu último trabalho nas telas em `Barro Humano´, a obra-prima de Adhemar Gonzaga, realizada no Rio de Janeiro em 1928. Seu rosto é impresso na revista Cinearte por duas vezes, o que ajuda a consolidar sua fama e criar o mito, sendo chamada por muitos de "A Greta Garbo Brasileira". De personalidade forte, resolve abandonar a carreira em 1928, segundo ela, por não se conformar com o amadorismo e a precariedade que retardam o desenvolvimento do cinema no Brasil e volta a se dedicar a fotografia, arte que aprendeu com o pai.
FILMOGRAFIA
1925 - Valadião, o Cratera (curtametragem)
1926 - Na Primavera da Vida
1926 - Dois Irmãos (inacabado)
1927 - Tesouro Perdido
1927- Senhorita Agora Mesmo
1928 - Mistérios de São Mateus
1929 - Barro Humano
MORTE
Solteira, morre em 1990 aos 81 anos, em Cataguases.
Fontes:
mulheresdocinemabrasileiro.com
adorocinemabrasileiro.com.br
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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