“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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24 de out. de 2013

S. LEOPOLDO MANDIC - Arte Tumular - 905 - Basilica of Saint Anthony Padua Provincia di Padova Veneto, Italy



Túmulo atual

Em 1963, o corpo incorrupto de Frei Leopoldo foi trasladado para uma capelinha construída ao lado de sua Cela-confessionário. O Papa Paulo VI o proclamou bem-aventurado em 1976, e João Paulo II o canonizou em 1983, quando se realizava o Sínodo Mundial dos Bispos, convocado para tratar do Sacramento da Penitência; precisamente o Sacramento que o santo capuchinho tanto amou.

O falecido Papa João Paulo II (1920-2005), ora no túmulo do Frei Leopoldo que ele canonizou em 1983 




Local: Basilica of Saint Anthony Padua Provincia di Padova Veneto, Italy
Fotos: Enan Bonnici, findagrave
Descrição tumular: Helkio Rubiales



PERSONAGEM
São Leopoldo Mandic foi um herói dos confessionários. Nasceu em Castelnovo de Cátaro, na Dalmácia (ex-Iugoslávia) em 12 de maio de 1866 e foi batizado como Adeodato Mandic, morreu em  30 de Julho de 1942, foi um frade da Ordem dos Capuchinos.
Morreu aos 76 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Os pais, profundamente religiosos, educaram-no nos mais elevados sentimentos em relação a Deus e aos homens. Com 16 anos, ingressou na Ordem dos Capuchinos, em Bassano del Grappa, em 1884 e em 1890 já era Sacerdote, quando tomou o nome de Leopoldo. Em 20 de Setembro de 1890 foi ordenado sacerdote em Veneza. Convencido que o Senhor o chamava a um grande ideal, pediu, com insistência, aos seus Superiores que o deixassem partir para o Oriente a fim de poder dedicar a sua vida à reunificação na Igreja Católica dos cristãos ortodoxos. Porém, as suas precárias condições de saúde não lho permitiram e teve, assim, de se submeter à vontade dos seus Superiores e passou então por diversos Conventos, entregando-se ao ministério das confissões até que, em 1909, foi destinado ao Convento de Santa Cruz, em Pádua, na Itália, com o encargo de atender de forma estável o sacramento da Reconciliação. Ali permaneceu até a morte.

BEATIFICAÇÃO
O seu corpo, sepultado numa capela junto ao seu confessionário, foi encontrado incorrupto. Em 2 de Maio de 1976, durante o Sínodo da Evangelização, o Papa Paulo VI beatificou-o, em São Pedro, afirmando, nessa altura: “Que o nosso Beato saiba chamar ao sacramento da Penitência, a este, certamente, severo tribunal, mas não menos amável refúgio de conforto, de verdade, de ressurreição para a graça e de exercício para a autenticidade cristã, muitas almas para lhes fazer experimentar as secretas e renovadas alegrias do Evangelho no colóquio com o pai, no encontro com Cristo, na consolação do Espírito Santo”.Ele tornou-se santo principalmente por trazer a paz e o perdão. Sua vida lembra aos padres a importância do Sacramento da Reconciliação, o seu bem incomparável e a poderosa ajuda da penitência. Sua festa é celebrada no dia 30 de julho, dia de sua morte.
MORTE
Morreu aos 76 anos. Um tumor no esôfago prostrou-o na manhã de 30 de Julho de 1942, no momento em que se preparava para celebrar a Eucaristia. Naquela manhã, ele mesmo se converteu em vítima sobre o altar do Senhor. As suas últimas palavras foram uma invocação a Nossa Senhora da qual tinha sido sempre devoto. As vozes e a convicção de todos era que tinha morrido naquele momento um santo. Começaram a invocá-lo para obterem conforto e graças do Céu.

Fonte:http://www.slmandic.edu.br/institucional.php?c=2
Formatação: Helio Rubiales

Um comentário:

JOÃO JERÔNIMO DE MEDEIROS disse...

Eu estava pela primeiravez em Roma.No dia seguinte,16.10.1983, cedo fui ao Vaticano e na Praça de São Pedro, qdo cheguei, estava se iniciando a canonização do Beato Leonardo Mandic OFM cap.,pelo Papa João Paulo II. Considerei uma Graça especial de Deus, que, sem qualquer motivo, me levou a assistir a única canonização realizada naquele ano, de um Beato, do qual eu nada conhecia. Desde ali, nos tornamos amigos e um dia, sem pressa, quero cohecê-lo na eternidade