“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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22 de out de 2013

TATIANA NIKOLAEVNA ROMANOVA - Arte Tumular - 898 - Petropavlovskaya Krepost ,St. Petersburg, Russian Federation

 








ARTE TUMULAR
 Numa sala do saguão central da Catedral foi reservada para o Czar e sua Família. Sobre uma base facetada, quase rente ao piso, do lado esquerdo da sala, suporta a urna de mármore branco com o tampo com as laterais facetadas e uma cruz ortodoxa na parte central, guarda os restos mortais da família. Na parte frontal da urna encontram-se as inscrições imperiais. Na parte central, próximo da urna há uma base decorada em madeira suportando um quadro da família. Na parede frontal , duas placas de mármore branco com letras douradas relaciona o nome dos mortos no assassinato. Sobre essas duas placas se impõe o brasão de armas do Czar. Nessa mesma parede, de cada lado há mais duas placas com os feitos do Czar. As paredes laterais, cada uma, também tem uma placa. Para completar o cenáculo a decoração com fotos e flores. 
LOCAL:Petropavlovskaya Krepost ,St. Petersburg, Russian Federation
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Grã-duquesa Tatiana Nikolaevna Romanova da Rússia (em russo: Великая Княжна Татьяна Николаевна Романовa, transl. Velikaya Knyaginya Tatiana Nikolaevna Romanova) foi a segunda filha de Nicolau II e Alexandra Feodorovna, nascida no dia 10 de Junho (29 de Maio de acordo com o Calendário Antigo) de 1897 no Palácio de Peterhof em São Petersburgo. Ela era a mais conhecida de suas três irmãs e chefiou Comités da Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra Mundial. Foi enfermeira de soldados feridos em um hospital militar de 1914 a 1917, até a prisão de sua família seguida da Revolução de 1917.
Morreu aos 21 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Detalhes bibliográficos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tatiana_Nikolaevna_Romanova
 O seu assassinato por revolucionários em Julho de 1918, resultou em sua canonização juntamente com sua família, como Portadores da Paixão pela Igreja Ortodoxa Russa. Após a sua morte muitas pessoas disseram ser membros da família que haviam conseguido sobreviver. O autor Michael Occleshaw alegou que uma mulher chamada Larissa Tudor era Tatiana, no entanto em Agosto de 2007 foram descobertos dois esqueletos, perto de Ekaterimburgo, Montes Urais que provaram por testes de DNA em Abril de 2008 ser do Czarevich Alexei Romanov e da Grã Duquesa Maria Nikolaevna Romanova. Tatiana era irmã mais nova da Grã-Duquesa Olga Nikolaevna (1895-1918) e irmã mais velha das Grã-Duquesas Maria Nikolaevna (1899-1918) e Anastásia Nikolaevna (1901-1918) bem como de Czarevich Alexei Romanov (1904-1918). Os seus pais deram-lhe o nome de Tatiana em honra das irmãs Olga e Tatiana Larina do livro Eugene Onegin de Aleksandr Pushkin, com a diferença de que na novela-poema Tatiana era mais velha. O seu dia do nome era celebrado a 25 de janeiro (12 de janeiro no calendário antigo) ↑ Zeepvat, Charlotte, "The Camera and the Tsars: A Romanov Family Album", Sutton Publishing, 2004, xiv ↑ Kurth, p. 23 ↑ 5,0 5,1 Massie, Robert, Nicholas and Alexandra, 1967, p. 135 O título oficial de Tatiana, "Grã-Duquesa", traduzido literalmente significa "Grande Princesa", ou seja, como uma "alteza imperial" estava num patamar superior a outras princesas europeias que eram apenas tratadas por "alteza real." Contudo, os seus amigos, familiares e criados, no geral, tratavam-na apenas pelo seu primeiro e segundo nome, Tatiana Nikolaevna, ou então pelas suas alcunhas como "Tanya", "Tatya", "Tatianochka" e "Tanushka". De acordo com uma história, Tatiana, habituada a ser tratada apenas pelo seu nome e alcunhas, ficou desorientada quando a baronesa Sofie Buxhoeveden a tratou por "Vossa Alteza Imperial" e perguntou-lhe: "É maluca para me tratar assim?" Tatiana também era religiosa e gostava de ponderar ideias abstratas. Os seus ideais eram geralmente vistos como poéticos e espirituais.6 Tatiana era a mais conhecida das irmãs devido à sua atenção pelo dever e a amabilidade com que recebia aqueles que conhecia. A segunda filha do czar é recordada como a mais sociável das irmãs, procurando longas amizades com pessoas da sua idade, no entanto a sua vida social era restringida devido ao seu estatuto e ao fato de a mãe não gostar de ocasiões sociais. A baronesa Sophie Buxhoeveden observou que Tatiana era sociável, e amigos seriam bem-vindos, mas nenhuma garota era convidada para ir ao palácio. Sua mãe pensava que as irmãs seriam capazes de se entreterem.Tinha também um lado mais introspectivo, conhecido pelos seus amigos mais próximos e família.
Família Imperial Russa

 EXÍLIO
 A família partiu para o exílio após a Revolução de Fevereiro de 1917. Depois de um curto período em Czarskoe Selo, foram enviados para uma residência privada em Tobolsk. A mudança drástica de circunstâncias e a incerteza sobre o que iria acontecer, afetou Tatiana, tal como o resto da família. Tatiana, aparentemente tentando defender a sua mãe, perguntou à sua amiga Margarita Khitrovo numa carta datada de 8 de Maio de 1917, o porquê de as suas colegas enfermeiras não lhe escreverem diretamente. Chebotavera escreveu no seu diário que, enquanto tinha pena do resto da família, não conseguia escrever diretamente à Imperatriz porque a culpava pela Revolução. "Se alguém deseja escrever-nos, então que escrevam diretamente," escreveu a filha do czar à "minha adorada" Chebotareva no dia 9 de Dezembro de 1917 depois de exprimir a sua preocupação pelas enfermeiras e por um paciente que tinham tratado juntas uma vez. O filho de Chebotareva, Gregório Tschebotarioff, reparou na "firmeza e energia da sua escrita" e como a letra "refletia a natureza que fazia com que a sua mãe a estimasse tanto." O tutor inglês de Tatiana, Sydney Gibbes, recordou que a sua estudante emagreceu bastante durante o seu aprisionamento e parecia "mais distante" e "mais misteriosa" para ele do que alguma vez ele recordava. Em Abril de 1918 os bolcheviques transferiram Nicolau, Alexandra e Maria para Ekaterinburgo. Os restantes filhos ficaram em Tobolsk devido ao fato de Alexei ter sofrido um outro ataque de hemofilia e não estar em condições para a longa viagem. Foi Tatiana quem persuadiu a mãe a "parar de atormentar a si própria" e decidir ir com o marido, deixando Alexei para trás. Alexandra decidiu que a sua forte filha devia ficar também para trás para tomar conta de Alexei. Durante o mês que passaram separadas dos pais e da irmã, Tatiana, Olga, Anastásia e uma empregada que tinha ficado com elas, mantinham-se ocupadas a costurar pedras preciosas e todo o tipo de jóias por dentro das suas roupas, para as esconderem dos seus guardas. Tatiana e as irmãs ficaram mais tarde chocadas quando foram assediadas sexualmente pelos guardas a bordo do navio "Rus" que as levou de Tobolsk para Ekaterinburgo em Maio de 1918.


Os guardas seguiam as pistas de um ou mais empregados no grupo e procuravam as jóias. Sydney Gibbes foi assombrado durante o resto da sua vida pela memória dos gritos aterrorizados das filhas do czar e pelo fato de não poder fazer nada para as ajudar. Pierre Gilliard recordou mais tarde a última vez em que viu Olga, Tatiana, Anastasia e Alexei quando foram separados em Ekaterinburgo: Cquote1.svg O marinheiro Nagorny, que sempre tomou conta de Alexei Nikolaevitch, passou pela minha janela com o rapaz doente nos braços, atrás dele vinham as grã-duquesas carregadas com malas e pequenos pertences pessoais. Eu tentei sair, mas fui empurrado bruscamente para a carruagem por um guarda. Voltei para a janela. Tatiana Nikolaevna vinha em último, carregando o seu pequeno cão e a esforçar-se por arrastar a sua grande e pesada mala castanha. Estava chovendo e vi os pés dela enterrarem-se mais profundamente na lama a cada passo que dava. Nagorny tentou ajudá-la; foi empurrado bruscamente por um dos guardas. Cquote2.svg . Em Ekaterinburgo, Tatiana juntava-se ocasionalmente às suas irmãs mais novas em conversas com alguns dos guardas. Nelas falavam de chá, perguntavam-lhes sobre as suas famílias e falavam sobre as suas esperanças para uma nova vida na Inglaterra quando fossem libertadas. Numa ocasião, um dos guardas esqueceu-se que estava a falar com um membro da realeza e contou uma anedota obscena. Tatiana, chocada, fugiu da sala, "pálida como a morte" e a sua irmã Maria repreendeu os guardas pela sua má linguagem. Ela "era simpática com os guardas se achasse que eles estavam se comportando de modo aceitável e prendado," escreveu um dos guardas nas suas memórias. Tatiana, que continuava a ser a líder da família, era enviada muitas vezes pelos pais para questionar os guardas sobre as regras ou sobre o que lhes aconteceria. Também passou muito tempo sentada ao lado da mãe, a quem lia) e do irmão mais novo, com quem jogava jogos para ocupar o tempo. As últimas palavras que Tatiana escreveu no seu diário em Ekaterinburgo foram uma transcrição das palavras do padre Ioann de Kronstadt: "A Vossa dor é indescritível, a dor do Salvador nos Jardins de Getsêmani pelos pecados do mundo não tem medida, juntem a vossa dor à Dele, nisto encontrarão conforto."
(Local onde a família foi executada (marcas de tiros na parede)
MORTE
 Na tarde de 16 de Julho de 1918, o seu último dia completo de vida, Tatiana sentou-se com a sua mãe e leu excertos bíblicos do Livro de Amos e Obadia, escreveu Alexandra no seu diário. Mais tarde as duas simplesmente falaram uma com a outra. Tatiana Romanova foi assassinada na noite de 17 de Julho de 1918 juntamente com a sua família quando tinha 21 anos. Encontra-se sepultada na Fortaleza de Pedro e Paulo, São Petersburgo na Rússia.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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