“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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31 de out de 2013

AFONSO XII da Espanha - Arte Tumular - 917 - Real Sitio de San Lorenzo El Escorial Madrid, Madrid, Spain


"Pudriero"
Urna real

ARTE TUMULAR
O seu caixão foi colocado no local  chamado de "pudridero", onde  ficará durante 50 anos em decomposição, para depois ser transferido para o Panteão Real.

Local: Real Sitio de San Lorenzo El Escorial Madrid, Madrid, Spain
Plot: his body will lie in "the pudridero" during 50 years, a place where the body must decompose before being laid to rest in the Royal Kings Patheon
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Afonso XII de Espanha (28 de Novembro de 1857 - 25 de Novembro de 1885), Rei de Espanha, era filho de Isabel II de Espanha e de Francisco de Assis de Bourbon, o primogénito do duque de Cádiz. Os seus pais foram forçados, pela revolução de 1868, a fugir para Paris, e Afonso foi enviado para o Theresianum de Viena para continuar os estudos. Subiu ao trono após a restauração da monarquia, em 29 de Dezembro de 1874.
Morreu aos 28 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Nasceu no Palácio Real de Madrid a 28 de Novembro de 1857. Entre os seus preceptores encontravam-se o general Álvarez Osorio e o arcebispo de Burgos, este último eleito pela rainha Isabel, após consultar com o papa Pio IX. Em 1868, sendo ainda uma criança, a rainha é destronada pela Revolução de 1868, «La Gloriosa», obrigando a família real a partir para o exílio. A saída a Europa do novo príncipe implicou a experiência de se encontrar com outros sistemas políticos como o francês, o austríaco ou o britânico. Seu primeiro centro exterior foi o colégio Stanislas em Paris, cidade na qual se instalou a família real. A 29 de Setembro de 1869, a família muda-se transitoriamente para Genebra, onde além de receber aulas particulares, frequenta a academia pública da cidade. Para dar continuidade à sua educação é eleita a Academia Real e Imperial Teresiana de Viena. Por último frequenta a Academia militar de Sandhurst em Inglaterra. Neste país o futuro rei conheceu o constitucionalismo real inglês. Da correspondência de Alfonso com a rainha durante todas as suas estadas nos diferentes colégios e academias, põe-se em evidência a relativa estreiteza econômica em que se movimentava a família real nesses anos. A 25 de Junho de 1870, sua mãe, a rainha, abdica os seus direitos dinásticos, num documento assinado em Paris, em favor do seu filho Afonso. Enquanto isso, em Espanha sucediam-se diferentes formas de governo: Governo Provisório (1868–1870), monarquia democrática de Amadeu I (1871–1873) e a I República (1873–1874). Esta foi liquidada no mês de Janeiro pelo golpe de Estado do general Pavia, e abriu-se um segundo período de Governos provisórios. Durante esta etapa histórica —o Sexênio Revolucionário—, a causa alfonsina esteve representada nas Cortes por Antonio Cánovas del Castillo.
ACESSO À COROA
A 1 de Dezembro de 1874, Alfonso publicou o Manifesto de Sandhurst, apresentando-se aos espanhóis como um príncipe católico, espanhol, constitucional, liberal e desejoso de servir à nação. A 29 de Dezembro de 1874 produziu-se a restauração da monarquia, ao dar o general Arsenio Martínez-Campos um golpe de estado em Sagunto (Valência) em favor do acesso ao trono do príncipe Alfonso. Naquele momento, o Chefe do Estado era o general Serrano. O Chefe do Governo era Sagasta. Em Janeiro de 1875 chegou a Espanha e foi proclamado rei ante as Cortes Generales.
REINADO
O seu reinado consistiu principalmente em consolidar a monarquia e a estabilidade institucional, reparando os danos que as lutas internas dos anos do chamado Sexênio Revolucionário deixaram, ganhando a alcunha de «o Pacificador». Foi aprovada a nova Constituição de 1876 e durante esse mesmo ano terminou a guerra carlista, dirigida pelo pretendente Carlos VII (o próprio monarca esteve presente no campo de batalha para presenciar o seu final). Os foros Bascos e Navarros foram reduzidos e conseguiu-se que cessassem, transitoriamente, as hostilidades em Cuba com a assinatura da Paz de Zanjón. Afonso XII realizou, em 1883, uma visita oficial à Bélgica, Áustria, Alemanha e França. Na Alemanha aceitou a sua nomeação como coronel de honra de um regimento da guarnição de Alsácia, território conquistado pelos alemães e cuja soberania reclamava França. Este fato deu lugar a uma recepção hostil ao monarca espanhol por parte da população de Paris durante a sua visita oficial a França. A Alemanha tentou ocupar as ilhas Carolinas, naquele momento debaixo do domínio espanhol, provocando um incidente entre os dois países que terminou em favor da Espanha com a assinatura de um acordo hispano-alemão em 1885. Nesse mesmo ano desencadeou-se um surto de cólera em Aranjuez. O monarca, sem contar com a aprovação do governo, visitou os enfermos, gesto que foi apreciado pela população.. Casou-se em primeiras núpcias com Mercedes de Orleães e depois com a arquiduquesa Maria Cristina da Áustria, de quem teve três filhos. Quando morreu, sua mulher encontrava-se grávida e foi nomeada regente até ao nascimento de seu filho, Afonso XIII..
MORTE
 Pouco tempo depois, a 25 de Novembro, Afonso XII faleceu de tuberculose no Palacio Real de El Pardo, em Madrid.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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