“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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13 de out de 2011

FARIA LIMA - Arte Tumular - 662 - Cemitério de Campo Grande, São Paulo, Brasil





ARTE TUMULAR
Base tumular em granito, retangular e de linhas retas (tampo), com os nomes do prefeito e de sua esposa em letras cursivas em bronze. As duas laterais seriam ajardinadas. Na cabeceira tumular, um bloco retangular com detalhes laterais está o nome da familia em letras de bronze. Originalmente sobre o tampo havia em bronze, uma colher de pedreiro e uma rosa, simbolo de sua administração, mas provavelmente por ação de vândalos desapareceram. Na parte frontal inferior uma porta de bronze dá acesso ao túmulo.
LOCAL: Cemitério de Campo Grande, São Paulo (zona sul), Brasil
Descrição Tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
José Vicente de Faria Lima (Rio de Janeiro, 7 de outubro de 1909 — Rio de Janeiro, 4 de setembro de 1969) foi um militar e político brasileiro.
Morreu aos 58 anos de idade.
SINOPSE BIOGRÁFICA
Com 21 anos de idade iniciou sua carreira na Força Aérea Brasileira (FAB), chegando em 1958 a Brigadeiro do ar. Antes, no Colégio Militar, já havia mostrado ser um aluno aplicado. Na década de 1930, juntamente com Eduardo Gomes e outros, voou muito pelo interior do país, fazendo as linhas do Correio Aéreo Nacional.
Na FAB fez cursos de aviador militar, de observador e de engenharia aeronáutica, especializando-se em engenharia na Escola Superior de Aeronáutica da França. Participou da criação do Ministério da Aeronáutica, como assistente técnico do então Ministro Salgado Filho. Foi chefe da comissão da Aeronáutica nos Estados Unidos e comandante do Campo de Marte.
Chamado por Jânio Quadros, assumiu a presidência da Vasp. Foi secretário de Viação e Obras Públicas, no governo Jânio Quadros, tendo permanecido no cargo durante a gestão Carvalho Pinto com administração exemplar.
Em março de 1965 foi eleito prefeito de São Paulo, promovendo o alargamento e duplicando, dentre outras, a rua da Consolação e as avenidas Rebouças, Sumaré, Pacaembu, Cruzeiro do Sul, Rio Branco.
No fim de 1968 ingressou na extinta ARENA. A administração de Faria Lima notabilizou-se pelas diversas obras, entre elas a Marginal Tietê, a Marginal Pinheiros, avenidas Sumaré, Radial Leste, Vinte e Três de Maio, Rubem Berta, além de obras nas áreas de saúde, educação, bem-estar social etc. Foi durante este período que o serviço de bondes foi extinto em São Paulo, em 1967. Faria Lima começou as obras do Metrô de São Paulo projetado por Ademar de Barros.
Entre as obras para a melhoria do trânsito de São Paulo, Faria Lima começou a construção de uma avenida ligando os bairros de Pinheiros e Itaim Bibi. Após a sua morte a avenida, que se chamaria Radial Oeste, recebeu o nome de Avenida Brigadeiro Faria Lima em sua homenagem.
Outra homenagem post-mortem realizada em honra ao Brigadeiro Faria Lima foi a cerimônia indígena de despedida, o quarup. Os únicos brancos que receberam essa homenagem foram; Faria Lima, Leonardo Vilas-Boas, Noel Nutels, Cláudio Vilas-Boas, Álvaro Villas Boas e Orlando Vilas-Boas. Quando era piloto da FAB, o Brigadeiro prestou serviços de transporte à área ocupada desde 1961 pelo Parque do Xingu. O último quarup para um homem branco foi realizado em memória do sertanista Orlando Villas Boas. Por decisão do cacique Aritana: "Agora não vai ter mais quarup para branco", disse ele. "Acabou. O Orlando foi o último."
Era o irmão mais velho do ex-governador do Rio de Janeiro, Almirante Floriano Peixoto Faria Lima.

Fonte: pt.wikipedia.org e sampa.art.br
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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