“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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8 de ago de 2011

A VIDA (Reflexões)




A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sobra que foge,
A vida é nuvem que voa,
A vida é sonho tão leve.
Que se desfaz como a neve,
E como o fumo se esvai:
A vida dura um momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é fôlha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sôpro suave,
A vida é estrêla cadente,
Voa mais leve que a ave;
Nuvem, que o vento nos ares,
Onda, que o vento nos mares,
Uma após outra, lançou,
A vida – pena caída
Da asa de ave ferida-
De vale em vale impelida,
A vida o vento a levou!

Autor: João de Deus Ramos (1830-1895)

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