“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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12 de jul de 2011

ARTUR BERNARDES - Arte Tumular - 499 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro,Brasil







Precedido por
Francisco Machado de Magalhães Filho
Prefeito de Viçosa
1905 — 1910
Sucedido por
Emílio Jardim de Resende
Precedido por
Delfim Moreira
Presidente de Minas Gerais
1918 — 1922
Sucedido por
Raul Soares de Moura
Precedido por
Epitácio Pessoa
Brasil.
12º. Presidente do Brasil

1922 — 1926
Sucedido por
Washington Luís






ARTE TUMULAR
Base tumular em granito cinza com o nome do presidente em bronze no tampo principal. Na cabeceira uma escultura em relevo circular da cabeça de Cristo em mármore branco.
LOCAL: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil
Fotos: Raul Lisboa
Descrição Tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM
ARTUR da Silva BERNARDES (Viçosa, 8 de agosto de 1875 — Rio de Janeiro, 23 de março de 1955) foi um advogado e político brasileiro, presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1922 e 15 de novembro de 1926.
Morreu aos 80 anos de idade.

BIOGRAFIA
Após formar-se na Faculdade Livre de Direito, iniciou sua carreira política como vereador e presidente da Câmara Municipal de Viçosa em 1906. Foi deputado federal (de 1909 a 1910) e Secretário de Finanças de Minas Gerais em 1910. Eleito para um novo mandato de deputado federal (1915 a 1917), foi presidente do estado de Minas Gerais entre 1918 e 1922.
Seu vice-presidente foi Estácio Coimbra que substituiu Urbano Santos, vice-presidente eleito com Bernardes, que faleceu dia 7 de Maio de 1922 antes de tomar posse. Nas eleições presidenciais (1922), derrotou Nilo Peçanha. Antes da eleição, Bernardes teve que enfrentar o rumoroso caso das "cartas falsas" atribuídas a ele e que denegriam o ex presidente Hermes da Fonseca.
O descontentamento com sua vitória e com o governo de seu antecessor, Epitácio Pessoa, foram algumas das causas do chamado Levante do Forte de Copacabana, primeira ação do movimento tenentista. Bernardes teve que fazer frente à coluna Prestes, movimento tenentista que percorreu o país pregando mudanças políticas e sociais e que jamais foi derrotado pelo governo.
Além da oposição por parte da baixa oficialidade militar (incentivados pela revolução comunista), ele ainda confrontou uma guerra civil no Rio Grande do Sul, onde Borges de Medeiros tentava se eleger presidente do estado pela quinta vez consecutiva, e também o movimento operário, que se fortalecia novamente. Em 1923 e 1924ocorreram novas ações tenentistas no Rio Grande do Sul e em São Paulo, respectivamente. Tudo isso levou Bernardes a decretar quase que ininterruptamente o estado de sítio.
Artur Bernardes foi o pioneiro da siderurgia em Minas Gerais e sempre se bateu pela ideologia nacionalista e de defesa dos recursos naturaisdo Brasil.
Sob seu governo, o Brasil se retirou da Liga das Nações em 1926.
Bernardes promoveu a única reforma da Constituição de 1891, reforma que foi promulgada em setembro de 1926 e que alterava principalmente as condições para se estabelecer o estado de sítio no Brasil. Após deixar o governo, foi eleito senador em 1929.
Foi contrário à ascensão de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada ao governo de Minas Gerais mas não pode evitá-la.
Bernardes participou da chamada Revolução de 1930, que deslocou a oligarquia paulista do domínio federal; no entanto, a seguir participou da Revolução Constitucionalista de 1932. Fracassado esse último movimento, Artur Bernardes foi obrigado a retirar-se para o exílio em Portugal.
Depois de sua volta do exílio em 1934, Bernardes nunca mais voltou a ter o poder que teve na década de 1910 e 1920, quando comandou e modernizou o PRM.
De volta ao Brasil, em 1935, foi eleito deputado federal, mas já em 1937 perdeu o mandato devido ao golpe do Estado Novo. Com o reestabelecimento da democracia em 1945 chegou a ingressar na UDN elegendo-se deputado federal constituinte em 1945. A seguir criou e dirigiu o Partido Republicano. Eleito suplente de deputado federal em 1950, exerceu o mandato em virtude de convocação sendo eleito para um novo mandato em 1954. Ocupou o cargo de deputado até a morte, em 1955.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales

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