“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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13 de jul de 2011

AFONSO PENA - Arte Tumular - 500 - Cidade de Santa Bárbara, Minas Gerais, Brasil









Precedido por
Rodrigues AlvesBrasil.
6º. Presidente do Brasil

1906 — 1909 Sucedido por





Túmulo antigo


ARTE TUMULAR
TUMULO ANTIGO
Com mármore carrara vindo da Itália, foi esculpida a figura de uma mulher chorando sobre a base tumular de três toneladas, representando a pátria. A cobertura suportada por quatro pilares representa a bandeira do Brasil e vitral. O estilo do mausoléu é eclético, misturando neoclássico e art-nouveau. Foi inaugurado em 1912. O túmulo do presidente Afonso Pena, chama atenção por ser todo esculpido em mármore branco, com uma cúpula na qual a bandeira brasileira é reproduzida em um mosaico translúcido.
AUTOR: José Maria Oscar Rodolfo Bernardelli
LOCAL: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro
Coordenadas GPS: clique para ver o local: [22°57'32.18"S / 43°11'16.92"W]

Descrição Tumular: Helio Rubiales

TUMULO ATUAL
De volta às origens, no dia  13 de fevereiro de 2009 chegaram à histórica cidade de Santa Bárbara os restos mortais do ex-presidente , cujo translado partiu do Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, para o casarão onde nasceu, transformado agora em memorial. No pátio anexo, foi construído o seu novo mausoléu, onde foram depositados os seus restos mortais. O mausoléu é composto por uma base tumular em mármore branco. Uma figura feminina debruçada sobre a base tumular representando a República, chora pela sua morte.  Quatro colunas, também em mármore suportam a cobertura onde destaca-se a bandeira brasileira.
Ao lado um espelho d'água destinado a refletir a bandeira brasileira em destaque na cobertura da cripta.Esse Mausoléu tem uma semelhança ao original no Rio de Janeiro.

LOCAL: Cidade de Santa Bárbara, Minas Gerais, Brasil
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
AFONSO Augusto Moreira PENA (Santa Bárbara do Mato Dentro, 30 de novembro de 1847 — Rio de Janeiro, 14 de junho de 1909) foi um político brasileiro.
Foi presidente do Brasil entre 15 de novembro de 1906 e 14 de junho de 1909, data de seu falecimento. Antes da carreira política, foi advogado e jurista.
Morreu aos 62 anos de idade.

BIOGRAFIA
Início da carreira
Diplomado em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1870, Afonso Pena foi um dos fundadores e diretor, em 1892, da "Faculdade de Livre de Direito" de Minas Gerais, atual Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Exerceu o mandato de deputado pelo estado de Minas Gerais, em 1874.
Nos anos seguintes, enquanto se mantinha como deputado, também ocupou alguns ministérios: da Guerra (1882), da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (1883 e 1884), e da Justiça (1885). Afonso Pena e Rodrigues Alves, seu colega de faculdade, foram os dois presidentes da república que foram antes conselheiros do Império do Brasil.
É o único membro do Gabinete Imperial de Dom Pedro II que se tornou Presidente da República do Brasil.
Afonso Pena presidiu a seguir a Assembléia Constituinte de Minas Gerais, nos primeiros anos da república.
Governador de Minas Gerais e vice-presidente da República
Foi governador do estado de Minas Gerais entre 1892 e 1894, sendo o primeiro governador de Minas Gerais a ser eleito pelo voto direto. Foi durante seu governo que se decidiu pela mudança da capital do estado, de Ouro Preto para a Freguesia do Curral d'El Rei, hoje Belo Horizonte. Foi presidente do Banco do Brasil, de 1895 a 1898 e depois senador por Minas Gerais.
Tornou-se vice-presidente quando da eleição de Rodrigues Alves, em 1902 (substituindo Francisco Silviano de Almeida Brandão, morto antes da posse); e na eleição seguinte, foi elevado à presidência (posse em 15 de novembro de 1906).
Na presidência da República
Apesar de ter sido eleito com base na chamada política do café-com-leite, realizou uma administração que não se prendeu de tudo a interesses regionais. Incentivou a criação de ferrovias, e interligou a Amazônia ao Rio de Janeiro pelo fio telegráfico, por meio da expedição de Cândido Rondon.
Fez a primeira compra estatal de estoques de café, em vigor na República Velha, transferindo assim, os encargos da valorização do café para o Governo Federal, que antes era praticada regionalmente, apenas por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que haviam assinado o Convênio de Taubaté. Modernizou o Exército e a Marinha por meio do general Hermes da Fonseca, e incentivou a imigração. Seu lema era: "governar é povoar", lema absorvido e ampliado depois por Washington Luís: "Governar é povoar; mas, não se povoa sem se abrir estradas, e de todas as espécies; Governar é pois, fazer estradas".
Seus ministérios eram ocupados por políticos jovens e que respeitavam muito a autoridade dele. Estes jovens receberam a alcunha de Jardim da Infância. Chegou mesmo a declarar, em carta a Rui Barbosa, que a função dos ministros era executar seu pensamento:
"Na distribuição das pastas não me preocupei com a política, pois essa direção me cabe, segundo as boas normas do regime. Os ministros executarão meu pensamento. Quem faz a política sou eu".
Foi um grande incentivador das ferrovias, sendo que se destaca em seu governo, a construção da NOB e da ligação das ferrovias paulistas com as paranaenses, permitindo-se pela primeira vez, a ligação do sudeste do Brasil com o sul do Brasil por trem.
Em virtude de seu afastamento dos interesses tradicionais das oligarquias, na chamada República oligárquica, enfrentou uma crise por ocasião da sucessão. David Morethson Campista, indicado pelo presidente, foi rejeitado pelos grupos de apoio a Hermes da Fonseca (principalmente por Pinheiro Machado, mais influente congressista daquela época).
Ainda tentou indicar os nomes de Campos Sales e Rodrigues Alves, sem sucesso. Em meio a tudo isso, iniciou-se também a campanha civilista, lançada por Rui Barbosa.

MORTE
Acabou falecendo durante o mandato, em 1909, em meio à crise e pouco depois da morte de seu filho, Álvaro Pena. A presidência foi transferida a Nilo Peçanha.

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e Pesquisa: Helio Rubiales



No pátio anexo ao memorial, acha-se o mausoléu de Afonso Pena, construído segundo sua vontade e constituído de uma cripta em mármore, uma estátua de uma mulher debruçada sobre seu túmulo simbolizando a republica a chorar sua morte. Ao lado um espelho d'água destinado a refletir a bandeira nacional desenhada no teto da cripta e ainda uma laranjeira plantada para que os sabiás pudessem pousar e cantar, segundo a vontade do político.

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