“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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17 de mar de 2010

RAINHA VITÓRIA I DO REINO UNIDO - Arte Tumular - 361 - Mausoléu Frogmore, Windsor Great Park, Berkshire, Inglaterra





Vitória do Reino Unido
Casa de Hanôver
Ramo da Casa de Guelfo
24 de maio de 1819 – 22 de janeiro de 1901
Precedida por
Guilherme IV
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Rainha do Reino Unido
20 de junho de 1830 – 22 de janeiro de 1901
Sucedida por
Eduardo VII
Título criadoStar-of-India-gold-centre.svg
Imperatriz da Índia
1 de maio de 1876 – 22 de janeiro de 1901



Interior do Mausoléu

ARTE TUMULAR
O mausoléu é construído em forma de uma cruz grega, com uma cúpula central. A arquitetura exterior foi baseada no estilo romano. As paredes são de granito e as coberturas dos telhados são de cobre australiano. A decoração e no mais puro estilo renascentista do pintor Rafael, favorito do principe Albert. As paredes internas são predominantemente em mármore vermelho português, presenteado prlo Rei Luiz de Portugal, primo da rainha Vitoria e do príncipe Albert. Outros tipos de mármores de várias partes do mundo mesclam-se com esse mármore.


Túmulo
No interior do mausoléu, na parte central destaca-se o monumental túmulo, com a escultura deitada em mármore branco da rainha ao lado do príncipe Albert. A rainha apresenta-se coroada e com trajes reais, com as duas mãos sobre o cetro real apoiado sobre o peito. Com a cabeça ligeiramente virada, olha para o príncipe consorte em adoração. Por sua vez, o príncipe apresenta-se em trajes anglo-saxon, também com a cabeça ligeiramente virada para ela como se falasse.

Vista lateral
O sarcófago onde se encontram os restos mortais, foi feito a partir de um único bloco de granito “Aberdeen” cinza, suportando as esculturas.
Autor do Túmulo: Barão Carlo Marochetti.
LOCAL: Mausoléu Frogmore, Windsor Great Park, Berkshire, Inglaterra
Fotos: Scott Michaels, commons.wikipedia.org, Connie Nisinger, David N.Ford
Descrição Tumular: HRubiales
PERSONAGEM
Vitória I do Reino Unido (Londres, 24 de Maio de 1819 – East Cowes, 22 de Janeirode 1901), da Casa de Hanôver, foi Rainha do Reino Unido de 1837 até a morte, sucedendo ao tio o rei Guilherme IV. A incorporação da Índia no Império Britânico em1877 conferiu a Vitória o título de Imperatriz da Índia.
O reinado de Vitória foi o mais longo, até à data, da história do Reino Unido e ficou conhecido como a Era Vitoriana. Este período foi marcado pela Revolução Industrial e por grandes mudanças a nível económico, político, cultural e social.
Morreu aos 81 anos de idade
BIOGRAFIA
O quarto filho de Jorge III, Eduardo, Duque de Kent casou-se com Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld, viúva do duque de Leiningen e mãe de dois filhos, Carlos e Feodora, que era também irmã de Leopoldo de Saxe-Coburgo-Gota, viúvo da Princesa Carlota Augusta. Deste casamento nasceu em 1819 uma menina, baptizada Alexandrina Vitória. Depois das sucessivas mortes das primas Clarence, do pai apenas alguns meses depois e já em 1830 de Jorge IV, Vitória tornou-se herdeira presuntiva do trono britânico.
CASAMENTO E DESCENDENCIA
Conta-se que Vitória estava apaixonada pelo primo, o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, e assim tomou a iniciativa de pedi-lo em casamento (visto que na época, ninguém poderia fazer tal pedido a uma rainha). Ele aceitou. Foi a primeira vez que se teve notícias de alguém casar por amor. Vitória era ousada e acrescentou ao traje nupcial algo proibido para uma rainha na época - um véu. Nascia aí um costume que atravessaria o tempo e daria a Vitória o reconhecimento de trazer para a nossa época o amor, para unir um homem e uma mulher.
Em 10 de Fevereiro de 1840, Vitória casou-se com o príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, o primo-irmão. Da união nasceram os seguintes filhos:
-Vitória, Princesa Real do Reino Unido 1840-1901)
-Eduardo VII do Reino Unido (1841-1910)
-Princesa Alice do Reino Unido (1843-1878)
-Alfredo, Duque de Saxe-Coburgo-Gota (1844-1900)
-Princesa Helena do Reino Unido (1846-1923)
-Princesa Luísa do Reino Unido (1848-1939)
-Príncipe Artur, Duque de Connaught e Strathearn (1850-1942)
-Príncipe Leopoldo, Duque de Albany (1853-1884)
-Princesa Beatriz do Reino Unido (1857-1944)
HEMOFILIA
Vitória foi a primeira transportadora conhecida de hemofilia na realeza. Uma vez que os seus ascendentes não eram hemofílicos, ela foi muito possivelmente um exemplo de mutação espontânea, que representa cerca de 30% do total de hemofilia A e 20% de hemofilia B. O aparecimento súbito de hemofilia nos seus descendentes levou a sugestões de que seu pai verdadeiro não era o Duque de Kent, mas um hemofílico. Essa crença é julgada pelos geneticistas, que consideram que é mais provável que a mutação surgiu porque o pai da rainha Vitória era idoso (a hemofilia surge com maior frequência em crianças do que em pais mais velhos). Não há provas documentais de que um homem hemofílico se tenha relacionado com a mãe de Vitória, bem como que os transportadores do sexo masculino sempre sofreram da doença; mesmo se esse homem tivesse existido teria sido gravemente doente. Tudo indica que a rainha Vitória passou o gene da hemofilia para os seus filhos e netos, como um exemplo Alexei Nikolaevich Romanov bisneto de Vitória.
VIUVES DE VITORIA
O príncipe consorte Albert morreu de febre tifóide em 14 de dezembro de 1861, devido às precárias condições sanitárias do Castelo de Windsor. Sua morte devastou Vitória, que ainda estava abalada pela morte da sua mãe Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld, em março daquele mesmo ano. Vitória estava profundamente ligada ao seu marido e ela caiu em depressão depois da sua morte, com apenas 42 anos, pois ela havia perdido um marido dedicado e seu principal conselheiro confiável em assuntos de Estado. Ela guardou luto e usou preto até o fim de sua vida. Ela evitou aparições públicas e raramente pôs os pés em Londres, no ano seguinte. Sua solidão lhe valeu o nome de "Viúva de Windsor". No ano seguinte ela criou a Real Ordem de Vitória e Alberto para reverenciar seu casamento e seu falecido marido, o Príncipe Alberto.
Até o final de 1860, ela raramente aparece em público, embora ela nunca negligenciasse sua correspondência oficial, e continuou a dar audiências a seus ministros e os visitantes oficiais, ela estava relutante em retomar uma plena vida pública.
MORTE
Seguindo um costume que manteve ao longo de sua viuvez, Vitória passou o Natal de 1900 na Osborne House, na Ilha de Wight. Morreu lá, devido à degradação da sua saúde, na terça-feira, dia 22 de janeiro de 1901, às seis e meia da noite, com 81 anos de idade. No leito da sua morte, ela estava acompanhada de seu filho, o futuro rei Eduardo VII, e seu neto mais velho, o imperador alemão Guilherme II.
Como ela desejava, seus próprios filhos ergueram o caixão. Ela estava vestida com um vestido branco e o véu do casamento. Seu funeral foi realizado no sábado, 2 de fevereiro, e após dois dias, ela foi enterrada ao lado do Príncipe Albeto no Mausoléu Frogmore, no Windsor Great Park.
Vitória já reinava há 63 anos, sete meses e dois dias, o mais longo reinado de um monarca britânico até então, tendo ultrapassado o seu avô, Jorge III.
A morte de Vitória pôs fim ao poder da Casa de Hanôver no Reino Unido. Como o marido dela pertencia à Casa de Saxe-Coburgo-Gota, seu filho e herdeiro Eduardo VII foi o primeiro monarca britânico desta nova casa.
Fonte: pt.wikipedia.org, wapedia.mobi/en/Frogmore
Formatação e pesquisa:HRubiales

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