“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



INICIE A MUSICA

PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

14 de jan de 2010

ZILDA ARNS -Arte Tumular -332 -Cemitério Municipal de Água Verde, Curitiba, Paraná


Entrada do Cemitério (vista direita)
Entrada do Cemitério (vista esquerda)
LOCAL: Cemitério Municipal de Água Verde, Curitiba, Paraná


PERSONAGEM
Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira.
Morreu aos 75 anos de idade.
BIOGRAFIA
Irmã de dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Mãe de cinco filhos, dos quais apenas quatro estão vivos (Rubens, Nelson, Heloísa e Rogério - a filha Sílvia morreu em 2003, num acidente de carro), e avó de nove netos, recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.
VIDA E OBRA
Formada em medicina, aprofundou-se em saúde pública, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres.
A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:
1.Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP);
2.Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP)
3.Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde
4.Pediatria Social, na Universidade de Antioquia, em Medellin, Colômbia
5.Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatria
6.Educação Física, na Universidade Federal do Paraná
Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.
PASTORAL DA CRIANÇA
Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majella Cardeal Agnelo, arcebispo primaz de Salvador da Bahia e presidente da CNBB, que à época era arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, Paraná. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1.816.261 crianças menores de seis anos e 1. 407.743 de famílias pobres em 4.060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261.962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.
Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês: Visita domiciliar às famílias; Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida; Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão
Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.
Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
MORTE
Zilda Arns faleceu no Haiti, quando se preparava para uma palestra sobre a Pastoral da Criança na Conferência dos Religiosos do Caribe. Foi uma das vítimas do forte terremoto que atingiu o país, em 12 de janeiro de 2010.
PRÊMIOS E HONRARIAS
INTERNACIONAIS
Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns, merecem destaque:
 Prêmio “Heroína da Saúde Pública das Américas”, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002;
 Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha;
 Medalha “Simón Bolívar”, da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000;
 Prêmio Humanitário 1997 do Lions Clubs International;
 Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
NACIONAIS
Entre os prêmios nacionais, destacam-se:
 Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, do Senado Federal, em 2005;
 Diploma e medalha O Pacificador da ONU Sérgio Vieira de Mello, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, em 2005;
 Troféu de Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento As mulheres mais influentes do Brasil, promovido pela Revista Forbes do Brasil com o apoio da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil, em 2004;
 Medalha de Mérito em Administração, do Conselho Federal de Administração, em Florianópolis, Santa Catarina, 2004;
 Medalha da Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2003;
 Título Acadêmico Honorário, da Academia Paranaense de Medicina, em Curitiba, Paraná, 2003;
 Medalha da Abolição, concedida pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em 2002;
 Insígnia da Ordem do Mérito Médico, na classe Comendador, concedida pelo Ministério da Saúde, em 2002;
 Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados, em 2002;
 Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, grau Comendador, concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho, em 2002;
 Medalha Anita Garibaldi, concedida pelo governo do Estado de Santa Catarina, em 2001;
 Comenda da Ordem do Rio Branco, grau Comendador, concedida pela Presidência da República, 2001;
 Prêmio de Honra ao Mérito da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, 2001;
 Medalha de Mérito Antonieta de Barros, concedida pela Assembléia Legislativa de Florianópolis;
 Prêmio de Direitos Humanos 2000 da Associação das Nações Unidas – Brasil, em 2000;
 Prêmio USP de Direitos Humanos 2000 – Categoria Individual.
Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:
 Pontifícia Universidade Católica do Paraná
 Universidade Federal do Paraná
 Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma
 Universidade Federal de Santa Catarina
 Universidade do Sul de Santa Catarina
Fonte: PT.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

Um comentário:

JonasRS disse...

Parabéns, super atualizado!