“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



INICIE A MUSICA

PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

10 de dez de 2009

ENRICO CARUSO -Arte Tumular - 317 - Del Pianto Cemetery ,Napoles, Campania, Italy








Capela


Vista frontal do sarcófago


Interior

Detalhe do pé do sarcófago





Placa de bronze encostada no sarcófago

Placa em bronze no interior

Interior da capela



Placa indicativa
ARTE TUMULAR
Magnifica construção em forma de capela em mármore. Seis degraus de granito dão acesso ao pórtico, com uma porta em bronze de duas folhas. Ladeando o pórtico, duas colunas estilo clássico, sustentam a cobertura do portal, em forma ogival em dois níveis. Encimando a porta o nome do cantor gravadop no mármore. Logo acima, um relevo do busto de Cristo protege o portal. Em cada lateral da capela erguem-se um pilar de linhas retas até a altura da cobertura em forma de capitel, decorada em quatro níveis diferentes, terminando com uma cruz celta. De cada lado (em número de quatro), ergue-se um torreão.
Logo que se entra, uma grande base tumular em mármore branco decorado, com a particularidade de estar apoiada sobre escultura de uma tartaruga, representando que a vida deveria ser mais lenta e que houve uma precocidade na morte de Caruso. Sobre essa base, destaca-se uma construção em mármore arredonda, destyacando-se na parte central, um circulo com uma cruz latina, com o seu nome e ano de nascimento e morte, Destaca-se ainda, um retrato do cantor e placa comemorativa em bronze.
LOCAL:Del Pianto Cemetery ,Napoles, Campania, Italy
Número 873.
Fotos: Ron Moody, Erika e Guilherme Primo
Descrição tumular:HRubiales


PERSONAGEM
Enrico Caruso (Nápoles, 25 de fevereiro de 1873 — Nápoles, 2 de agosto de 1921) foi um tenor italiano, considerado, inclusive pelo ilustre Luciano Pavarotti, o maior intérprete da música erudita de todos os tempos.
Morreu aos 48 anos de idade.

BIOGRAFIA
Começou a carreira em 1894, aos 21 anos de idade, na cidade natal. Recebeu as primeiras aulas de canto de Guglielmo Vergine. Atuou, entre outras óperas, na estréia de Fedora e La Fanciulla del West, do compositor italiano Giacomo Puccini. As mais famosas interpretações foram como Canio na ópera I Pagliacci, de Leoncavallo e como Radamés, em Aida, de Giuseppe Verdi. Na metade da década de 1910 já era conhecido internacionalmente. Era constantemente contratado pelo Metropolitan de Nova Iorque, relação que persistiu até 1920. Caruso foi eternizado pelo agudo mais potente já conhecido, e por muitos, considerado o melhor cantor de ópera de todos os tempos.

O compositor lírico Giacomo Puccini e o compositor de canções populares Paolo Tosti foram seus amigos e compuseram obras especialmente para ele. Caruso foi também conhecido por seus trabalhos como caricaturista.

Caruso apostou na nova tecnologia de gravação de som em discos de cera e fez as primeiras 20 gravações em Milão, em 1895. Em 1903, foi para Nova Iorque e, no mesmo ano, deu início a gravações fonográficas pela Victor Talking Machine Company, antecessora da RCA-Victor. Caruso foi um dos primeiros cantores a gravar discos em grande escala. A indústria fonográfica e o cantor tiveram uma estreita relação, que ajudou a promover comercialmente a ambos, nas duas primeiras décadas do século XX. Suas gravações foram recuperadas e, remasterizadas, encontraram o meio moderno e duradouro de divulgação de sua arte no disco compacto, CD.

O repertório de Caruso incluía cerca de sessenta óperas, a maioria delas em italiano, embora ele tenha cantado também em francês, inglês, espanhol e latim, além do dialeto napolitano, das canções populares de sua terra natal. Cantou perto de 500 canções, que variaram das tradicionais italianas até as canções populares do momento.

Sua vida foi tema de um filme norte-americano, permeado de ficção, intitulado O Grande Caruso (The Great Caruso), de 1951, com o cantor lírico Mario Lanza interpretando Caruso. Devido ao seu conteúdo altamente ficcional, o filme foi proibido na Itália.
No filme Fitzcarraldo de Werner Herzog, com Klaus Kinski no papel de Fitzcarraldo, aparece no início da projeção uma entrada de Caruso na Ópera de Manaus, no Brasil, onde Caruso de fato nunca se apresentou.

MORTE
Acometido por uma pleurisia em Nova York, passou por várias cirurgias e embarcou para Nápoles com esposa e filha Glória, nascida um ano antes. Não conseguindo mais se recuperar, morreu na sua cidade natal, em 2 de agosto do ano seguinte.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:HRubiales

Nenhum comentário: