“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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4 de nov de 2009

ERWIN ROMMEL - Arte Tumular - 305 - Cemetery of Blauheim/Herrlingen in Southern Germany























ARTE TUMULAR
Uma cruz de ferro (símbolo do império alemão) esculpida em madeira com o nome e datas de Rommel marcam o local onde foram depositadas as suas cinzas após a cremação
LOCAL: Cemetery of Blauheim/Herrlingen in Southern Germany
Fotos: Dave Geoff Walden, Enzo Legionário e Ronal_cons
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Erwin Johannes Eugen Rommel (Heidenheim, 15 de Novembro de 1891 – Herrlingen, 14 de Outubro de 1944) (também conhecido como A Raposa do Deserto, Wüstenfuchs, foi um dos mais destacados e brilhantes oficiais do exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial.
Rommell ficou mundialmente famoso por sua intervenção na África do Norte entre 1941 e1943, no comando do Afrika Korps, um destacamento do exército alemão destinado a auxiliar as forças italianas que então batiam em retirada frente ao exército britânico. Por sua audácia e domínio das táticas de guerra com blindados, granjeou o apelido de A Raposa do Deserto e entre os árabes como O Libertador, sendo temido e respeitado tanto por seus comandados quanto por seus inimigos.
Morreu aos 53 anos de idade.

BIOGRAFIA
Rommel nasceu em Heidenheim, aproximadamente 40 km de Ulm, no estado deWürttemberg, sendo batizado em 17 de Novembro de 1891. Foi o segundo filho do professorprotestante Erwin Rommel, reitor de escola secundária em Aalen, e Helene von Luz, filha de um proeminente dignitário local. O casal teve ainda outros três filhos, dois meninos, Karl eGerhard, e uma menina, Helene. O seu irmão mais velho, Karl Rommel, entrou como voluntário no Exército se tornando piloto de reconhecimento, sendo admitido somente nos últimos exames. Já Gerhard Rommel, o seu irmão mais novo, se tornou cantor de Ópera.

Aos quatorze anos, Rommel e um amigo construíram um planador em tamanho natural que voava, embora não muito longe. O jovem Rommel queria ser mecânico e desejava se tornar um engenheiro aeronáutico, mas ingressou no Exército devido às insistências de seu pai que o recomendou para o Exército Württemberg, descrevendo ele como "próspero, de confiança e um bom ginasta".

De início foi rejeitado pela artilharia e engenharia do Exército, sendo mais tarde, em Março de 1910, chamado para fazer o exame médico para admissão, sendo neste exame detectado uma hérnia, mas foi aceito mesmo assim como cadete.

Seu pai assinou a documentação necessária e pagou o uniforme de Fahnenjunker, entrando no seu regimento no dia 19 de Julho de 1910, aos 18 anos de idade, no 124º Regimento de Infantaria de Württemberg de onde foi enviado para a Escola Real de Oficiais Cadetes de Danzig, terminando o seu treinamento no mês de Novembro de 1911. Nesta época, Rommel conheceu Lucie Mollin, dançarina, que estava em Danzig para estudar línguas, tendo os dois logo se apaixonado.

I GUERRA MUNDIAL
Entrou como cadete para o regimento de infantaria (1910) e, já como tenente, durante a primeira guerra mundial, destacou-se pela capacidade de liderança nas frentes de combate da França, Romênia e Itália

II GUERRA MUNDIAL
Na segunda guerra mundial, comandou a guarda pessoal do Führer (1938-1940). Assumiu o comando da sétima divisão blindada, em território francês (1940) e o comando do Afrikakorps na campanha da Líbia (1941), quando ficou famoso como estrategista entre os inimigos aliados. Promovido a marechal-de-campo pela vitória sobre as tropas britânicas, lançou duas ofensivas sobre o Cairo e o canal de Suez, mas foi derrotado pelas tropas do marechal Montgomery em el-Alamein, perto de Alexandria, e teve que recuar até a Tunísia (1942).

Muito popular entre os árabes e denominado de Volksmarschall (marechal do povo) pelos compatriotas, voltou à Alemanha e recebeu o comando das linhas de defesa do canal da Mancha (1944). Com a falta de apoio aos seus seus planos estratégicos de contra-ataque, nada pode fazer contra o desembarque dos exércitos aliados na Normandia, além de ter seu carro atingido por um caça-bombardeiro britânico, no qual sofreu graves ferimentos.

ACUSADO DE CONSPIRAÇÃO
Considerando a guerra perdida tentou convencer, sem sucesso, o alto comando a negociar a paz com as potências aliadas. Em vez disso foi acusado de participar de uma conspiração contra o Führer (1944), acusação da qual provavelmente era inocente.

Devido ao seu prestígio nacional, estes oficiais, leais a Hitler, trazem os termos do Führer a Rommel: ir a Berlim, passar por um julgamento popular e inevitavelmente ser condenado à morte, condenando também sua família a ser confinada em um campo de concentração ou, sozinho, acompanhar os dois oficiais e ingerir veneno para suicidar-se, opção esta que garantiria a integridade de seus familiares. Rommel sem dúvida escolhe a segunda alternativa, despede-se da família e acompanha os dois oficiais embarcando em seu automóvel.

MORTE
Suicidou-se em Herrlinger, perto de Ulm, e foi enterrado com honras militares. Seu escrito mais conhecido foi Infanterie greift an (1937), onde expunha suas experiências na guerra européia e idéias para o adestramento militar dos soldados.
Fonte: netsaber.com.br e pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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