“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



INICIE A MUSICA

PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

9 de set de 2009

NICHOLAS II - Arte Tumular - 283 - Petropavlovskaya Krepost ,St. Petersburg, Russian Federation






Sred gerb ru.svg
Imperador da Rússia
1 de novembro de 1894 – 15 de março de 1917





ARTE TUMULAR
Numa sala do saguão central da Catedral foi reservada para o Czar e sua Família.
Sobre uma base facetada, quase rente ao piso, do lado esquerdo da sala, suporta a urna de mármore branco com o tampo com as laterais facetadas e uma cruz ortodoxa na parte central, guarda os restos mortais da família. Na parte frontal da urna encontram-se as inscrições imperiais. Na parte central, próximo da urna há uma base decorada em madeira suportando um quadro da família. Na parede frontal , duas placas de mármore branco com letras douradas relaciona o nome dos mortos no assassinato. Sobre essas duas placas se impõe o brasão de armas do Czar. Nessa mesma parede, de cada lado há mais duas placas com os feitos do Czar. As paredes laterais, cada uma, também tem uma placa. Para completar o cenáculo a decoração com fotos e flores.





Placa com os nomes dos mortos na execução
• Nicholas II (1868-1918) Czar
• Imperatriz Alexandra (1872-1918, nascida princesa de Hesse Darmstadt, esposa de Nicolau
• Olga Nicholaevna (1895-1918)
• Tatiana Nikolaevna (1897-1918)
• Maria Nikolaevna (1899-1918)
• Grã-Duquesa Anastasia Nikolaevna (1901-1918)
• Grão-Duque Alexei Nikolaevich (1904-1918)
• Dr. Yevgeny Botkin Sergeïvich (Eugene Botkin), Tribunal médico (1865-1918)
• Anna Demidova (1878-1918), camareira
• Ivan Kharitonov Mikhailovich (1872-1918), cozinheiro
• Alexei Trupp (1858-1918), lacaio





Catedral Pedro e Paulo
LOCAL:Petropavlovskaya Krepost ,St. Petersburg, Russian Federation
Fotos:Danny Benau, Beth West, romanov.blogs.sapo.pt
Descrição tumular:HRubiales

PERSONAGEM
Nicolau II (Nicolau Alexandrovich Romanov)- Tsarskoye Selo, São Petersburgo, 18.05.1868 - Casa Ipatiev , Ekaterimburgo, 17.07.1918); russo Николáй Алексáндрович Ромáнов) foi o último Imperador da Rússia, Rei da Polônia e Grão-Duque da Finlândia. Nasceu no Palácio de Catarina, em Tsarskoye Selo, próximo de São Petersburgo, em 18 de maio (6 de maio no calendário juliano) de 1868. É também conhecido como São Nicolau o Portador da Paz pela Igreja Ortodoxa Russa.
Quanto ao seu título oficial, era chamado Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.
Morreu aos 50 anos de idade.
BIOGRAFIA (Resumida)
Nicolau era filho do Imperador Alexandre III e da Imperatriz Maria Feodorovna, nascida "Princesa Dagmar da Dinamarca". Seus avós paternos eram o Imperador Alexandre II e a Imperatriz Maria Alexandrovna, nascida "Princesa Maria de Hesse". Seus avós maternos eram o rei Cristiano IX da Dinamarca e a Princesa Luísa de Hesse-Kassel. Nicolau tinha três irmãos mais novos: Alexandre (1869-1870), Jorge (1871-1899) e Miguel (1878-1918) e duas irmãs mais novas: Xenia (1875-1960) e Olga (1882-1960).
Maternalmente, Nicolau era sobrinho de vários monarcas, incluindo o rei Jorge I da Grécia, rei Frederico VIII da Dinamarca, Alexandra rainha consorte do Reino Unido e da Princesa de Hanover.
Familia Imperial
CASAMENTO
Nicolau ficou noivo de Alix de Hesse em abril de 1894. Alix hesitou em aceitar a proposta de casamento devido ao requerimento de que teria que se converter do Luteranismo para a Ortodoxia russa e renunciar a sua fé inicial. Na Cerimônia de Conversão, esse aspecto foi eliminado, tornando fácil para ela se converter com a consciência tranquila. Nicolau e Alix tornaram-se formalmente noivos no dia 8 de abril de 1894. Alix se converteu para a Ortodoxia em novembro de 1894 e passou a se chamar Alexandra Feodorovna.
Governou desde a morte do pai, em 1 de Novembro de 1894, até à sua abdicação em 15 de Março de 1917, quando renunciou em seu nome e no nome de seu herdeiro, passando o trono para seu irmão, o Grão-Duque Miguel Alexandrovich Romanov. Durante seu reinado viu a Rússia Imperial decair de um dos maiores países do mundo para um desastre econômico e militar. Nicolau II foi apelidado pelos críticos, Nicolau, o Sanguinário por causa da Tragédia de Khodynka, pelo Domingo Sangrento e pelos fatais pogroms anti-semitas que aconteceram na época de seu reinado. Como Chefe de Estado, aprovou a mobilização de Agosto de 1914 que marcou o primeiro passo fatal em direção à Primeira Guerra Mundial, a revolução e consequente queda da Dinastia Romanov.
O seu reinado terminou com a Revolução Russa de 1917, quando, tentando retornar do quartel-general para a capital, seu trem foi detido em Pskov e ele foi obrigado a abdicar. A partir daí, o czar e sua família foram aprisionados, primeiro no Palácio de Alexandre em Tsarskoye Selo, depois na Casa do Governador em Tobolsk e finalmente na Casa Ipatiev em Ekaterimburgo.
Casa Ipatiev
Nicolau II, sua mulher, seu filho, suas quatro filhas, o médico da família, um servo pessoal, a camareira da Imperatriz e o cozinheiro da família foram assassinados no porão da casa pelos Bolcheviques na madrugada de 16 para 17 de julho de 1918. É conhecido que esse evento foi ordenado de Moscou por Lênin e pelo líder Bolchevique Yakov Sverdlov. Mais tarde Nicolau II; sua mulher, a Imperatriz e seus filhos foram canonizados como mártires por grupos ligados à Igreja Ortodoxa Russa no exílio. A casa onde houve o assassinato, por ser julgada sem interesse histórico pelo Comite Central, foi demolida.

OFICIALIZAÇÃO DO ASSASSINATO
Um anúncio oficial apareceu na imprensa nacional dois dias após a morte do czar e sua família em Ekaterimburgo. Informava que o monarca havia sido executado embaixo da ordem do Presidium do Soviete Regional dos Urais sob a pressão da aproximação da Legião Tcheca.Embora o Soviete oficial tenha esclarecido que a responsabilidade da decisão era dos superiores locais do Soviete Regional dos Urais, Leon Trotsky, em seu diário declarou que o assassinato aconteceu com a autoridade de Lênin e Sverdlov. A execução realizou-se na noite de 16 para 17 de julho sob a liderança de Yakov Yurovsky e resultou na morte de Nicolau II, sua esposa, suas quatro filhas, seu filho, seu médico pessoal Eugene Botkin, a empregada de sua mulher Anna Demidova, o cozinheiro da família Ivan Kharitonov e o criado Alexei Trupp. Nicolau foi o primeiro a morrer. Foi baleado múltiplas vezes na cabeça e no peito por Yurusky. As últimas a morrer foram Anastásia, Tatiana, Olga e Maria, que foram golpeadas por baionetas. Elas vestiam mais de 1,3 quilos de diamantes, o que proporcionou a elas uma proteção inicial das balas e baionetas.

Porão da casa (como ficou depois da execução)
LOCALIZAÇÃO DOS RESTOS MORTAIS
Em janeiro de 1998, os restos mortais escavados embaixo de uma estrada suja perto de Ekaterimburgo, em 1991, foram identificados como sendo de Nicolau II e sua família (excluindo uma das filhas e Alexei). As identificações feitas separadamente por cientistas russos, britânicos e americanos usando análises deDNA (ADN), concordaram e revelaram serem conclusivas. Em abril de 2008, autoridades russas anunciaram que haviam encontrado dois esqueletos perdidos dos Romanovs perto de Ekaterimburgo e foi confirmado por testes de DNA que eles pertenciam a Alexei e a uma de suas irmãs. Em 1º de outubro de 2008, a Suprema Corte Russa determinou que o czar Nicolau II e sua família foram vítimas de repressão política e deveriam ser reabilitados.
Fonte: Wikipédia. Romanov.blogs.sapo.pt
Formatação e pesquisa:HRubiales

Nenhum comentário: