“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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17 de ago de 2009

RUDOLF HESS - Arte Tumular - 260 - Friedhof Wunsiedel, Wunsiedel, Bavaria, Alemanha





Pedra marcando o local onde ele saltou de paraquedas na Inglaterra
ARTE TUMULAR
Base tumular em granito claro tendo na cabeceira uma lápide central saliente e com a borda superior curae e duas laterais, uma de cada lado retas.. Na central aparece o nome do político em letras de bronze.
LOCAL:: Friedhof Wunsiedel ,Wunsiedel,Bavaria, Germany
Descrição tumular: Hrubiales
Foto: Find a Grave
PERSONAGEM
Walter Richard Rudolf Hess (ou Heß) (Alexandria, 26 de abril de 1894 — Berlim, 17 de agosto de 1987) foi um político alemão e importante personagem do Terceiro Reich.
Morreu aos 93 anos de idade.
BIOGRAFIA
Nascido de uma família de comerciantes bávaros, de mãe britânica, Hess serve sob uniforme alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Adere ao NSDAP em 1920, quando encontra Hitler, que ajudará a escrever Mein Kampf quando ambos eram prisioneiros após o Putsch de Munique de 1923. Torna-se mais tarde secretário particular de Hitler, ascendendo à terceira posição na Alemanha Nazista, após Hitler e Hermann Göring.
Hess teve uma posição privilegiada como adjunto de Hitler nos primeiros anos do regime nazista, mas foi sendo posto de lado pouco a pouco durante os anos 30, à medida que Hitler ganhava mais poder. Essa tendência a marginalizar seu papel acentuou-se durante os primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, que focalizou toda a glória popular nas outras personalidades próximas de Hitler: Hermann Göring, Joseph Goebbels e Heinrich Himmler. Ele foi, no entanto, nomeado membro do Conselho de Defesa do Reich em 1939, destinado assim a ser o sucessor de Hitler e Göring.
FUGA
Hess foi também o personagem principal de uma história rocambolesca da Segunda Guerra Mundial, quando na eminência da invasão da União Soviética pelas tropas de Hitler em 1941, embarcou sozinho num avião até o Reino Unido, saltando de pára-quedas sobre a Escócia na noite de 10 de maio, quebrando o tornozelo na queda, na esperança de encontrar o Duque de Hamilton.
Hess supunha que Hamilton fosse um opositor de Winston Churchill e por isso tentou encontrar-se com ele, pois Hess julgava Churchill e seu gabinete responsáveis pelo começo da guerra e não queria negociar diretamente com eles. Sua proposta de paz foi similar àquela proposta por Hitler a Chamberlain pouco antes da invasão da Polônia: a Alemanha protegeria o Império Britânico enquanto a Inglaterra não se opusesse aos projetos alemães.
O estranho comportamento de Hess, bem como sua proposta extrema, acabaram por minar sua reputação como negociador, principalmente depois que Hamilton teve certeza de que ele não fora enviado por Hitler. Hess foi aprisionado na Torre de Londres, e Hitler divulgou a notícia de que Hess havia enlouquecido e agido por iniciativa própria. Martin Bormann tomou seu lugar no posto de adjunto.
JULGAMENTO
Hess foi julgado no Processo de Nuremberg após a guerra por crimes contra a paz e foi condenado à prisão perpétua sob insistência da URSS. Durante os anos que se seguiram, ele foi o « prisioneiro número 7 ». Após as liberações de Baldur von Schirach e Albert Speer em 1966, Hess tornou-se o último prisioneiro da Prisão de Spandau (Berlim oeste). Seus guardas indicaram que sua saúde mental degradara-se profundamente, e que havia perdido a memória.
MORTE
Hess morreu em 1987, ainda prisioneiro em Spandau. Sua morte foi qualificada de suicídio. Hess, então com 93 anos estava quase cego e movia-se com extrema dificuldade. Segundo a versão oficial, ele foi até à casa do jardim, colocou um cabo elétrico ao redor do pescoço e cometeu o suicídio. Entretanto, as declarações de sua enfermeira pessoal também colocam em xeque a versão oficial. Ela encontrou Hess sem sinal de vida no interior da casa do jardim. Tentando reanimá-lo pediu o saco de primeiros socorros que segundo ela, "foi entregue com uma grande demora, exageradamente longa" e que lhe chegou às mãos já aberto, com os instrumentos cirúrgicos destruídos e a garrafa de oxigênio vazia.
Esta enfermeira que acompanhou os últimos 5 anos da vida de Rudolf Hess afirma que "Hess tinha muita artrite nas mãos e já estava bastante fraco para se manter de pé sem apoio. Ele não conseguia atar os seus sapatos nem levantar os seus braços a uma altura suficiente para colocar um cabo no seu pescoço, embora a autópsia das autoridades inglesas e americanas afirmarem ter sido suicídio.
Uma segunda autópsia foi efetuada a pedido do seu filho. Wolf Hess contratou um patologista famoso, o Professor Dr. Spann do Hospital de Munique. A sua conclusão refuta a opinião do médico Britânico, professor James Malcom Cameron: "Muito provavelmente Rudolf Hess foi estrangulado por detrás por outra pessoa".
Mesmo após a sua morte este homem ainda afligia os seus carcereiros. Assim tentaram sepultá-lo em lugar onde ninguém soubesse. Só a firme intervenção do seu filho impediu a concretização deste propósito. Recuperado o corpo pôde, no dia 28 de abril de 1988, repousar no cemitério da família. Ainda assim a cerimônia só foi realizada de madrugada, com familiares mais próximos, não podendo exceder os 2 minutos, tudo por imposição das autoridades que através da polícia controlava tudo; desde o cemitério à cidade.
Após a morte de Hess, neonazistas da Alemanha e de toda a Europa encontraram-se em Wunsiedel, onde ele foi enterrado, para uma « marcha pela memória ». Essas manifestações repetem-se a cada ano, no dia da morte de Hess, apesar de proibidas de 1991 a 2000 (anos durante os quais as marchas ocorreram em diversas cidades das redondezas). As marchas de 2002 e 2003 (novamente autorizadas) reuniram 2500 neonazistas.
Fonte: Wikipédia
Formatação e pesquisa: HRubiales

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