“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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17 de ago de 2009

ABELARDO E HELOISA- Arte Tumular -259 -Cemitière du Père Lachaise, Paris, França















ARTE TUMULAR
Complexo tumular em mármore, em forma de capela em estilo gótico. Em forma retangular, a parte da frente e a posterior composta por três pilares clássicos cada uma. Nas partes laterais, quatro pilares de cada lado. Todo esse conjunto, composto por 14 pilares e um pilar em cada canto, suporta a cobertura tumular, formada por quatro frontões com abertura circular decorada. Sobre cada um ergue-se uma escultura em forma de tocha com chama, representando a paixão. Na parte frontal destacam-se dois relevos circulares do busto dos amantes, acompanhados de alegorias tumular.
Dentro do mausoléu, uma base tumular em forma retangular com alegorias e inscrições nas laterais, suportam duas esculturas deitadas, uma ao lado da outra, com as mãos em forma de prece, representando Abelardo e Heloisa. Notem uma escultura de um gato sobre o tumulo nos seus pés. Todo o conjunto é cercado por um gradil de bronze.

TUMULOS:
*Pedro Abelardo ou Pierre Abélard (*Nantes 1079 - +Chalons 1142). Filósofo francêS
*Eloísa (*Paris 1101 - + Paracleto 1162. Dama francesa e amante de Abelardo.
TÍTULO: Eterno Amor
LOCAL: Cimetière du Pere Lachaise, Paris, França
Divisão 7
Fotos: commons.wikipedia.org
Descrição Tumular: Helio Rubiales
PERSONAGENS
HISTÓRIA
A história de amor entre Abelardo e Heloísa foi uma história dramática. A relação dos dois amantes foi considerado o primeiro caso documentado de amor da era moderna, como paixão e devoção absoluta e recíproca O romance iniciou-se em Paris, Abelardo tinha 37 anos e Heloísa tinha 17 anos.
Abelardo, ao ver a jovem Heloísa, ficou encantado com a sua beleza, e tentou aproximar-se dela, pedindo ao seu tio, o cônego Fulberto que o alojasse em sua casa, pois ficaria mais perto da sua escola, e não teria as preocupações de cuidar de uma casa, ficando com mais tempo para se dedicar aos seus estudos.
O tio de Heloísa viu nesta oferta uma oportunidade para a sua sobrinha evoluir nos seus estudos. Assim, Abelardo tornou-se professor de Heloísa, inicialmente na presença do tio e com o tempo acabaram ficando sozinhos.
Em pouco tempo, cresceu entre ambos um grande amor, deixaram de se preocupar com os livros e o estudo, fascinados um pelo outro, viviam esta paixão de forma intensa.
Numa noite, o tio Fulberto descobriu o amor entre os dois. Furioso, expulsou Abelardo de sua casa.
O amor entre os dois não diminuiu, começaram a encontrar-se nos locais que Heloísa podia freqüentar sem acompanhantes; em sacristias, confessionários, catedrais.
Heloísa engravidou, e para evitar um escândalo, Abelardo levou-a às escondidas da casa do tio Fulberto, para a sua aldeia em Palais, onde ficou aos cuidados da sua irmã, até dar à luz um menino, a que deram o nome de Astrolábio.
Abelardo voltou para Paris, para continuar a ensinar, mas não conseguia estar longe de Heloísa, como tal, foi pedir ao tio Fulberto permissão para casar com Heloísa. Fulberto, embora magoado, consentiu o casamento. Heloísa deixou o filho com a irmã de Abelardo e dirigiu-se a Paris.
O casamento realizou-se durante a noite, às escondidas, numa pequena ala da Catedral de Notre-Dame, de modo a que ninguém desconfiasse. Só estavam presentes os familiares de Heloísa e alguns amigos de Abelardo.
Pouco tempo depois, o casamento foi descoberto e Fulberto envergonhado, resolveu vingar-se de Abelardo. Contratou uns homens para invadirem os aposentos de Abelardo durante a noite e castraram-no.
Na sua angústia e vergonha, Abelardo obrigou Heloísa a ingressar no mosteiro de Santa Maria de Argenteuil. Heloísa tinha vinte anos. Heloísa fez os votos monásticos e ingressou na vida religiosa, por amor a Abelardo. Abelardo retirou-se para o mosteiro de Saint-Denis.
Durante muitos anos Abelardo e Heloísa não se viram, apenas trocavam cartas um com o outro. Nestas cartas Heloísa expressava toda a sua dor, pela triste sorte do seu amor, e toda a sua rebeldia, por ter ingressado na vida religiosa e ter vestido o hábito.
Heloísa e Abelardo nunca deixaram de se amar. Anos mais tarde Abelardo construiu uma escola-mosteiro perto de Heloísa. Viam-se diariamente, mas não se falavam, apenas trocavam cartas.
Abelardo morreu em 1142, com 63 anos de idade. Heloísa mandou construir uma sepultura em sua homenagem.
Em 1162 morre Heloísa e a seu pedido, foi sepultada ao lado de Abelardo.
Em 1817 os restos mortais dos dois amantes foram levados para o cemitière du Père Lachaise

Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales