“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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12 de mai de 2009

VASLAV NIJINSKY- Arte Tumular -236 - Cimetiere de Montmartre ,Paris, France










ARTE TUMULAR
Base tumular em dois níveis em mármore, com uma lapide arredondada onde estão as suas inscrições. Sobre a laje central, uma escultura em bronze do boneco “Petrushka” em que criou e representou em 1910. Representa o fantasma do boneco “Petrushka”: A vida que havia recebido de um mágico e que havia sido destruída, mas o seu espírito estava vivo e perseguiria seu agressor para sempre. A escultura aparece sentada sobre a laje com uma das mãos segurando o queixo, o corpo largado e expressando grande tristeza.+
LOCAL:Cimetiere de Montmartre ,Paris, France
              Plot: Division 22
Fotos: Loris Baas, Theresa, Ixoeil e Wikmédia
Descrição Tumular: Helio Rubiales
PERSONAGEM
Vaslav Nijinky, em russo, Вацлав Фомич Нижинский, (Kiev, 28 de Dezembro de 1889 — Londres, 8 de abril de 1950) foi um bailarino e coreógrafo russo de origem polaca.
Morreu aos 60 anos de idade.
BIOGRAFIA
Considerado um dos maiores bailarinos de seu tempo, viveu a dança desde muito cedo, pois era filho de bailarinos poloneses, que se apresentavam em teatros e circos. Dançando nas apresentações de seus pais, atuou desde o quatro anos de idade.
Após seu pai ter abandonado a família, mudou-se com sua mãe para São Petersburgo, na Rússia. Com dez anos de idade, iniciou seus estudos em dança na escola de balé do Teatro Imperial. Aos dezoito anos foi o par da bailarina Anna Pavlova. No ano seguinte, em 1909, viajou para Paris com a companhia de balé de Sergei Diaghilev, na qual obteve reconhecimento internacional.
DEUS DA DANÇA
Para os críticos, Nijinski era dotado de uma técnica extraordinária. Por isso, foi chamado por muitos como o deus da dança, a oitava maravilha do mundo e o Vestris do Norte (referência ao bailarino francês Auguste Vestris, junto ao qual seria sepultado, no cemitério de Montmartre, em Paris). Nijinski revolucionou o balé no início do século XX, conciliando sua técnica com um poder de sedução da platéia. Seus saltos desafiavam a lei da gravidade.
Com coreografias de Fokine, dançou: Silfides, Petrushka, Sherazade, Espectro da Rosa entre outros. Como coreógrafo, Nijinski era considerado ousado e original, sendo atribuído a ele o início da dança moderna. Uma de suas coreografias mais polêmicas foi L'Aprés-Midi d'un Faune, com música de Debussy, vaiada em sua estréia, em 1912. Outras muito conhecidas foram A Sagração da Primavera e Till Eulenspiegel.
DA PAIXÃO À LOUCURA
O relacionamento com Diaghilev, com quem manteve um caso amoroso, ficou bastante abalado quando Nijinski se casou com a condessa Romola de Pulszki, em 1913, em Buenos Aires. Por uns tempos, foi afastado do grupo, voltando a fazer parte da companhia em 1916, nos Estados Unidos.
Em 1919, aos 29 anos, acometido por distúrbio mental (esquizofrenia), abandonou os palcos. A esquizofrenia do bailarino caracterizava-se, sobretudo pela desordem de pensamento. Essa marca é bastante evidente em trechos de seus diários: " Tenho uma copeira seca, porque sente. Ela pensa muito, porque foi dessecada no outro lugar onde ela serviu por muito tempo". Seu impressionante diário, escrito em 1919, foi publicado por Romola de Pulszki em 1936. Entretanto, nessa versão, Romola eliminou um terço dos textos originais, suprimindo todos os versos e vários trechos com passagens eróticas.
Nijinski passou por inúmeras clínicas psiquiátricas até completar os 60 anos. Somente em 1995 uma edição integral dos originais de seu diário foi publicada na França, pela editora Actes Sud, graças ao consentimento da filha de Nijinski, Tamara.
MORTE
Morreu em uma clínica em Londres, em 8 de abril de 1950.
Fonte: pt.wikipedia,.org, Peça Petrushka
Formatação e pesquisa: HRubiales

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