Descrição Tumular: : Helio Rubiales
PERSONAGEM
Ambrósio de Milão (Trier, Alemanha 340 - 4 de abril de 397), conhecido como Santo Ambrósio, foi bispo da atual Arquidiocese de Milão, e é considerado um dos Padres e Doutores da Igreja. Foi ele quem ministrou o baptismo a Agostinho de Hipona. É considerado um dos quatro máximos doutores da Igreja, aprendeu de Orígenes a conhecer e a comentar a Bíblia.
Morreu aos 57 anos de idade.
BIOGRAFIA
Ambrósio era, na verdade, gaulês, descendente de gregos como se pode inferir de seu nome e do de seu irmão, Urânio Sátiro. Nasceu em Tréveris (atual Trier, na Alemanha), onde seu pai exercia alta função na administração do Império Romano. Depois de residir em Roma por muito tempo, onde se encontrava entre as mais ricas e nobres famílias, seu pai foi posto por Constantino à frente da prefeitura da Gália.
Seu pai teria falecido logo após seu nascimento. Sua mãe, então, retornou a Roma com os três filhos: Marcelina, Sátiro e Ambrósio. Em Roma, recebeu a formação dos nobres romanos, estudando gramática, literatura grega e romana, retórica e direito. Não lhe faltaram ainda a frequência ao circo e ao teatro. Ao lado dessa formação, recebeu, também, educação religiosa, destinada aos catecúmenos, ministrada pelo sacerdote Simpliciano, futuro sucessor de Ambrósio na sede de Milão. A influência deste sacerdote sobre Ambrósio foi tão marcante que santo Agostinho o chamava de "pai do bispo Ambrósio, segundo a graça".
para Sírmio, onde iniciou, com seu irmão, a carreira de advogado do tribunal da prefeitura. Sexto Petrônio Probo, prefeito do pretório, o nomeou, em 370, membro de seu conselho, e depois de alguns anos, consularis, isto é, governador da província da Emília e Ligúria, com sede em Milão. Na época, Milão era a segunda cidade da Itália, encruzilhada dos caminhos para a Gália e Constantinopla
O imperador Graciano, ainda jovem, pediu a Ambrósio que o esclarecesse sobre a fé cristã. Seu tio Valentiniano era ariano. Queria ser esclarecido especialmente sobre o dogma da divindade do Verbo. Ambrósio responde-lhe por um tratado Sobre a fé para Graciano Augusto, em cinco livros. Em 381, escreveu um tratado sobre a Encarnação do Senhor, dirigido contra os arianos. No mesmo ano, enquanto se realizava o Concílio de Constantinopla, escreveu novamente a Graciano um tratado Sobre o Espírito Santo.
Após a eleição do bispo de Pavia, Ambrósio retornou para Milão muito enfermo (fevereiro de 397). O que Ambrósio representava para a Itália, na época, pode ser compreendido na frase do general Sitilicão: "A morte de tão grande homem seria a ruína da Itália", quando soube da grave enfermidade do bispo de Milão. Na sexta-feira santa, 4 de abril de 397, entra em agonia e morre na manhã do sábado santo, sendo sepultado junto aos mártires Gervásio e Protásio, cujos corpos tinham sido descobertos em 396. Antes de morrer, indicou Simpliciano como seu sucessor no episcopado de Milão: "É velho, mas é bom", teria dito. Tão logo Ambrósio morreu foi aclamado e venerado pelo povo como santo.
Inspirando-se na teologia grega, afirma a identidade da essência do Espírito Santo com o Pai e o Filho. Assim, embora não sendo teólogo, contribuiu para a teologia trinitária. Sua terminologia prepara as formas definitivas para Agostinho. Na cristologia, é o primeiro, no ocidente, que se opõe a Apolinário de Laodicéia. Sua terminologia sobre as duas naturezas perfeitas, unidas na pessoa divina de Cristo foram assumidas pelos Concílio de Éfeso (431) e de Calcedônia (451).
MORTE
Numa sexta-feira santa, 4 de abril de 397, entra em agonia e morre na manhã do sábado santo, sendo sepultado junto aos mártires Gervásio e Protásio, cujos corpos tinham sido descobertos em 396. Antes de morrer, indicou Simpliciano como seu sucessor no episcopado de Milão: "É velho, mas é bom", teria dito. Tão logo Ambrósio morreu foi aclamado e venerado pelo povo como santo.
Fonte: pt.wikipédia.org e Padre Oscar Quevedo (Corpos incorruptos)
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales
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