“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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26 de mar de 2009

GEORGES BIZET - Arte Tumular -176- Cimetière du Père Lachaise, Paris, França

















ARTE TUMULAR
Base tumular em dois níveis em mármore. Na cabeceira ergue-se um pedestal com as suas inscrições e datas, suportando o busto em bronze do compositor. Logo abaixo destaca-se em bronze, a escultura de uma lira musical sobreposta a uma guirlanda de louros , representando o conjunto a vitória e que o compositor atingiu destaque na vida.
LOCAL: Cimetière du Père Lachaise, Paris, França.
Divisão 68
Fotos: Steven Relei e Gary Thelen
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Georges Alexandre César Léopold Bizet (Paris, 25 de outubro de 1838 - Bougival, 3 de junho de 1875) foi um compositor francês da época do romantismo. Sua obra mais conhecidas são as óperas Carmen e Les pêcheurs de perles ("Os pescadores de pérolas").
Morreu aos 36 anos de idade.

BIOGRAFIA
Georges Bizet nasceu em Paris em 1838. Foi registado com o nome Alexandre César Léopold Bizet, mas foi batizado em 16 de Março de 1840 com o primeiro nome Georges, conhecido posteriormente como Georges Bizet. O pai foi um cantor e compositor amador, e sua mãe era irmã do famoso professor François Delsarte. Entrou para o Conservatório de Música de Paris em 1848, aos nove anos de idade, onde estudou com Zimmerman, Marmontel e Halévy. Uma criança-prodígio. Em 1857, foi agraciado com um prêmio oferecido por Jacques Offenbachpela ópera Le Docteur Miracle, e obteve o Prémio de Roma, onde estudou durante três anos. Lá, Bizet desenvolveu obras como a Symphony in C Major e a ópera buffa Don Procopio (1858-59). Depois da sua estadia em Roma, Bizet voltou a Paris onde se dedicou totalmente à composição. No Conservatório Bizet estudou com Fromental Halévy, com cuja filha Geneviève casou em 1869. Halévy morreu em 1862, deixando sua última ópera Noé inacabada. Bizet completou-a, mas não foi realizada até 1885, dez anos após a morte do próprio Bizet. Em 1863escreveu a ópera Les pêcheurs de perles (Os Pescadores de Pérolas), sua primeira grande obra. Dessa época é também a ópera La Jolie Fille de Perth e sua famosa suíte L'Arlesienne, escrita como música incidental para uma peça teatral de Alphonse Daudet, e a peça para piano Jeux d'enfants (Juegos de niños). Também escreveu a ópera Djamileh.
Em 1875, Bizet escreve Carmen, sua última e mais famosa ópera, sendo até hoje uma das mais representadas em todo o mundo. Escrita com base na novela homônima de Prosper Mérimée, a composição de Carmen teve a influência de Giuseppe Verdi, usando uma mezzo-soprano como personagem principal, a cigana Carmen. Não teve êxito imediatamente, apesar do mérito reconhecido por compositores como Camille Saint-Saëns, Pyotr Ilyich Tchaikovsky e Claude Debussy. Brahms presente em mais de vinte representações, considerou-a a maior ópera produzida na Europa desde a Guerra Franco-Prussiana.
Embora tenha sido mais famoso como compositor, Bizet foi também um grande pianista, elogiado inclusive por Franz Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa. Devido à sua obsessão pela perfeição nunca terminava a maior parte dos seus trabalhos. Cerca de quarenta óperas nunca passaram da fase de esboço.

MORTE
Bizet não viveu para ver o seu sucesso. Morreu de um ataque cardíaco aos 36 anos de idade, na data do seu aniversário de casamento, em Bougival (Yvelines), cerca de 10 milhas a oeste de Paris. Foi sepultado no Cemitério do Père-Lachaise, em Paris.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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