“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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24 de mar de 2018

EDGARD ROQUETTE-PINTO - Arte Tumular - 1297 - Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro ,Brasil


Mausoléu 
Interior do Mausoléu


ARTE TUMULAR 
Placa de mármore com o seu nome e datas em bronze, encerrando a gaveta onde estão os seus restos mortais.
LOCAL: Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro, Brasil Mausoléu da Academia Brasileira de 
                Letras
Descrição tumular: Helio Rubiales




Edgard Roquette-Pinto Academia Brasileira de Letras
Manuel Bandeira (3.º da esquerda para direita em pé),Alceu Amoroso Lima (5.ª posição) e Dom Hélder Câmara(7.ª) e sentados (da esquerda para direita), Lourenço Filho, Roquette-Pinto e Gustavo Capanema
Rio de Janeiro, 1936
Nascimento25 de setembro de 1884
Rio de JaneiroRJBrasil
Morte18 de outubro de 1954 (70 anos)
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
OcupaçãoMédico legistaprofessorantropólogoetnólogo e ensaísta
PERSONAGEM
Edgard Roquette-Pinto  (Rio de Janeiro, 25 de setembro de 1884 — Ibid., 18 de outubro de 1954) foi um médico legista, professor, escritor, antropólogo, etnólogo e ensaísta brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Letras, é considerado o pai da radiodifusão no Brasil. Criador da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o intuito de difundir a educação por este meio, por volta de 1923.

No campo intelectual, o nome de Roquette-Pinto esteve estreitamente associado ao campo da Antropologia Física e da Etnografia, tendo dedicado mais de 30 anos de trajetória ao estudo das populações brasileiras.

Em 1911, participou do Primeiro Congresso Universal de Raças, realizado em Londres, no qual entrou em contato com grandes nomes da antropologia internacional. Em 1912, realizou uma importante viagem antropológica para a região da Serra do Norte, na entrada da Amazônia, no norte do Mato Grosso. Como resultado dessa viagem, publicou em 1917 o seu diário de viagem, intitulado "Rondônia: Antropologia-Etnografia", obra na qual narrou o seu contato com a população indígena e sertaneja da região. A viagem também inauguraria uma série estudos que antropólogo realizaria nos anos seguintes sobre as características das populações brasileiras. Seus estudos ficariam marcados pela defesa da miscigenação racial e da população mestiça brasileira e por uma forte crítica ao determinismo racial e biológico.

Roquett-Pinto também está entre os mais importantes intelectuais brasileiros que se empenharam na organização e divulgação do Movimento eugênico brasileiro, juntamente com Monteiro Lobato, Belisário Penna e Octávio Domingues e Renato Kehl. Dificilmente se situará como um "eugenista", na linhagem de Renato Kehl . Já se falou dele como defensor de uma "eugenia positiva", como um intérprete da mestiçagem brasileira que não significava, a seu ver e na contracorrente dos eugenistas europeus -- uma "degeneração". Como um crítico do racismo científico, Roquette-Pinto entendia que a eugenia deveria ser investida para melhorar as condições físicas e mentais de toda população brasileira, sem excluir negros e mestiços do processo de aperfeiçoamento da nação brasileira. Neste aspecto, o antropólogo se insurgiu contra a "eugenia negativa" e o racismo praticado por figuras como Renato Ferraz Kehl, que propunha medidas radicais de intervenção eugênica, como a segregação racial e a esterilização eugênica. Lorbeerkranz.png

ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
Na Academia Brasileira de Letras, foi o terceiro ocupante da cadeira 17, tendo sido eleito em 20 de outubro de 1927, na sucessão de Osório Duque-Estrada, e foi recebido pelo acadêmico Aloísio de Castro em 3 de março de 1928. Recebeu os acadêmicos Afonso Taunay em 6 de maio de 1930, e Miguel Osório de Almeida em 23 de novembro de 1935. Edgar Roquette-Pinto também é homenageado pela Academia Brasileira de Médicos Escritores como patrono da cadeira 33, cujo fundador é o médico urologista paulista Helio Begliomini.

MORTE
Morreu no Rio de Janeiro.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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