“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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18 de nov de 2017

WILHELM KEITER - Arte Tumular - 1167 - Cremado





Cremado, as cinzas foram espalhadas no Wenzbach / Conwentzbach, uma pequena corrente em Munique. As cinzas dos membros do governo alemão sentenciados à morte pelo Tribunal de Nuremberg e enforcados, bem como as cinzas de Hermann Goering e Alfred Jodl , foram distribuídas à Wenzbach por funcionários dos EUA em outubro de 1946. O local está localizado a cerca de 150 metros antes da confluência do Wenzbach no canal da jangada. "Na quarta-feira, 16 de outubro de 1946, os soldados dos EUA, o major Rex S. Morgan, a 75 metros abaixo da casa nº 25 da Heilmannstrasse em Munique-Solln, enterraram Leichenasche com apenas três metros de largura, na presença do Chefe do Exército dos EUA [Wenzbach] " - Preußische Allgemeine Zeitung , 25 de fevereiro de 2006 Mesmo depois de mais de 60 anos, o nome do fluxo é freqüentemente dado em "Conwentzbach" em livros de história e artigos de jornal. Última na revista " Der Spiegel " de 4 de abril de 2005. Uma vez que a Conwentzstrasse corre na proximidade direta do Wenzbach, o nome do ribeiro provavelmente foi erroneamente escrito por um historiador em pesquisa anterior, que foi então assumido sem controle pelos outros "historiadores" e jornalistas. Local: O Wenzbach (curso a oeste de Conventzstrasse). Ao leste desta é a reunião do canal da jangada com o Isarkanal, no topo da qual é a escultura de bronze " Der Isarflößer " de Fritz Koelle . Na borda superior da imagem, o Wenzbach flui para a Conventzstrasse, atravessando o canal da jangada. O local em que as cinzas dos membros do governo alemão foram espalhados está localizado à esquerda da Conventzstrasse, a cerca de 100 metros ao sul da Hinterbrühlerweg (ponte sobre o Isarkanal) na borda inferior da imagem.

Wilhelm Keitel
Nascimento22 de setembro de 1882
HelmscherodeDucado de Brunswick
Morte16 de outubro de 1946 (64 anos)
NurembergAlemanha
Nacionalidadealemão
Serviço militar
Lealdade Império Alemão
 República de Weimar
 Alemanha Nazista
ServiçoBalkenkreuz.svg Wehrmacht
Tempo de serviço1901–1945
PatenteMarechal de Campo
ComandoChefe do OKW (Alto-Comando da Forças Armadas)
Batalhas/GuerrasPrimeira Guerra Mundial
S
PERSONAGEM
Wilhelm Bodewin Johann Gustav Keitel (22 de setembro de 1882, Helmscherode — 16 de outubro de 1946, Nuremberg) foi um Marechal de Campo do exército alemão (Generalfeldmarschall) durante a Segunda Guerra Mundial, chefe do comando supremo das Forças Armadas após 1938 e conselheiro militar de Adolf Hitler.
Morreu aos 64 anos de idade.

TERMOS DO ARMÍSTICIO E RENDIÇÃO
Ditou os termos do armistício com a França (1940) e foi membro do tribunal que julgou muitos dos oficiais que foram condenados à morte pelo papel que desempenharam na conspiração de julho de 1944. Assinou a rendição incondicional da Alemanha, em Berlim, a 8 de maio de 1945. Julgado em Nuremberg por crimes de guerra, foi enforcado em outubro de 1946.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Keitel nasceu em Helmscherode, parte da cidade de Bad Gandersheim, na Baixa Saxônia. Era filho de Carl Keitel e Apollonia Vissering. Depois de completar seus estudos em Göttingen, em 1901 iniciou sua carreira militar, fez parte do 6º Regimento de artilharia de campo da Baixa Saxônia.

Casou-se com Lisa Fontaine em 1909. Tiveram seis filhos, sendo que um deles morreu durante a infância. Durante a Primeira Guerra Mundial ,Keitel serviu na frente ocidental com o 46º regimento de artilharia de campo. Em setembro de 1914, durante o combate em Flandres, ele foi seriamente ferido em seu antebraço direito, e posteriormente condecorado com a Cruz de Ferro.

Após recuperar-se, foi oficial do Estado-Maior Alemão em 1915. Ao fim da I Guerra, ele permaneceu no recém criado Reichswehr e fez parte da organização da guarda fronteiriça do Freikorps na fronteira com a Polônia. Keitel também serviu como oficial geral do comando militar e depois deu aulas na Escola de Cavalaria de Hanôver durante dois anos.

Em 1924, ele foi transferido para o Ministério da Defesa (Reichswehrministerium) e foi rapidamente promovido como chefe do departamento organizacional, um posto de manteve após a chegada do NSDAP ao poder em 1933. Em 1935 por recomendação de Werner von Fritsch ele tornou-se o chefe do recém criado Escritório das Forças Armadas (Wehrmachtamt).



SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
Em 1937, Keitel foi promovido a General e no ano seguinte, com a demissão de Werner von Blomberg, e a substituição do Ministério da Guerra pelo Oberkommando der Wehrmacht (OKW, Comando Supremo das Forças Armadas), ele assumiu a liderança do OKW.

Durante a guerra, Keitel mostrou-se cauteloso, o que muitas vezes foi interpretado como sinal de fraqueza. Foi contra a invasão da França e a da União Soviética (Operação Barbarossa). Por vezes tentou enfrentar o Führer e em todas elas voltou atrás. Chegou até a pedir demissão, que foi rejeitada. Foi o responsável por assinar varias ordens de legalidade duvidosa perante as leis de guerra.

PÓS-GUERRA, PRISÃO E JULGAMENTO
Em 8 de maio de 1945, Keitel assinou a rendição alemã ao Exército Vermelho e aos Aliados. Quatro dias depois, ele foi preso. Nos meses seguintes, enfrentaria o Tribunal Militar Internacional, em Nuremberg, acusado de crimes de guerra, crime contra a paz e a crimes contra humanidade. Foi condenado à morte em 1º de outubro de 1946. Assim como Jodl, Keitel apelou da decisão e pediu para ser fuzilado, alegando que a morte por fuzilamento era "garantida a todos os soldados em todos os exércitos do mundo". Em ambos os casos, o pedido foi rejeitado.

MORTE
A 16 de outubro, Keitel foi enforcado. Ele havia perdido seus dois filhos na guerra, e suas últimas palavras, antes que a porta do alçapão fosse aberta, foram:
“ Apelo ao Todo-Poderoso, para que tenha misericórdia do povo alemão. Mais de dois milhões de soldados alemães, antes de mim, foram para a morte, pelo seu país. Agora sigo os meus filhos. Tudo pela Alemanha! A Alemanha acima de tudo!  ”

 Oficialmente, as execuções de Nuremberg foram realizadas de forma limpa, mas, segundo relatos da época, isso nem sempre ocorreu. Eventualmente foi necessário que o carrasco se pendurasse nas pernas do condenado, a fim de acabar com sua agonia, o que, em alguns casos, durou 15 minutos ou mais. Jornalistas americanos, presentes aos enforcamentos, relataram que a execução parece ter sido "deliberadamente lenta".

Segundo um artigo publicado, meses depois, na revista do exército americano Stag (vol. 3, Nº. 1, dezembro de 1946) o carrasco, o sargento John C. Woods do Exército americano, teria usado uma corda curta demais. Assim, a queda dos corpos através do alçapão também foi curta. Por isso, em vez de morte instantânea, por pescoço quebrado, os condenados tiveram uma morte lenta, por asfixia.



Na fotografia do cadáver de Wilhelm Keitel, vê-se que há sangue no rosto, o que também é observado no caso de Wilhelm Frick. Isto pode ser devido ao tamanho da abertura do alçapão, que, sendo demasiado estreita, teria motivado ferimentos na cabeça e no rosto dos condenados, durante a queda. Assim, devido à preparação mal feita, Keitel morreu somente 24 minutos após o início do seu enforcamento.

Fonte: pt.wikipedfia.org
Formatação: Helio Rubiales

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