“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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22 de nov de 2013

ITALIA FAUSTA - Arte Tumular - 943 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil



ARTE TUMULAR
Base tumular quadrada com uma coluna em mármore partida, com uma alegoria de coroa em bronze no alto.A base da coluna num dos cantos do quadrado esta coberta por várias pedras brutas dispostas aleatoriamente. Uma cruz latina representando a religiosidade cristã com uma palma em bronze que representa a gloria e o êxito sobre a morte. Em cada canto há um pilar de granito com uma tocha em bronze a paixão.. A representatividade tumular da coluna partida é que a vida foi interrompida precocemente.
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo
               Quadra 36, Terreno 36
Fotos: Simone (Picasssaweb)
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Fausta Polloni, conhecida como Italia Fausta, (São Paulo, 1879 — Rio de Janeiro, 1951) foi uma atriz brasileira, um dos mais importantes nomes do teatro brasileiro da primeira metade doséculo XX.
BIOGRAFIA
Atriz. Grande intérprete ligada às antigas tradições de um teatro colonizado pelos portugueses, está presente em importantes realizações que marcam as reformas modernizadoras introduzidas nas décadas de 40 e 50 no Brasil.
Estréia, ainda criança, em espetáculo amador, substituindo de improviso uma atriz. Continua fazendo esporadicamente teatro amador em São Paulo, até ser convidada, em 1906, a ingressar na prestigiosa companhia dos portugueses Lucinda Simões e Cristiano de Souza, com a qual, já como primeira dama-galã, excursiona pelo Brasil durante um ano. Em 1913 passa a atuar, com grande êxito, em Lisboa, contracenando com grandes figuras da cena portuguesa, como Eduardo Brazão e Augusto Rosa.
De volta para o Brasil, participa de um empreendimento ousado, liderado por Alexandre Azevedo e Cristiano de Souza: o Teatro da Natureza, um vasto anfiteatro ao ar livre instalado no Campo de Santana, no Rio de Janeiro, capaz de comportar mais de 13.000 espectadores. Protagonista da companhia, Itália Fausta consagra-se no seu repertório, constituído de Orestes (presumivelmente uma adaptação de Orestia), de Ésquilo, Bodas de Lia, de Pedroso Rodrigues, A Cavalaria Rusticana, de Giovanni Verga, Antígone e O Rei Édipo, de Sófocles, e O Mártir do Calvário, de Eduardo Garrido, todas em 1916.
Em 1917, convidada por Gomes Cardim, diretor do Conservatório Dramático de São Paulo, protagoniza a produção de estréia, A Labareda, de Henry Kistemaeckers e, a seguir, A Ré Misteriosa, de Alexandre Bisson, que passa a ser o seu cavalo de batalha, por muitos anos, junto com O Crime da 5.ª Avenida.Novamente se transfere para o Rio de Janeiro, onde vem a falecer
Fonte:Enciclopédia Itaú Cultural
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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