“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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16 de nov de 2013

GERDA TARO - Arte Tumular - 938 - Cimetière du Perrè-Lachaise, Paris, França





ARTE TUMULAR
Base tumular construída com blocos de granito em formato retangular. Sobre o tampo um simples bloco retangular, com o seu nome e datas gravados serve como lápide. Ainda sobre a laje, ao lado da lápide,  destaca-se a escultura em mármore de uma pomba simbolizando a singeleza e a paz. No canto um vaso vazio representando a separação do corpo da alma.

Local: Cimetière du Perrè-Lachaise, Paris, França
Divisão 97
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Gerda Taro ou Gerta Pohorylle (1910 - 1937) foi fotógrafa, jornalista e anarquista. Registrou a Guerra Civil Espanhola em fotos que hoje marcam a memória daqueles eventos.
Morreu acidentalmente atropelada por um tanque no fronte de batalha durante um ataque das tropas franquistas.
Morreu aos 27 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
 Gerda Taro cujo nome de batismo era Gerta Pohorylle, nasceu em 1 de Agosto de 1910 em uma família de prósperos judeus poloneses que viviam na Alemanha, na região de Stuttgart. Apesar de sua origem burguesa, desde muito jovem, começou a participar de movimentos de contestação e manifestações trabalhistas. Com a chegada dos nazistas ao poder, e por já ter sofrido uma detenção, decidiu fugir com uma amiga para Paris, França. Em Paris conheceu por casualidade Andre Friedman, um judeu húngaro que tentava ganhar a vida como fotógrafo. Gerda e Andre se fizeram noivos, e Andre a ensinou sues conhecimentos de fotografia. Devido às necessidades financeiras pelas quais passavam, e pelos trabalhos que lhes recusavam, lhes ocorreu uma ideia curiosa. Inventariam um personagem chamado Robert Capa, que supostamente era um renomado fotógrafo recém-chegado dos Estados Unidos para trabalhar na Europa. Com tamanha fama, Capa vende suas fotos através de seus representantes: Friedman e Pohorylle, ao triplo do preço que um fotógrafo francês. Este truque funciona perfeitamente e em pouco tempo recebem montes de encomendas e por fim ganham dinheiro.
NA ESPANHA
 Em 1936 com o começo da Guerra Civil Espanhola, mudam-se para a Espanha para cobrir o conflito. Tanto ela como Capa acabam testemunhando diferentes episódios da guerra, convivendo com anarquistas e comunistas nas frentes de batalha, realizando reportagens que rapidamente eram publicadas em revistas como a "Regards" e "Vu". As experiências vivenciadas durante o conflito marcam profundamente a ambos, enquanto ele assume uma posição política cada vez mais marxista ela passa a se considerar abertamente anarquista. De início a marca "Capa" era utilizada indistintamente por ambos. Logo se produz um certo distanciamento entre eles e Andre Friedman assume o nome de "Robert Capa" para si. Do trabalho solo de Gerda, sua reportagem mais importante tratou da primeira fase da Batalha de Brunete. Gerda foi testemunha do triunfo republicano nesta primeira fase da batalha. A reportagem em questão foi publicada na "Regards" em 22 de Julho de 1937 rendendo a Gerda grande prestígio. No entanto pouco depois as tropas franquistas iniciariam um feroz contra-ataque, e Gerda decidiu voltar ao fronte de batalha em Brunete, ali assistiu aos terríveis bombardeamentos da aviação nacional e realizou muitas fotografias, colocando em risco sua vida em várias ocasiões. Naquela ocasião os republicanos foram derrotados, sendo que milhares deles acabaram mortos.
MORTE
Gerda Taro perdeu a vida em um absurdo acidente voltando do fronte de batalha. A fotógrafa havia subido no estribo do carro do General Walter (membro das Brigadas Internacionais). De repente aviões inimigos passaram dando rasantes, lançando bombas e atirando com metralhadoras a baixa altitude, fazendo com que o comboio em pânico buscasse manobrar desordenadamente. Acidentalmente um tanque republicano acabou por golpear Gerda Taro, derrubando-a do carro e esmagando seu corpo. Gerda agonizante, foi trasladada com urgência ao Hospital El Goloso de El Escorial, onde morreu em poucas horas, em 26 de julho de 1937. Tinha apenas 27 anos. Seu corpo foi trasladado para Paris, onde recebeu todas as honras como uma heroína republicana passando a ser considerada um símbolo do fotojornalismo revolucionário e mártir da luta antifascista.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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