“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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20 de nov de 2013

ALEXANDRE LEVY - Arte tumular - 941 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil





ARTE TUMULAR
Base tumular em granito polido. Na cabeceira tumular, ergue-se uma base retangular em mármore, com um pergaminho em relevo que representa menção honrosa, pelo seu amor à música, com palavras da sua breve passagem pela vida.. Logo acima, um relevo oval do busto do compositor. Na cobertura, em formato triangular, tendo na parte central, entrelaçados, instrumentos musicais. Encimando o conjunto uma concha que representa a ressurreição.
Local: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Foto: cemiteriosp.com.br
Descrição tumular: HRubiales
186

PERSONAGEM
Alexandre Levy (São Paulo, 10 de novembro de 1864 - São Paulo, 17 de janeiro de 1892) foi um compositor, regente, pianista e crítico musical brasileiro.
Morreu aos 27 anos de idade.
BIOGRAFIA
Era filho de Henrique Luiz Levy, e irmão de Luiz Levy, ambos músicos, de quem recebeu sua primeira instrução. Aperfeiçoou seus estudos de piano com o professor russo Louis Maurice e com o francês Gabriel Giraudon, este, anteriomente mestre de outro gênio residente em São Paulo que foi Henrique Oswald.
Estreou em apresentações públicas aos oito anos de idade e foi comparado a Mozart por sua precocidade e brilhantismo.
Seu pai fundara a Casa Levy, um dos mais tradicionais estabelecimentos comerciais de música em São Paulo em sua época, o que possibilitou que entrasse em contato com muitas figuras importantes na cena musical paulista e músicos viajantes.
A partir de 1880 começou a publicar composições próprias através de editoras européias, e em 1883 foi eleito diretor do Clube Haydn, importante associação musical da cidade que ajudou a fundar e onde regeu pela primeira vez em 1885. Dois anos depois viajou para a Europa para estudar com Émile Durand e Vincenzo Ferroni, retornando logo ao Brasil, quando começou a exercer a crítica musical na imprensa paulista, escrevendo nos jornais Província de São Paulo e Correio Paulistano sob o pseudónimo de Figarote.
Em sua obra de composição foi um nacionalista, utilizando temas do folclore brasileiro, área em que foi o precursor dentro do universo da música erudita nacional com as Variações sobre sobre um tema popular brasileiro, de 1884, baseada na melodia Vem cá, Bitu!. Seu estilo deriva das escolas de Schumann e Mendelssohn. É patrono da cadeira 29 da Academia Brasileira de Música.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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