“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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4 de out de 2013

FRANCISCO NEGRÃO DE LIMA - Arte Tumular - 874 - Cemitério do Bonfim, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil








ARTE TUMULAR
No centro de uma praça formada pelas confluências das alamedas do cemitério está o túmulo do Governador. Sobre uma base tumular em granito de formato quadrado ergue-se uma escultura em bronze de Cristo com os braços abertos para baixo representando o acolhimento do morto para a passagem no portal.
LOCAL: Cemitério do Bonfim, Belo Horizonte, Minas Gerais
Fotos: Emanuel Messias
Descrição Tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Francisco Negrão de Lima (São João Nepomuceno, 1901 — Rio de Janeiro, 1981) foi um político brasileiro; governador do estado da Guanabara de 1965 até 1970. Era irmão do também político Otacílio Negrão de Lima.
Morreu aos 80 anos de idade.

BIOGRAFIA
Formou-se em direito pela atual Universidade Federal de Minas Gerais.
Seu primeiro cargo eletivo foi obtido na legenda do Partido Progressista de Minas Gerais em 1933, quando recebeu a maior votação da bancada mineira para a Assembléia Nacional Constituinte. Ganhou projeção nacional graças ao papel desempenhado na execução do golpe do estado Novo, no episódio ficou conhecido como "Missão Negrão de Lima".
Assumiu interinamente o Ministério da Justiça em setembro de 1938, em março de 1939, em agosto de 1939 e em janeiro de 1941. Atuou como embaixador do Brasil na Venezuela em 1941) e no Paraguai em 1942.
Em 1945 filiou-se ao Partido Social Democrático (PSD) e no ano seguinte foi nomeado embaixador da Bélgica pelo presidente Eurico Dutra. Foi removido para o Ministério das Relações Exteriores em 1947, voltando a ocupar o Ministério da Justiça em 1951.
Com a chegada de Juscelino Kubitschek à presidência da República em 1956, foi nomeado prefeito do Distrito Federal. Em sua administração introduziu modernos métodos de planejamento urbano, tendo como objetivo cooperar com a nascente indústria automobilística nacional. Enfrentou de início uma onda de protestos contra o aumento das passagens de bonde, que logo foi reprimida pelas forças do I Exército.
Em 1958 passou o cargo para Freire Alvim e assumiu o Ministério da Relações Exteriores, atuando como chanceler da Operação Pan-Americana. Depois disso, foi indicado para embaixador brasileiro em Portugal, exercendo o cargo de 1959 até 1963.
Em 1965 foi eleito governador da Guanabara pela coligação formada pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Partido Social Democrático (PSD). Após a conclusão de seu mandato passou a atuar na iniciativa privada, como membro do conselho consultivo do Banco Safra e presidente da Bolsa de Imóveis do Rio de Janeiro.

Sua vitória na eleição para o governo da Guanabara, de forma direta, juntamente com a de Israel Pinheiro em Minas Gerais, precipitou a edição do AI-2, que acabou com o pluripartidarismo no Brasil.
Seu governo do estado da Guanabara foi de intensa radicalização política, pois não era o candidato preferido da ditadura militar, em virtude de seu envolvimento político com Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek (de quem foi Ministro das Relações Exteriores), tendo havido inclusive uma tentativa frustrada, por parte de Carlos Lacerda, de depô-lo antes do início de seu mandato.
MORTE
Após o fim de seu mandato, retirou-se da Política, vindo a falecer em 1981. Seu nome hoje batiza o importante Viaduto Negrão de Lima, que corta os bairros de Oswaldo Cruz e Madureira, nos subúrbios da cidade do Rio de Janeiro.
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Fontes:
ABREU, Alzira Alves de & BELOCH, Israel (coords.). Dicionário histórico-biográfico brasileiro, 1930-1983. Rio de Janeiro, Forense-Universitária/FGV-CPDOC/Finep, 1984, vol. 1; OLIVEIRA REIS, José de. O Rio de Janeiro e seus prefeitos, evolução urbanística da cidade. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, vol.3.
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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