“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”

''REVERTERE AD LOCVM TVVM'

'Retornarás de onde vieste'


ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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7 de out. de 2013

ANTONIO ALVARES PENTEADO - Arte Tumular - 882 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil








ARTE TUMULAR
Monumento tumular em forma de capela em granito marron em estilo clássico. Na parte frontal há uma composição de quatro pilares formando o portal em forma de frontão romano, com uma porta de duas folhas em bronze, ricamente decorada que dá acesso ao mausoléu. Em cada lado uma cobertura em forma de "V" realçam o formato clássico da decoração. Um pequeno telhado cobre o frontão, de onde se ergue na parte central equidistante entre as três coberturas em "V", uma construção em forma de cúpula quadrangular , também em granito marrom tendo em cada canto uma cantoneira decorativa em bronze. Ainda na parte frontal na base da cupula destaca-se uma cruz pátea. Logo abaixo (dentro da formação do frontão) destaca-se em bronze um brasão heráldico da  familia,  ladeados por dois ramos de palmas que significa a glória e o êxito sobre a morte e as inscrições e datas do conde. Toda a parte frontal e lateral é ladeada por pequenos pilares delimitando o mausoléu.
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil
Descrição tumular:Helio Rubiales

PERSONAGEM
ANTONIO ALVARES LEITE PENTEADO, Conde. (Mogi-Mirim, estado de São Paulo, a 3 de fevereiro de 1852 - Paris, 25 de maio de 1912). Era filho de João Carlos Leite Penteado e de Dona Maria Higina de Almeida Lima; foi casado com Dona Ana Paulina Lacerda Penteado, condessa de Álvares Penteado, filha dois Barões de Araras e irmã do senador Antônio Lacerda Franco; com quem teve cinco filhos: Antonieta, Silvio, Armando, Stella e Englantina.
Morreu aos 62 anos de idade.
VIDA PROFISSIONAL E EMPRESARIAL
Foi agricultor em Palmeiras, formando a importante Fazenda Palmares; na capital de em São Paulo, foi industrial, fundando as Fábricas Santana de fiação de tecidos de juta e Penteado, para manufatura de tecidos de lã.
ENSINO COMERCIAL
No intuito de elevar o nível da classe comercial, dotando-a com aparelhamento escolar capaz de ministrar-lhes seguros e completos ensinamentos profissionais, foi em socorro dos fundadores do estabelecimento de ensino de comércio criado em 2 de junho de 1902, e fez a régia doação do terreno e financiou a construção do majestoso prédio que se ergue no Largo de São Francisco, com o nome de Escola de Comercio Álvares Penteado. Realizou esta escola inteiramente o escopo almejado pelos seus fundadores, pioneiros do ensino comercial no Brasil, e pelo seu doador, prestando assinalados e relevantes serviços à coletividade de nossa terra.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO
Antônio Álvares Leite Penteado foi presidente na Associação Comercial de São Paulo, eleito em 1899 e, a exemplo de seu antecessor, Luiz de Oliveira Lins de Vasconcelos, enfrentou as dificuldades da crise de 1900, propondo inúmeras medidas ao governo federal.
HOMENAGENS
Em homenagem aos méritos do grande industrial e filantropo, a Prefeitura de São Paulo, pela lei 977 de 19 de janeiro de 1907, conferiu a denominação de Álvares Penteado, a uma das mais antigas ruas do centro da capital, primitivamente chamada de Francisco Cubas e sucessivamente Quitanda, Quitanda Velha e do Comercio. Ainda em 1907, recebeu o título de nobreza de Conde Romano e as insígnias das condecorações das Ordens de São Gregório Magno e do Santo Sepulcro de Jerusalém, conferido pelo Papa Pio X.
MORTE
Faleceu em Paris a 25 de maio de 1912.
Fonte e fotos: Assoc.Com.Estado de S.Paulo
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

Reformatado: 05.02.2011

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