“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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4 de fev de 2013

RICARDO III - Arte Tumular - 822 -




Ricardo III de Inglaterra
Casa de Iorque
Ramo da Casa de Plantageneta
2 de outubro de 1452 – 22 de agosto de 1485
Precedido por
Eduardo V
Coat of Arms of Richard III of England (1483-1485).svg
Rei da Inglaterra e Lorde da Irlanda
26 de junho de 1483 – 22 de agosto de 1485
Sucedido por
Henrique VII




Encontrado a 67 cm. do solo



RESTOS MORTAIS

Durante séculos, a localização do corpo de Ricardo ficou desconhecida. Registros diziam que ele tinha sido enterrado pelos monges franciscanos de Frades Cinzas em sua igreja em Leicester, a 160 quilômetros ao norte de Londres. A igreja foi fechada e desmontada depois que o rei Henrique VIII dissolveu os mosteiros, em 1538, e sua localização, eventualmente, foi esquecida.
Finalmente a Universidade de Leicester, localizada na cidade de mesmo nome na Inglaterra, confirmou depois de muitas pesquisas,   que os restos mortais encontrados em um estacionamento local em setembro de 2012 pertencem ao rei Ricardo III, que morreu em 1485
Para confirmar que o esqueleto pertencia mesmo ao rei, o time de geneticistas da Universidade de Leicester traçou os descendentes do Rei Ricardo e encontrou o carpinteiro Canadense, Michael Ibsen, da 17ª geração da irmã do rei, Anne de York e uma segunda pessoa, que pediu anonimato. Os exames de DNA foram realizados e indicaram compatibilidade.



PERSONAGEM
Ricardo III (2 de Outubro de 1452 - 22 de Agosto de 1485) foi o último Rei de Inglaterra da casa de York, entre 1483 e 1485.
Morreu aos 32 anos de idade.

SINOPSE BIBLIOGRÁFICA
Era filho de Ricardo, Duque de York e Cecily Neville, sendo o irmão mais novo de Eduardo IV, Rei de Inglaterra e de George, Duque de Clarence. A sua subida ao trono foi marcada pelo desaparecimento dos seus sobrinhos (os príncipes na Torre) e iniciou uma revolta liderada por Henrique Tudor que provocou o fim da Guerra das Rosas. A sua vida foi retratada por William Shakespeare na peça Ricardo III, entre em 1592 e 1593. Ricardo nasceu no Castelo de Fotheringay, numa altura em que o seu pai, o Duque de York, se afirmava como figura alternativa a Henrique VI, um rei fraco e influenciável. Desta disputa iniciou-se a Guerra das Rosas. Após a execução de Ricardo de York ordenada por Margarida de Anjou depois da batalha de Wakefield, o pequeno Ricardo foi entregue aos cuidados do Conde de Warwick, então um firme apoiante da facção de York. Em 1472 Ricardo casou com Anne Neville, a filha mais nova de Warwick, de quem teve o seu único descendente Eduardo de Middleham, futuro Príncipe de Gales. Em 1461, o seu irmão mais velho sucede em depôr Henrique VI e torna-se Eduardo IV de Inglaterra. Ricardo recebe o título de Duque de Gloucester e nos anos seguintes mostra ser um leal servidor de Eduardo. Por contraste, George de Clarence nunca cessou de conspirar contra o rei e irmão e acabou executado em 1478. Ricardo acumulou o ducado com a nomeação de governador do rei para o Norte, onde se provou como líder militar de talento. A fidelidade ao rei e a competência na gerência do Norte trouxe outros benefícios e Ricardo tornou-se o nobre mais poderoso da corte.
REINADO
Os métodos pouco convencionais que Ricardo III usou para subir ao trono, bem como o desaparecimento dos seus sobrinhos, lançaram rumores de usurpação e reacenderam a Guerra das Rosas. Quase de imediato, estalou uma rebelião liderada por Henry Stafford, Duque de Buckingham, o seu antigo melhor amigo e aliado, que não tendo grandes hipóteses de aspirar à coroa por si, decidiu apoiar Henrique Tudor, Conde de Richmond. Ricardo III controlou esta ameaça e Buckingham foi executado em Salisbury em Novembro, mas Tudor já se encontrava a recrutar tropas em Gales. Em Abril de 1484, Eduardo de Middleham, Príncipe de Gales, único filho de Ricardo III morre, deixando-o sem herdeiros. Por influência de Anne Neville, Ricardo nomeia então Eduardo Conde de Warwick (filho de 10 anos do Duque de Clarence), como sucessor, mas depois da morte desta muda de ideias e escolhe antes João de la Pole, Conde de Lincoln, um homem adulto que lhe era leal. Em Agosto de 1485, Henrique Tudor e Ricardo III defrontaram-se na Batalha de Bosworth Field, que haveria de ser a última da guerra das rosas. Ricardo III perdeu o confronto graças à união dos seus inimigos e à deserção de uma parte importante do seu contingente, liderada pelo Lorde Stanley e o Conde de Northumberland. A sua morte nesta batalha abriu o caminho para a subida ao trono de Henrique VII e início da dinastia de Tudor. Segundo Shakespeare as suas últimas palavras foram: "A horse! My kingdom for a horse!" Ricardo III é um dos reis mais populares da história do Reino Unido, pela sua personalidade dúbia que inspira ainda hoje em dia acesos debates. Henrique VII patrocinou mais tarde John Morton, na sua biografia de Ricardo III, que basicamente se dedicava a denegrir a imagem do último dos York. Morton acusou Ricardo III de inúmeras malvadezes e lançou a acusação do assassinato dos sobrinhos. Recentemente, historiadores começaram a pôr em causa a correção factual desta biografia escrita claramente com objetivos políticos.

MORTE
Em 03 de fevereiro de 2013 foi anunciado que os restos mortais encontrados em um estacionamento de Leicester, no centro da Inglaterra, em setembro de 2012, são efetivamente de Ricardo III. A descoberta põe fim a 500 anos de mistério sobre o paradeiro do corpo do último rei inglês a morrer em combate .

Fonte pt.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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