“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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24 de mai de 2012

PIO XI ' PAPA - arte Tumular - 758 - Basílica de São Pedro, Catacumbas, Vaticano


Precedido por
Bento XV
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Papa

259.º
Sucedido por
Pio XII




  

ARTE TUMULAR
No primeiro nicho (do Confessio), à esquerda no corredor sul, está o túmulo de Pio XI. 
 Entre os túmulos papais nas grutas, este é o mais ornamentado e seu design é baseado no de um mausoléu de pequeno porte. O sarcófago de mármore rosa é feito da mesma pedra usada para construir o Duomo em Milão e ele copia o estilo dos primeiros cristãos. 
Tem na frente  uma coroa de louros e o monograma de Cristo no centro. Nos cantos são os símbolos dos Evangelistas, enquanto na borda da tampa está a inscrição: PIVS XI PONT. MAX. e o símbolo heráldico de alívio. A figura serena do papa foi esculpida com extremo realismo por Giannino Castiglioni (1884-1971). O papa está deitado, a sua cabeça repousa sobre duas almofadas e é ligeiramente voltado para o espectador. Todas as vestes papais são reproduzidas fielmente, incluindo a renda  perfurada. Seus pés são cobertos com um véu fino chamado falda. O arcossólio amplo (recesso arqueado para um sarcófago) é inteiramente decorado em estilo de mosaico Ravenna, feita pelo Estúdio della Fabbrica di San Pietro seguindo o desenho do pintor Pietro d'Achiardi. Nas lunetas superiores sobre um fundo dourado,  no centro Cristo Pantocrator, dentro de um clipeum (um retrato medalhão), realizada por dois anjos. A inscrição acima diz: REX REGVM, PRINCEPS PACIS (O Rei dos reis, o príncipe da paz). Para a esquerda a imagem de  Santo Ambrósio, patrono de Milão, para a direita de Santa Teresa do Menino Jesus, que foi canonizada pelo papa. Na abóbada, sobre um fundo azul são bobinas de folhagem e, dentro de um círculo no centro,  as letras Alfa e Omega. Sobre as bases do arco são os símbolos de Milão, para a esquerda, e Desio, para a direita. Na borda externa da abóbada baixa são as palavras programáticas do pontificado de Pio XI: PAX CHRISTI EM Regno CHRISTI (A paz de Cristo no reino de Cristo). 
Local: Basílica de São Pedro, Catacumbas,Vaticano
Fotos:Frank McGady, Gabriel Robon
Descrição tumular: Helio Rubiales


PERSONAGEM Papa Pio XI (em italiano: Pio XI, em latim: Pius PP. XI; OFS, nascido Ambrogio Damiano Achille Ratti; Desio, Província de Milão, 31 de Maio de 1857 - Vaticano, 10 de Fevereiro de 1939). Foi bibliotecário da Biblioteca Ambrosiana em Milão e Papa entre 6 de Fevereiro de 1922 e a data da sua morte. 
Morreu aos 81 anos de idade.
SINOPSE BIBLIOGRÁFICA 
Em 12 de fevereiro de 1931 inaugura, na presença de Marconi a Rádio Vaticana e envia em língua latina ao mundo a mensagem Quid arcano Dei. Publicou a encíclica Quas Primas que estabelece a festa de Cristo Rei. Em 1929, a Santa Sé assinou o Tratado de Latrão com o governo italiano de Mussolini. De acordo com o tratado, o Estado do Vaticano tem soberania plena sendo um enclave na cidade de Roma; em troca o Vaticano renuncia aos seus antigos territórios (Estados Papais). Resolvendo assim, a chamada "Questão Romana" que já havia sido, antes, objeto da encíclica Ubi arcano, na qual o papa dizia que "a Itália não tem e não terá o que temer da Santa Sé." Neste tratado, ficou dito expressamente que a Santa Sé "reconhece o Reino da Itália sob a dinastia da Casa de Savóia com Roma sendo a capital do Estado Italiano e de outra parte a Itália reconhece o Estado da Cidade do Vaticano sob a soberania do Summo Pontífice." Assim, Papa Pio XI tornou-se Chefe de Estado, o primeiro desde a queda dos Estados Papais durante a unificação de Itália no século XIX. Pio XI buscando, ainda, o reconhecimento internacional, sobre esta questão específica, celebrou ainda mais onze concordatas e cinco acordos internacionais. A relação com o governo fascista de Mussolini deteriorou-se drasticamente nos anos seguintes. Como consequência, Pio XI publicou a encíclica Non abbiamo bisogno (1931), escrita especificamente em língua italiana, em que critica o fascismo. 
 MORTE 
A sua morte continua envolta em mistério, uma vez que Pio XI morreu pouco depois de ter criticado abertamente o regime fascista de Mussolini.
Fonte: 
pt.wikipedia.org
saintpetersbasilica.org
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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