“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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19 de mar de 2012

ROBERTO SIMONSEN - Arte Tumular - 749 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil


 




ARTE TUMULAR
Monumento escultórico em bronze e granito. Sobre uma base tumular de granito em forma de cruz repousa uma escultura em bronze do Cristo crucificado. Na cabeceira tumular encimando e curvados em posição de prece, cinco anjos alados, juntos uns aos outros, com as vestes muito fina, duas com as mãos cruzadas sobre o peito e três com as palmas juntas oram pelo Cristo morto crucificado aos seus pés. Na base inferior da cruz, que representa a parte frontal do túmulo está gravado o nome da família
AUTOR:Francisco Leopoldo e Silva (Taubaté,1879-São Paulo,1948)
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo
Quadra 49, Terrenos 15 e 16
Fotos: Zwart1, ASReis, Lorert e Nanda Prado
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Roberto Cochrane Simonsen (Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1889[1] — Rio de Janeiro,25 de maio de 1948), foi um engenheiro, empresário, político e historiador brasileiro.
Morreu aos 59 anos de idade.
BIOGRAFIA
Era filho de Sidney Martins Simonsen e Robertina da Gama Cochrane Simonsen, esta última de família nobre. Começou a sua educação primária em Santos, depois foi para o Colégio Anglo-Brasileiro, na capital paulista. Mais tarde, ingressou na Escola Politécnica de São Paulo (hoje integrante da Universidade de São Paulo), formando-se engenheiro.
Após formado começou a trabalhar na companhia ferroviária Southern Brazil Railway (Ferrovia do Sul do Brasil). Logo saiu para ocupar por dois anos o cargo de diretor-geral de obras na Prefeitura de Santos. Ali foi também engenheiro-chefe da Comissão de Melhoramentos de Santos. No ano seguinte fundou a Companhia Construtora de Santos, fato que foi o início de seu ofício de empresário.
Em 1919 iniciou-se na diplomacia, integrando missões comerciais. Graças à sua amizade com o ministro da Guerra no governo de Epitácio Pessoa (1919-1922), Pandiá Calógeras, sua companhia executou a construção de quartéis para o exército em diversos estados do país.
Participou ativamente do Movimento Constitucionalista paulista, em 1932, em resistência ao golpe de estado desferido por Getúlio Vargas e outros na Revolução de 1930.
Integrou o movimento intelectual pela fundação da primeira escola superior que ofereceria sociologia e política no Brasil, a atual Escola de Sociologia e Política de São Paulo, aonde lecionou história econômica do Brasil, trabalho que levou-o a publicar alguns trabalhos acadêmicos relativos ao tema.
Em 1933 ingressa na política, sendo eleito deputado constituinte por São Paulo; exerceu o mandato de deputado federal na legislatura de 1933 a 37. Quando o país voltou ao regime democrático, após a II Guerra Mundial, elegeu-se senador, cargo que ocupava quando faleceu.
Era, ainda, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e integrante do conselho superior da Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Sua atividade empresarial continuava, como presidente da Companhia Construtora de São Paulo e da Cerâmica São Caetano.
MEMBRO DE INSTITUIÇÕES
Foi membro da Academia Paulista de Letras e Academia Brasileira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, Instituto Histórico e Geográfico de Santos e Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; pertenceu ao Clube de Engenharia do Rio de Janeiro e ao Instituto de Engenharia de São Paulo.
No exterior era membro da National Geographic Society, de Washington, DC, Estados Unidos da América, da Royal Geographic Society, de Londres, Inglaterra e da Academia Portuguesa de História.
Academia Brasileira de Letras, foi o segundo ocupante da cadeira nº 3 da Academia Brasileira de Letras, eleito em 9 de agosto de 1945 na sucessão de Filinto de Almeida, e recebido pelo acadêmico José Carlos de Macedo Soares em 7 de outubro de 1946.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisar: Helio Rubiales
Reformatado: 28.11.2009


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