“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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4 de fev de 2012

CESAR AUGUSTO ' IMPERADOR - Arte Tumular - 711 - Mausoleum of Augustus, Rome, Lazio Region, Italy






Precedido por
nenhum
Imperador romano
27 a.C. — 14 d.C.
Sucedido por
Tibério

Visto de frente
Visto de lado
Portal
Parede externa revestida com mármore travertino
Visto do satélite
Planta do mausoléu
Mausoléu reconstituído por computador

MAUSOLÉU DE AUGUSTUS
 O Mausoléu de Augusto, foi concebido pelo Imperador  Augusto antes da batalha de Actium,  em 28 aC no Campus Martius em Roma.  O enorme túmulo  mede 89 metros de diâmetro, e consiste em cinco círculos concêntricos de terra e tijolos, coberto por um telhado cônico. A planta abaixo fornece mais detalhes. A altura do edifício é desconhecido, com estimativas que variam a partir de 45-65 metros.
Uma estátua de bronze do imperador foi colocada no topo do monumento. O Mausoléu de Augusto foi construído de blocos de tufo e concreto, reforçada por blocos de travertino. Placas de bronze gravadas narrando os seus feitos, conquistas, decretos e honrarias, adornavam cada lado da porta de entrada. A área foi aberta ao público, decorada com grandes jardins e árvores de louro, que representaria Apolo, Júlio Cesar e a vitória. Obeliscos de granito rosa ladeavam a entrada arqueada do mausoléu. Acredita-se que a construção foi baseada nos túmulos dos príncipes de Troia, no grande mausoléu do rei Mausolo de Helicarnassus e também no tumulo de Alexandre o Grande.
O mausoléu foi usado por muitos dos imperadores, seus parentes e seus amigos, e o último imperador ali sepultado foi   Nerva em 98 AD.
O mausoléu ainda está aberto aos turistas, localizado na Piazza Augusto Imperatore, embora os estragos do tempo e descuido viraram ruínas.
CREMAÇÃO
Depois da cremação em uma pira do corpo de Augusto, suas cinzas foram depositadas no mausoléu.

Local: Mausoleum of Augustus, Rome, Lazio Region, Italy
GPS (lat/lon): 41.90611, 12.47639
Fotos:
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Caio Júlio César Otaviano (AO 1945: Octaviano) Augusto (em latim Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus; 23 de setembro de 63 a.C. — 19 de agosto de 14 d.C.) foi um patrício e o primeiro imperador romano.
Morreu aos 76 anos de idade.
SINOPSE
Herdeiro adotivo de Júlio César, chegou ao poder através do segundo triunvirato, formado com Marco Antônio e Lépido. Após a deterioração da relação entre os três homens, no entanto, e a batalha de Áccio, onde Marcos Vipsânio Agripa, seu general e amigo pessoal, derrotou Antônio, Augusto se tornou o único soberano de Roma.
NASCIMENTO E ASCENSÃO
Nascido em Roma, com o nome de Caio Otaviano (Octaviano) Júlio Turino (Gaius Octavianus Iulius Thurinus), pertencia a uma das famílias mais abastadas da aristocracia romana, tendo parentesco somente e com diversas famílias patrícias, e portanto, nobres. Seu avô tinha sido banqueiro e o pai, Caio Octaviano Turino, em latim: Gaius Octavianus Thurinus, foi edil, pretor e senador em Roma e, mais tarde, procônsul na Macedônia. Átia, sua mãe e sobrinha de Júlio César, se casou com o nobre Felipe, senador de certo reconhecimento no senado romano. Apesar do reconhecimento, Felipe era pouco influente e sua família estava fora dos círculos aristocráticos de Roma, e a única hipótese de progressão política era o tio-avô, Júlio César, então o homem mais poderoso de Roma. Este, interessando-se pela carreira do sobrinho-neto, deu-lhe educação aprimorada. Júlio César orgulhava-se do jovem, apresentando-o no Colégio de Pontífices, principal sacerdócio romano, quando tinha apenas 16 anos. Quando César, que adotara Otaviano como filho em testamento, foi assassinado por um grupo de senadores, em 15 de Março de 44 a.C., Otaviano estava na Ilíria, servindo no exército. Ao retornar para a Itália, foi informado de que era o herdeiro adotivo de César.
O PRIMEIRO CIDADÃO
Apesar de assumir o poder, Otaviano não aceitou a ditadura. Temendo ser vítima da mesma sorte de Júlio César, abdicou solenemente de todos os poderes extraordinários (exceto o consulado) e propôs um novo regime, de compromisso - o principado - que centralizava o poder em torno de si mas mantinha as formas tradicionais da república romana. Longe de destruir as antigas magistraturas, assumiu-as quase todas e se fez reeleger cônsul, sem interrupção, até o ano 23 a.C. Na aparência, não passava, então, de um magistrado como os outros. Era apenas o primeiro, isto é, princeps, em autoridade.
Augusto se casou três vezes; sua terceira esposa foi Lívia Drusilla, que já tinha dois filhos, Tibério e Druso, de um matrimônio anterior. Augusto, por sua vez, tinha uma filha, Júlia, também de um matrimônio anterior.
A tentativa de Augusto de conseguir um grande sucessor fracassou, pois seu sobrinho Marcelo morreu jovem. Agripa, cujo casamento com sua filha Júlia ele tinha forçado, morreu em 12 a.C. Os filhos menores de Agripa morreram em 2 e 4 da era cristã. Druso e Júlia também faleceram. Restava Tibério. Adotando-o, Augusto deu-lhe participação cada dia mais ativa nos negócios do Estado. A partir de 13 d.C., Tibério tinha poderes quase iguais aos do imperador. Quando Augusto morreu, em Nola, na Campânia, em 19 de agosto do ano 14, já era o enteado quem de fato governava Roma.
A obra de Augusto foi imensa, na paz como na guerra. Os quarenta anos do principado de Augusto marcaram uma das épocas mais brilhantes da história romana ("século de Augusto") O mês Agosto foi baptizado como Augustus em sua homenagem; até então designava-se Sextilis. Após a morte de Augusto, o senado romano decretou a sua divinização, passando a ser adorado como "Divus Augustus" ("Divino Augusto"), e abrindo um precedente em Roma que seria seguido pela maioria dos seus sucessores
MORTE
Em 19 de agosto do ano 14, Augusto morreu enquanto visitava o local da morte de seu pai biológico, em Nola . Tanto Tácito e Dião Cássio escreveu que Lívia envenenou Augusto com figos frescos, embora esta alegação ainda não foi provada. Tibério, que estava presente ao lado de Lívia no leito de morte de Augusto, foi nomeado seu herdeiro. Suas últimas palavras foram: "Eis que eu encontrei Roma de barro, e deixo-a para você em mármore." Uma procissão funerária enorme de pranteadores viajaram com o corpo de Augusto de Nola a Roma, e no dia do seu enterro todas as empresas públicas e privadas fecharam para o cerimonial. O corpo de Augusto foi cremado em uma pira perto de seu mausoléu . Foi proclamado que Augusto entrou na companhia dos deuses como um membro do panteão romano. Em 410, durante o Saque de Roma , o mausoléu foi espoliado pelos godos e suas cinzas espalhadas.
Fonte: en.wikipedia.org
Formatação: Helio Rubiales

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