“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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18 de set de 2011

LIBERO BADARÓ - Arte Tumular - 622 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil

















ARTE TUMULAR

Base tumular em mármore branco, composta por duas bases no piso formando dois degraus, onde se eleva a base tumular retangular com um tampo na superfície. Na cabeceira tumular, ergue-se uma construção composta por dois pilares laterais com uma cobertura, formando um nicho. Dentro, um alto relevo circular da imagem do jornalista e médico, envolto por um circulo, representando a glória; ainda abaixo, estão as suas inscrições gravadas no mármore. Na parte superior, uma cobertura em forma de capitel suporta um vaso coberto por uma manto, representando que foi coberto pela tristeza.
LOCAL: Rua 17, terreno 8, Cemitério da Consolação
Fotos: Roberta Zouain e Simone (picasa)
Descrição tumular: Helio Rubiales
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PERSONAGEM
Giovanni Battista Libero Badarò (Laigueglia, 1798 — São Paulo, 21 de novembro de 1830) foi jornalista, político e médico italiano radicado no Brasil.
Morreu aos 32 anos de idade.
BIOGRAFIA
Badaró frequentou as universidades de Turim e Pávia, onde formou-se em medicina. Ainda na Europa, publicou algumas obras técnicas, versando sobre fisiologia, zoologia e botânica.
Junto a outros médicos italianos, dentre os quais Cesare Zama de Faenza (pai do futuro tribuno César Zama, e que também teve um fim trágico), veio para o Brasil, em 1826. Em 1828 se radicou na cidade de São Paulo, onde clinicava e dava aulas gratuitas de matemática.
Defensor do liberalismo, fundou e redigia o jornal O Observador Constitucional, surgido em 1829, impresso na tipografia do O Farol Paulistano, a princípio sob a direção de Badarò e Luís Monteiro d'Ornelas e, depois de meados de 1830, sob a direção exclusiva do primeiro. O jornal liberal, tinha feição moderada, como a que Evaristo da Veiga imprimia no Rio de Janeiro à Aurora Fluminense. Como esse, granjeara em pouco tempo grande divulgação, que lhe garantia a malquerença dos absolutistas.
Comentou os acontecimentos da revolução de 1830, em Paris, notícia chegada ao Rio de Janeiro em 14 de setembro; a Revolução dos Três Dias - em que Carlos X fora destronado em julho passado - exortando os brasileiros a seguirem o exemplo dos franceses. Em sua obra, Armitage diz: O choque foi elétrico. Muitos indivíduos no Rio, Bahia, Pernambuco e São Paulo iluminaram suas casas por esse motivo. Excitaram-se as esperanças dos liberais e o temor dos corcundas, e estas sensações se espalharam por todo o Império por meio dos periódicos.
Em São Paulo, os estudantes do Curso Jurídico tomaram a iniciativa. «Luminárias, bandas de música e mais demonstrações de alegria praticadas pelos habitantes de São Paulo pelo derrubamento do governo tirano e anticonstitucional da França», conforme parecer da Comissão de Constituição da Câmara (como consta de seus Anais, 1830, tomo II), assumiram para o ouvidor Cândido Ladislau Japiaçu feição de atos criminosos e o levaram a processar alguns manifestantes, de preferência jovens estudantes. O O Observador Constitucional abriu campanha em favor dos acusados e atacou Japiaçu, chamando-o Caligulazinho. A linguagem era viva e enérgica, mas não justificaria o desfecho violento.
MORTE
Em 20 de novembro de 1830, às 10 horas da noite, quando voltava para sua casa, na rua de São José (hoje rua Líbero Badaró), o jornalista foi interpelado por quatro alemães a pretexto de lhe entregarem uma correspondência contra o ouvidor Japiaçu e, porém recebeu deles uma carga de bacamarte, caindo mortalmente ferido.
Fonte:Wikipédia
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

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