“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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3 de mai de 2011

LORENZO DE MÉDICI - Arte Tumular - 482 - Basilica di San Lorenzo, Florença, Toscana, Itália
























Basilica di San Lorenzo
ARTE TUMULAR
Magnífico  monumento tumular executado por Michelangelo totalmente em mármore, medindo 6,30 metros de altura por 4,20 metros de largura. Ao mesmo tempo, Michelangelo executou o túmulo de Giuliano, irmão de Lorenzo. A similaridade na composição geral é contrastada pela particularidade de cada um. Neste túmulo, Lorenzo é retratado sentado no alto do monumento, retrocedendo para as sombras, o seu corpo apresenta-se fechado, com as pernas cruzadas e sua mente em profundo pensamento. Representa um homem misteriosamente introspectivo. Notem que a luz é interrompida pelo capacete da escultura e ao mesmo tempo dificultado pela mão esquerda que a luz cheque ao rosto. É uma figura que faz juz ao apelido de Lorenzo: “Il Pensieroso”. Seu cotovelo esquerdo proibitivamente repousa sobre uma caixa de dinheiro, aposta sobre a sua perna esquerda, decorada com uma máscara feroz. Foi desta forma que Michelangelo retratou a figura de Lorenzo Il Magnifico. Logo abaixo, aos seus pés, sobre um sarcófago estilizado é retratada a figura do Dia e da Noite, na forma de um homem e uma mulher.

Do lado esquerdo, estirada sobre o sarcófago, destaca-se a figura do Entardecer, sugerindo a emergência da luz a partir do manto da escuridão. Ela é retratada  como uma exuberante figura feminina jovem, totalmente nua, com os seios duros e altivos e um corpo voluptuoso. O seu rosto apresenta-se contorcido pela dor no momento que levanta o véu da sua cabeça exigindo luz. Essa escultura mede aproximadamente 2 metros de comprimento.
Do lado direito, em contraposição do Entardecer , destaca-se o Amanhecer. Retratado na figura masculina de um jovem, também totalmente nu. Embora o seu rosto esteja inacabado, notem que os seus traços apresenta uma ligeria semelhança com o próprio Michelangelo. Essa escultura também mede cerca de 2 metros de comprimento.
SIMBOLISMO
As esculturas no topo do sarcófago, Amanhecer e Entardecer, eram para simbolizar a mortalidade do ser humano, sendo que a escultura de Lorenzo representaria  o Paraíso, ou o outro mundo, para o qual teria ido.  
Autor da obra: Michelangelo Buonarroti (Caprese, 06.03.1475- Roma, 18.02.1564)
Local: Basilica di San Lorenzo, Florença, Toscana, Itália
        Sinopse: Sagrestia nuova
Fotos: italian-renaissance-art.com, Mike Reed, Gines Maru, entertainment.howstuffworks.com/arts
Descrição tumular : Helio Rubiales

PERSONAGEM
Lourenço de Médici (em italianoLorenzo de' MediciFlorença1 de janeiro de 1449 – Careggi9 de abril de 1492) foi um estadista italiano, soberano de fato da República Florentina durante o Renascimento italiano. Conhecido como Lourenço, o Magnífico (Lorenzo il Magnifico) por seus contemporâneos florentinos, foi um diplomatapolítico e patrono de acadêmicos, artistas e poetas e também mecenas. Sua vida coincidiu com alguns dos pontos altos do início do Renascimento na Italiano, e sua morte marcou o fim da chamada Idade de Ouro de Florença. A paz frágil que ele ajudou a manter entre os diversos Estados italianos entrou em colapso depois de sua morte. Está enterrado na Capela Medicea, em sua cidade natal.
Morreu aos 43 anos de idade.

BIOGRAFIA
Neto de Cosme de Médici (o Velho), era filho de Pedro de Cosme de Médici e de Lucrécia Tornabuoni. Casou-se emProtetor de escritores, sábios e artistas, foi o impulsor das primeiras imprensas italianas. Lorenzo iniciou o movimento renascentista, que rejeita a ciência escolástica e teológica, para valorizar a pesquisa e a busca do sentido da vida, colocando o homem no centro do Universo. Seu palácio tornou-se o centro de uma cultura que, partindo da redescoberta da Antiguidade grega e latina, levou a um extraordinário florescimento das artes e das letras. Os maiores artistas e literatos frequentavam a sua corte, mas o que distinguia Lourenço de outrosmecenas da época era a sua ativa participação intelectual nas atividades que promovia. Foi um elegante escritor em prosa e um poeta original. Os filósofos Marsílio Ficino e Pico della Mirandola, os poetas Pulci e Poliziano e grandes artistas como Botticelli e Ghirlandaio, eram seus hóspedes habituais. Michelangelo iniciou seus estudos em um ateliê patrocinado por Lourenço
 4 de junho de 1469 com Clarice Orsini, chamada Leo, nascida em 1450 e morta em 20 de julho de 1488. Era filha de Giacomo Orsini di Monterotondo. Teve sete filhos, dos quais João de Lourenço de Médici (futuro Papa Leão X). Com a morte de seu pai, em 1469, Lourenço e seu irmão Juliano foram designados "príncipes do Estado" (em italiano principi dello Stato).
O futuro parecia tranquilo até que em 1478 aconteceu a conspiração dos Pazzi, assim chamada em alusão à família envolvida no movimento, na verdade instigado pelos Salviati, banqueiros do Papa Sisto IV, inimigo dos Médicis. Foi feito um plano para matar os dois irmãos Médici no Duomo de Florença, durante a missa, em 26 de abril, um domingo de Páscoa. Juliano morreu, Lourenço escapou, embora ferido, salvo pelo poeta Poliziano, que o trancou na sacristia.
Os autores do plano, entre eles Francesco Salviati, arcebispo de Pisa, foram linchados pelo povo enfurecido. O Papa Sixto IV, cujo sobrinho Girolamo Riario era cúmplice, interditou a cidade de Florença por causa dos assassinatos de Salviati e dos Pazzi, apoiado pelo rei de NápolesFernando I, conhecido como Dom Ferrante.
Sem ajuda de seus tradicionais aliados de Bolonha e Milão, Lourenço partiu sozinho para Nápoles, em 1480, colocando-se nas mãos de Don Ferrante. Este manteve Lourenço cativo durante três meses, antes de libertá-lo com muitos presentes. Graças a sua coragem e talento diplomático, Lourenço convenceu Don Ferrante de que o Papa poderia também voltar-se contra ele, caso obtivesse muito sucesso no norte. Assim, firma-se a paz ainda em 1480. Com isso, Lourenço forçava o papa a também aceitar a paz. Segundo Maquiavel, Lourenço expôs a própria vida para restaurar a paz, indo pessoalmente negociar condições favoráveis. E mesmo depois de seu êxito, recusou tudo - desejou ser apenas o mais ilustre dos cidadãos de Florença. Com exceção de Siena, toda a Toscana passara a aceitar o governo de Florença, que oferecia o espetáculo de um extenso principado, governado por uma república de cidadãos livres e iguais.
Em geral, Lourenço manteve a politica de seu avô, embora tenha sido menos prudente e mais disposto à tirania. Dotado de grande inteligência, governou em um clima de prosperidade pública, aumentando a influência de sua família por toda a Itália, e manteve as instituições republicanas em Florença, ainda que só na aparência: na verdade, Lourenço foi virtualmente um tirano. Utilizava-se de espiões, interferia na vida privada dos cidadãos mas conseguiu levar o comércio e a indústria de Florença a um nível superior ao de qualquer outra cidade da Europa.
INCENTIVADOR DAS ARTES
Protetor de escritores, sábios e artistas, foi o impulsor das primeiras imprensas italianas. Lorenzo iniciou o movimento renascentista, que rejeita a ciência escolástica e teológica, para valorizar a pesquisa e a busca do sentido da vida, colocando o homem no centro do Universo. Seu palácio tornou-se o centro de uma cultura que, partindo da redescoberta da Antiguidade grega e latina, levou a um extraordinário florescimento das artes e das letras. Os maiores artistas e literatos frequentavam a sua corte, mas o que distinguia Lourenço de outros
mecenas da época era a sua ativa participação intelectual nas atividades que promovia. Foi um elegante escritor em prosa e um poeta original. Os filósofos Marsílio Ficino e Pico della Mirandola, os poetas Pulci e Poliziano e grandes artistas como Botticelli e Ghirlandaio, eram seus hóspedes habituais. Michelangelo iniciou seus estudos em um ateliê patrocinado por Lourenço
A paz de Lodi (1454), que havia colocado um fim às disputas entre Veneza e Milão, havia trazido o equilíbrio entre os estados italianos. Em grande parte, tal equilíbrio foi mantido graças às habilidades diplomáticas de Lourenço, considerado "o fiel da balança". De fato, procurava proteger o eixo formado por FlorençaMilão e Nápoles das ambições venezianas e da ambiguidade papal. O clima de relativa paz também favoreceu o Renascimento.
Organizador de festas suntuosas, seus gastos excessivos puseram em perigo a fortuna dos Médici e despertaram a ira de Jerônimo Savonarola. Ao final da vida, Lourenço entrou em conflito com Savonarola, mas a lenda que este lhe recusou absolvição antes de morrer a menos que restaurasse a liberdade da cidade de Florença não é confirmada pelos historiadores.
MORTE
Após sua morte, seu filho e sucessor Pedro II (Piero) (1471-1503) é expulso de Florença por uma revolta instigada por Savonarola, em 1494. O equilíbrio político é rompido e as rivalidades entre os estados italianos acabaram por dar espaço ao envolvimento de potências estrangeiras nas disputas.
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales
Fonte: pt.wikipedia.org

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