“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



INICIE A MUSICA

PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

30 de abr de 2011

TIBIRIÇÁ ' INDIO - Arte Tumular - 478 - Cripta da Catedral da Sé de São Paulo, São Paulo,Brasil













Entrada da Cripta

Entrada

Interior da Cripta
Catedral da Sé de São Paulo
ARTE TUMULAR
No sub-solo da Catedral da Sé de São Paulo, escada e colunas de granito levam à cripta, com piso de mármore carrara , em duas cores, preto e branco. O teto possui o mesmo estilo gótico da catedral. Em um dos lados (canto) ergue-se sobre uma base de granito negro baixa angulada , com um destaque retangular onde está o seu nome gravado em bronze. Logo acima um relevo em bronze com destaque para a representação do cacique acompanhados de outros membros da tribo.
LOCAL:Cripta da Catedral da Sé de São Paulo, São Paulo
Descrição Tumular:Helio Rubiales





PERSONAGEM
Tibiriçá (¨”Formigão da terra” ou “Maioral" ou "Vigilância da Terra", na língua Tupi) –(Ano aproximado do nascimento:1440 – 25 de dezembro de 1562), foi o primeiro índio a ser catequizado pelo padre José de Anchieta. Foi convertido e batizado pelos jesuítas José de Anchieta e Leonardo Nunes. Seu nome de batismo cristão foi Martim Affonso, em homenagem ao fundador de São Vicente.
BIOGRAFIA
"Maioral" ou "Vigilância da Terra", na língua Tupi, Cacique guaianás ou tupi, sendo divergentes nesse ponto as opiniões dos historiadores. Chefe de uma parte da nação indígena estabelecida nos campos de Piratininga, com sede na aldeia de Inhampuambuçu. Irmão de Piquerobi e de Caiubi, índios que salientaram durante a colonização do Brasil, o primeiro como inimigo e o segundo como grande colaborador dos jesuítas.
Em 1554 na missão católica de Itapetininga, onde hoje é o município de São Paulo, índios tupiniquim, padres jesuítas e colonizadores portugueses protagonizaram uma história cheia de contradições, guerras e escravizações. O cacique Tibiriçá ("formigão da terra" – na língua tupi), chefe da nação tupiniquim, teve participação decisiva na obra de fundação da cidade de São Paulo, em 25 de janeiro de 1554. Para isso colaborou com os jesuítas Manoel da Nóbrega, Manoel de Paiva e José de Anchieta.
Nem todos os tupiniquim, no entanto, aceitavam a presença dos portugueses nos aldeamentos indígenas. A parte desse povo que colaborou com os colonizadores era comandada por Tibiriçá, enquanto a parte que opôs acirrada resistência ao projeto português foi chefiada por Araraig, irmão de Tibiriçá. O grupo de Araraig passou a fazer oposição aos portugueses, obrigando o grupo de João Ramalho a se refugiar no povoado de Itapetininga (São Paulo), abandonando a Vila de Santo André. O conflito entre índios e colonizadores desencadeou um levante, naquilo que ficou conhecido como "Guerra de Piratininga" - um episódio quase ignorado pela história oficial. Por dois dias, o grupo tupiniquim liderado por Araraig cercou (São Paulo). Quando Tibiriçá foi procurado por seu sobrinho Jagaonharo, como emissário dos "Tamoios" (Tamoio não é tribo, mas significava "os antigos donos da terra"), para defende-la e a eles mesmos, da ocupação e da captura de escravos índios pelos portugueses. para que reconsiderasse sua posição a favor dos portugueses e se aliasse aos seus irmãos indígenas, foi traído pelo tio que "em confissão" junto a Anchieta contou o plano dos "Tamoios" para atacar a vila de Itapetininga ( São Paulo) . Anchieta levou, o que deveria ser segredo de confessionário, aos chefes portugueses e quando do encontro armado entre eles.
Tibiriça deu aos jesuítas a maior prova de fidelidade, a 9 de Julho de 1562 quando, levantando a bandeira e uma espada de pau pintada e enfeitada de diversas cores, repeliu com bravura o ataque à vila de São Paulo, efetuado pelos índios tupi, guaianás e carijós, chefiados por seu sobrinho (filho de Piquerobi) Jagoanharo. Tibiriçá matou o sobrinho com uma espada quando este vacilou em matá-lo no entrevero.
FUNDAÇÃO DA VILA DE SÃO PAULO
Em Itapetininga onde já existia um colégio , acompanhou Manuel da Nóbrega e Anchieta na obra da fundação de São Paulo, e estabeleceu-se no local onde hoje se encontra o mosteiro de São Bento, espalhando seus índios pelas imediações. A atual rua de São Bento era por esse motivo chamada primitivamente Martim Affonso (nome que fora batizado o cacique). Graças à sua influência, os jesuítas puderam agrupar as primeiras cabanas de neófitos nas proximidades do colégio.
Tibiriçá teve muitos filhos com a índia Potira : Ítalo, Ará, Pirijá, Aratá, Toruí e M'bicy ( Flôr da Árvore) ou Bartira ou segundo outros, Potira, que mais tarde, após viver mais de quarenta anos com João Ramalho, foi batizada como Izabel Dias e casada, pelo jesuita Manoel da Nóbrega
Em 1580, Susana Dias, sua neta, fundou uma fazenda à beira do Rio Tietê, a oeste da cidade de São Paulo, próximo à cachoeira denominada pelos indígenas de "Parnaíba": hoje, é a cidade de Santana do Parnaíba.
MORTE
Morreu na Vila de São Paulo vitimado pela “peste negra”
Fontes: pt.wikiprdia.org, www.martin.romano.or, www.fenae.com.br/portal/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId
Formatação e pesquisa: Helio Rubiales

Nenhum comentário: