“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



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26 de abr de 2011

FRANCISCO MATARAZZO - Arte Tumular -469 - Cemitério da Consolação, São Paulo,Brasil




Vista frontal
Vista lateral esquerda

ARTE TUMULAR
MAUSOLÉU FAMILIA MATARAZZO
O complexo tumular  em granito e estatuário de bronze, é considerado o maior e mais alto mausoléu da América do Sul. Em estilo pós-renascentista, é uma colossal construção que ocupa seis terrenos, totalizando uma área de 150 m2. Totalmente construída com blocos de granito beije.
Artisticamente o mausoléu foi concebido como uma imensa caixa, coroada por três corpos distintos. Sendo o central, que é a parte mais alta, atingindo cerca de 20 metros de altura, encimado por uma imensa cruz latina e uma escultura em bronze da “Pietà”. Os dois corpos laterais em nível mais baixo, apresentam na parte frontal em bronze a escultura de Santa Inês do lado esquerdo e de São Francisco do lado direito. Na parte posterior também em bronze, apresentam as esculturas de Santa Filomena do lado esquerdo e de S. Constabilis do lado direito. Nos francos da construção aparece a representação grupal da Família Matarazzo.
Na parte frontal ladeados por duas formações que representam colunas, está o portal, tendo como cobertura o brasão da família ladeados por dois anjos sentados. Uma porta de bronze trabalhada com duas folhas dá acesso ao recinto. Acima da porta, destaca-se uma placa com o nome da família gravado. Na parte posterior, uma grande janela em bronze treliçada encimada por duas coroas de louro, que representa a vitória.
Na parte interior há uma capela e as respectivas criptas.
Essa monumentalidade foi construída para homenagear e garantir a Glória Eterna do jovem Ermelino, que morreu numa corrida de automóveis, filho dileto do Conde Francisco Matarazzo.
Todo o estatuário em bronze foi esculpido e fundido na cidade Genova e transportado para o Brasil em 1925.
AUTOR: Luigi Brizzolara (Chiavari,Itália,1868- Gênova,Itália,1937)
LOCAL: Quadra 82, Terrenos de 6 a 12
Fotos: commons.wikimedia.org
Descrição tumular: Helio Rubiales



PERSONAGEM
Francesco Antonio Maria Matarazzo (Castellabate, 9 de março de 1854 — São Paulo, 10 de dezembro de 1937), também chamado de Francisco Matarazzo, foi um conde e empresário ítalo-brasileiro, criador do maior complexo industrial da América Latina do início do século XX.
Sua importância para o cenário econômico do Brasil só é comparável à que teve o Visconde de Mauá no século anterior, tendo sido um dos marcos da modernização do país.
BIOGRAFIA
Nascido em uma pequena vila do Sul da Itália, numa família antiga e tradicional da região, Francesco, aos 27 anos emigra para o Brasil em 1881 em busca de melhores condições de vida. No porto de Santos, perde parte da carga que trazia e, com o dinheiro que lhe sobra, estabelece na cidade de Sorocaba uma empresa de produção e comércio de banha de porco.
Em 1890, muda-se para São Paulo e funda, com os irmãos Giuseppe e Luigi , a empresa Matarazzo & Irmãos. Diversifica seus negócios e começa a importar farinha de trigo dos Estados Unidos. Giuseppe participava da empresa com uma fábrica de banha estabelecida em Porto Alegre e Luigi com um depósito-armazém estabelecido na cidade de São Paulo.
No ano seguinte, a empresa foi dissolvida e constituiu-se em seu lugar a Companhia Matarazzo S.A. que já conta com 43 acionistas minoritários. Essa sociedade anônima passa a controlar também as fábricas de Sorocaba e Porto Alegre
Em 1900, a guerra entre a Espanha e os países centro-americanos dificulta a compra do produto e ele consegue crédito do London and Brazilian Bank para construir um moinho na capital. A partir daí, seu império se expande rapidamente, chegando a reunir 365 fábricas por todo o Brasil. A renda bruta do conglomerado é a quarta maior do país, e 6% da população paulistana depende de suas fábricas, que, em 1911, passam a se chamar Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM), uma sociedade anônima.
Sua estratégia de crescimento segue o lema "uma coisa puxa a outra". Para embalar o trigo, monta uma tecelagem. Para aproveitar o algodão usado na produção do tecido, instala uma refinaria de óleo, e assim por diante.
Em reconhecimento à ajuda que envia à Itália durante a Primeira Guerra Mundial, em 1917 recebe do Rei Vítor Emanuel III o título de conde.
Em 1928 participa da fundação do Centro das Indústrias de São Paulo (atual FIESP).
TÍTULOS E COMENDAS
Conde - Decreto Real de 25 de junho de 1917, extensivo aos filhos varões em 2 de dezembro de 1926 (Itália);
Cavaliere Magistrale del Sovrano Militare Ordine di Malta (Malta);
Cavaliere di Gran Croce del Gran Crodone dell’Ordine della Corona d'Italia (Itália);
Cavaliere del Lavoro (Itália);
Croce al Mertio Ungherese (Itália);
Cavaleiro Oficial (Primeira Classe) da Ordem do Cruzeiro do Sul (Brasil).
MORTE
Morre na capital paulista após uma crise de uremia.
Fonte:pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa:Helio Rubiales

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