“MEMENTO, HOMO, QUIíA PULVIS ES ET IN PULVEREM REVERTERIS. ”



ARTE TUMULAR

Existe um tipo de arte que poucas pessoas conhecem, a chamada arte tumular. Deixando-se de lado o preconceito e a superstição, encontraremos nos cemitérios, trabalhos esculpidos em granito, mármore e bronze de personalidades que marcaram época. É um verdadeiro acervo escultórico e arquitetônico a céu aberto, guardando os restos mortais de muitas personalidades imortais de nossa história, onde a morte se torna um grande espetáculo da vida neste lugar de maravilhosas obras de arte e de grande valor histórico e cultural. Através da representação, a simbologia de saudades, amor, tristeza, nobreza, respeito, inocência, sofrimento, dor, reflexão, arrependimento, dá sentido às vidas passadas. No cemitério, a arte tumular é uma forma de cultura preservada no silencio e que não deverá ser temida, mas sim contempladas.



INICIE A MUSICA

PESQUISAR: COLOQUE O NOME DO PERSONAGEM

24 de jun de 2010

MARQUESA DE SANTOS - Arte Tumular - 428 - Cemitério da Consolação, São Paulo, Brasil







ARTE TUMULAR
Base tumular em dois níveis em mármore branco de formato retangular. No centro ergue-se um pedestal de formato retangular com o nome da marquesa gravado e uma foto emoldurada em bronze. No topo do pedestal, quatro pequenas colunas clássicas sustentam uma cobertura que protege a escultura de um putino (anjo) em mármore branco importado. O anjinho alado, apóia-se sobre um bastão numa vigilância constante, representando a vitória definitiva no reino de Deus.
LOCAL: Cemitério da Consolação, São Paulo
               Rua 1, terreno 3
Fotos: Ezerbeus, Simone
Descrição tumular: Helio Rubiales

PERSONAGEM
Domitíla de Castro e Canto Melo, primeira e única viscondessa e marquesa de Santos, (São Paulo, 27 de dezembro de 1797 — São Paulo, 3 de novembro de 1867) foi uma nobre brasileira, célebre amante de Dom Pedro I, imperador do Brasil, que lhe conferiu o título de marquesa em 12 de outubro de 1826. Foi também doadora de terras do cemitério da Consolação e grande soma em dinheiro para a construção da Capela.
Morreu ao 70 anos de idade
BIOGRAFIA
Filha de João de Castro Canto e Melo, coronel, e Escolástica Bonifácia de Oliveira Toledo Ribas, de boa e tradicional família paulista, era neta do coronel Carlos José Ribas, tetraneta de D. Simão de Toledo Piza, patriarca da família em São Paulo.
Eram irmãos de Domitila: João de Castro Canto e Melo, marechal-de-campo e gentil-homem da Imperial Câmara, que seria segundo visconde de Castro em 1827. José de Castro Canto e Melo, batizado em São Paulo em 17 de outubro de 1787, brigadeiro do exército e Maria Benedita de Castro Canto e Melo, batizada em 18 de dezembro de 1792, que morreu em 5 de março de 1857. Casada com Boaventura Delfim Pereira, tornando-se baronesa consorte de Sorocaba. Deixou descendência ilegítima com D. Pedro I, o amante de sua irmã.
PRIMEIRO CASAMENTO
Aos dezesseis anos de idade, em 13 de janeiro de 1813, Domitila casou-se com um oficial do segundo esquadrão do Corpo dos Dragões da cidade de Vila Rica, o alferes Felício Pinto Coelho de Mendonça (1789–1833), citado por diversos historiadores como um homem violento, que a espancava e violentava, e de quem se divorciou em 21 de maio de 1824.
Do casamento nasceram três filhos, Francisca, Felício e João (morto com poucos meses, pois, durante sua gravidez, Domitila foi espancada e esfaqueada pelo marido - em 1819).
O CASO DE AMOR COM D.PEDRO I
Em 1822, Domitília conheceu Dom Pedro de Alcântara (1798–1834) dias antes da proclamação da Independência do Brasil, em 29 de agosto de 1822. O Príncipe-Regente estaria voltando de uma visita à Santos , quando recebeu, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, duas correspondências (duas missivas da imperatriz Leolpoldina e uma de José Bonifácio) que o informava sobre as decisões da corte portuguesa, em que Pedro deixava de ser Regente para apenas receber e acatar as ordens vindas de Lisboa. Indignado por essa "ingerência sobre seus atos como governante", e influenciado por auxiliares que defendiam a ruptura com as Cortes, especialmente por José Bonifácio de Andrada e Silva, decidiu pela separação do reino de Portugal e Algarves.
Pedro era conhecido como «mulherengo». Em 9 de maio de 1826 seriam legitimados passaportes para a Europa de uma francesa, Adèle Bonpland, em companhia de uma filha e de um criado índio: fora amante do Príncipe. Outra francesa foi Madame Clemence Saisset, cujo marido tinha loja na Rua do Ouvidor. A Baronesa de Sorocaba, irmã de Domitila, pertenceria à lista.
Em 1823 o imperador a instalou na rua Barão de Ubá, hoje bairro do Estácio, que foi a primeira residência de Domitila no Rio de Janeiro. Posteriormente em 1826 recebeu de presente a "Casa Amarela", como ficou conhecida sua mansão, no número 293 da atual avenida D. Pedro II, perto da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão - onde hoje funciona o Museu do Primeiro Reinado.. Domitila mudou-se em 1826 e ali viveu até 1829.
Domitila foi, em 12 de outubro de 1825, feita viscondessa de Santos e, em 12 de outubro de 1826, elevada a primeira marquesa de Santos. Seus pais foram agraciados com benesses imperiais, seu irmão Francisco feito ajudante de campo do Imperador. Constava que seus ciúmes tinham encurtado a vida da imperatriz Leopoldina, que sua ambição era ver o Imperador legitimar seus filhos, tornando-os príncipes de sangue e assim em pé de igualdade com os filhos legítimos.
Dom Pedro e Domitila romperam em 1829, quando segundo o comentário da época (pois nada se comprovou) ela tentou balear a sua própria irmã Maria Benedita (baronesa de Sorocaba), ao descobrir seu relacionamento com o Imperador – que teve como fruto: Rodrigo Delfim. Porém, o maior motivo para a separação foi devido as segundas núpcias de D. Pedro I com Amélia de Leuchtenberg. Ele procurava desde 1827 uma noiva nobre de sangue e seu relacionamento com Domitila e os sofrimentos causados a Leopoldina por este, eram vistos com horror pelas cortes européias e várias princesas recusaram-se a casar-se com Pedro. Uma das cláusulas do contrato nupcial de Amélia e Pedro dizia que ele deveria afastar-se para sempre de Domitila e bani-la do império.
POSTERIDADE ILEGITIMA DE D.PEDRO 1
Nasceram-lhes cinco filhos: um menino natimorto (1823), Isabel Maria de Alcântara Brasileira (1824–1898), duquesa de Goiás, Pedro de Alcântara Brasileiro (1825–1826), falecido antes de completar um ano, Maria Isabel de Alcântara Brasileira (1827), duquesa do Ceará, que morreu com meses de idade, antes de lhe ser lavrado o título e Maria Isabel II de Alcântara Brasileira (1830–1896)
TÍTULOS
Em 1824 recebeu o título de baronesa de Santos; em 1825, foi elevada a viscondessa de Santos, e, em 1826, a marquesa de Santos. Ressalta-se que, apesar do título, a marquesa nunca esteve na cidade paulista de Santos.
O SEGUNDO CASAMENTO
A marquesa conheceu o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1794–1857), com quem se uniu em 1833, tendo casado em segundas núpcias em 14 de junho de 1842. Dessa união, nasceram quatro filhos: Rafael Tobias de Aguiar Júnior, João Tobias de Aguiar e Castro, Antônio Francisco de Aguiar e Castro e Brasílico de Aguiar e Castro.
VELHICE
Em sua velhice, a Marquesa de Santos tornou-se uma senhora devota e caridosa, procurando socorrer os desamparados, protegendo os miseráveis e famintos, cuidando de doentes e de estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco no centro da cidade de São Paulo.
A casa da Marquesa tornou-se o centro da sociedade paulistana, animada com bailes de máscaras e saraus literários.
MORTE
Domitila de Castro e Canto Melo, a Marquesa de Santos (cidade onde nunca residiu), faleceu de enterocolite, sendo sepultada no Cemitério da Consolação, cujas terras foram por ela doadas.
Fonte: pt.wikipedia.org
Formatação e pesquisa: HRubiales

2 comentários:

Cici disse...

interessante, mas creio que o nome dela seja Domitila e não Domitilia, como escrito em todo o decorrer do texto..

hrubiales disse...

Muito bem observado, a correção já foi feita